quarta-feira, 1 de abril de 2026

Um Coração a Serviço do Cristo

 

Chico Xavier nasceu em 2 de abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo, e desde muito cedo enfrentou dificuldades que moldaram profundamente sua sensibilidade espiritual. Órfão de mãe ainda na infância e criado em meio a privações, encontrou no consolo da fé e na vivência do Evangelho o amparo para seguir adiante. Desde menino, relatava percepções espirituais que, mais tarde, seriam compreendidas à luz da Doutrina Espírita.

 

Sua trajetória no Espiritismo teve início na juventude, quando passou a frequentar reuniões espíritas e a desenvolver sua mediunidade com disciplina e humildade. Sob a orientação do benfeitor espiritual Emmanuel, iniciou uma das mais notáveis obras mediúnicas da história, dedicando-se integralmente ao serviço do bem. Sua vida foi marcada pelo esforço constante de aprimoramento moral e pela fidelidade aos ensinamentos de Jesus.

 

Ao longo de sua existência, Chico Xavier psicografou mais de 400 livros, abordando temas variados como consolo espiritual, ciência, filosofia e evangelho. Obras como Nosso Lar, ditada pelo Espírito André Luiz, alcançaram milhões de leitores, levando esclarecimento e esperança a incontáveis corações. Apesar da grandiosidade de sua produção, jamais se apropriou dos direitos autorais, destinando-os integralmente à caridade.

 

Sua atuação não se limitou à psicografia. Chico tornou-se exemplo vivo de humildade, caridade e amor ao próximo, atendendo milhares de pessoas que o procuravam em busca de consolo, orientação e mensagens de entes queridos desencarnados. Sua postura simples, aliada à profunda espiritualidade, fez dele uma referência moral não apenas para os espíritas, mas para toda a sociedade brasileira.

 

Ao recordarmos seu nascimento no mês de abril, mais do que reverenciar sua memória, somos convidados a refletir sobre seu legado. Chico Xavier demonstrou, com a própria vida, que a verdadeira grandeza está no serviço desinteressado, na fé ativa e no amor ao próximo. Sua existência permanece como um farol de luz, inspirando gerações a viverem os ensinamentos do Cristo com sinceridade e dedicação. 

DCSE/CEJG


Palestras CEJG - Abril/2026

 




sábado, 28 de março de 2026

Excesso

 

“Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma?” — Jesus (Marcos, 8:36)

 

Enquanto a criatura permanece no corpo terrestre, é natural se preocupe com o problema da própria manutenção.

Vigilância não exclui previdência.

Mas não podemos olvidar que o apego ao supérfluo será sempre introdução à loucura.

Tudo aquilo que o homem ajunta abusivamente, no campo exterior, é motivo para aflição ou inutilidade.

Patrimônios físicos sem proveito, isca de sombra atraindo inveja e discórdia.

Alimentos guardados, valores a caminho da podridão.

Roupa em desuso, asilo de traças.

Demasiados recursos amoedados, tentações para os descendentes.

Todo excesso é parede mental isolando, aqueles que o criam, em cárceres de orgulho e egoísmo, vaidade e mentira.

Observa, assim, o material que amontoas.

Tudo o que está fora de ti representa caminho em que transitas.

Agarrar-se, pois, ao efêmero é prender-se à ilusão.

Mas todos os bens espirituais que ajuntares em ti mesmo, como sejam virtude e educação, constituem valores inalienáveis a brilharem contigo, aqui ou alhures, em sublimação para a vida eterna.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 73


sábado, 21 de março de 2026

Ouvidos

 

“Quem tem ouvidos de ouvir, ouça.” — Jesus (Mateus, 11:15)

 

Ouvidos… Toda gente os possui.

Achamos, no entanto, ouvidos superficiais em toda a parte.

Ouvidos que apenas registram sons.

Ouvidos que se prendem a noticiários escandalosos.

Ouvidos que se dedicam a boatos perturbadores.

Ouvidos de propostas inferiores.

Ouvidos simplesmente consagrados à convenção.

Ouvidos de festa.

Ouvidos de mexericos.

Ouvidos de pessimismo.

Ouvidos de colar às paredes.

Ouvidos de complicar.

 

Se desejas, porém, sublimar as possibilidades de acústica da própria alma, estuda e reflete, pondera e auxilia, fraternalmente, e terás contigo os “ouvidos de ouvir”, a que se reportava Jesus, criando em ti mesmo o entendimento para a assimilação da Eterna Sabedoria.

 

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 72


sexta-feira, 20 de março de 2026

Você conhece a história de José Martins Peralva?

 

José Martins Peralva nasceu em 1º de abril de 1918, na cidade de Buquim, em Sergipe. Filho de Basílio Martins Peralva e Etelvina da Fonseca Peralva, teve forte influência do pai, que foi um dos pioneiros do Espiritismo na região. Desde os seis anos de idade acompanhava as atividades mediúnicas e doutrinárias realizadas em casa, onde presenciou curas e estudos da doutrina baseados nos ensinamentos de Allan Kardec, recebendo assim sólida formação espírita ainda na infância.

A adolescência de Martins Peralva foi marcada por grandes dificuldades após a morte do pai, quando ele tinha apenas 13 anos. A família enfrentou sérios problemas financeiros, e, mesmo sendo o mais jovem dos irmãos, assumiu responsabilidades para ajudar no sustento do lar. Trabalhou em diversos empregos desde muito cedo, demonstrando esforço, disciplina e perseverança, características que mais tarde também marcariam sua atuação no movimento espírita.

Apesar das lutas materiais, manteve-se ativo na divulgação do Espiritismo em Sergipe. Participou de instituições espíritas, escreveu artigos doutrinários em jornais e chegou a presidir a União Espírita Sergipana ainda jovem. Paralelamente, atuou como jornalista e colaborador de periódicos, abordando temas espíritas, culturais e sociais, contribuindo para ampliar o conhecimento da doutrina.

Em 1949, durante viagem ao sudeste do Brasil, teve um encontro marcante com Chico Xavier no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo. A experiência espiritual vivida nessa ocasião motivou sua mudança definitiva para Belo Horizonte, onde passou a atuar intensamente no movimento espírita mineiro, especialmente na União Espírita Mineira e no Centro Espírita Célia Xavier, dedicando-se ao estudo, à divulgação e à formação de jovens espíritas.

Ao longo de sua vida, destacou-se como escritor e expositor espírita, produzindo obras doutrinárias de grande repercussão, como Estudando a Mediunidade, Estudando o Evangelho, O Pensamento de Emmanuel, Mediunidade e Evolução e Mensageiros do Bem. Também colaborou com jornais e instituições espíritas, tornando-se uma das figuras mais respeitadas do Espiritismo em Minas Gerais. Desencarnou em 3 de setembro de 2007, em Belo Horizonte, deixando importante legado de estudo, divulgação e fidelidade aos princípios da Doutrina Espírita.

 

Resumo extraído da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira – UEM


sábado, 14 de março de 2026

Olhos

 

“… Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz…” — Jesus (Mateus, 6:22)

 

Olhos… Patrimônio de todos.

Encontramos, porém, olhos diferentes em todos os lugares.

Olhos de malícia…

Olhos de crueldade…

Olhos de ciúme…

Olhos de ferir…

Olhos de desespero…

Olhos de desconfiança…

Olhos de atrair a viciação…

Olhos de perturbar…

Olhos de registrar males alheios…

Olhos de desencorajar as boas obras…

Olhos de frieza…

Olhos de irritação…

Se aspiras, no entanto, a enobrecer os recursos da visão, ama e ajuda, aprende e perdoa sempre, e guardarás contigo os “olhos bons”, a que se referia o Cristo de Deus, instalando no próprio espírito a grande compreensão suscetível de impulsionar-te à glória da Eterna Luz.

 

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 71


sábado, 7 de março de 2026

Pacifica sempre

 

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” — Jesus (Mateus, 5:9)

 

Por muitas sejam as dores que te aflijam a alma, asserena-te na oração e pacifica os quadros da própria luta.

Se alguém te fere, pacifica desculpando.

Se alguém te calunia, pacifica servindo.

Se alguém te menospreza, pacifica entendendo.

Se alguém te irrita, pacifica silenciando.

O perdão e o trabalho, a compreensão e a humildade são as vozes inarticuladas de tua própria defesa.

Golpes e golpes são feridas e mais feridas.

Violência com violência somam loucura.

Não ergas o braço para bater, nem abras o verbo para humilhar.

Diante de toda perturbação, cala e espera, ajudando sempre.

O tempo sazona o fruto verde, altera a feição do charco, amolece o rochedo e cobre o ramo fanado* de novas flores.

Censura é clima de fel.

Azedume é princípio de maldição.

Onde estiveres, pacifica.

Seja qual for a ofensa, pacifica.

E perceberás, por fim, que a paz do mundo é dom de Deus, começando de ti.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 70

 

*fanado: que sofreu mutilação.

 (Definições de Oxford Languages - Google)


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Felicidade: Uma Conquista do Espírito

 


No dia 20 de março, o mundo celebra o Dia Internacional da Felicidade, instituído pela Assembleia Geral da ONU em 28/06/2012 (Resolução 66/281), reconhecendo-a como meta universal da humanidade. Assim, a propósito desta data tão significativa, vamos refletir à luz da Doutrina Espírita sobre esse estado interior de paz, consciência tranquila e fé no futuro (Livro dos Espíritos, q. 922), bem como as condições para sua construção dentro de nós.

Primeiramente, precisamos considerar o disposto na questão 920, onde os Espíritos ensinam que não podemos gozar de felicidade completa aqui, pois este é um mundo de provas e expiações, mas podemos suavizar os males e ser tão felizes quanto possível. Isso nos revela que a felicidade é relativa e depende, sobretudo, da maneira como encaramos as experiências da vida.

No Evangelho segundo o Espiritismo, especialmente no capítulo V — “Bem-aventurados os aflitos” — somos convidados a compreender que as dores e dificuldades possuem causas justas e educativas. E assim sendo, quando logramos entender o sofrimento como instrumento de crescimento, nasce em nós a resignação ativa — não a passividade, mas a confiança em Deus. Essa postura íntima gera paz interior, fundamento essencial da felicidade verdadeira.

Já Emmanuel ensina, em diversas mensagens psicografadas por Chico Xavier, que a felicidade real não procede das facilidades exteriores, mas da harmonia interior e do dever bem cumprido, do serviço ao próximo, da consciência reta e da fidelidade a Deus. Assim, cada gesto de amor e cada esforço de renovação moral ampliam nossa capacidade de experimentar contentamento profundo.

André Luiz, por sua vez, demonstra que, no plano espiritual, a felicidade está diretamente ligada ao trabalho útil e à cooperação. Espíritos que se dedicam ao bem sentem alegria e plenitude, enquanto os que permanecem presos ao egoísmo experimentam perturbação. A felicidade, portanto, é consequência natural da sintonia com as leis divinas.

Diante disso, ao iniciarmos o mês de março, refletimos: onde estamos buscando nossa felicidade? O Espiritismo nos orienta a procurá-la na transformação interior, na prática da caridade e na confiança em Deus. Que cada leitor aproveite este marco estabelecido em todo o mundo para renovar propósitos, fortalecer a vivência do Evangelho no lar, participar de atividades edificantes no meio espírita, exercitando, no cotidiano, pequenos gestos de amor e serviço. Mais do que um sentimento passageiro, a felicidade é conquista gradual do Espírito imortal — e começa agora, na decisão sincera de viver segundo os ensinamentos do Cristo. 

DCSE/CEJG


Palestras CEJG - Março/26

 


Na luz da compaixão

 

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.” — Jesus (Mateus, 5:7)

 

Deixa que a luz da compaixão te clareie a rota, para que a sombra te não envolva.

Sofres a presença dos que te pisam as esperanças?

Compaixão para eles.

Ouves a palavra dos que te ironizam?

Compaixão para eles.

Padeces o assalto moral dos que te perturbam?

Compaixão para eles.

Recebes a farpa dos que te perseguem?

Compaixão para eles.

A crueldade e o sarcasmo, a demência e a vileza são chagas que o tempo cura.

Rende graças a Deus, por lhes suportares o assédio sem que partam de ti.

No fundo são males que surgem da ignorância, como a cegueira nasce das trevas.

Não sanarás o desequilíbrio do louco, zurzindo-lhe a cabeça, nem expulsarás a criminalidade do malfeitor, cortando-lhe os braços.

Diante de todos os desajustamentos alheios, compadece-te e ampara sempre.

Perante todos os disparates do próximo, compadece-te e faze o melhor que possas.

Todos somos alunos do educandário da vida e todos somos suscetíveis de queda moral no erro.

Usa, pois, a misericórdia com os outros e acharás nos outros a misericórdia para contigo.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 69