quarta-feira, 1 de abril de 2026

Um Coração a Serviço do Cristo

 

Chico Xavier nasceu em 2 de abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo, e desde muito cedo enfrentou dificuldades que moldaram profundamente sua sensibilidade espiritual. Órfão de mãe ainda na infância e criado em meio a privações, encontrou no consolo da fé e na vivência do Evangelho o amparo para seguir adiante. Desde menino, relatava percepções espirituais que, mais tarde, seriam compreendidas à luz da Doutrina Espírita.

 

Sua trajetória no Espiritismo teve início na juventude, quando passou a frequentar reuniões espíritas e a desenvolver sua mediunidade com disciplina e humildade. Sob a orientação do benfeitor espiritual Emmanuel, iniciou uma das mais notáveis obras mediúnicas da história, dedicando-se integralmente ao serviço do bem. Sua vida foi marcada pelo esforço constante de aprimoramento moral e pela fidelidade aos ensinamentos de Jesus.

 

Ao longo de sua existência, Chico Xavier psicografou mais de 400 livros, abordando temas variados como consolo espiritual, ciência, filosofia e evangelho. Obras como Nosso Lar, ditada pelo Espírito André Luiz, alcançaram milhões de leitores, levando esclarecimento e esperança a incontáveis corações. Apesar da grandiosidade de sua produção, jamais se apropriou dos direitos autorais, destinando-os integralmente à caridade.

 

Sua atuação não se limitou à psicografia. Chico tornou-se exemplo vivo de humildade, caridade e amor ao próximo, atendendo milhares de pessoas que o procuravam em busca de consolo, orientação e mensagens de entes queridos desencarnados. Sua postura simples, aliada à profunda espiritualidade, fez dele uma referência moral não apenas para os espíritas, mas para toda a sociedade brasileira.

 

Ao recordarmos seu nascimento no mês de abril, mais do que reverenciar sua memória, somos convidados a refletir sobre seu legado. Chico Xavier demonstrou, com a própria vida, que a verdadeira grandeza está no serviço desinteressado, na fé ativa e no amor ao próximo. Sua existência permanece como um farol de luz, inspirando gerações a viverem os ensinamentos do Cristo com sinceridade e dedicação. 

DCSE/CEJG


Palestras CEJG - Abril/2026

 




sábado, 28 de março de 2026

Excesso

 

“Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma?” — Jesus (Marcos, 8:36)

 

Enquanto a criatura permanece no corpo terrestre, é natural se preocupe com o problema da própria manutenção.

Vigilância não exclui previdência.

Mas não podemos olvidar que o apego ao supérfluo será sempre introdução à loucura.

Tudo aquilo que o homem ajunta abusivamente, no campo exterior, é motivo para aflição ou inutilidade.

Patrimônios físicos sem proveito, isca de sombra atraindo inveja e discórdia.

Alimentos guardados, valores a caminho da podridão.

Roupa em desuso, asilo de traças.

Demasiados recursos amoedados, tentações para os descendentes.

Todo excesso é parede mental isolando, aqueles que o criam, em cárceres de orgulho e egoísmo, vaidade e mentira.

Observa, assim, o material que amontoas.

Tudo o que está fora de ti representa caminho em que transitas.

Agarrar-se, pois, ao efêmero é prender-se à ilusão.

Mas todos os bens espirituais que ajuntares em ti mesmo, como sejam virtude e educação, constituem valores inalienáveis a brilharem contigo, aqui ou alhures, em sublimação para a vida eterna.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 73


sábado, 21 de março de 2026

Ouvidos

 

“Quem tem ouvidos de ouvir, ouça.” — Jesus (Mateus, 11:15)

 

Ouvidos… Toda gente os possui.

Achamos, no entanto, ouvidos superficiais em toda a parte.

Ouvidos que apenas registram sons.

Ouvidos que se prendem a noticiários escandalosos.

Ouvidos que se dedicam a boatos perturbadores.

Ouvidos de propostas inferiores.

Ouvidos simplesmente consagrados à convenção.

Ouvidos de festa.

Ouvidos de mexericos.

Ouvidos de pessimismo.

Ouvidos de colar às paredes.

Ouvidos de complicar.

 

Se desejas, porém, sublimar as possibilidades de acústica da própria alma, estuda e reflete, pondera e auxilia, fraternalmente, e terás contigo os “ouvidos de ouvir”, a que se reportava Jesus, criando em ti mesmo o entendimento para a assimilação da Eterna Sabedoria.

 

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 72


sexta-feira, 20 de março de 2026

Você conhece a história de José Martins Peralva?

 

José Martins Peralva nasceu em 1º de abril de 1918, na cidade de Buquim, em Sergipe. Filho de Basílio Martins Peralva e Etelvina da Fonseca Peralva, teve forte influência do pai, que foi um dos pioneiros do Espiritismo na região. Desde os seis anos de idade acompanhava as atividades mediúnicas e doutrinárias realizadas em casa, onde presenciou curas e estudos da doutrina baseados nos ensinamentos de Allan Kardec, recebendo assim sólida formação espírita ainda na infância.

A adolescência de Martins Peralva foi marcada por grandes dificuldades após a morte do pai, quando ele tinha apenas 13 anos. A família enfrentou sérios problemas financeiros, e, mesmo sendo o mais jovem dos irmãos, assumiu responsabilidades para ajudar no sustento do lar. Trabalhou em diversos empregos desde muito cedo, demonstrando esforço, disciplina e perseverança, características que mais tarde também marcariam sua atuação no movimento espírita.

Apesar das lutas materiais, manteve-se ativo na divulgação do Espiritismo em Sergipe. Participou de instituições espíritas, escreveu artigos doutrinários em jornais e chegou a presidir a União Espírita Sergipana ainda jovem. Paralelamente, atuou como jornalista e colaborador de periódicos, abordando temas espíritas, culturais e sociais, contribuindo para ampliar o conhecimento da doutrina.

Em 1949, durante viagem ao sudeste do Brasil, teve um encontro marcante com Chico Xavier no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo. A experiência espiritual vivida nessa ocasião motivou sua mudança definitiva para Belo Horizonte, onde passou a atuar intensamente no movimento espírita mineiro, especialmente na União Espírita Mineira e no Centro Espírita Célia Xavier, dedicando-se ao estudo, à divulgação e à formação de jovens espíritas.

Ao longo de sua vida, destacou-se como escritor e expositor espírita, produzindo obras doutrinárias de grande repercussão, como Estudando a Mediunidade, Estudando o Evangelho, O Pensamento de Emmanuel, Mediunidade e Evolução e Mensageiros do Bem. Também colaborou com jornais e instituições espíritas, tornando-se uma das figuras mais respeitadas do Espiritismo em Minas Gerais. Desencarnou em 3 de setembro de 2007, em Belo Horizonte, deixando importante legado de estudo, divulgação e fidelidade aos princípios da Doutrina Espírita.

 

Resumo extraído da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira – UEM


sábado, 14 de março de 2026

Olhos

 

“… Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz…” — Jesus (Mateus, 6:22)

 

Olhos… Patrimônio de todos.

Encontramos, porém, olhos diferentes em todos os lugares.

Olhos de malícia…

Olhos de crueldade…

Olhos de ciúme…

Olhos de ferir…

Olhos de desespero…

Olhos de desconfiança…

Olhos de atrair a viciação…

Olhos de perturbar…

Olhos de registrar males alheios…

Olhos de desencorajar as boas obras…

Olhos de frieza…

Olhos de irritação…

Se aspiras, no entanto, a enobrecer os recursos da visão, ama e ajuda, aprende e perdoa sempre, e guardarás contigo os “olhos bons”, a que se referia o Cristo de Deus, instalando no próprio espírito a grande compreensão suscetível de impulsionar-te à glória da Eterna Luz.

 

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 71


sábado, 7 de março de 2026

Pacifica sempre

 

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” — Jesus (Mateus, 5:9)

 

Por muitas sejam as dores que te aflijam a alma, asserena-te na oração e pacifica os quadros da própria luta.

Se alguém te fere, pacifica desculpando.

Se alguém te calunia, pacifica servindo.

Se alguém te menospreza, pacifica entendendo.

Se alguém te irrita, pacifica silenciando.

O perdão e o trabalho, a compreensão e a humildade são as vozes inarticuladas de tua própria defesa.

Golpes e golpes são feridas e mais feridas.

Violência com violência somam loucura.

Não ergas o braço para bater, nem abras o verbo para humilhar.

Diante de toda perturbação, cala e espera, ajudando sempre.

O tempo sazona o fruto verde, altera a feição do charco, amolece o rochedo e cobre o ramo fanado* de novas flores.

Censura é clima de fel.

Azedume é princípio de maldição.

Onde estiveres, pacifica.

Seja qual for a ofensa, pacifica.

E perceberás, por fim, que a paz do mundo é dom de Deus, começando de ti.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 70

 

*fanado: que sofreu mutilação.

 (Definições de Oxford Languages - Google)


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Felicidade: Uma Conquista do Espírito

 


No dia 20 de março, o mundo celebra o Dia Internacional da Felicidade, instituído pela Assembleia Geral da ONU em 28/06/2012 (Resolução 66/281), reconhecendo-a como meta universal da humanidade. Assim, a propósito desta data tão significativa, vamos refletir à luz da Doutrina Espírita sobre esse estado interior de paz, consciência tranquila e fé no futuro (Livro dos Espíritos, q. 922), bem como as condições para sua construção dentro de nós.

Primeiramente, precisamos considerar o disposto na questão 920, onde os Espíritos ensinam que não podemos gozar de felicidade completa aqui, pois este é um mundo de provas e expiações, mas podemos suavizar os males e ser tão felizes quanto possível. Isso nos revela que a felicidade é relativa e depende, sobretudo, da maneira como encaramos as experiências da vida.

No Evangelho segundo o Espiritismo, especialmente no capítulo V — “Bem-aventurados os aflitos” — somos convidados a compreender que as dores e dificuldades possuem causas justas e educativas. E assim sendo, quando logramos entender o sofrimento como instrumento de crescimento, nasce em nós a resignação ativa — não a passividade, mas a confiança em Deus. Essa postura íntima gera paz interior, fundamento essencial da felicidade verdadeira.

Já Emmanuel ensina, em diversas mensagens psicografadas por Chico Xavier, que a felicidade real não procede das facilidades exteriores, mas da harmonia interior e do dever bem cumprido, do serviço ao próximo, da consciência reta e da fidelidade a Deus. Assim, cada gesto de amor e cada esforço de renovação moral ampliam nossa capacidade de experimentar contentamento profundo.

André Luiz, por sua vez, demonstra que, no plano espiritual, a felicidade está diretamente ligada ao trabalho útil e à cooperação. Espíritos que se dedicam ao bem sentem alegria e plenitude, enquanto os que permanecem presos ao egoísmo experimentam perturbação. A felicidade, portanto, é consequência natural da sintonia com as leis divinas.

Diante disso, ao iniciarmos o mês de março, refletimos: onde estamos buscando nossa felicidade? O Espiritismo nos orienta a procurá-la na transformação interior, na prática da caridade e na confiança em Deus. Que cada leitor aproveite este marco estabelecido em todo o mundo para renovar propósitos, fortalecer a vivência do Evangelho no lar, participar de atividades edificantes no meio espírita, exercitando, no cotidiano, pequenos gestos de amor e serviço. Mais do que um sentimento passageiro, a felicidade é conquista gradual do Espírito imortal — e começa agora, na decisão sincera de viver segundo os ensinamentos do Cristo. 

DCSE/CEJG


Palestras CEJG - Março/26

 


Na luz da compaixão

 

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.” — Jesus (Mateus, 5:7)

 

Deixa que a luz da compaixão te clareie a rota, para que a sombra te não envolva.

Sofres a presença dos que te pisam as esperanças?

Compaixão para eles.

Ouves a palavra dos que te ironizam?

Compaixão para eles.

Padeces o assalto moral dos que te perturbam?

Compaixão para eles.

Recebes a farpa dos que te perseguem?

Compaixão para eles.

A crueldade e o sarcasmo, a demência e a vileza são chagas que o tempo cura.

Rende graças a Deus, por lhes suportares o assédio sem que partam de ti.

No fundo são males que surgem da ignorância, como a cegueira nasce das trevas.

Não sanarás o desequilíbrio do louco, zurzindo-lhe a cabeça, nem expulsarás a criminalidade do malfeitor, cortando-lhe os braços.

Diante de todos os desajustamentos alheios, compadece-te e ampara sempre.

Perante todos os disparates do próximo, compadece-te e faze o melhor que possas.

Todos somos alunos do educandário da vida e todos somos suscetíveis de queda moral no erro.

Usa, pois, a misericórdia com os outros e acharás nos outros a misericórdia para contigo.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 69

 


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Você conhece a história de Zilda Gama?

Zilda Gama nasceu em 11 de março de 1878, em Três Ilhas, Juiz de Fora (MG), sendo a segunda de onze filhos. Filha de um escrivão de paz e de uma professora estadual, recebeu a educação inicial da própria mãe e formou-se professora primária pela Escola Normal de São João Del Rei. Com apenas 24 anos, ficou órfã e assumiu a responsabilidade pela família, cuidando de cinco irmãos menores e, mais tarde, de cinco sobrinhos órfãos, demonstrando desde cedo grande senso de dever e liderança.

Atuou como professora e diretora escolar, destacando-se em concursos promovidos pela Secretaria de Educação de Minas Gerais. Em 1931, participou ativamente do movimento em prol dos direitos femininos no Brasil, sendo autora de uma tese oficialmente aprovada no Congresso Nacional sobre o voto feminino. Também colaborou com contos e poesias em importantes periódicos da antiga capital federal, como o Jornal do Brasil, a Gazeta de Notícias e a Revista da Semana.

Ainda jovem, passou a perceber a presença de Espíritos e recebeu mensagens do pai e da irmã desencarnados, que a confortavam em momentos difíceis. Em 1912, recebeu comunicação assinada por Allan Kardec, cujos ensinamentos foram posteriormente reunidos na obra "Diário dos Invisíveis" (1929). A partir dessas experiências, consolidou sua atuação mediúnica no movimento espírita.

Em 1916, foi informada por benfeitores espirituais de que psicografaria uma novela, o que se concretizou sob a orientação do Espírito Victor Hugo. Dessa parceria mediúnica surgiram obras como "Na Sombra e na Luz", "Do Calvário ao Infinito", "Redenção", "Dor Suprema e Almas Crucificadas", publicadas pela Federação Espírita Brasileira. Tornou-se então pioneira no país ao receber vasta produção literária do plano espiritual, publicando ainda diversos outros títulos e organizando obras voltadas à educação.

Em 1959, após sofrer um derrame cerebral, passou a viver em cadeira de rodas, assistida por um sobrinho, e desencarnou em 10 de janeiro de 1969, no Rio de Janeiro. Zilda Gama foi uma antecessora de Francisco Cândido Xavier, e sua mediunidade contribuiu para aproximar muitos encarnados e desencarnados da Doutrina Espírita, deixando um legado de esclarecimento e consolação. Atendeu prontamente ao chamado de Jesus e à proteção espiritual de Allan Kardec.

 

Resumo da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira. 


sábado, 21 de fevereiro de 2026

Aguardemos

 

“E assim, esperando com paciência, alcançou a promessa.” — Paulo (Hebreus, 6:15)

 

Em qualquer circunstância, espera com paciência.

Se alguém te ofendeu, espera.

Não tomes desforço a quem já carrega a infelicidade em si mesmo.

Se alguém te prejudicou, espera.

Não precisas vingar-te de quem já se encontra assinalado pela justiça.

Se sofres, espera.

A dor é sempre aviso santificante.

Se o obstáculo te visita, espera.

O embaraço de hoje, muita vez, é benefício amanhã.

A fonte, ajudando onde passa, espera pelo rio e atinge o oceano vasto.

A árvore, prestando incessante auxílio, espera pela flor e ganha a bênção do fruto.

Todavia, a enxada que espera, imóvel, adquire a ferrugem que a desgasta.

O poço que espera, guardando águas paradas, converte a si próprio em vaso de podridão.

Sejam, pois, quais forem as tuas dificuldades, espera, fazendo em favor dos outros o melhor que puderes, a fim de que a tua esperança se erga sublime, em luminosa realização.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 68


sábado, 14 de fevereiro de 2026

A melhor medida

 

“Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.” — (Tiago, 1:4)

 

Mais que as doenças vulgares do corpo, sofres os problemas da alma, agravando-te a tensão, cada dia.

Mais que os micróbios patogênicos a te assaltarem os tecidos do instrumento físico, padeces a intromissão de agentes mentais inquietantes, atormentando-te as fibras da alma.

Levantas-te, cada manhã, muita vez, com as lutas da véspera e, antes que se te rearmonizem as forças, cambaleias mentalmente ao impacto da irritação de familiares incompreensivos…

Prestas longas explicações, a benefício da tranquilidade ambiente; contudo, mal terminas o arrazoado afetuoso, há quem te malsine a palavra, complicando as questões em torno…

Movimentas correção e sinceridade, honrando os próprios deveres; todavia, quando te julgas a cavaleiro de toda crítica, aparece alguém arrastando-te o coração ao mercado da injúria…

Empenhas carinho e abnegação no cultivo do amor ao lado de alguém; contudo, quando te crês em segurança no caminho do entendimento, observas que a ingratidão te envenena os melhores gestos…

Entretanto, à frente de toda dificuldade não te lastimes, nem desfaleças…

Para toda perturbação, a paciência é a melhor medida.

Não profiras qualquer palavra de que te possas arrepender.

Silencia e abençoa sempre, porque, amanhã, quantos hoje se precipitam na sombra voltarão novamente à luz.

Esquecido, usa a paciência e ajuda sem exigir.

Insultado, recorre à paciência e esquece o mal.

Em todas as dores, arrima-te à paciência.

Em todo embaraço, espera com paciência.

Todo progresso humano surge da Paciência Divina. Conserva-te, pois, na força da paciência e, onde estejas, farás sempre o melhor.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Palavras de Vida Eterna – Lição 67

 


sábado, 7 de fevereiro de 2026

O primeiro passo

 

“Portanto, tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também vós a eles, porque esta é a Lei e os Profetas.” — Jesus (Mateus, 7:12)

 

A regra áurea recebe citações em todos os países.

Em torno dela gravitam livros, poemas, apelos e sermões preciosos.

Entretanto, raros se lembram do primeiro passo para que se desvele toda a sua grandeza.

Não podemos reclamar a ajuda dos outros.
Antes, é justo prestar auxílio.

Não será lícito exigir a desculpa de alguém.
Antes, é imperioso saibamos desculpar.

Convidados a compreender, muitos dizem “não posso”, e instados a auxiliar, respondem muitos “ainda não…”

Esquecem-se, porém, de que amanhã serão talvez os necessitados e os réus, carecentes de perdão e socorro. E, muitas vezes, ainda quando não precisem de semelhantes bênçãos para si mesmos, por elas suspirarão em favor dos que mais amem, à face das sombras que lhes devastam a vida.

Se um exemplo pode ser invocado, como bússola, recordemos Jesus.

O Mestre dos mestres faz o bem, despreocupado de considerações, alivia sem paga, acende a esperança sem que os homens lha peçam e perdoa espontaneamente aos que o injuriam e apedrejam, sem aguardar-lhes retratação.

Veneremos, assim, a regra áurea e estendamos o espírito de amor de que se toca, divina; contudo, estejamos certos de que ela somente valerá para nós se lhe dermos a aplicação necessária.

O texto do ensinamento é vivo e franco:
— “Tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também vós a eles.”

Querer o bem é impulso de todos, mas, na prática do estatuto sublime, é forçoso sejamos nós quem se adiante a fazê-lo.

 

Emmanuel/Chico Xavier

Palavras de Vida Eterna – Lição 66

 

 


sábado, 31 de janeiro de 2026

Carnaval e Vigilância Espiritual: Um Convite à Reflexão

O Carnaval, para muitos, é visto como tempo de alegria e descontração coletiva. Entretanto, à luz da Doutrina Espírita, somos convidados a refletir com mais profundidade sobre os efeitos que certos festejos e ambientes podem produzir no campo emocional, mental e espiritual das criaturas. 

Os excessos materiais, tão comuns nesse período, revelam a busca ansiosa por prazer imediato: abuso de álcool, desperdício, sensualidade sem responsabilidade e comportamentos que colocam o corpo em risco. Ensina-nos o Espiritismo que o corpo é instrumento sagrado de aprendizado e serviço, e que todo abuso cobra seu preço, seja em forma de enfermidades, desequilíbrios ou arrependimentos e expiações posteriores. É como se, em meio às luzes do progresso material, a alma humana permanecesse distraída quanto às responsabilidades maiores da vida. 

Emmanuel, na mensagem "Sobre o carnaval" (Livro Cartas do Alto) lembra que nenhum Espírito equilibrado pode fazer apologia da “loucura generalizada” que adormece as consciências nesse período. Lamenta, ainda, que governos e administrações colaborem para intensificar a série de desvios de Espíritos ainda frágeis, fazendo com que corações indecisos e necessitados do amparo moral de Espíritos mais esclarecidos, pela indisciplina sentimental, se liguem às forças das trevas, operando a revivescência de animalidades que somente os longos aprendizados conseguem fazer desaparecer. 

Em contraponto, é consolador saber que muitos escolhem caminhos de recolhimento e luz, participando de retiros espirituais, encontros fraternos e estudos do Evangelho, que também acontecem nesse período em todo o país. Em nossa região, particularmente, temos a COEZMUC – Confraternização Espírita da Zona do Mucuri, que reúne anualmente as famílias espíritas em torno do Evangelho do Cristo, oferecendo uma alternativa de paz, serviço e renovação interior. Este evento é programado com antecedência, sendo necessário inscrever-se dentro do prazo estabelecido para a participação. Este ano o tema é “Mediunidade com Jesus”. 

Alerta-nos Emmanuel que, enquanto houver um mendigo abandonado junto ao fastígio da sociedade, toda superfluidade será apenas um atestado eloquente de sua miséria moral. Que possamos, então, transformar dias de superficialidade em momentos de luz, serviço e fraternidade, reconstruindo valores e consciências para o bem de todas as almas.


Defesa

 

“Quando pois vos conduzirem para vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer, mas, o que vos for confiado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais e sim o Espírito Santo.” — Jesus (Marcos, 13:11)

 

Se tens a consciência tranquila no cumprimento do próprio dever, guardas em ti mesmo cidadela* e refúgio.

Não te percas em conflitos inúteis, nem te emaranhes nas explicações infindáveis.

Acusado de mistificador, responde com o devotamento à verdade.

Acusado de malfeitor, responde fazendo o bem.

Por todas as culpas imaginárias em que te cataloguem o nome, oferece por resposta a prestação de serviço.

O fruto revela a árvore.

A obra fala do homem.

Quem te provoca, através do escárnio, mostra-se mal informado ou doente; e quem te fere, através do insulto, traz consigo pensamentos de ódio e destruição.

Não lhes sanarias o mal à força de palavras somente.

Dá-lhes a conhecer a própria rota no trabalho edificante que realizas e a Luz Divina inspirar-te-á o verbo justo, no instante certo.

Meditando sobre a atitude do Cristo, ao deixar justiçar-se, nos tribunais terrenos, ante a sanha dos cruéis detratores que o içaram à cruz, somos induzidos a pensar que o Mestre — centralizado nas construções da Vontade do Pai — teria agido assim por ter mais que fazer que gastar tempo em defesas desnecessárias.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 65

 


Palestras CEJG - Fevereiro/2026

 


Você conhece a história de Vianna de Carvalho?

 

Manoel Vianna de Carvalho nasceu em Icó, Ceará, em 10 de dezembro de 1874, destacando-se desde cedo por sua inteligência e sensibilidade artística. Estudou no Liceu do Ceará e ingressou na Escola Militar, onde, aos 17 anos, conheceu o Espiritismo e organizou um grupo de estudos doutrinários entre os cadetes.

Além da carreira militar, revelou-se poeta e exímio violinista. Transferido para o Rio de Janeiro e depois para Porto Alegre, tornou-se ativo divulgador espírita, fundando núcleos de estudo e conquistando admiradores por sua eloquência. Ainda jovem, ocupava tribunas com frequência, atraindo grande público interessado em suas conferências.

 Vianna de Carvalho publicou obras literárias como Facetas e Coloridos e Modulações, mas foi principalmente no movimento espírita que deixou marcas profundas. Em Cuiabá, fundou o Centro Espírita Cuiabano, e, como orador oficial da Federação Espírita Brasileira, percorreu diversos estados do país realizando conferências e fortalecendo a divulgação doutrinária.

 Em Fortaleza, fundou em 1910 o Centro Espírita Cearense, promovendo o estudo sistemático de O Livro dos Espíritos. Apesar de perseguições religiosas que motivaram sua transferência, continuou sua intensa peregrinação espírita pelo Brasil, criando instituições, incentivando a evangelização infantil e propondo as Aulas de Moral Cristã.

 Considerado por muitos como o maior orador espírita do Brasil, era admirado por sua cultura ampla, memória extraordinária e capacidade de emocionar e esclarecer públicos diversos. Em 1926, adoecido gravemente por beribéri, desencarnou aos 51 anos, a bordo de um navio próximo a Salvador, deixando um legado inesquecível de dedicação à causa espírita e ao Evangelho de Jesus.  Resumo da biografia encontrada no site da Federação Espírita do Paraná. 


Resumo da biografia encontrada no site da Federação Espírita do Paraná. 



No Santuário da Paz

 


Palminha

Psicografia: Déa Gazzinelli

 

Se guardas um reto pensamento e uma justa ação, guarda contigo a paz. Se procuras na solução de teus próprios problemas entender os alheios com igual carinho, abriga no ninho a alma a alegria da fé.

 Se sabes ouvir o próximo com paciência e amor, sem fazeres julgamentos precipitados, estás a caminho da grande conquista do ser na Terra.

A paz íntima!

Se procuras amar infinitamente, compreender e servir na causa do Mestre, sem atirar farpas e espinhos sobre os que laboram a teu lado, já consegues a verdadeira superioridade espiritual que sabe perdoar e amar levando a afeição em torno de si e do seu próximo.

Estende teu esforço de serviço e entendimento mais além do teu núcleo de trabalho e espalhe luz a outros campos de amor, para que se unam as forças excelsas do bem em potente e caudaloso rio de fraternidade capaz de deixar à margem os escolhos e prosseguir conduzindo a água pura e cristalina por todos os rincões da Terra, fertilizando os solos áridos para o plantio divino das sementes do amor Crístico.

Se conduzes a oportunidade abençoada de servir nos campos excelsos da seara do Mestre Jesus, procure ardentemente cultivar a serenidade intima consultando sua consciência dia a dia e fazendo justiça a si mesmo. Só no burilamento íntimo conquistaremos a alegria de servir e a sublimidade de sentir a paz em nosso coração.



sábado, 24 de janeiro de 2026

Êxito

 

“Se vós estiverdes em mim e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” — Jesus (João, 15:7)

 

Muitos companheiros perdem recurso, oportunidade, tempo e força na preocupação desmedida em torno do êxito.

Sonhando realizações mirabolantes, acabam frustrados na mania de grandeza.

Dizem-se interessados na lavoura do bem, mas, para cultivá-la, esperam a execução de negócios imaginários, a aquisição de poder, a posse de ouro fácil ou a chegada de prêmios fortuitos… E, complicando a própria estrada, observam-se, de chofre, em presença da morte, quando menos contavam com semelhante visita.

Entretanto, o conquistador do maior êxito de todos os tempos não se ausentou do mundo como quem triunfara…

Não recebeu heranças amoedadas, não governou princípios políticos, não escreveu livros, não se enfileirou entre os maiorais de sua época…

Aprisionado como vulgar malfeitor, foi sentenciado à morte e passou como sendo vítima de pavoroso fracasso.

Contudo, as sementes de amor puro que colocou na alma do povo transformaram o mundo.

Repara Jesus e perceberás que o nosso problema não é de ganhar para fazer, mas de fazer para ganhar.

A colheita não precede a sementeira, tanto quanto o teto não se antepõe à base.

Sirvamos ao bem, simplificando o caminho de vez que a vitória real é a vitória de todos, convictos de que não precisamos gastar as possibilidades da existência em expectativa e tensão, porquanto, se estivermos em Cristo, tudo quanto de que necessitamos será feito em nosso favor, no momento oportuno.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 64