Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações. (Allan Kardec - E.S.E, XVII, 4)

sábado, 12 de janeiro de 2019

Poema: Mediunidade


Mediunidade
Tarefa nobre
Que obtemos do além
Para o alívio dos que sofrem
Sejam ricos sejam pobres

O sofrimento que enxuga
A lágrima dos caídos
Também minimiza nossa dor
Nos instantes tão sofridos

Quantas lágrimas a enxugar
Quantas feridas a cicatrizar
Quantas palavras a confortar!

Se nascemos com essa tarefa
Se fizermos bom uso dela
Estaremos plantando aqui na terra
Novas luzes para uma nova era

Nina Lisboa

sábado, 5 de janeiro de 2019

Microcampanha A vida no mundo espiritual

“Quem não deseje servir, procure outros gêneros de tarefa. A Comunicação não comporta perda de tempo nem experimentação doentia, sem grave prejuízo dos cooperadores incautos. Noutros Ministérios, a designação de trabalhadores define, com precisão, todos os que colaboram com o Divino Mestre. Aqui, porém, acima de trabalhadores, precisamos de servidores que atendam de boa vontade.”
(André Luiz/Chico Xavier - Os Mensageiros - cap. 5)

As obras de André Luiz, por intermédio de Chico Xavier, ampliaram os conhecimentos do público através de relatos sobre o mundo dos espíritos. Importante contribuição à Doutrina Espírita, os 13 livros do autor espiritual, que abordam a dinâmica “do outro lado da vida”, serão trabalhados através da Microcampanha “A Vida no Mundo Espiritual”.
A ação é promovida pela Área de Comunicação Social Espírita (ACSE) da União Espírita Mineira (UEM) e COFEMG – Conselho Federativo Espírita de Minas Gerais – e visa, além de levar informações sobre as obras ao público, promover a divulgação do Espiritismo e chamar a atenção da sociedade para os relatos da vida no plano espiritual.
Durante todo o ano de 2019, os livros da coleção “A Vida no Mundo Espiritual” (da FEB) serão abordados pela Microcampanha, cujo tema é "Leia André Luiz. Estude o Espiritismo". Cada mês abordará uma obra diferente nas mídias sociais da UEM e dos Conselhos Regionais Espíritas (CRE) de Minas Gerais.
Banners virtuais, cartazes, animações com trechos dos livros e entrevistas com expositores espíritas analisando a obra em questão serão algumas das ações levadas ao público pela Microcampanha, que terá a hashtag  #AVidaNoMundoEspiritual.
Os livros serão abordados em ordem de lançamento, começando por “Nosso Lar” e “Os Mensageiros” – que completam 75 anos em 2019 - e encerrando com “E a Vida Continua...” em janeiro de 2020.
Os cartazes serão disponibilizados para download no site da União Espírita Mineira. Para acompanhar as publicações e lançamentos das peças, você deve se inscrever e seguir a UEM nas redes sociais: FacebookInstagramTwitter e YouTube.
CRONOLOGIA
Conheça as obras de André Luiz, psicografadas por Francisco Cândido Xavier, que fazem parte da coleção “A Vida no Mundo Espiritual” da FEB, a serem divulgadas em 2019:
1. Nosso Lar (1944) - 75 anos;
2. Os Mensageiros (1944) - 75 anos;
3. Missionários da Luz (1945) - 74 anos;
4. Obreiros da Vida Eterna (1946) - 73 anos;
5. No Mundo Maior (1947) - 72 anos;
6. Libertação (1949) - 70 anos;
7. Entre a Terra e o Céu (1954) - 65 anos;
8. Nos Domínios da Mediunidade (1954) - 65 anos;
9. Ação e Reação (1957) - 62 anos;
10. Evolução em Dois Mundos (1958, em colaboração com Waldo Vieira) - 61 anos;
11. Mecanismos da Mediunidade (1960, em colaboração com Waldo Vieira) - 59 anos;
12. Sexo e Destino (1965, em colaboração com Waldo Vieira) - 54 anos;
13. E a Vida Continua... (1968) - 51 anos.
Fonte: www.uemmg.org.br

sábado, 29 de dezembro de 2018

Palestras CEJG - Janeiro/2019


O homem novo

Para construir um mundo novo precisamos de um homem novo. O mundo está cheio de erros e injustiças porque é a soma dos erros e injustiças dos homens. Todos sabemos que temos de morrer, mas só nos preocupamos com o viver passageiro da Terra. Por isso, a humanidade desencarnada que nos rodeia é ainda mais sofredora e miserável que a encarnada a que pertencemos. "As filas de doentes que eu atendia na vida terrena - diz a mensagem de um espírito - continuam neste lado."
Muita gente estranha que nas sessões espíritas se manifestem tantos espíritos sofredores. Seria de estranhar se apenas se manifestassem espíritos felizes. Basta olharmos ao nosso redor - e também para dentro de nós mesmos - para vermos de que barro é feita a criatura humana em nosso planeta. Fala-se muito em fraude e mistificação no Espiritismo, como se ambas não estivessem em toda parte, onde quer que exista uma criatura humana. Espíritos e médiuns que fraudam são nossos companheiros de plano evolutivo, nossos colegas de fraudes cotidianas.
O Espiritismo está na Terra, em cumprimento à promessa evangélica de Consolador, para consolar os aflitos e oferecer a verdade aos que anseiam por ela. Sua missão é transformar o homem para que o mundo se transforme. Há muita gente querendo fazer o contrário: mudar o mundo para mudar o homem. O Espiritismo ensina que a transformação é conjunta e recíproca, mas tem de começar pelo homem. Enquanto o homem não melhora, o mundo não se transforma. Inútil, pois, apelar para modificações superficiais. Temos de insistir na mudança essencial de nós mesmos.
O homem novo que nos dará um mundo novo é tão velho quanto os ensinos espirituais do mais remoto passado, renovados pelo Evangelho e revividos pelo Espiritismo. Sem amor não há justiça e sem verdade não escaparemos à fraude, à mistificação, à mentira, à traição. O trabalho espírita é a continuação natural e histórica do trabalho cristão que modificou o mundo antigo. Nossa luta é o bom combate do apóstolo Paulo: despertar as consciências e libertar o homem do egoísmo, da vaidade e da ganância.
"Os anos não nos dão experiência nem sabedoria - dizia o vagabundo de Knut Hamsun - mas nos deixam os cabelos horrorosamente grisalhos."(...)
(...) Os anos não trazem apenas os cabelos brancos - trazem também a experiência, mestra da vida, e com ela a sabedoria. É no dia a dia da existência que o homem vai modelando aos poucos a sua própria argila, o barro plástico de que Deus formou o seu corpo na Terra. Cada idade, afirmou Léon Denis, tem o seu próprio encanto, a sua própria beleza. É belo ser jovem e temerário, mas talvez seja mais belo ser velho e prudente, iluminado por uma visão da vida que não se fecha no círculo estreito das paixões ilusórias. O homem amadurece com o passar dos anos.
A vida tem as suas estações, já diziam os romanos. À semelhança do ano, ela se divide nas quatro estações da existência que são: a primavera da infância e da adolescência, o verão da mocidade e outono da madureza e o inverno da velhice. Mas também à semelhança dos anos, as vidas se encadeiam no processo da existência, de maneira que as estações se renovam em cada encarnação. Viver, para o individualista, é atravessar os anos de uma existência. Mas viver, para o altruísta, é atravessar as existências palingenésicas, as vidas sucessivas, em direção à sabedoria. O branquear dos cabelos não é mais do que o início das nevadas do inverno. Mas após cada inverno voltará de novo a primavera.
A importância dos anos é, portanto, a mesma das léguas numa caminhada em direção ao futuro. Cada novo ano que surge é para nós, os caminheiros da evolução, uma nova oportunidade de progresso que se abre no horizonte. Entremos no ano novo com a decisão de aproveitá-lo em todos os seus recursos. Não desprezemos a riqueza dos seus minutos, das suas horas, dos seus dias, dos seus meses. Cada um desses fragmentos do ano constitui uma parte da herança de Deus que nos caberá no futuro.





José Herculano Pires – Livro: O homem novo