Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações. (Allan Kardec - E.S.E, XVII, 4)

quinta-feira, 18 de julho de 2019

"Entre a Terra e o Céu" - Entrevista com José Ávila Neto

Divulgação Espírita

Se existe uma expressão fecunda de gratidão à luz do Espiritismo que nos libertou da ignorância e dos vícios morais, ela pode ser reconhecida no trabalho consciente e ardoroso de sua divulgação, a bem de outros corações...
Pensar o conteúdo doutrinário para sentir Jesus em retorno ao nosso convívio representa a estrada nova e bem pavimentada, capaz, por sua utilidade e valor, de beneficiar toda a Humanidade.
Espiritismo é o clarim matinal que anuncia a Era da Regeneração tão aguardada, e, sob seus auspícios reveladores, a sabedoria e a doçura da fraternidade – fraternidade que é o amor em expansão –, como radioso sol a todos alcança, para a efetiva libertação espiritual de nosso Globo.
Urge, por consciência e dever moral, formarmos fileiras de entendimento e aplicação cadenciada do que nos oferece a Doutrina do Consolador.
Firmeza de ânimo que caracterize um genuíno idealista;
Sentimento solidário, que enalteça os planos do Bem, então concebidos pelo adepto;
Lealdade aos fundamentos da Verdade codificada, por princípio de segurança e valor.
Irmãos: o Espiritismo é o Consolador, abrigando-nos em caridade e paz; todavia, o excelso trabalho que ao Paracleto divino compete executar, necessita de nossas mãos, para que, íntegro e benfeitor, alcance as comunidades – das choupanas singelas e geralmente violentas aos palácios de onde promanam as decisões de ordem e governança do mundo!
Mãos à obra, com Jesus e Kardec!

Caibar Schutel

 Mensagem psicografada pelo médium Wagner G. Paixão durante o encerramento do XV Congresso Espírita de São Paulo, promovido pela USE, em Franca, no dia 01/05/2012

Saibamos confiar

“Não andeis, pois, inquietos.” Jesus (Mateus, 6:31)

Jesus não recomenda a indiferença ou a irresponsabilidade.
O Mestre, que preconizou a oração e a vigilância, não aconselharia a despreocupação do discípulo ante o acervo do serviço a fazer.
Pede apenas combate ao pessimismo crônico.
Claro que nos achamos a pleno trabalho, na lavoura do Senhor, dentro da ordem natural que nos rege a própria ascensão.
Ainda nos defrontaremos, inúmeras vezes, com pântanos e desertos, espinheiros e animais daninhos.
Urge, porém, renovar atitudes mentais na obra a que fomos chamados, aprendendo a confiar no Divino Poder que nos dirige.
Em todos os lugares, há derrotistas intransigentes.
Sentem-se nas trevas, ainda mesmo quando o Sol fulgura no zênite.
Enxergam baixeza nas criaturas mais dignas.
Marcham atormentados por desconfianças atrozes. E, por suspeitarem de todos, acabam inabilitados para a colaboração produtiva em qualquer serviço nobre.
Aflitos e angustiados, desorientam-se a propósito de mínimos obstáculos, inquietam-se, com respeito a frivolidades de toda sorte e, se pudessem, pintariam o firmamento à cor negra para que a mente do próximo lhes partilhe a sombra interior.
Na Terra, Jesus é o Senhor que se fez servo de todos, por amor, e tem esperado nossa contribuição na oficina dos séculos. A confiança d’Ele abrange as eras, sua experiência abarca as civilizações, seu devotamento nos envolve há milênios...
Em razão disso, como adotar a aflição e o desespero, se estamos apenas começando a ser úteis?

Livro Vinha de Luz – Emmanuel por Chico Xavier – Lição 86

Sesquicentenário da Comunicação Social Espírita no Brasil



Julho assinala a efeméride. Foi neste mês, em 1869, que, em Salvador, na Bahia, Luiz Olímpio Telles de Menezes lançou o primeiro jornal espírita do Brasil: O Echo D’Além-Túmulo. Periódico impresso na Tipografia do Diário da Bahia, com redação na Ladeira da Fonte das Pedras, 25. Jornal bimestral de pequeno formato, 13 x 25 cm, diagramação a uma coluna, 56 páginas, preço de assinatura anual de 9.000 réis. Também podia ser adquirido o número avulso nas livrarias de J. Baptista Martin, localizada no perímetro da Praça Thomé de Souza e na de Francisco Queirolo, cidade baixa.
Há quatro anos que o Espiritismo pronunciou na Bahia a sua primeira palavra, destacava o Echo no seu número inaugural. Nosso intuito é estudar os fenômenos que se nos apresentam por maneira tão extraordinária quanto admirável, dizia Luiz Olímpio, que prometia registrar todos os fatos que tiveram lugar em nossas reuniões. E assim o fez durante dois anos, através de uma seção, com aludidas manifestações dos espíritos, assinadas por Santo Agostinho, Antônio Menandro, Cristóvão Colombo, João Evangelista, Galileu, Sócrates, Luiz Offenback, entre outros.
Igualmente reproduzia artigos traduzidos da Revue Spirite, relacionava e sugeria a leitura de obras espíritas. Luiz Olímpio destinava mil réis de cada assinatura vendida para dar liberdade a escravos, de qualquer cor, do sexo feminino, de 4 a 7 anos de idade, nascidos no Brasil.
Telles de Menezes era militar de carreira, professor de língua portuguesa, membro do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, sócio honorário da Sociedade Magnética da Itália e jornalista. Foi tradutor da primeira edição de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, publicado na Bahia pela tipografia de Lellis Masson.

Na Revue Spirite, edição de outubro de 1869, encontramos referência a esse lançamento:

Bibliografia

NOVOS JORNAIS ESTRANGEIROS

O Eco D’Além-Túmulo, monitor do Espiritismo no Brasil, publicado mensalmente na Bahia, em língua portuguesa, em cadernos de 60 páginas in-octavo, sob a direção do Sr. Luiz Olímpio Telles de Menezes, membro do Instituto Histórico da Bahia.

Condições de assinatura por ano:
Bahia ………………………………………………. 9.000 réis
Províncias brasileiras …………….………. 11.000 réis
Estrangeiro …………………………………….. 12.000 réis
Bahia – Largo do Desterro, 2.

Fonte: Jornal Mundo Espírita – Órgão de Divulgação da Federação Espírita do Estado do Paraná – julho/2019

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Nova luz

Galvanizados pela eloquência dos esclarecimentos do Consolador, levantamo-nos para cantar-lhe as notas de gratidão, pelo congraçamento fraternal que nos une as almas em redor da Boa Nova do Evangelho de Jesus, falando-nos de soerguimento e de progresso impostergáveis.
Eis chegada a hora de dedicarmos nosso tempo precioso aos empreendimentos necessários para que conquistemos a renovação própria, tão vastamente exaltada.
Com ingentes esforços, Maria, a cortesã equivocada pela ilusão carnal, abdica do prazer mentiroso e aviltante para alcançar paz, em plenitude de gozo, após travar contato com Jesus deixando para trás a perturbação de que fora presa, em Magdala.
Zaqueu, atormentado onzeneiro, sofrido com coração espinhado pela necessidade de paz, transforma seu roteiro conquistando as bênçãos da paz anelada, no convívio com Jesus.
A mulher aturdida do poço de Jacó, na Samaria, depois do diálogo mantido com Jesus, reergue-se para o verdadeiro sentido da vida, seguindo, então, sob a chancela da dignidade moral, em clima de paz.
Lázaro, somente depois de retornar dos panos da morte, reestrutura seu próprio caminho, vivificado pelas messes de energias que lhe ensejaram paz ao coração, desfechadas por Jesus.
José de Arimateia embrenha-se nas experiências do bem e na intensidade do amor, na sua condição de destacado príncipe, logo que sua alma foi tocada pela presença da paz que de Jesus emanava.
Inumeráveis outros lidadores dos tempos atuais, convertidos ao amor cristão e à renovação dos semelhantes, deixaram-se envolver pela aura luminífera que se evola do Mestre Nazareno, nutrindo-se de paz, a fim de a outros pacificarem, igualmente.
Levanta-se, destarte, a imperiosa necessidade de modificares a conduta, teu proceder, utilizando-te do aprendizado que o Espiritismo faculta, penetrando a vida do Evangelho, transfazendo a pauta cotidiana, tendo a paz necessária para as reflexões maduras, certo de que Jesus Cristo em tua jornada torna-se o Sol excelente a aquecer-te a vida, entendendo que, com Ele, a Doutrina Espírita se te fará ponte levadiça para a imortalidade grandiosa, significando uma nova luz mantendo teus passos com firmeza no vigoroso ideal que te valoriza os dias na Terra.

 Camilo / Psicografia de Raul Teixeira, em 30 de setembro de 1984, na Sociedade Espírita Renovação

Substitutos

“Para alumiar os que estão assentados em trevas e sombra de morte, a fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.” (Lucas, 1:79)

É razoável que o administrador distribua serviço e responda pela mordomia que lhe foi confiada.
Detendo encargos da direção, o homem é obrigado a movimentar grande número de pessoas.
Orientará os seus dirigidos, educará os subalternos, dar-lhes-á incumbências que lhes apurem as qualidades no serviço.
Ainda assim, o dirigente não se exime das obrigações fundamentais que lhe competem.
Se houve alguém que poderia mobilizar milhões de substitutos para o testemunho na Crosta da Terra, esse alguém foi Jesus.
Dispunha o Senhor de legiões de emissários esclarecidos, mantinha incalculáveis reservas ao seu dispor. Poderia enviar ao mundo iluminados filósofos para renovarem o entendimento das criaturas, médicos sábios que curassem os cegos e os loucos, condutores fiéis, dedicados a ensinar o caminho do bem.
Em verdade, desde os primórdios da organização humana mobiliza o Senhor a multidão de seus cooperadores diretos, a nosso favor, mesmo porque suas mãos divinas enfeixam o poder administrativo da Terra, mas urge reconhecer que, no momento julgado essencial para o lançamento do Reino de Deus entre os homens, veio, Ele mesmo, à nossa esfera de sombras e conflitos.
Não enviou substitutos ou representantes. Assumiu a responsabilidade de seus ensinamentos e, sozinho, suportou a incompreensão e a cruz.
Inspiremo-nos no Cristo e atendamos pessoalmente ao dever que a vida nos confere.
Perante o Supremo Senhor, todos temos serviço intransferível.

Livro Vinha de Luz – Emmanuel por Chico Xavier – Lição 85

Fazer o bem sem cessar


Eu nunca vos deixareis órfãos, eu ficarei convosco até a consumação dos evos*. Quando qualquer dificuldade estiver ao vosso alcance pensai em mim e eu estarei convosco.
Transcorreram dois mil anos e nesses dois mil anos em que o mundo se convulsionou inúmeras vezes, algo diferente hoje desenha-se no alicerce das almas: a presença do amor de Deus.
É necessário que tenhamos o sentimento profundo de compaixão para podermos entender a dor de quem chora.
Há muito sofrimento ao nosso lado esperando a mão amiga, e nós nos encontramos na Terra para servir.
Quem não se dedica a servir ainda não aprendeu a viver.
O serviço é a bênção de Deus demonstrando o sentido existencial.
Fazei o bem, filhos e filhas da alma, além do vosso alcance.
Nunca vos arrependereis de terdes erguido um combalido, saciado a sede ou alimentado alguém esfaimado.
Exultai pela honra, pela glória de crer e esse crer deve constituir a diretriz da vossa existência.
Embrulhai-vos na lã do Cordeiro de Deus e sede mansos e pacíficos.
Dias virão em que o lobo e a ovelha comerão ao lado no mesmo pasto.
Dias estão chegando em que o amor e a solidariedade diluirão a violência e a agressividade.
Sede pioneiros dessa era nova contribuindo com o que tendes de mais valor, que é o vosso sentimento, auxiliando-vos a ascender na escala evolutiva e a erguer os que teimosamente permanecem nos degraus inferiores da vida.
A queda leva ao abismo, e abismos existem sem fundos como as escadas da degradação não têm o último degrau.
Parai, detende o passo e começai a subir a escada do progresso, porque Cristo espera por vós.
Este é o vosso momento: não vos escuseis de amar ou de servir, tendo em mente que a vida física é breve como qualquer jornada, mas o ser que sois é permanente, imortal.
Transformai o amor em alimento da alma e o serviço em sustentação do amor.
Em nome dos Espíritos-espíritas aqui presentes rogamos as bênçãos de Deus para todos nós.
Voltai aos vossos lares, jubilosos; esquecei, por momentos breves que sejam, das aflições e enriquecei o coração e a mente com a alegria de amar e de receber amor.
Em nome do Senhor eu vos abraço, filhos e filhas da alma, com carinho do servidor humílimo e paternal de sempre,

 Bezerra - Psicofonia de Divaldo Pereira Franco, na palestra proferida na Sede da Creche Amélia Rodrigues, em 22 de outubro de 2016 em Santo André, SP

*evos: séculos

sábado, 6 de julho de 2019

Sarau 2019 - CEJG


Homenagem ao 17º aniversário do falecimento de Chico Xavier - 03/07/2019...

"Entre a Terra e o Céu" - Andrezinho e as existências do espírito

Aniversário CEJG


A prece

    Tempestade de paixões humanas, que abafais os bons sentimentos de que todos os Espíritos encarnados trazem uma vaga intuição no fundo da consciência, quem acalmará a vossa fúria? É a prece que deve proteger os homens contra o fluxo desse oceano, cujo seio encerra os monstros horrendos do orgulho, da inveja, do ódio, da hipocrisia, da mentira, da impureza, do materialismo e das blasfêmias. O dique que lhe opondes pela prece é construído com a pedra e o cimento mais duros e, impotentes para o transpor, esses monstros se esgotam em vãos esforços contra ele e mergulham, sangrentos e aflitos, nas profundezas abissais. Ó prece do coração, invocação incessante da criatura ao Criador, se conhecessem tua força, quantos corações arrastados pela fraqueza teriam recorrido a ti no momento da queda! Tu és o precioso antídoto que cura as chagas, quase sempre mortais, que a matéria abre no Espírito, fazendo correr em suas veias o veneno das sensações brutais. Mas como é restrito o número dos que oram bem! Acreditais que depois de haver consagrado grande parte do vosso tempo a recitar fórmulas que aprendestes, ou a lê-las em vossos livros, tereis merecido bastante de Deus? Desiludi-vos; a boa prece é a que parte do coração; não é prolixa; apenas, de vez em quando, deixa escapar seu grito a Deus em aspirações, em angústias e em rogativas de perdão, como a implorar que venha em nosso socorro e os Espíritos bons a levem aos pés do Pai justo, pois esse incenso é para Ele de agradável odor. Então Ele os envia em grupos numerosos para fortalecer os que oram bem contra o Espírito do mal; assim, tornam-se fortes como rochedos inabaláveis. Veem quebrar-se contra eles as vagas das paixões humanas e, como se comprazem nessa luta que os deve cumular de méritos, constroem, como a alcíone, seus ninhos em meio às tempestades.

Fénelon – Revista Espírita-julho/1861

Somos de Deus

“Nós somos de Deus.” João (I João, 4:6)

Não nos é fácil desvencilharmos dos laços que nos imantam aos círculos menos elevados da vida aos quais ainda pertencemos.
Apesar de nossa origem divina, mil obstáculos nos prendem à ideia de separação da Paternidade Celeste.
Cega-nos o orgulho para a universalidade da vida.
O egoísmo encarcera-nos o coração.
A vaidade ergue-nos falso trono de favoritismo indébito, buscando afastar-nos da realidade.
A ambição inferior precipita-nos em abismos de fantasia destruidora.
A revolta forma tempestades de ódio sobre as nossas cabeças.
A ansiedade fere-nos o ser.
E julgamos, nesses velhos conflitos do sentimento, que pertencemos ao corpo físico, ao preconceito multissecular e à convenção humana, quando todo o patrimônio material que nos circunda representa empréstimo de forças e possibilidades para descobrirmos nós mesmos, enriquecendo o próprio valor.
Na maioria das vezes, demoramo-nos no sombrio cárcere da separação, distraídos, enganados, cegos...
Contudo, a vida continua, segura e forte, semeando luz e oportunidade para que não nos faltem os frutos da experiência.
Pouco a pouco, o trabalho e a dor, a enfermidade e a morte, compelem-nos a reconsiderar os caminhos percorridos, impelindo-nos a mente para zonas mais altas. Não desprezes, pois, esses admiráveis companheiros da jornada humana, porquanto, quase sempre, em companhia deles, é que chegamos a compreender que somos de Deus.

Livro Vinha de Luz – Emmanuel por Chico Xavier – Lição 84

Espiritismo e Evangelho


No desdobramento das atividades espiritistas, observamos os temperamentos combativos que, a pretexto de combaterem antigos dogmas, outra coisa não efetuam senão divulgar novas expressões dogmáticas de suas convicções apaixonadas.
É indispensável que a mente dos estudiosos esteja em guarda sobre si mesma, neste momento difícil do mundo, em que o barco dos princípios não pode dispensar a bússola da verdadeira segurança.
Excedem-se as discussões, enquanto a edificação real aguarda os testemunhos edificantes e sinceros.
Então, entre todas essas teses que provocam o atrito das opiniões, uma se encontra de interesse palpitante para a compreensão definitiva do assunto.
Referimo-nos à de Espiritismo e Evangelho, para concluir que os novos trabalhadores da Verdade muito se movimentam nesse setor, quando deveriam observar o mais elevado ideal da união em tal sentido.
Do conceito de Espiritismo abusam todos os temperamentos apaixonados; do conceito de Evangelho todos os espíritos cristalizados ou arbitrários, à paixão sem rumo e à arbitrariedade orgulhosa produzem os dogmas modernos que se combatem, mutuamente, oferecendo aos corações sinceros o espetáculo doloroso de uma luta pela esterilidade.
De nossa parte consideramos, como está escrito, há vinte séculos, que não é o discípulo maior que o seu mestre para reconhecermos que todas as plataformas espiritistas, desde os primórdios da arregimentação doutrinária, não podem prescindir da substância evangélica, nas suas mais insignificantes afirmativas.
É necessário compreender-se que a Codificação inteira, para erguer-se no mundo, socorreu-se dos espíritos evangelizados, na sua esfera de ação fora da Terra.
Ela constitui a estrutura humana do edifício doutrinário, mas todo o material da construção é do Cristo.
Poder-se-á objetar que o Espiritismo para triunfar precisa manter-se numa linha exclusiva de movimento científico ou filosófico, entre as forças morais que governam o mundo. Mas a hora presente é um desmentido ao conceito de superioridade absoluta da Ciência e da Filosofia.
A atualidade está repleta de exemplos que desnorteiam os espíritos mais avisados.
Há cientistas que só encontram motivo para detestarem o bem da vida e filósofos que, no emaranhado dos raciocínios, acabam sem saber se eles próprios são personalidades reais.
Os primeiros são doentes que não acreditam na saúde, os segundos são enfermos inquietos que, à força de experimentarem os medicamentos mais contraditórios, acabam intoxicados em suas energias vitais.
É por essa razão que o Cristo será sempre o Mestre, porque n’Ele repousa o fundamento da elevação da vida.
De Sua exemplificação e Seus ensinos decorrem todos os motivos substanciais da grande edificação, que os discípulos novos vêm efetuando, na atualidade, junto às forças do mundo.
Claro está que, no desenvolvimento das realizações doutrinárias, todas as experiências nobres devem ser cultivadas, salientando-se a Codificação Kardequiana, aberta no Planeta como um elevado caminho para o luminoso horizonte da Verdade Infinita.
Mas a nossa palavra nestas singelas apreciações possuem um outro objetivo.
Não podemos discutir os triunfos mundanos da Doutrina, porque também as religiões literatistas tiveram numerosos triunfos em todos os tempos, mas afirmamos que, para que o Espiritismo esclareça, não pode em circunstância alguma dispensar a sua característica Divina de Consolador prometido por Jesus à humanidade, porque somente com o Evangelho poder-se-á edificar sobre a rocha dos sentimentos puros e profundos.
É por esse motivo que o discípulo novo precisa perguntar, em cada dia, não se está mais sério, mas se está efetivamente melhor. 
    Aprende a sorrir para a dificuldade, envolvendo aqueles que a provocam em tua mensagem de simpatia.
Emmanuel / Chico Xavier – Livro: Mentores e Seareiros

sábado, 29 de junho de 2019

Aspectos da dor


Os soluços de dor são compreensíveis até o ponto em que não atingem a fermentação da revolta, porque, depois disso, se convertem todos eles em censura infeliz aos planos do Céu.
A enfermidade jamais erra o endereço para suas visitas.
As lágrimas, em verdade, são iguais às palavras. Nenhuma existe destituída de significação.
Somente chega a entender a vida quem compreende a dor.
A evolução regula também o sofrimento das criaturas e nelas se evidencia mais superficial ou mais profunda, conforme o aprimoramento de cada uma.
Se você pretende vencer, não menospreze a possibilidade de amargar, algumas vezes, a aflição da derrota como lição no caminho para o triunfo.
Aprende melhor quem aceita a escola da provação, porquanto, sem ela, os valores da experiência permaneceriam ignorados.
A dor não provém de Deus, de vez que, segundo a Lei, ela é uma criação de quem a sofre.

André Luiz / Chico Xavier – Livro: Estude e Viva