sexta-feira, 3 de julho de 2026
sábado, 27 de junho de 2026
Não te inquietes
“Não estejais inquietos por coisa alguma.” — Paulo
(Filipenses, 4:6)
A observação do apóstolo Paulo é importante para todos
os dias.
Ninguém esteja inquieto por coisa alguma.
Em verdade, a inquietação é fator desencadeante de
numerosas calamidades.
Na maioria das vezes, está presente no erro de cálculo
que compromete a construção, na dosagem inadequada do remédio que se transforma
em veneno, no acidente infeliz ou no desastre da via pública.
É quase sempre um espinho no lar, um cáustico no ponto
de vista, uma brasa no caminho e uma pedra na profissão.
É por ela que, muitas vezes, pronunciamos a expressão
descabida e articulamos o julgamento falso a respeito dos outros.
Com ela, geramos preocupações enfermiças e arruinamos
a estrada própria.
Contudo, a pretexto de aboli-la, é indispensável não
venhamos a cair na preguiça.
Muita gente, a pretexto de evitar a inquietação,
asila-se em comodismo deplorável, alegando que foge de trabalhar para não se
afligir.
Entendamos, porém, no verdadeiro sentido, a
recomendação judiciosa de Paulo. Ele que disse “não estejais inquietos por
coisa alguma” nunca esteve ocioso.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 86
sábado, 20 de junho de 2026
Se aspiras a servir
“Aprendi a contentar-me com o que tenho.” — Paulo
(Filipenses, 4:11)
Afirmas-te no veemente propósito de servir;
entretanto, para isso, apresentas cláusulas diversas.
Dispões de recursos próprios, conquanto humildes, para
as tarefas do socorro material; contudo, esperas pelo dinheiro dos outros.
Tens contigo vastas possibilidades para alfabetizar os
necessitados de instrução, mas esperas um título oficial que talvez nunca
chegue.
Mostras pés e braços livres que te garantem o auxílio
aos irmãos em prova; entretanto, esperas acompanhantes que provavelmente jamais
se decidam ao concurso fraterno.
Relacionas talentos múltiplos, a fim de cumprires
abençoada missão de amor puro entre os homens; todavia, esperas em família pelo
companheiro ideal.
Se acordaste para a cooperação com Jesus, recorda a
afirmativa de Paulo: “Aprendi a contentar-me com o que tenho.”
Quando o apóstolo escreveu essa confissão, estava
preso em Roma.
Em torno dele, o ambiente doloroso do cárcere.
Guardiães desalmados, companheiros infelizes, pragas e palavrões. Nem sempre
pão à mesa, nem sempre água pura, nem sempre consolação, nem sempre voz amiga…
No entanto, ao invés de desanimar, o pioneiro do
Evangelho cede vida e força, serenidade e bom ânimo de si próprio.
Se aspiras a servir aos outros, servindo a ti mesmo,
no reino do Espírito, não percas tempo na expectativa inútil, pois todo aquele
que sente, e age com o Cristo, vive satisfeito e procura melhorar-se,
melhorando a vida com aquilo que tem.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 85
sábado, 13 de junho de 2026
Divinos dons
“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de
fortaleza, de amor e de moderação.” — Paulo (II Timóteo, 1:7)
Realmente, não foi o Pai Excelso quem nos instilou o
espírito do medo. Ao revés disso, conferiu-nos largamente a fortaleza, o amor e
a moderação.
Todos somos, assim, dotados de recursos para
desenvolver, ao infinito, os dons divinos da fortaleza que é valor moral, do
amor que é serviço incessante no bem e da moderação que define equilíbrio.
Entretanto, à maneira do operário que foge à máquina,
acreditando receber impunemente o salário da oficina, sem o suor do trabalho,
desertamos da responsabilidade, supondo obter sem paga os benefícios da vida,
sem o esforço do próprio burilamento. O operário, nessas circunstâncias, ganha
vantagens materiais; contudo, na intimidade, permanece no nível da
incompetência; e nós outros, em semelhante atitude, podemos desfrutar
considerações do plano terrestre, mas, por dentro, estacamos na sombra da ignorância.
É por isso que geramos, em nosso prejuízo, o clima do
medo, em que os monstros do egoísmo e da discórdia, do desespero e da crueldade
se desenvolvem, tanto quanto a cultura de várias enfermidades prolifera na
podridão.
Não te percas, desse modo, nas ideias enquistantes ou
destruidoras do medo, capazes de operar a ruína dos melhores impulsos, porque,
se utilizas a fortaleza, o amor e a moderação, — talentos de que o Senhor te
investiu em favor do próprio aperfeiçoamento, — seguirás para diante, na Terra
e além da Terra, com a luz do coração e a paz da consciência.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 84
sábado, 6 de junho de 2026
Presença divina
“Eis que estou convosco até o fim dos séculos…” — Jesus
(Mateus, 28:20)
Pastores religiosos dos diversos templos cristãos
declaram, todos os dias e por toda a parte, que Jesus está com os líderes
mundiais, com os cientistas da Terra, com os orientadores da mente popular e
com todas as linhas da Civilização; entretanto, vemos a maioria dos condutores
e dos conduzidos no mundo, em franca discórdia, exibindo, aqui e ali, conflitos
de sangue e ódio.
Tudo parece desmentir a boca otimista dos pregadores,
tal a ventania de desavenças que sopra de todas as direções.
Os expositores do Evangelho, no entanto, conservam
precisão matemática em semelhantes afirmativas.
Jesus não formulou promessas frustradas… Estará, sim,
com todos os corações da Terra, sempre e sempre; contudo, a Doutrina Espírita,
suplementando as anotações do Testamento do Cristo, vem explicar, sem sombra de
dúvida, que o Mestre está e estará com toda a Humanidade, mas apenas
conheceremos fruto visível e imediatamente aproveitável de sua presença
sublime, na criatura terrestre, dessa ou daquela posição, que esteja também com
Ele.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 83
sexta-feira, 5 de junho de 2026
O consumo consciente e a preservação do meio ambiente
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| Imagem: gov/ANS |
“As manifestações de vida
nos vários reinos da Natureza, abrangendo o homem, significam a expressão do
Verbo Divino, em escala gradativa nos processos de aperfeiçoamento da Terra?
Sim,
em todos os reinos da Natureza palpita a vibração de Deus, como o Verbo Divino
da Criação Infinita; e, no quadro sem-fim do trabalho da experiência, todos os
princípios, como todos os indivíduos, catalogam os seus valores e aquisições
sagradas para a vida imortal.”
Emmanuel – Livro: O
Consolador, q. 28
No mês de junho, dentre tantas efemérides e festividades que
carreiam vibrações de muita alegria para grande parte da população brasileira,
temos, no dia 5, a data que nos lembra do compromisso com a casa em que
vivemos. Esse compromisso nos conclama aos cuidados com o meio ambiente
oferecido por Gaia, a Mãe Terra, segundo a mitologia grega.
Mais
do que uma pauta social ou política, a preservação do nosso orbe deve ser
considerada por nós — que já conseguimos vislumbrar o infinito além da matéria
que temporariamente utilizamos para o nosso desempenho evolutivo — como uma
disciplina da grade escolar que deveremos aprender e aplicar, provando, assim,
o desenvolvimento do nosso potencial de fraternidade, desapego e elevação
moral.
Segundo
as informações trazidas na questão 28 do livro O Consolador, pelo
benfeitor Emmanuel, podemos afirmar que Deus está presente em todos os reinos
da natureza, onde os elementos que os compõem estão colocados em estágios
graduais e encadeados numa jornada evolutiva. Nós, humanos, ocupando o topo
destes estágios entre as espécies encarnadas no planeta, devemos assumir um
papel de facilitadores nesse processo, como podemos ler e deduzir, ainda, em
outra afirmação de Emmanuel, no livro Renúncia: “O mundo material é
uma tenda de esforços infinitos, onde fomos chamados a colaborar com o Criador
no aperfeiçoamento de suas obras.” Essa cooperação pode começar através de
pequenos esforços, tais como o controle de nossos impulsos de consumo e o
redirecionamento das nossas condutas diárias, ou seja, tomando atitudes
conscientes.
Quando
consumimos além do necessário, gerando desperdício e esgotamento de recursos,
materializamos, através dessas atitudes, nossos malfadados vícios conhecidos
como orgulho e egoísmo. Segundo o Espírito da Verdade afirma, em
resposta a Kardec na questão 785 de O Livro dos Espíritos, esses vícios
são o maior obstáculo ao progresso da humanidade.
Enfim,
a construção do Mundo de Regeneração que aguardamos ansiosamente exige
de nós mudanças drásticas para que essa obra se materialize o quanto antes.
Isto requer reflexão sobre: O que estamos pondo no prato? Qual a origem destes
alimentos? Quanto e o que foi destruído no caminho até o prato? O mesmo vale
para tudo o que temos consumido. Como seres de consciências despertas, todo o
mundo estará melhor e caminharemos a passos mais largos na construção do Reino
tão bem cantado por nosso Mestre!
“A
Natureza é sempre o livro divino, onde as mãos de Deus escrevem a história de
sua sabedoria, livro da vida que constitui a escola de progresso espiritual do
homem, evoluindo constantemente com o esforço e a dedicação de seus
discípulos.” (Emmanuel – Livro: O consolador, q. 27).
Sejamos bons discípulos!
DCSE/CEJG
segunda-feira, 1 de junho de 2026
sábado, 30 de maio de 2026
Tua obra
“Mas prove cada um a sua própria obra e terá glória só
em si mesmo e não noutro.” — Paulo (Gálatas, 6:4)
Ainda mesmo que te sintas em lugar impróprio às tuas
aptidões e mesmo que as tuas atividades pareçam sem qualquer importância,
lembra-te de que a Lei do Senhor te coloca presentemente na condição em que
podes produzir melhor e aprender com mais segurança.
Tens, assim, a tua obra particular e intransferível na
execução do plano universal de Deus.
Não aspires, desse modo, a assumir, de imediato, as
responsabilidades daqueles que se encontram expostos à multidão, a pretexto de
desempenhares mandato especial, ante a Providência Divina.
A tarefa de que te incumbes, nos últimos degraus ou no
plano mais obscuro do lar, é de suma importância nos desígnios do Senhor. A
folha de papel que te sai das mãos pode ser aquela em que se grafarão palavras
destinadas ao consolo de toda a comunidade, e o menino que te obriga a pesadas
noites de insônia pode trazer consigo o trabalho de auxílio providencial a um
povo inteiro. A fonte que proteges, em muitas ocasiões, será o alimento para
milhares de criaturas, e a árvore que plantas dar-te-á, talvez amanhã, o
remédio de que precises.
Tua obra de hoje é o serviço que o Senhor te deu hoje
a realizar. Faze-o do melhor modo, recordando que, apesar da grandeza divina do
nosso Divino Mestre, foi ele, um dia, na Terra, humilde criança, constituindo
obra de abnegação e de amor para os braços de pobre mãe, recolhida
temporariamente à estrebaria, sem conforto e sem lar.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 82
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Você conhece a história de Cairbar Schutel?
Cairbar
Schutel nasceu em 22 de setembro de 1868, no Rio de Janeiro, e ficou órfão
ainda criança, sendo criado pelo avô, que o matriculou no Imperial Colégio
Pedro II. Ainda jovem, tornou-se prático de farmácia e mudou-se para o interior
de São Paulo, vivendo em cidades como Piracicaba, Araraquara e Matão. Em Matão,
destacou-se não apenas como profissional, mas também como importante líder
local, contribuindo para a emancipação do município e tornando-se o primeiro
presidente da Câmara Municipal da cidade.
Seu
contato com o Espiritismo ocorreu por meio de amigos ligados às reuniões
mediúnicas. Inicialmente curioso, impressionou-se ao assistir a comunicações
espirituais de elevado teor moral. Pouco tempo depois, desenvolveu suas
próprias faculdades mediúnicas, especialmente a psicografia, por meio da qual
recebeu mensagens do próprio pai desencarnado. A partir dessas experiências,
aprofundou-se no estudo das obras de Allan Kardec, tornando-se dedicado
estudioso e divulgador da Doutrina Espírita.
Em
1905, fundou o Centro Espírita Amantes da Pobreza, pioneiro na região paulista,
além do jornal O Clarim, um dos mais importantes periódicos espíritas do
Brasil. Posteriormente, lançou a Revista Internacional do Espiritismo,
ampliando ainda mais a divulgação doutrinária. Como escritor e polemista,
destacou-se pela defesa firme e respeitosa do Espiritismo diante das críticas e
perseguições da época, conquistando grande respeito moral, inclusive entre
adversários.
Conhecido
como “Médico dos Pobres” e “Pai da Pobreza de Matão”, Cairbar Schutel dedicou
grande parte da vida ao auxílio dos necessitados. Atendia gratuitamente pessoas
carentes, fornecendo remédios e assistência sem cobrar nada. Sua residência
tornou-se ponto de acolhimento aos pobres e sofredores, refletindo seu profundo
espírito de caridade, desapego material e vivência prática dos ensinamentos
cristãos defendidos pelo Espiritismo.
Cairbar Schutel desencarnou em 30 de janeiro de 1938, na cidade de Matão, cercado do respeito e admiração do movimento espírita brasileiro. Na lápide de seu túmulo foi gravada a frase: “Vivi, vivo e viverei, porque sou imortal”, síntese de sua convicção na imortalidade da alma. Conhecido como o “Apóstolo de Matão”, deixou importante legado como médium, escritor, jornalista e propagador incansável da Doutrina Espírita no Brasil.
Resumo da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira.
sábado, 23 de maio de 2026
Prosseguindo
“Prossigo para o alvo…” — Paulo (Filipenses, 3:14)
Encontras o semblante amargo da solidão no momento em
que as circunstâncias te compelem a deixar o conhecido.
Supões que a construção de toda a existência desaba
sobre ti mesmo, como se a ausência da moldura familiar te rasgasse o quadro da
própria alma.
Corações amigos, atraídos por outras sendas,
abandonaram-te os ideais; pessoas queridas deixaram-te a sós; aposentaram-te a
distância do trabalho de muitos anos, ou a morte, de passagem, ceifou o sorriso
dos companheiros que te eram mais caros…
Sentes, por vezes, que estás deixando para trás tudo o
que te parece mais valioso, entretanto, não é verdade.
Basta jornadeies corajosamente adiante e, buscando
expressar-te em novas formas, reconhecerás que o amor e o trabalho são mais
belos em teu caminho.
Compreenderás, então, que podes adicionar novas
parcelas de alegria à felicidade dos que mais amas e que podes servir com mais
entendimento às aspirações que te inspiram a marcha.
Se a vida te apresenta a fisionomia triste da solidão,
recorda a própria imortalidade e não te detenhas.
O menino deixa a infância para entrar na mocidade, o
jovem deixa a mocidade para entrar na madureza, o adulto deixa a madureza para
entrar na senectude e o ancião deixa a extrema velhice para entrar no mundo
espiritual, não como quem perde os valores adquiridos, mas sim prosseguindo
para o alvo que as Leis de Deus nos assinalam a cada um…
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 81

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