Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações. (Allan Kardec - E.S.E, XVII, 4)

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

210 anos de nascimento de Kardec

Allan Kardec nasceu em Lyon (França), em 3 de outubro de 1804 e foi registrado sob o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail.
Iniciou seus estudos na escola de Pestalozzi (em Yverdun, Suiça). A educação transmitida por Pestalozzi marcou profundamente a vida futura do jovem Rivail.
Tornou-se educador e entusiasta do ensino, tendo sido várias vezes convidado por Pestalozzi para assumir a direção da escola, na sua ausência. Durante 30 anos (de 1824 a 1854), dedicou-se inteiramente ao ensino e foi autor de várias obras didáticas, que em muito contribuíram para o progresso de educação, naquela época.
Em 1855, o prof. Rivail depara, pela primeira vez, com o “fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida”.
Passa então a observar estes fenômenos; pesquisa-os cuidadosamente, graças ao seu espírito de investigação, que sempre lhe fora peculiar, não elabora qualquer teoria pré-concebida, mas insiste na descoberta das causas.
Aplica a estes fenômenos o método experimental com o qual já estava familiarizado na função de educador; e, partindo dos efeitos, remonta às causas e reconhece a autenticidade daqueles fenômenos.
Convenceu-se da existência dos espíritos e de sua comunicação com os homens. Grande transformação se opera na vida do prof. Rivail: convencido de sua condição de espírito encarnado, adota um nome já usado em existência anterior, no tempo dos druidas: Allan Kardec.
De 1855 a 1869, consagrou sua existência ao Espiritismo; sob a assistência dos Espíritos Superiores, representados pelo Espírito da Verdade, estabelece as bases da Codificação Espírita, em seu tríplice aspecto: Filosófico, Científico e Religioso.
Além das obras básicas da Codificação (Pentateuco Kardequiano), contribuiu com outros livros básicos de iniciação doutrinária, como: O que é o Espiritismo, O Espiritismo na sua mais simples expressão, Instruções práticas sobre as manifestações espíritas e Obras Póstumas.
A estas obras junta-se a Revista Espírita, “jornal” de estudos psicológicos, lançado a 1º de janeiro de 1858 e que esteve sob sua direção por 12 anos.
É também de sua iniciativa a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1º de abril de 1858 – primeira instituição regularmente constituída com o objetivo de promover estudos que favorecessem o progresso do Espiritismo.

Assim surgiu o Espiritismo: com a ação dos Espíritos Superiores, apoiados na maturidade moral e cultural de Allan Kardec, no papel de codificador.

Com a máxima “Fora da caridade não há salvação”, procura ressaltar a igualdade entre os homens, perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.
Denominado “o bom senso encarnado” pelo célebre astrônomo Camille Flammarion, Allan Kardec desencarnou aos 65 anos, a 31 de março de 1869.
Neste ano comemoramos 210 anos de nascimento de Kardec e 150 anos de publicação do Evangelho Segundo O Espiritismo, livro editado por Allan Kardec com o auxílio de mentores espirituais, lançado em abril de 1864.
O Evangelho Segundo O Espiritismo é a obra da codificação espírita que contém a “explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida”.
O Evangelho Segundo O Espiritismo nos oferece, em seu conjunto, os princípios que norteiam à justiça, a bondade e a misericórdia divina através da fé raciocinada, da reencarnação, dos fatos da vida presente em relação ao passado e futuro da Humanidade.

Fonte: www.radioboanova.com.br


domingo, 20 de julho de 2014

Identificação Espírita


O espírita é aquele servidor do Evangelho que, no campo da observação:

Lê tudo;

Ouve tudo;

Vê tudo;

E analisa tudo;

Mas retém apenas a substância que lhe seja de proveito real.
 

Na esfera da vivência:

Respeita a todos;

Serve a todos;

Lida com todos;

E trabalha na senda de todos;

Mas permanece tão somente com aqueles que estão procurando o caminho de acesso ao Reino de Deus.

Entre a observação e a vivência, ele pratica:

Todo o bem que pode;

Onde pode;

Como pode;

E quando pode.

Em suma, é possível identificar o espírita como um companheiro de Jesus Cristo na experiência humana, que nem sempre faz aquilo que quer, mas faz constantemente aquilo que deve.


Albino Teixeira/ Chico Xavier – Livro: Caminho Espírita

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Palestras CEJG - Julho 2014

DATA
HORA
T E M A
FACILITADOR
02 - QUA
20:00
LE-356 a 357:   UNIÃO DA ALMA E DO CORPO
POLÍBIO MATOS
04 - SEX
20:00
A PARENTELA CORPORAL E A PARENTELA ESPIRITUAL
CÉSAR HENRIQUE
06- DOM
08:30
“O LIVRO DOS MÉDIUNS”
EQUIPE “DE”
09 - QUA
20:00
“O LIVRO DOS MÉDIUNS”
EQUIPE “DE”
11- SEX
20:00
“O LIVRO DOS MÉDIUNS”
EQUIPE “DE”
13 - DOM
08:30
RETRIBUIR O MAL COM O BEM
MYRIAN OLIVEIRA
16 - QUA
20:00
LE-358 a 360:   UNIÃO DA ALMA E DO CORPO
MYRIAN OLIVEIRA
18 - SEX
20:00
O BOM SAMARITANO
GILSON PEREIRA
20 - DOM
08:30
OS INIMIGOS DESENCARNADOS
HERCÍLIA HELENA
23 - QUA
20:00
LE-361 a 363:   FACULDADES MORAIS E INTELECTUAIS DO HOMEM
MACILENE OLIVEIRA
25 - SEX
20:00
NECESSIDADE DA CARIDADE SEGUNDO SÃO PAULO
MACILÉA OLIVEIRA
27 - DOM
08:30
FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO
GILVONETE PEREIRA
30 - QUA
20:00
LE-364 a 366:  FACULDADES MORAIS E INTELECTUAIS DO HOMEM
MACILÉA OLIVEIRA

segunda-feira, 23 de junho de 2014

85º Aniversário do Centro Espírita João Batista

O Centro Espírita João Batista tem o prazer de convidar a todos para a reunião pública comemorativa do 
85º aniversário de sua fundação.


Data: 25/06/2014 - Quarta-feira
Horário: 20hs
Tema: Não Separeis o que Deus Juntou
Palestrante: Regina Coeli Pires de Oliveira

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Berço


Excetuando-se os planos organizados para as obras especiais, em que Espíritos missionários senhoreiam as reservas fisiológicas para a criação de reflexos da Vida Superior entre os homens, impelindo-os a maior ascensão, todo berço de agora retrata o ontem que passou.

O caminho que iniciamos em determinada existência é o prolongamento dos caminhos que percorremos naquelas que a precederam.

Esfalfa-se a investigação científica na Terra, estudando o continuísmo biológico.

Núcleos de cromossomos e veículos citoplásmicos, fatores de ambiente e genealogias familiares são chamados pelos geneticistas à equação dos problemas da origem e é natural que de suas indagações surjam resultados notáveis, quais sejam aqueles que tangem aos caracteres morfológicos e às surpresas da adaptação.

O escalpelo da observação humana, porém, não consegue, por agora, ultrapassar o recinto externo da constituição orgânica, detendo-se no exame da conformação e da estatura, da pigmentação e do grupo sanguíneo, alusivos à filiação corpórea, já que os meandros da hereditariedade psíquica são, por enquanto, quase que integralmente inacessíveis à sondagem da inteligência terrestre.

E que as células germinais, por sementes vivas, reproduzem os nossos clichês da consciência no trabalho impalpável da formação de um corpo novo.

Na câmara uterina, o reflexo dominante de nossa individualidade impressiona a chapa fetal ou o conjunto de princípios germinativos que nos forjam os alicerces do novo instrumento físico, selando-nos a destinação para as tarefas que somos chamados a executar no mundo, em certa quota de tempo.

Nisso não vai qualquer exaltação ao determinismo absoluto, porque ninguém pode suprimir o livre-arbítrio, com o qual articulamos as causas de sofrimento ou reparação em nossos destinos, dentro do determinismo relativo em que marchamos para mais altas formas de emoção e pensamento, na conquista da liberdade suprema.

Pelo transe da morte física, regressamos à Vida Maior com a soma de realizações que nem sempre são aquelas que devêramos efetuar. Em muitas circunstâncias, as imagens trazidas da permanência na carne são fantasmas temíveis, nascidos de nossas próprias culpas, exigindo reajuste e pagamento, a modelarem para os nossos sentidos o inferno torturante em que se nos revolvem as queixas e aflições.

Eis, porém, que a Justiça Fiel, por misericórdia, nos concede o retorno para a bênção do reinício. Retomamos, assim, através do berço, o contato direto com os nossos credores e devedores para a liquidação dos débitos que contraímos, cujo balanço efetivo jaz devidamente contabilizado nas Leis Divinas.

É desta maneira que comumente renascemos na Terra, segundo as nossas dívidas ou conforme as nossas necessidades, assimilando para esse fim a essência genética daqueles que se nos afinam com o modo de proceder e de ser.

Os problemas da hereditariedade, em razão disso, descendem, de forma geral, dos reflexos mentais que nos sejam próprios.

Em verdade, por vezes, abnegados corações, cultivando a leira do amor pelo sacrifício, trazem a si corações desditosos, guardando transitoriamente, nos braços, monstruosas aberrações que destoam do elevado nível em que já se instalaram; contudo, devemos semelhantes exceções ao espírito de renúncia com que fazem emergir das regiões infernais velhos laços afetivos, distanciados no tempo, usando o divino atributo da caridade.

De conformidade com a regra, porém, nosso berço no mundo é o reflexo de nossas necessidades, cabendo a cada um de nós, quando na reencarnação, honrá-lo com trabalho digno de restauração, melhoria ou engrandecimento, na certeza de que a ele fomos trazidos ou atraídos, segundo os problemas da regeneração ou da mordomia de que carecemos na recomposição de nosso destino, perante o futuro.

Emmanuel - Livro: Pensamento e Vida

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Feira do Livro Espírita

    
O Departamento de Comunicação Social - DCSE da Aliança Municipal Espírita de Teófilo Otoni está promovendo durante esta semana - 01 a 07 de junho de 2014 - a vigésima nona edição da Feira do Livro Espírita.
   O evento conta com a participação de muitos colaboradores das diversas casas espíritas da cidade, trazendo para os leitores uma variedade de títulos e autores.

3º Encontro da Família

O Departamento de Infância e Juventude - DIJ do Centro Espírita Joseph Gleber promoveu no dia 25/05/2014 a terceira edição do "Encontro da Família".
O evento aconteceu durante a manhã, na Escola Estadual Tristão da Cunha. Estiveram presentes cerca de 200 pessoas que foram convidadas a refletir sobre o tema: Família, tempo de...". Amor, união, respeito, paciência..., foram algumas conclusões a que os grupos chegaram. O encontro foi encerrado com um delicioso almoço.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Sirvamos ao bem

                                         “A luz resplandece nas trevas.” – (João, 1:5.)
   Não te aflijas porque estejas aparentemente só no serviço do bem.
   Jesus era sozinho, antes de reunir os companheiros para o serviço apostólico. Sozinho, à frente do mundo vasto, à maneira de um lavrador, sem instrumentos de trabalho, diante da selva imensa...
   Nem por isso o Cristianismo deixou de surgir, por templo vivo do amor, ainda hoje em construção na Terra, para a felicidade humana.
   Jesus, porém, não obstante conhecer a força da verdade que trazia consigo, não se prevaleceu da sua superioridade para humilhar ou ferir.
   Acima de todas as preocupações, buscou invariavelmente o bem, através de todas as situações e em todas as criaturas. Não perdeu tempo em reprovações descabidas. Não se confiou a polêmicas inúteis.
   Instituiu o reinado salvador de que se fizera mensageiro, servindo e amando, ajudando sempre e alicerçando cada ensinamento com a sua própria exemplificação.
   Continuemos, pois, em nossa marcha regenerativa para a frente, ainda mesmo quando nos sintamos a sós.
   Sirvamos ao bem, acima de tudo, entretanto, evitemos discussões e agitações em que o mal possa expandir-se.
   Foge a sombra ao fulgor da luz.
   Não nos esqueçamos de que milhares de quilômetros de treva, no seio da noite, não conseguem apagar alguns milímetros da chama brilhante de uma vela, contudo, basta um leve sopro de vento para extingui-la.
Lição 106 - Livro Fonte Viva - Emmanuel por Chico Xavier

terça-feira, 6 de maio de 2014

Almas Gêmeas: Existem ou não?

Vejamos o que diz a Doutrina Espírita sobre a teoria das almas gêmeas:

Questão 298 de “O Livro dos Espíritos”: 
As almas que devam unir-se estão, desde suas origens, predestinadas a essa união e cada um de nós tem, nalguma parte do Universo, sua metade, a que fatalmente um dia reunirá?

“Não; não há união particular e fatal, de duas almas. A união que há é a de todos os Espíritos, mas em graus diversos, segundo a categoria que ocupam, isto é, segundo a perfeição que tenham adquirido. Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos. Da discórdia nascem todos os males dos humanos; da concórdia resulta a completa felicidade.”
Capítulo VI – Da Vida Espírita - Relações de simpatia e de antipatia entre os Espíritos. Metades eternas

Comentário do Espírito Miramez – Obra: Filosofia Espírita Volume VI

ALMAS GÊMEAS 
Quando falamos em almas gêmeas, não é generalizando o termo, mas no sentido de que existem almas gêmeas nos planos onde ainda não existe a verdadeira perfeição do Espírito. Deus não fez uma alma somente para outra, de modo que somente as duas possam sentir o verdadeiro amor entre si. Isso não existe entre os Espíritos puros.

No entanto, antes de chegar à pureza espiritual, é claro que temos necessidade de estarmos unidos por sentimentos mais profundos a determinada alma, que nos ajuda e nos sustenta na própria vida. A existência de almas gêmeas depende, pois, do plano em que se situam. No seio da pureza angélica, repetimos, não existe; ali o amor é perfeitamente universal. Mas, nos planos próximos à Terra, certamente que existem almas gêmeas.

Estamos caminhando para a perfeição, para amar ao próximo como a nós mesmos, como o Cristo nos ensinou. O próximo são todas as almas, em todos os planos de vida. Verificamos esse entendimento sublimado na vida de Francisco de Assis, para quem o encontro com Clara de Assis, foi motivo para que ele amasse mais ao seu próximo, aos animais, às plantas, aos peixes, às estrelas, enfim, a toda a natureza, em profusão. E, acima de tudo, ele amou a Deus, com a presença de Jesus.

Procuremos experimentar deixar fluir o amor puro para fora do lar, atingindo os que sofrem fome, sede e nudez. Avancemos com esse amor para os animais, as aves, as plantas, o ar, o sol, as estrelas, os alimentos, que notaremos uma vida renovada e uma consciência mais livre, a nos inspirar a verdadeira paz no coração.

A Doutrina Espírita, revivendo Jesus, não pede sacrifícios que não se possa fazer, mas, ensina que se tenha boa vontade onde se foi chamado para viver. Que vivamos com mais gratidão aos que nos cercam, com mais carinho para com aqueles que nos deram a oportunidade de reencarnar, para com os nossos parentes e amigos. Se a vida continua, o nosso amor deve continuar nos dando paz de consciência e prometendo felicidade onde quer que estejamos.

Não há união particular e fatal, nos assevera "O Livro dos Espíritos", porque Deus é Deus de amor, e os Espíritos puros são livres, sem exigências e sem ciúmes que possam levá-los à prisão dos sentimentos. A grandeza de Deus é bem maior do que se pensa. Ele, sendo a Inteligência Suprema, não iria nos pedir opinião antes de fazer as leis para o bem da criação universal.

Unamo-nos no bem coletivo sem apego, ligados pelo amor que universaliza todos os sentimentos, para que a paz de todos forme a paz de Deus em nossos corações para sempre.
Existem almas gêmeas sim, pois todas as almas são gêmeas pela força do amor de Deus.

Consulte a obra completa de Miramez no site: www.olivrodosespiritoscomentado.com


Respostas de Emmanuel no Livro: O Consolador

323 – Será uma verdade a teoria das almas gêmeas?

- No sagrado mistério da vida, cada coração possui no Infinito a alma gêmea da sua, companheira divina para a viagem à gloriosa imortalidade.

Criadas umas para as outras, as almas gêmeas se buscam, sempre que separadas. A união perene é-lhes a aspiração suprema e indefinível. Milhares de seres, se transviados no crime ou na inconsciência, experimentaram a separação das almas que os sustentam, como a provação mais ríspida e dolorosa, e, no drama das existências mais obscuras, vemos sempre a atração eterna das almas que se amam mais intimamente, envolvendo umas para as outras num turbilhão de ansiedades angustiosas; atração que é superior a todas as expressões convencionais da vida terrestre. Quando se encontram no acervo real para os seus corações – a da ventura de sua união pela qual não trocariam todos os impérios do mundo, e a única amargura que lhes empana a alegria é a perspectiva de uma nova separação pela morte, perspectiva essa que a luz da Nova Revelação veio dissipar, descerrando para todos os espíritos, amantes do bem e da verdade, os horizontes eternos da vida.

326 –A união das almas gêmeas pode constituir restrição ao amor universal?


O amor das almas gêmeas não pode efetuar semelhante restrição, porquanto, atingida a culminância evolutiva, todas as expressões afetivas se irmanam na conquista do amor divino. O amor das almas gêmeas, em suma, é aquele que o Espírito, um dia, sentirá pela Humanidade inteira.

Palestras CEJG - Maio/2014


quinta-feira, 1 de maio de 2014

18ª Semana Espírita de Nanuque/MG


Chá com Artes


Comportamento no centro espírita

  Você já reparou que no centro espírita nosso comportamento é diferente? Às vezes nos comportamos como verdadeiros beatos, às vezes parecemos humildes como São Francisco, mas sempre de maneira inegavelmente mais fraterna que o normal. Isso é bom, não há dúvida. Só que é difícil achar o ponto certo.

   Em busca de novas diretrizes para nosso relacionamento com nossos semelhantes (fora questões ligadas diretamente ao corpo, como a saúde, existe algum problema que não envolva o semelhante?), nos mostramos muito diferentes do que somos na verdade. O ambiente nos eleva naturalmente, fazendo com que lá dentro tenhamos momentaneamente outra compreensão dos problemas que nos afligem.
 
   Somos gentis, pacientes, educados. Damas e cavalheiros perfilados em busca de um mesmo objetivo. Claro que há as exceções de praxe, gente que não consegue se controlar um minuto sem falar mal de alguém, fazer uma fofoquinha básica ou se queixar de suas incontáveis doenças e mágoas.
   Mal saímos do centro espírita, fora da barreira energética protetora, voltamos a ser o que somos cotidianamente, e não é raro xingarmos alguém, mesmo que em pensamento, antes de dobrar a primeira esquina. Faz tempo que não faço isso, mas já fiz. Vai dizer que você nunca fez?
 
   Ainda bem que pelo menos lá dentro conseguimos nos controlar e sermos mais humanos e menos animais, mais espirituais e menos carnais. Se buscamos tão ansiosamente a reforma íntima, em algum lugar ela deve começar, em algum momento temos que iniciar o treinamento, e se tiver que ser lá dentro, tudo bem. No centro espírita as pessoas estudam, ouvem e sentem coisas mais elevadas, verdades mais puras que a realidade material em que nos afundamos lá fora.
 
   Lá dentro aprendemos a desenvolver o espírito crítico sem necessariamente promover julgamentos, amar sem apego, respeitar pessoas e situações que em outras circunstâncias não toleraríamos. Devemos ter sempre em mente que a reforma íntima não é apenas um apelo doutrinário de conotação religiosa. Mais do que isso, e em primeiro lugar, a reforma íntima é uma proposta científica baseada na lei de ação e reação.
 
   O problema (sempre há um, é o que nos faz progredir) é que podemos nos acostumar com esse comportamento dúbio, essa modalidade de dupla personalidade. Paz e amor no centro espírita, carranca e má-vontade na rua. Somos o que pensamos, e o que pensamos forma nossos hábitos. Quase tudo o que fazemos pertence a algum hábito que adquirimos. Se esse modo de agir no centro espírita permanece por muito tempo só lá dentro, sem que interiorizemos nada, sem que passemos a praticar no dia-a-dia algo próximo do que praticamos lá dentro, corremos o risco de que nosso subconsciente aprenda que lá dentro devemos ser diferentes; o resto que continue igual.
     
   Sabemos que nossa mente subconsciente não questiona, apenas obedece ao que lhe é ordenado. Quem racionaliza e decide é nossa mente consciente, ela é a senhora da vontade. Se você não muda seu modo de ser no cotidiano, se você é apenas um beato de centro espírita, isso se torna um hábito. E sua mente subconsciente, que nada pergunta, apenas cumpre o que lhe dizem para cumprir, entende que esse hábito é um padrão a ser seguido; que, se é assim que vem sendo, é assim que deve funcionar, e a partir do momento em que sua mente subconsciente toma isso como verdade, fica muito difícil tentar mudar a prática, pois esta já se tornou quase que uma crença interiorizada, e você passa a acreditar que é assim mesmo, sempre foi assim, deve ser assim.
  
   Seja cada vez melhor no centro espírita, esforce-se para aprender, para melhorar-se intimamente. Mas esforce-se, mais ainda, para levar para fora dos portões do centro espírita algo do que aprendeu. Para levar consigo, dentro de si, pelo menos um pouco do que sente quando está lá dentro. Tenha coragem de compartilhar o que vive lá dentro, esse você que você é lá dentro. Não enchendo os ouvidos dos outros de sermão, não perdigotando água fluida na cara do próximo, mas mostrando pelo exemplo, pelas atitudes. Tente, tudo que você tenta com afinco você consegue. Batei e abrir-se-vos-á, lembra?
 
Artigo publicado originalmente no site www.espiritoimortal.com.br de autoria de Morel Felipe Wilkon.

Prefeitura de Pedro Leopoldo homenageia Chico Xavier

   Na noite do dia 2 de abril – data do nascimento de Chico -, a Prefeitura Municipal de Pedro Leopoldo inaugurou um monumento de Chico Xavier, em tamanho natural, em praça pública. Duas tendas montadas no local estavam superlotadas, contando com a presença da Prefeita Eloísa Helena Carvalho Pereira, secretarias municipais, a familiar Maria Marta Xavier, dirigentes da AME e CRE locais, presidentes de Centros Espíritas e de Antonio Cesar Perri de Carvalho e Célia Maria Rey de Carvalho, respectivamente, presidente e diretora da FEB. Além da prefeita, vários convidados usaram da palavra, inclusive a artista Vânia Braga, autora do monumento, e o presidente da FEB. Houve apresentação do Coral do Centro Espírita Luiz Gonzaga.

domingo, 30 de março de 2014

18ª SEMANA ESPÍRITA DE ITAMBACURI

GEDEC – GRUPO ESPÍRITA DEUS, CRISTO E CARIDADE
Convida:
 
18ª. SEMANA ESPÍRITA DE ITAMBACURI
 
De 03 a 06 de abril de 2014
Local: GEDEC – Rua Governador Valadares, 720 – Centro – Itambacuri – MG
TEMA CENTRAL :
O EVANGELHO NO MUNDO E NOS CORAÇÕES 
 
Programação:
 
03/04/14
20h
Família: escola da alma
Kleiton Scofield
(Teófilo Otoni MG)
04/04/14
20h
Como o Espiritismo vê o fim do mundo?
Abgail Guimarães
 (Vitória da Conquista BA)
05/04/14
20h
O ser humano e seus conflitos
Jairo Avelar
(Belo Horizonte MG)
06/04/14
Das 08h às 11h
SEMINÁRIO: Como vivenciar: Amai-vos e instruí-vos.
Jairo Avelar
(Belo Horizonte MG)
06/04/14
20h
O Espiritismo e a aliança entre a Ciência e a Religião
Marco Aurélio Pifano (Governador Valadares MG)
 

sábado, 22 de março de 2014

Seminário: O Evangelho de Jesus à Luz da Doutrina Espírita


























 Programação do Seminário
DIA
INÍCIO
TÉRMINO
ATIVIDADE




29 MAR 2014 -
sábado
14h30
16h
Exposição – O Evangelho de Jesus à Luz da Doutrina Espírita
16h
16h30
Intervalo – Lanche
16h30
18h
Exposição – O Evangelho de Jesus à Luz da Doutrina Espírita
DIA
INÍCIO
TÉRMINO
ATIVIDADE





30 MAR 2014 -
domingo
08h30
09h30
Referenciando o Evangelho
09h30
10h
Momento Prático – 1ª Etapa
10h
10h30
Intervalo – Lanche
10h30
11h
Momento Prático – 2ª Etapa
11h
12h
Exposição Final – Interativa e Participativa
Inscrição: R$10,00 – Lanches e custeio do evento (almoço não incluído)
Informações: Políbio – 8806-7368