Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações. (Allan Kardec - E.S.E, XVII, 4)

sábado, 28 de novembro de 2015

Bazar beneficente CEJG


EME – Encontro de Mocidades Espíritas do 12° CRE

      Aconteceu entre os dias 31/10 a 02/11/2015 na Escola Estadual Tristão da Cunha o 2° EME – Encontro de Mocidades Espíritas do 12° CRE, com o tema: “Semeadura livre, colheita obrigatória. O que tens plantado? ”. O encontro é promovido pelo Setor de Juventude da Aliança Municipal Espírita de Teófilo Otoni que é sede do 12° Conselho Regional Espírita, e objetiva promover a confraternização e unificação das juventudes espíritas da região, estudando a doutrina espírita através de vivências que proporcionem a troca de experiências e a integração de seus participantes.


sábado, 7 de novembro de 2015

CAMPANHA PERMANENTE DE LEITURA DAS OBRAS BÁSICAS


LIVRO: O QUE É O ESPIRITISMO

PERÍODO DE LEITURA: 07/11/2015 a 08/01/2016

NOTÍCIAS SOBRE O LIVRO

Este volume de Allan Kardec apresenta-nos o texto de uma obra de iniciação à Doutrina. Muitos espíritas pensam que este pequeno livro introdutório não tem mais nenhum interesse. É uma ideia falsa, resultante da falta de estudo metódico e, portanto, sério do Espiritismo. Nenhum estudante consciencioso endossa esta opinião. Pelo contrário, todos compreendem o valor permanente destas páginas iniciáticas, que até mesmo os maiores conhecedores do assunto devem reler e consultar periodicamente.
O espiritismo é ainda tão mal conhecido e compreendido – mesmo dos que mais o estudam e mais falam e escrevem a respeito – que este pequeno trabalho de Kardec, justamente por sua simplicidade e seu caráter de síntese, oferece aos mais “velhos” espíritas a possibilidade de perceberem novas perspectivas e surpreendentes aspectos da Doutrina.
“O Que é o Espiritismo”, escrito e publicado por Kardec em 1859, é um pequeno livro introdutório ao estudo da Doutrina, que não se inclui propriamente na codificação, mas que está diretamente relacionado com “O Livro dos Espíritos”, editado em 1857, decorrendo da “Introdução” e dos “Prolegômenos”. Isso demonstra que Kardec, depois da divulgação de “O Livro dos Espíritos”, pedra fundamental e marco inicial da codificação, sentiu a necessidade de oferecer aos interessados um roteiro inicial bem resumido e simples.
Ninguém se iluda, porém, com essa simplicidade aparente. Mesmo nesta cartilha espírita muitos veteranos terão o que aprender. Por outro lado, é inegável a importância didática desta súmula, que serve ao mesmo tempo para avivar a memória, reajustar a visão global do assunto e não raro chamar a atenção do estudante, do professor e mesmo do mais profundo conhecedor para certos problemas que escaparam a uma apreciação acurada. Kardec sempre insistiu na necessidade de estudo assíduo, metódico e incessante do Espiritismo. E quanto mais seguimos o seu conselho mais compreendemos a razão.
Resta acentuar a importância desse livro de iniciação no tocante ao aspecto metodológico do ensino espírita. Com ele Kardec inaugurou no Espiritismo uma disciplina hoje indispensável em todas as escolas de estudos superiores de Ciência, Filosofia, Religião, Artes e Técnicas: a introdução. Com seu agudo senso de professor, formado na escola pestaloziana e orientado pela disciplina e o rigor lógico do pensamento francês, Kardec imprimiu a forma decisiva a essa disciplina no campo do conhecimento espírita. Por mais que se queira hoje escrever novos trabalhos de introdução à Doutrina, o que é evidentemente necessário, não se pode relegar ao passado nem simplesmente esquecer o que este livro oferece. Temos sempre que partir das suas premissas e de lembrar aos interessados a conveniência (e mais do que isso: a absoluta necessidade) de ler e estudar essa obra do Mestre. Porque, no passado e no presente, ninguém ainda surgiu no mundo com maior capacidade e mais profunda compreensão do Espiritismo do que o autor desta obra.
Todos podem dar a sua contribuição à obra de divulgação do Espiritismo em nosso tempo, dentro de suas possibilidades de experiência e conhecimento. Todos podem ajudar as novas gerações a encontrar as relações das novas conquistas da cultura com os princípios espíritas ou, de outro lado, a encontrarem as antecipações dessas conquistas no Espiritismo. Mas ninguém tem condições intelectuais e espirituais para superar Kardec – simplesmente pelo fato de que Kardec não é um autor isolado, um solitário do pensamento, mas o Codificador, assessorado na Terra pelos companheiros de missão e assistido do além pelos espíritos do Senhor. A obra que nos deixou não é dele, como ele mesmo sempre afirmou, mas dos seus mestres espirituais. A Doutrina que nos legou não é o kardecismo, mas o Espiritismo, ou seja, a Doutrina dos Espíritos.
Este livro de iniciação não escapa a essa condição. Foi escrito por Kardec, não há dúvida, mas sob a orientação dos Espíritos, que não se interessavam somente pelo momento em que o Espiritismo surgia, mas principalmente pelo futuro da Humanidade, pelo desenvolvimento geral da cultura em nosso mundo. O Espiritismo marcou um momento de transição da Terra para o plano superior e veio fundamentar essa fase. Não é obra de um século, mas a abertura de um novo ciclo na evolução dos séculos futuros.
J. Herculano Pires

O Que é o Espiritismo – LAKE – Livraria Allan Kardec Editora

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Palestras CEJG - Novembro/2015

DATA
HORA
T   E   M   A
FACILITADOR
01 – DOM
08:30
POR QUE TEMER A MORTE?
ÁGUIDA EMÍLIA
04 – QUA
20:00
LE-575 a 578A: DAS OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS 
ROBSON MOITINHO
06 – SEX
20:00
BEM AVENTURADOS OS QUE SÃO MISERICORDIOSOS
CHAMES DA CONCEIÇÃO
08 – DOM
08:30
O QUE É O ESPIRITISMO
EQUIPE  D. E.
11 – QUA
20:00
O QUE É O ESPIRITISMO
EQUIPE  D. E.
13 – SEX
20:00
O QUE É O ESPIRITISMO
EQUIPE  D. E.
15 – DOM
08:30
O PAI NOSSO – I
MYRIAN OLIVEIRA
18 – QUA
20:00
LE-579 a 582: DAS OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS
GILVONETE PEREIRA
20 – SEX
20:00
PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO
MACILENE OLIVEIRA
22 – DOM
08:30
O PAI NOSSO – II
MACILÉA OLIVEIRA
25 – QUA
20:00
LE-583 a 584: DAS OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS
GILSON PEREIRA
27 – SEX
20:00
EDIFICAÇÕES
CÉSAR HENRIQUE
29 – DOM
08:30
O PAI NOSSO - III
EDMILSON PEREIRA

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Finados na visão espírita

O que ocorre com os que desencarnam
         
De acordo com as conclusões de Ernesto Bozzano expostas em seu livro “A Crise da Morte”, eis os 12 detalhes fundamentais a respeito do que ocorre no fenômeno da desencarnação, a cujo respeito se acham de acordo os Espíritos:
• Os Espíritos se encontram novamente, na vida espiritual, com a forma humana.
• Todos eles, após a morte, ignoram durante algum tempo que estão mortos.
• Eles passam, no curso da crise pré-agônica, ou pouco depois, pela prova da reminiscência dos acontecimentos da existência ora encerrada.
• Todos eles são acolhidos no mundo espiritual pelos Espíritos das pessoas de suas famílias ou de seus amigos mortos.
• Quase todos passam, após a morte, por uma fase mais ou menos longa de “sono reparador”.
• Todos se acham num meio espiritual radioso e maravilhoso (no caso de mortos moralmente normais) e num meio tenebroso e opressivo (no caso de mortos moralmente depravados).
• Todos reconhecem que o meio espiritual é um novo mundo objetivo, real, análogo ao meio terrestre espiritualizado.
• Eles aprendem que isso se deve ao fato de que, no mundo espiritual, o pensamento constitui uma força criadora, por meio da qual o Espírito existente no “plano astral” pode reproduzir em torno de si o meio de suas recordações.
• Todos ficam sabendo que a transmissão do pensamento é a forma da linguagem espiritual, embora certos Espíritos recém-chegados se iludam e julguem conversar por meio da palavra.
• Eles verificam que, graças à faculdade da visão espiritual, se acham em estado de perceber os objetos de um lado e outro, pelo seu interior e através deles.
• Todos eles aprendem que podem transferir-se temporariamente de um lugar para outro, ainda que muito distante, por efeito apenas de um ato da vontade, podendo também passear no meio espiritual ou voejar a alguma distância do solo.
• Os Espíritos dos mortos gravitam fatalmente e automaticamente para a esfera espiritual que lhes convém, por virtude da “lei de afinidade”. (Obra citada, pp. 164 a 166.)
Fonte: O consolador – Jornal “O Imortal” – Nov/2006

sábado, 24 de outubro de 2015

Por que não sorrir?

   Já basta ver a quantidade de rostos fechados, de cenhos carregados e lábios crispados a seguirem como ilhas de tormentos pelas avenidas do mundo, como se marchassem para câmaras de tortura ou para invisíveis campos de extermínio.
   Bastam as demonstrações de aborrecimento explícito, as palavras de aridez e agressividade, os gestos descabidos do desdém e os esgares de perturbador cinismo.
   A existência no planeta terrestre é demarcada por tantas e variadas pelejas, características de sua condição expiatória, que não há nenhum sentido em piorar essa situação com o vinagre do pessimismo sem solução.
   Uma vez que você se certificou de tudo isso, faça movimentos internos para não assimilar desoladores fluidos, exalados pelas almas doentes, pelas mentes malsãs ou violentas, tornando-se uma pessoa diferente.
   Trabalhe o íntimo de tal forma que, mesmo observando as cenas infelizes que se multiplicam ante seus olhos, consiga contemplar com alegria o azul do céu e do mar, e a sentir na face a brisa fresca que o acaricia.
   Aprenda a sorrir sem medo e felicite-se dirigindo a Deus a sua gratidão. Louve a vida por sua explosão de cores, aromas e saúde, com a sua sensibilidade; todas as expressões de vida, vegetais, animais e humanas que respiram ao seu redor.
   Trate de sorrir, porque cada pessoa já dispõe de suficientes motivos de ser triste e para chorar, se passar a olhar somente para o lado pantanoso de sua vida.
   Você que já consegue, porém, enxergar o lado jardim ou a sentir a dimensão solar de sua vida, conseguirá encontrar razões expressivas para ser alegre, para sorrir e chorar de jubilosas emoções.
   Seja qual for o drama por que passe, deixe-o passar; não o detenha em seu caminho por meio de continuados murmúrios e lamentações. Depois, constatando que recebe muito mais bênçãos do que padece dificuldades, sorria.
   Ainda quando a noite escura e fria envolva os seus passos, sugerindo-lhe amargura, desenovele-se dela e corra ao encontro do dia novo e cálido, que logo se lhe abrirá, e sorria.
   Desate alegria em outros corações por meio da exposição do colar de pérolas do seu sorriso, vibrando sincero contentamento aonde quer que vá.
   Lembre-se de que você tem motivos de sobra para cultivar alegrias e sorrir, porque pensa, sente, respira e caminha, e mais, porque vive imerso no seio compassivo e sorridente do amor de Deus.

Benedita Fernandes por José Raul Teixeira
Livro: Todos precisam de paz na alma
Editora Fráter  

Palestras CEJG - Outubro/2015

DATA
HORA
T   E   M   A
FACILITADOR
02 – SEX
20:00
A MISSÃO DO ESPIRITISMO NA PÁTRIA DO EVANGELHO
REGINA COELI
04 – DOM
08:30
A MISSÃO DO ESPIRITISMO NA PÁTRIA DO EVANGELHO
REGINA COELI
07 – QUA
20:00
LE-562 a 564: DAS OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS 
VIRGÍNIA BARBOSA
09 – SEX
20:00
A EVANGELIZAÇÃO NO CORAÇÃO DO MUNDO
GILVONETE PEREIRA
11 – DOM
08:30
A EVANGELIZAÇÃO NO CORAÇÃO DO MUNDO
GILVONETE PEREIRA
14 – QUA
20:00
LE-565 a 567: DAS OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS
MARCO AURÉLIO
16 – SEX
20:00
SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA?
J. O. OLIVEIRA
18 – DOM
08:30
SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA?
J. O. OLIVEIRA
21 – QUA
20:00
LE-568 a 571: DAS OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS
FABIANO MOURA
23 – SEX
20:00
O JOVEM NA PÁTRIA DO EVANGELHO
MACILÉA/CAROL/LETÍCIA/SAYONARA 
25 – DOM
08:30
ALÉM DO TÚMULO
MACILÉA/CAROL/LETÍCIA/SAYONARA
28 – QUA
20:00
LE-572 a 574: DAS OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS
REGINA COELI
30 – SEX
20:00
FAMÍLIA: CÉLULA DIVINA NO CORAÇÃO DO MUNDO
CRISTALINO 

sábado, 5 de setembro de 2015

O Brasil e a sua missão histórica de coração do mundo e pátria do evangelho


Meus filhos:
Prossegue o Brasil na sua missão histórica de “Pátria do Evangelho” colocada no “Coração do Mundo”.
Nem a tempestade de pessimismo que avassala, nem a vaga de dúvida que açoita os corações da nacionalidade brasileira impedirão que se consume o vaticínio da Espiritualidade quanto ao seu destino espiritual. Apesar dos graves problemas que nos comprometem em relação ao porvir – não obstante o cepticismo que desgoverna as mentes em relação aos dias do amanhã – o Brasil será pulsante coração espiritual da Humanidade, encravado na palavra libertadora de Jesus, que fulge no Evangelho restaurado pelos Benfeitores da Humanidade.
Não se confunda missão histórica do País com a competição lamentável, em relação às megalópoles do mundo, que triunfam sobre as lágrimas das nações vencidas e escravizadas pela política financeira e econômica internacional.
Não se pretenda colocar o Brasil no comando intelectual do Orbe terrestre, através de celebrações privilegiadas que se encarreguem de deflagrar as guerras de aniquilamento da vida física.
Não se tenham em mente a construção de um povo, que se celebrize pelos triunfos do mundo exterior, caracterizando-se como primeiro no concerto das nações.
Consideremos a advertência de Jesus, quando se reporta que “os primeiros serão os últimos e estes serão os primeiros”.
Sem dúvida, o cinturão da miséria socioeconômica que envolve as grandes cidades brasileiras alarma a consciência nacional. A disputa pela venda de armas, que vem colocando o País na cabeceira da fila dos exportadores da morte, inquieta-nos. Inegável a nossa preocupação ante a onda crescente de violência e de agressividade urbana…
Sem dúvida, os fatores do desrespeito à consciência nacional e a maneira incorreta com que atuam alguns homens nas posições relevantes e representativas do País fazem que o vejamos, momentaneamente, em uma situação de derrocada irreversível.
Tenha-se, porém, em mente que vivemos uma hora de enfermidades graves em toda a Terra, na qual, o vírus da descrença gera as doenças do sofrimento individual e coletivo, chamando o homem a novas reflexões.
A História se repete!…
As grandes nações do passado, que escravizaram o mundo mediterrâneo, não se eximiram à derrocada das suas edificações, ao fracasso dos seus propósitos e programas; assírios e babilônios ficaram reduzidos a pó; egípcios e persas guardam, nos monumentos açoitados pelos ventos ardentes do deserto, as marcas da falência pomposa, das glórias de um dia; a Hélade, de circunferência em torno das suas ilhas, legou, à posteridade, o momento de ilusório poder, porém, milênios de fracassos bélicos e desgraças políticas.
As maravilhas da Humanidade reduziram-se a escombros: o Colosso de Rodes foi derrubado por um terremoto; o Túmulo de Mausolo arrebentou-se, passados os dias de Artemísia; o Santuário de Zeus, em Olímpia, e a estátua colossal foram reduzidos a poeira; os jardins suspensos de Semíramis arrebentaram-se e ficaram cobertos da sedimentação dos evos e das camadas de areia sucessivas da história. Assim, aconteceu com outros tantos monumentos que assinalaram uma época, porém foram fogos-fátuos de um dia ou névoa que a ardência da sucessão dos séculos se encarregou de demitizar e de transformar. Mas, o Herói Silencioso da Cruz, de braços abertos, transformou o instrumento de flagício em asas para a libertação de todas as criaturas, e a luz fulgurou no topo da cruz converteu-se em perene madrugada para a Humanidade de todos os tempos.
O Brasil recebeu das Suas mãos, através de Ismael, a missão de implantar no seu solo virgem de carmas coletivos, com pequenas exceções, a cruz da libertação das consciências de onde o amor alçará o voo para abraçar as nações cansadas de guerras, os povos trucidados pela violência desencadeada contra os seus irmãos, os corações vencidos nas pelejas e lutas da dominação argentária, as mentes cansadas de perquirir e de negar, apontando o rumo novo do amor para  restaurar no coração a esperança e a coragem para a luta de redenção.
Permaneçam confiantes, os espíritas do Brasil, na missão espiritual da “Pátria do Cruzeiro”, silenciando a vaga do pessimismo que grassa e não colocando o combustível da descrença, nem das informações malsãs, nas labaredas crepitantes deste fim de século prenunciador de uma madrugada de bênçãos que teremos ensejo de perlustrar.
Jesus, meus filhos, confia em nós e espera que cumpramos com o nosso dever de divulgá-Lo, custe-nos o contributo do sofrimento silencioso e das noites indormidas em relação à dificuldade para preservar a pureza dos nossos ideais, ante as licenças morais perturbadoras que nos chegam, sutis e agressivas, conspirando contra nossos propósitos superiores.
Divulgá-Lo, vivo e atuante, no espírito da Codificação Espírita, é compromisso impostergável, que cada um de nós deve realizar com perfeita consciência de dever, sem nos deixarmos perturbar pelos hábeis sofistas da negação e pelas arengas pseudo-intelectuais dos aranzéis apresentados pela ociosidade dourada e pela inutilidade aplaudida.
Em Jesus temos “o ser mais perfeito que Deus nos ofereceu para servir-nos de modelo e guia”; o meio para alcançar o Pai, Amorável e Bom; o exemplo de quem, renunciando-se a si mesmo, preferiu o madeiro de humilhação à convivência agradável com a insensatez; de quem, vindo para viver o amor, fê-lo de tal forma que toda a ingratidão de quase vinte séculos não lhe pôde modificar a pulcridade dos sentimentos e a excelsitude da mensagem. Ser espírita é ser cristão, viver religiosamente o Cristo de Deus em toda a intensidade do compromisso, caindo e levantando, desconjuntando os joelhos e retificando os passos, remendando as carnes dilaceradas e prosseguindo fiel em favor de si mesmo e da Era do Espírito Imortal.
Chamados para essa luta que começa no país da consciência e se exterioriza na indimensionalidade geográfica, além das fronteiras do lar, do grupo social, da Pátria, em direção do mundo, lutais para serdes escolhidos. Perseverai para receberdes a eleição de servidores fiéis que perderam tudo, menos a honra de servir; que padeceram, imolados na cruz invisível da renúncia, que vos erguerá aos páramos da plenitude.
Jesus, meus filhos – que prossegue crucificado pela ingratidão de muitos homens – é livre em nossos corações, caminha pelos nossos pés, afaga com nossas mãos, fala em nossas palavras gentis e só vê beleza pelos nossos olhos fulgurantes como estrelas luminíferas no silêncio da noite.
Levai esta bandeira luminosa: “Deus, Cristo e Caridade” insculpida em vossos sentimentos e trabalhai pela Era Melhor, que já se avizinha, divulgando o Espiritismo Libertador onde quer que vos encontreis, sem o fanatismo dissolvente, mas, sem a covardia conivente, que teme desvelar a verdade para não ficar mal colocada no grupo social da ilusão.
Agora, quando se abrem as portas para apresentar a mensagem do Cristo e de Kardec ao mundo, e logo mais, preparai-vos para que ela seja vista em vossa conduta, para que seja sentida em vossas realizações e para que seja experimentada nas Casas que momentaneamente administrais, mas que são dirigidas pelo Senhor de nossas vidas, através de vós, de todos nós.
O Brasil prossegue, meus filhos, com a sua missão histórica de “Coração do Mundo e Pátria do Evangelho”, mesmo que a descrença habitual, o cinismo rotulado de ironia, o sorriso em gargalhada estrídula e zombeteira tentem diminuir, em nome de ideologias materialistas travestidas de espiritualismo e destrutivas em nome da solidariedade.

Que nos abençoe Jesus, o Amigo de ontem – que já era antes de nós -, o Benfeitor de hoje – que permanece conosco -, e o Guia para amanhã – que nos convida a tomar do Seu fardo e receber o Seu jugo, únicos a nos darem a plenitude e a paz.
Muita paz, meus filhos!
São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Setembro Amarelo


 
           Quando a atriz Cássia Kiss apareceu na TV com os seios à mostra há 27 anos, ensinando as mulheres brasileiras a fazerem o autoexame para prevenir o câncer de mama, muita gente achou a campanha escandalosa e apelativa. O fato é que até hoje essa campanha é celebrada pela redução efetiva do número de casos da doença.

            Pois é, na área da saúde pública sabe-se que a prevenção de qualquer doença se faz com informação clara e objetiva.

            O que a maioria dos brasileiros ignora – e parte dos profissionais de saúde também – é que isso também vale para suicídio. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 90% dos casos os suicídios são preveníveis por estarem associados a patologias de ordem mental diagnosticáveis e tratáveis, principalmente a depressão. Ou seja, de cada dez casos de autoextermínio, nove podem ser evitados onde houver o diagnóstico preciso dessas patologias, o devido tratamento e a assistência das redes de cuidado e atenção.

            É preciso abrir espaço para campanhas de prevenção e reverter as estatísticas num mundo onde aproximadamente 800 mil pessoas se matam a cada ano, 2.200 a cada dia, e um novo caso é registrado a cada 40 segundos. No Brasil, são aproximadamente 12 mil casos por ano, o que dá uma média de 32 suicídios por dia.

            Ainda assim, por incrível que pareça, este continua sendo um assunto invisível, fora do radar da sociedade. E não é difícil identificar alguém na família, no círculo de amizades ou na vizinhança que já tentou se matar ou consumou o ato suicida. Pode-se dizer que boa parte dessas pessoas que desapareceram em circunstâncias tão violentas ainda estaria entre nós se os mais próximos soubessem como agir quando determinadas pistas ou sinais dão conta de que algo não vai bem.

            Além dos sintomas característicos das psicopatologias associadas ao suicídio (depressão, transtornos relacionados ao uso de substâncias, esquizofrenia, transtornos de personalidade, etc) é importante acompanhar eventuais mudanças de comportamento que indiquem a tendência ao isolamento social, desinteresse generalizado, angústia e aflição, baixo rendimento escolar ou produtividade. São alguns indícios de que algo pode estar errado.

            Para enfrentar o tabu em torno do assunto – e a brutal desinformação que agrava as estatísticas – celebra-se neste dia 10 de setembro o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Para dar ainda mais visibilidade a esse grito de alerta em favor da vida, a Associação Internacional pela Prevenção do Suicídio (IASP) lançou o movimento Setembro Amarelo, que tenta associar esta cor à causa da prevenção do autoextermínio. A ideia é pintar, iluminar e estampar o amarelo nas mais diversas resoluções por aí.

            É possível que a campanha não tenha o mesmo efeito que o autoexame da Cássia Kiss. Mas é um começo. Aliás, Cássia Kiss escreveu certa vez uma mensagem de gratidão ao CVV – Centro de Valorização da Vida – que realiza desde 1962 um trabalho voluntário de apoio emocional e prevenção do suicídio por telefone (141) e mais recentemente pela internet ( http://www.cvv.org.br/site/chat.html ) sem vinculação política ou religiosa. Munida da mesma coragem com que exibiu os seios na TV em favor da vida, ela deu o seguinte depoimento sobre a instituição: “Certa vez, há muitos anos, precisei de ajuda especial. Tinha vontade de desaparecer (coisa normal no mundo de quem não tem compromisso, responsabilidade comunitária). Chamei o CVV. Estou viva e integrada”. 
Imagem: Divulgação FEB