Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações. (Allan Kardec - E.S.E, XVII, 4)

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Palestras CEJG - 66 anos - Aspectos da Transição Planetária


Solidariedade x Responsabilidade


Queridos irmãos, que a paz do Senhor esteja em vossos corações,
Obreiros queridos desta casa que por misericórdia do Pai foi confiada à minha orientação, sei quão grandiosa é a responsabilidade que vos pesa sobre os ombros de trabalhadores, que imbuídos da mais digna e santa responsabilidade procuram preservar esta Casa dos desvios de toda sorte que se faz alvo a toda obra do Mestre Jesus.
Contudo irmãos amados, apesar das investidas constantes daqueles irmãozinhos menos esclarecidos, as forças do bem estão alertas, preservando os pórticos dessa Casa Bendita, onde a caridade, a solidariedade e o amor universal são sempre forças do bem a garantir-lhes toda proteção e segurança do nosso plano.
Continuem, pois, firmes e confiantes, dando sempre o carinho fraternal de vossos corações aos irmãozinhos necessitados que batem a estas portas quais enfermos que vergastados pela invigilância, muitas vezes comum nos caminhos árduos da vida, são também merecedores da oportunidade bendita de renovação para se recuperarem e se reerguerem para as tarefas integrando-se às fileiras dos obreiros do Cristo.
Muitos baterão às portas desta Casa neste momento em que as atribulações do mundo aumentam assustadoramente.
Estejais, pois, preparados para ajudá-los no reerguimento e concedendo novas oportunidades, muitas vezes perdidas em existências outras, ou mesmo na atual, mas sempre aquele que realmente se acha preparado para renovação íntima deve marchar confiante dando tudo de si mesmo para valorizar os momentos atuais de regeneração e serviço, elevação e progresso na jornada transitória da vida terrena.
Amigos de meu coração, sensibiliza-me a dedicação, a abnegação com que enfrentais o leme da embarcação da solidariedade e do amor fraterno no encapelado mar da vida, enfrentando as mais temíveis tempestades íntimas, mas sempre a postos nesta Casa, defrontando com o sofrimento e a angústia dos irmãos que aqui aportam e sufocando as próprias dores escondendo as próprias lágrimas, para ajudar incansavelmente, estendendo as mãos amigas aos vossos irmãos e enxugando-lhes as lágrimas carinhosamente.
Alegro-me de vê-los nesta jornada, com o coração aberto. A alma renovada é capaz de compreender na essência o problema de cada irmão, ajudando-os a reencontrarem o próprio caminho nas lições benditas do evangelho, no exemplo de trabalho e constância que os despertarão para que trabalhem eles também em busca da própria renovação.
Abençoados sejam, obreiros meus.
Estarei sempre ao vosso lado.
Que Jesus os abençoe e ampare na grandiosa missão que abraçais presentemente.

Muita Paz!
Joseph Gleber

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Membros Divinos

“Ora vós sois corpo do Cristo e seus membros em particular.” Paulo (I Coríntios, 12:27)

Não é admissível que alguém entregue o espírito à direção do Cristo e a veste corporal aos adversários da Luz Divina.
Muitos crentes transviados realizam estações de prazer, nos continentes do crime, e exclamam, inconscientes: 
- “Hoje, meu corpo atende a fatalidades do mundo, mas, amanhã, estarei na igreja com Jesus.”
Outros, depois de confiarem a mocidade à tutela do vício, aguardam a decrepitude, a fim de examinarem os magnos problemas espirituais.
Existem, igualmente, os que flagelam a carne, através de mortificações descabidas, supondo cooperar no aprimoramento da alma, empregando, para isso, tão somente alguns fenômenos de epiderme.
Todos os aprendizes dessa classe desconhecem que a vida em Cristo é equilíbrio justo, encarnando-lhe os sentimentos e os desígnios, em todas as linhas do serviço terrestre. Paulo de Tarso assevera que somos os membros do Mestre, “em particular”.
Onde estivermos, atendamos ao impositivo de nossas tarefas, convencidos de que nossas mãos substituem as do Celeste Trabalhador, embora em condição precária.
O Senhor age em nós, a favor de nós.
É indiscutível que Jesus pode tudo, mas, para fazer tudo, não prescinde da colaboração do homem que lhe procura as determinações. Os cooperadores fiéis do Evangelho são o corpo de trabalho em sua obra redentora.
Haja, pois, entre o servo e o orientador legítimo entendimento.
Jesus reclama instrumentos e companheiros. Quem puder satisfazer ao imperativo sublime, recorde que deve comparecer diante d’Ele, demonstrando harmonia de vistas e objetivos, em primeiro lugar.

Emmanuel / Chico Xavier – Vinha de Luz – FEB – cap.148

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Suicídio – Por que evitá-lo?


“Os próprios Espíritos de suicidas são unânimes em declarar a intensidade dos sofrimentos que experimentam (...), afirmam que a fome, a desilusão, a pobreza, a desonra, a doença, a cegueira, qualquer situação, por mais angustiosa que seja, sobre a Terra, ainda seria excelente condição comparada ao que de melhor se possa atingir pelos desvios do suicídio.” 1

Narra Hilário Silva2 que Allan Kardec, em abril de 1860, passava por momento de desânimo. Sobrevinham-lhe dificuldades de toda ordem: críticas, injúrias, zombarias e falta de recursos.

Nessa ocasião, recebeu, com um exemplar de “O Livro dos Espíritos” belamente encadernado, carta de gratidão de desconhecido. Relatava ele que ia se atirar ao Rio Sena. Ao segurar em amurada de uma ponte, percebe ali um livro. Era “O Livro dos Espíritos”. A morte da mulher amada o levara ao desespero. Essa a razão de seu desencanto com a vida.

Registra que leu, entre irritado e curioso, no frontispício do livro: “Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. - A. Laurent.”

Mergulha na sua leitura e não mais nas águas. Abandona a ideia fatídica. Reformula a vida. Ao encaminhá-lo a Kardec, acrescenta:

“Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. — Joseph Perrier.”

E estimulava Allan Kardec a “prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade”.

Chega o depoimento quando o Missionário sentia todo o peso de sua tarefa e o reanima, encorajando-o a prosseguir no trabalho da Codificação do Espiritismo.

O Codificador, ao lê-la, emocionou-se. Levou o lenço aos olhos, enxugando discreta lágrima...

O estudo do Espiritismo tem libertado o ser humano de quedas

Como se vê, a partir de sua origem, no século passado, o estudo da Doutrina Espírita – a compreensão de seus postulados – tem libertado o ser humano de quedas a que o conduz a ignorância da realidade espiritual.

Dá-lhe certeza da sobrevivência do Espírito à morte do corpo físico; esclarece-o acerca da responsabilidade por seus atos, pelo conhecimento da Lei de Causa e Efeito; e da inutilidade do gesto extremo, eis que, Espíritos eternos, é-nos impossível renunciar à vida.

Esclarecidos, candidatos à autodestruição desistem desse ato, fruto da descrença, do desespero e do materialismo, quando leem depoimentos de Espíritos de suicidas: a vida continua; sofrimentos inenarráveis sobrevêm às vítimas dessa inútil tentativa de fuga; suas consequências prolongam-se por séculos de sofrimentos, na recuperação do equilíbrio, através de reencarnações em que expiam as consequências dessa grave falta.

É o que contém a farta literatura Espírita, a partir do lançamento, por Allan Kardec, do livro “O Céu e o Inferno”3, em 1º de agosto de 1865. Ali se leem testemunhos de suicidas; estudos e observações do Codificador sobre o tema, no Cap. V da 2ª Parte.

O suicídio voluntário importa numa transgressão da lei de Deus

Orienta-nos, ainda, acerca do que muitos de nós ignorávamos: excessos de toda natureza constituem variedades de suicídios, embora lentos e indiretos, mas também graves, ainda que inconscientes:

– Excesso de alimentos e de trabalho;

– O hábito da irritação e da cólera;

– O uso de bebidas alcoólicas;

– O hábito de fumar;

– O uso de tóxicos;

– Os excessos, enfim, de todos os vícios, físicos ou morais.

É o que se lê na obra “Nosso Lar” 4.

Em “O Livro dos Espíritos” 5, as questões 943 a 957 ferem os assuntos: Desgosto da Vida. Suicídio. Dentre elas, destacamos:

“944. Tem o homem o direito de dispor da sua vida?

– Não; só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário importa numa transgressão desta lei”.

a) — Não é sempre voluntário o suicídio?

– “O louco que se mata não sabe o que faz.”

“950. Que pensar daquele que se mata, na esperança de chegar mais depressa a uma vida melhor?

– Outra loucura! Que faça o bem e mais certo estará de lá chegar, pois, matando-se, retarda a sua entrada num mundo melhor e terá que pedir lhe seja permitido voltar, para concluir a vida a que pôs termo sob o influxo de uma ideia falsa. Uma falta, seja qual for, jamais abre a ninguém o santuário dos eleitos.”

“957. Quais, em geral, com relação ao estado do Espírito, as consequências do suicídio?

– Muito diversas são as consequências do suicídio. Não há penas determinadas e, em todos os casos, correspondem sempre às causas que o produziram. Há, porém, uma consequência a que o suicida não pode escapar: é o desapontamento. Mas a sorte não é a mesma para todos; depende das circunstâncias. Alguns expiam a falta imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam.”

“Que faça o bem e mais certo estará de lá chegar”, é a sábia sugestão do Espírito.

Não podemos, de maneira nenhuma, fugir de nós próprios

Vejamos, sobre o assunto, duas valiosas lições.

De Hermínio C. Miranda (João Marcus):

“Na verdade, o suicídio é, basicamente, uma fuga. O suicida quer fugir de situações embaraçosas, de desgostos, de pessoas que detesta, de mágoas que não se sente com forças para suportar; deseja, afinal de contas, fugir de si mesmo. É aí que está a gênese de seu fatal desengano: não podemos, de maneira alguma, fugir de nós próprios. (...)

E aquele que arrebentou seus próprios ouvidos, com um tiro assassino, renasce com o mecanismo da audição destruído; não podendo ouvir, não aprende a falar. E daí atravessa uma existência inteira, isolado na solidão forçada, a fim de que seu Espírito compreenda, no silêncio, o verdadeiro sentido da vida e o valor inestimável dos dons que recebemos ao nascer. O que tomou venenos corrosivos volta à carne com as vísceras deficientes, sujeitas a misteriosas e incuráveis mazelas. (...)

Logo, o suicídio é o maior, o mais trágico e lamentável equívoco que o ser humano pode cometer.” 6. (Grifamos.)

De Emmanuel:

“154 — Quais as primeiras impressões dos que desencarnam por suicídio?

— A primeira decepção que os aguarda é a realidade da vida que se não extingue com as transições da morte do corpo físico, vida essa agravada por tormentos pavorosos, em virtude de sua decisão tocada de suprema rebeldia.

Suicidas há que continuam experimentando os padecimentos físicos da última hora terrestre, em seu corpo somático, indefinidamente. (...) a pior emoção do suicida é a de acompanhar, minuto a minuto, o processo da decomposição do corpo abandonado no seio da terra, verminado e apodrecido”. 7

Esposas ciumentas que recorreram ao suicídio viram que seus maridos se casaram justamente com aquelas de quem se enciumavam. Passaram o próprio esposo e seus filhos às mãos de que fugiam. E ainda a lhes dever favores, pois que cumpriam tarefas que lhes cabiam junto aos entes amados.

Empresários sem perspectivas veem que os problemas que enfrentavam foram superados. E assim por diante.

Em caso nenhum, o suicida fica isento da consequência de sua falta

De depoimentos dos próprios suicidas; de respostas de Espíritos Superiores ou de observações de Allan Kardec, nas questões citadas, conclui-se que:

– O suicídio agrava os sofrimentos do Espírito;

– É culpado aquele que abrevia de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte;

– Afastam-se os suicidas daqueles a quem amam: “Em vez de se reunirem ao que era objeto de suas afeições, dele se afastam por longo tempo, pois não é possível que Deus recompense um ato de covardia (...)” (L. E. q. 956);

– Há persistência prolongada, tenaz, do laço que une o Espírito ao corpo, acarretando perturbação espiritual e muitos sofrimentos;

– Veem, incessantemente, o próprio aniquilamento;

– Sentem os efeitos da decomposição;

– Essa sensação pode durar pelo tempo que devia durar a vida que sofreu interrupção. Em comentário à questão 957 de “O Livro dos Espíritos”, observa Kardec: “Não é geral este efeito; mas, em caso nenhum, o suicida fica isento das consequências da sua falta de coragem e, cedo ou tarde, expia, de um modo ou de outro, a culpa em que incorreu. Assim é que certos Espíritos, que foram muito desgraçados na Terra, disseram ter-se suicidado na existência precedente e submetido voluntariamente a novas provas, para tentarem suportá-las com mais resignação. (...) A maior parte deles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram”.

Ora, se nada de positivo advém do suicídio; se conduz a decepções, a sofrimentos prolongados para si e para outrem, a reparações dolorosas, ao longo de muitas encarnações; se só malefícios acarreta, por que recorrer a ele?

É nosso dever evitá-lo e dele afastar os incautos, prestes a cair num abismo de dores, recorrendo à prece, ao tratamento espiritual nos Centros Espíritas, ao tratamento médico, ao trabalho em benefício do próximo, onde, doando de nós mesmos aos mais necessitados, afastamos Espíritos obsessores e higienizamos a mente.

E orar sempre por aqueles que, frágeis, se renderam à fuga impossível.


Referências bibliográficas:
1 - FREDERICO FRANCISCO. O estranho mundo dos suicidas. REFORMADOR, Rio de Janeiro, v. 82, n. 3, p 70, mar. 1964. Republicado no REFORMADOR, v. 112, n. 1980, pp. 88-89, mar. 1994;
2 - SILVA, Hilário. O Espírito da Verdade. 3 ed. Rio de Janeiro: FEB, 1977. 236p. pp. 125-128: Cap. 52.
3 - KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. 37 ed. Rio de Janeiro: FEB, 1991. 425p. pp. 295-327: 2ª Parte, Cap. V;
4 - XAVIER, Francisco C. Xavier. Nosso Lar, pelo Espírito André Luiz. 25 ed. Rio de Janeiro: FEB, 1982. 281p. pp. 31-35. Cap. 4;
5 - KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 75 ed. Rio de Janeiro: FEB, 1994. 494p. pp. 439-444: 4ª Parte, Cap. I;
6 - JOÃO MARCUS. Vale a pena suicidar-se?  REFORMADOR, Rio de Janeiro, v. 81, n. 3, mar. 1963, republicado em REFORMADOR, Rio de Janeiro, v. 111, n. 1.976, pp. 340-1, nov. 1993;
7 - XAVIER, Francisco C. O Consolador, pelo Espírito Emmanuel. 7 ed. Rio de Janeiro: FEB, 1977. 96.

Geobaldo José de Souza – Fonte: www.oconsolador.com.br

sábado, 19 de setembro de 2020

Hino ao Irmão Joseph Gleber


Joseph Gleber bom mentor
Oh! Luz de nossa vida
Vem junto a nós

O teu passado de luta
Roteiro glorioso na evolução
E por amor a Jesus
Levaste vitorioso, a tua cruz

Neste recanto, és nosso Guia
Junto aos enfermos, noite dia
Rumo ao Senhor, és sublimada luz
Ajuda-nos Joseph
A transportar nossa cruz

Welson Gonçalves Barbosa

Palestras CEJG - 66 anos: Nos corações



sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Os tesouros do tempo

Não menosprezes irmão amigo, a oportunidade bendita de serviço que te é concedida na seara sagrada do Mestre, relegando ao abandono e a ferrugem a ferramenta que te é oferecida para que a bênção do serviço te ilumine a estrada.
Aproveita agora enquanto as luzes do Senhor te clareiam a senda e possuis a bênção da saúde e do equilíbrio e procura realizar com Jesus a tarefa que te aguarda na solução feliz de levar o sol da caridade para aquecer os lares onde faltam o pão e o remédio.
Leva o Evangelho divino aos corações que permanecem estacionados no mal como águas estagnadas de um lago inútil!
Guarda disposição e bom ânimo, pois não te faltam os recursos iluminativos com que poderás conduzir muitas ovelhinhas transviadas ao redil divino.
O amanhã não deverá ser a eterna promessa constantemente adiada para realização dos ideais cristãos que agasalhas carinhosamente na alma.
Volta teu coração já, agora, para o Mestre Jesus e não deixes que passe mais nenhum minuto, pois os tesouros do tempo são bênçãos que jamais podemos buscar no passado para reparar o que foi perdido inutilmente.
Abraça na doutrina cristã que tanto amas as tarefas do bem e do amor e vem trabalhar nesta Seara Bendita para que colhas depois a felicidade real que almejas e a tranquilidade e a paz com Jesus para sempre.

Joseph Gleber