Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações. (Allan Kardec - E.S.E, XVII, 4)

sábado, 29 de agosto de 2020

Homenagem

Amigo Amaro,

Pelas virtudes que expendias imaginamos que já prelibavas dessa semeadura mesmo aqui entre nós.

Podemos escolher o seu sorriso simpático, amigo, acolhedor e inesquecível, para ser o ícone representativo dessas virtudes, pois nos julgamos sem a devida competência para enumerá-las sem prejuízo ao registro de todas.

Agora, nobre amigo, certamente usufruirás com mais intensidade daquilo que plantou em toda a sua existência.

Diz Emmanuel: 
“madureza física nunca foi obstáculo para o Espírito sequioso de progresso.” 

Foste tu assim, aqui na carne querido amigo. 

E pelo que aprendemos com a nossa Doutrina Consoladora, agora podes mais, pois estás pássaro livre e certamente se lembrará do Cristo ensinando-nos:
“Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.”

Sê feliz e bom trabalho, caro irmão!

Equipe DCSE/CEJG

Bezerra de Menezes


Aniversário de Bezerra de Menezes, incansável trabalhador e exemplo para todos nós.
Saiba mais sobre o "médico dos pobres":
https://www.uemmg.org.br/noticias/homenagem-bezerra-de-menezes



sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Sê fiel até o final


Por mais perturbadoras e afligentes sejam as circunstâncias e a convivência com as demais pessoas do teu círculo de amizade ou não, porfia nos teus bons ideais e objetivos existenciais.

Não aguardes entendimento e cooperação dos outros em relação ao que realizas, porquanto a tua é a atividade que faculta a libertação da ignorância e da crueldade.

Embora esperes consciente ou inconscientemente compreensão e ajuda porque anelas pelo bem da coletividade, talvez os demais não estejam interessados no que te fascina e não têm qualquer compromisso contigo. O deles é um destino diferente ao qual se vinculam.

Estão contigo, mas têm as suas próprias aspirações, buscando diferentes formas de viver. Alguns são simpáticos contigo, o que não significa terem compromisso com o que faças ou estimas. De igual maneira ocorre contigo em relação a eles.

Desde quando passaste a reflexionar nos ensinamentos de Jesus e compreendeste os enganos em que te movimentavas, compreendeste a necessidade de operar mudanças interiores e oferecer esses conhecimentos libertadores a todos que conheces ou não, na expectativa de que seria recebido com júbilo.

Ledo engano que cultivas vitimado pela ingenuidade.

Cada ser tem o seu próprio destino, o que não justifica, porém, voltar-se contra ti e tentar crucificar-te.

Percebeste a excelência da paz que te fazia muita falta, embora não o identificasses de maneira clara.

Sentias o fastio que o erro produz nos indivíduos, o vigoroso mal-estar que expressa a inutilidade de certos prazeres que mais comprometem do que agradam sem proporcionarem harmonia.

Quando sentias os prejuízos das irregularidades praticadas, em vez de meditação necessária à reparação mais chafurdavas nos lôbregos embriagadores dos sentidos e perdias a capacidade do discernimento.

Desconhecias a mensagem de Jesus, ou melhor, tinhas notícias a seu respeito, porém, nunca te detiveste a examinar os conteúdos maravilhosos de que é portadora.

Ouvias falar-se a seu respeito, mas não entendias o poder que possui de modificar a estrutura do pensamento vulgar e proporcionar lucidez para a existência digna e tranquila.

Ao tomar-lhe conhecimento, hoje desvelada pelos Imortais que te vieram demonstrar a plenitude do após desencarnação, tirou-te a venda dos olhos e percebeste a grandeza luminosa da vida que antes se te apresentava sombria e pesada...

É natural, portanto, que sofras discriminação e suspeita, qual fazias também àqueles que se dedicavam à abnegação e ao trabalho de autoiluminação.

Todo missionário do bem, do amor, e do conhecimento sedimenta os seus ideais sobre a argamassa das lágrimas, dos tormentos que lhe são impostos, do exílio, quando não lhe são solicitados testemunhos mais severos.

Não te permitas, porém, desfalecimento nem receios ante as agressões dos iludidos no poder temporal, dos vaidosos, dos comprometidos com realidade nenhuma.

Cabe-te semear exemplos de fé que demonstrem a tua capacidade de promover a verdade.

Quando se prepara um pomar ou um jardim a tarefa inicial é sempre desafiadora.

Tem-se que trabalhar o solo adusto ou sem vitalidade, coberto ou não de cardos e relvas perversas.

À hora de semear surgem novos perigos que devem ser vencidos, logo após, pelas plântulas frágeis e pelos seus zeladores.

Somente com a perseverança no tempo é que se pode ver a vida vegetal triunfar.

Confia no teu esforço e na Divina Providência que está sempre vigilante, pronta para auxiliar todos aqueles que se lhe entregam.

A História demonstra-nos mediante lições empolgantes o valor da fidelidade aos próprios ideais.

Abraham Lincoln, por exemplo, para alcançar a glória da imortalidade, candidatou-se a posições políticas de relevo várias vezes e perdeu-as todas. Insistiu até à exaustão e logrou os seus objetivos como Presidente da República do seu país.

Libertou os escravos, viveu a terrível Guerra de Secessão e pagou com a vida a coragem de amar e servir ao seu país.

O jovem pastor Luther King teve o sonho de ver livres os seus irmãos de ascendência africana e foi sacrificado, apesar das homenagens que recebeu em vida, padecendo angústias inimagináveis.

Os discípulos de Jesus saíram a ensinar e a viver o Evangelho, porém, foram perseguidos, cruelmente caluniados até serem sacrificados em inomináveis holocaustos pelo ideal.

Mandela experimentou o cárcere e o abandono por quase três décadas, a fim de conseguir libertar o seu povo.

Apesar de tuberculoso, Pasteur prosseguiu na caça dos bichinhos voadores, sofrendo sarcasmos de toda ordem e abriu novos horizontes à ciência médica.

Nunca houve exceção para os apóstolos do Bem na Terra.

Para que a sociedade desfrutasse de comodidades e bem-estar, houve a escravidão odienta e as guerras mortíferas.

Faz a tua parte.

O teu triunfo não será agora como ocorreu com todos os mártires, heróis e idealistas.

Insiste e dispõe-te a pagar com sorrisos os dardos da malquerença e da ingratidão.

Nada vence o amor que é a força viva mais atuante do Universo.

Continua amando mesmo desamado moralmente.

Os anjos guardiães que zelam por ti e pelo destino da Humanidade estão vigilantes e ativos ao teu lado.

Invisíveis, mas não inoperantes, confortam-te nas horas graves, estimulam-te ao prosseguimento e dão-te força em nome do Amigo crucificado que ressuscitou para que sejas fiel até o fim...

 Joanna de Ângelis - Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica de 6 de abril de 2020, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia. Fonte: http://divaldofranco.com.br

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Em meio de lobos

“Ide! Eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos.” Jesus (Lucas, 10:3)

Naturalmente Jesus, em pronunciando semelhante recomendação, reportava-se a cordeiros fortes que conseguissem respirar em plano superior aos lobos vorazes.
Seria razoável enviar ovelhas frágeis a bestas violentas? Seria o mesmo que ajudar a carnificina.
O Mestre, indubitavelmente, desejava as qualidades de ternura e magnanimidade dos continuadores, mas não lhes endossaria as vacilações e fraquezas.
Aliás, para serviço de tal envergadura, desdobrado em verdadeiras batalhas espirituais, ele necessitava de cooperadores fiéis, bondosos, prudentes, mas valorosos. Enviava os discípulos ao centro de conflito áspero, não no gesto de quem remete carneiros ao matadouro, e sim à gleba de serviço, onde pudessem semear novos e sublimados dons espirituais, entre os lobos famintos, através da exemplificação no bem incessante.
Entretanto, há companheiros, ainda hoje, que se acreditam colaboradores do Cristo apenas porque levantam aos céus as mãos postas, em atitude suplicante.
Esquecem-se de que Jesus afirmou, peremptório: “Ide! Eis que vos mando!...”
Em tal determinação, vemos claramente que existem trabalhos a efetuar, ações beneméritas a instituir.
O mundo é o campo, onde o trabalhador encontrará a sua cota de colaboração.
É preciso realmente ir aos lobos. Seria perigoso esperá-los.
Muitos lidadores, porém, reclamam contra a cruz e o martírio, olvidando que o Senhor e seus corajosos sucessores neles encontraram a ressurreição e a eternidade através da resistência construtiva contra o mal.
Se os madeiros e leões retornassem, deveriam encontrar o trabalhador no esforço que lhe compete e nunca em atitude de inércia, a distância do ministério que lhe foi confiado.
O apelo do Cristo ressoa, ainda agora...
É imprescindível caminhar na direção dos lobos, não na condição de fera contra fera, mas na posição de cordeiros embaixadores; não por emissários da morte, mas por doadores da vida eterna.

Emmanuel / Chico Xavier – Vinha de Luz – FEB – cap.144

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

189 anos de nascimento de Dr. Adolfo Bezerra de Menezes


Virá um dia


(...) Virá um dia em que a criatura humana esquecer-se-á de si mesma e, naturalmente quando chegue esse dia, que não está longe e não está perto, as criaturas humanas se abraçarão carinhosamente.
Virá um dia em que o lobo feroz beberá no mesmo regato do cordeiro.
Virá um dia em que as criaturas estreitarão os corações numa doce afetividade.
Virá um dia em que o Santuário dos Espíritos agasalhará a misericórdia de Deus deixando de ser um clube para ser um altar da natureza.
Virá um dia em que nos amaremos uns aos outros com ternura e ciciaremos aos ouvidos palavras doces de encantamento.
Virá um dia em que o amor conseguirá superar o ódio e a amargura.
Filhas e filhos do coração, o Senhor convocou-nos para a implantação do Seu Reino nas paisagens lúgubres da Terra, nos lugares escusos em que a dor se homizia e a vergonha marca com sinete de fogo os corações derrotados.
Haja o que houver, amai! A honra do amor é daquele que ama. Estendei as mãos da caridade, deixai que o amor penetre pelo cérebro, desça através da voz e caminhe pela ternura das mãos, brilhando no coração como o do crucificado que cheio de sangue nos convidou à redenção.
Não amanhã, hoje. Não mais tarde, agora é o momento santo de ajudar.
Exultai vós que chorais. Aqui estamos aqueles que vos amamos para vos dizer, suavemente – vinde, nós vos esperamos.
Vinde para fluirmos da mercê e ternura do Amor não amado: “Vinde, e eu vos consolarei!”
Filhas e filhos da alma, voltai aos vossos lares e amai ao próximo mais próximo de vós - a família. Honrai-a com os vossos beijos de carinho e amai enriquecendo de vida os que estão sedentos de amor e esfaimados de compreensão.
Jesus espera por nós.
Eia, o instante azado da nossa integração no Espírito do Cristo!
Muita paz.
Exoramos a Deus que a todos vos abençoe e vos abraçamos em nome dos Espíritos espíritas que aqui estamos.
O servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra

Mensagem psicofônica obtida pelo médium Divaldo Pereira Franco ao final da Conferência Pública, proferida no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 22 de setembro 2016. – Fonte: www.divaldofranco.com.br

sábado, 22 de agosto de 2020

Segue em frente


Nunca te surpreendas com o surgimento de dificuldades, no ministério a que te afervoras.
Toda ação enobrecida gera simpatia entre os que se afeiçoam ao Bem. Entretanto, produzem animosidade entre aqueles que preferem a vigência do desequilíbrio e do mal.
Não te escuses, por isso mesmo, de levar o teu labor avante.
As tarefas de pequena monta, as fáceis, podem ser realizadas por qualquer pessoa, até mesmo como forma de espairecimento.
Os serviços estafantes e desagradáveis, no entanto, pertencem aos idealistas devotados, aos lutadores incansáveis.
Assim, não anotes queixas, nem relaciones problemas.
Cada etapa vencida faz parte da meta a ser conquistada.
Um passo à frente e uma ação em triunfo são avanços no programa a executar.
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Chocam-te as atitudes de beligerância entre os companheiros e aturdem-te reações que os levam a assumir posições danosas ao trabalho.
Os homens ainda são as paixões que cultivam, todavia, continuando a merecer o mesmo afeto e simpatia.
Estão despertando, sem possuírem, por enquanto, as condições características dos servidores ideais.
Nem poderia ser diferente.
Muitos, ainda ontem, opunham-se tenazmente ao que ora aceitam e a transição mental de uma para outra ideia ou opinião nem sempre faz-se acompanhada por uma real mudança de atitude e de comportamento.
Há quem se afervore a um serviço, desde que esse esforço o promova; muitos apoiam as realizações somente quando elas os beneficiam; inumeráveis trabalhadores apenas cooperam com aqueles que se lhes submetem ao talante...
Sê tu quem ajuda, sem condições nem exigências.
Coloca o combustível da paciência e do amor na chama que arde no teu sentimento espírita e prossegue.
Ninguém é obrigado a ajudar-te nem a compreender-te.
Tu, no entanto, deves a todos auxiliar e entender.
Desde que já consegues superar um pouco as tuas limitações e dificuldades, faze-te o companheiro dos outros, ensinando sem palavras o que se deve fazer, como fazer e para que fazer o bem sem descanso.
A multidão tem os seus líderes, que sempre são por ela devorados.
Respeita-os e opera ao lado dos que se acerquem de ti, sem prejuízo do teu compromisso para com a Vida.
O dia se desenrola em apenas vinte e quatro horas, que são suficientes para marcar presença e atuar no programa da Eternidade.
Vai, portanto, em frente, com tranquilidade e fé.    

Joanna de Ângelis / Divaldo Franco – Livro:  Roteiro de Libertação

Cartas espirituais

“E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodiceia lede-a vós também.” Paulo (Colossenses, 4 :16)

O correio do céu nunca se interrompeu. Desde que a inteligência humana se colocou em condições de receber a vibração dos planos mais altos, não cessou o Pai de enviar-lhe apelos, através de todos os recursos.
Em razão disso, a inspiração edificante nunca faltou às criaturas.
E, na atualidade, com a intensificação do intercâmbio entre os círculos visíveis e invisíveis, à face do Espiritismo evangélico que restaura no mundo o Cristianismo, na sua pureza essencial, as cartas espirituais são mais diretas, mais tangíveis.
Grande parte dos estudantes, contudo, seguindo a velha corrente do indiferentismo, em reparando essa ou aquela página edificadora, procura avidamente os nomes daqueles a quem são dirigidas.
Se há conselhos sábios, devem ser para os outros; se surgem advertências amigas ou severos apelos, devem ser igualmente para os outros. E compacta assembleia de companheiros demonstra singular ansiedade para receber mensagens particularistas, com apontamentos individuais. Para prevenir tais extremos, recomendava Paulo que as epístolas dedicadas a determinada igreja fossem lidas e comentadas em diferentes santuários para a necessária fusão e dilatação dos conhecimentos elevados.
As cartas espirituais de hoje devem observar idêntico processo.
Somos compelidos a reconhecer que todos somos, individualmente, portadores de um templo interno. Saibamos extinguir as solicitações egoísticas e busquemos em cada mensagem do Plano Superior a consolação, o remédio, o conselho ou a advertência de que carecemos.
Quando soubermos compreender as pequeninas experiências de cada dia com a luz do Evangelho, concluiremos que todas as epístolas do bem procedem de Deus para a comunidade geral de seus filhos.

Emmanuel / Chico Xavier – Vinha de Luz – cap.143

Ante os tempos novos

(...) Enquanto os Espíritos Sábios e Benevolentes trazem a visão celeste, alargando o campo das esperanças humanas, todos os companheiros encarnados nos ouvem, extáticos, venturosos. É a consolação sublime. O conforto desejado. Congregam–se os corações para receber as mensagens do céu. Mas, se os emissários do plano superior revelam alguns ângulos da vida espiritual, falando–lhes do trabalho, do esforço próprio, da responsabilidade pessoal, da luta edificante, do estudo necessário, do autoaperfeiçoamento, não ocultam a desagradável impressão.
Contrariamente às suposições da primeira hora, não enxergam o céu das facilidades, nem a região dos favores, não divisam acontecimentos milagrosos nem observam a beatitude repousante. Ao invés do paraíso próximo, sentem–se nas vizinhanças de uma oficina incansável, onde o trabalhador não se elevará pela mão beijada do protecionismo e sim à custa de si mesmo, para que deva à própria consciência a vitória ou a derrota. Percebem a lei imperecível que estabelece o controle da vida, em nome do Eterno, sem falsos julgamentos.
Compreendem que as praias de beleza divina e os palácios encantados da paz aguardam o Espírito noutros continentes vibratórios do Universo, reconhecendo, no entanto, que lhes compete suar e lutar, esforçar–se e aprimorar–se por alcançá–los, bracejando no imenso mar das experiências.
A maioria espanta–se e tenta o recuo. Pretende um céu fácil, depois da morte do corpo, que seja conquistado por meras afirmativas doutrinais.
Ninguém, contudo, perturbará a lei divina; a verdade vencerá sempre e a vida eterna continuará ensinando, devagarzinho, com paciência maternal.
Ao Espiritismo cristão cabe, atualmente, no mundo, grandiosa e sublime tarefa. Não basta definir–lhe as características veneráveis de Consolador da Humanidade, é preciso também lhe revelar a feição de movimento libertador de consciências e corações.
A morte física não é o fim. É pura mudança de capítulo no livro da evolução e do aperfeiçoamento. Ao seu influxo, ninguém deve esperar soluções finais e definitivas, quando sabemos que cem anos de atividade no mundo representa uma fração relativamente curta de tempo para qualquer edificação na vida eterna.
Infinito campo de serviço aguarda a dedicação dos trabalhadores da verdade e do bem. Problemas gigantescos desafiam os Espíritos valorosos, encarnados na época presente, com a gloriosa missão de preparar a nova era, contribuindo na restauração da fé viva e na extensão do entendimento humano.
Urge socorrer a Religião, sepultada nos arquivos teológicos dos templos de pedra, e amparar a Ciência, transformada em gênio satânico da destruição. A espiritualidade vitoriosa percorre o mundo, regenerando–lhe as fontes morais, despertando a criatura no quadro realista de suas aquisições. Há chamamentos novos para o homem descrente, do século XX, indicando–lhe horizontes mais vastos, a demonstrar–lhe que o Espírito vive acima das civilizações que a guerra transforma ou consome na sua voracidade de dragão multimilenário.
Ante os tempos novos e considerando o esforço grandioso da renovação, requisita–se o concurso de todos os servidores fiéis da verdade e do bem para que, antes de tudo, vivam a nova fé, melhorando–se e elevando–se cada um, a caminho do mundo melhor, a fim de que a edificação do Cristo prevaleça sobre as meras palavras das ideologias brilhantes.
Na consecução da tarefa superior, congregam–se encarnados e desencarnados de boa vontade, construindo a ponte de luz, através da qual a Humanidade transporá o abismo da ignorância e da morte.
(...) André Luiz vem, uma vez mais, ao teu encontro (...), esclarecendo que o homem é um Espírito Eterno habitando temporariamente o templo vivo da carne terrestre, que o períspirito não é um corpo de vaga neblina e sim organização viva a que se amoldam as células materiais; que a alma, em qualquer parte, recebe segundo as suas criações individuais; que os laços do amor e do ódio nos acompanham em qualquer círculo da vida; que outras atividades são desempenhadas pela consciência encarnada, além da luta vulgar de cada dia; que a reencarnação é orientada por sublimes ascendentes espirituais e que, além do sepulcro, a alma continua lutando e aprendendo, aperfeiçoando–se e servindo aos desígnios do Senhor, crescendo sempre para a glória imortal a que o Pai nos destinou.
(...) recorre à oração e agradece ao Senhor o aprendizado, pedindo–lhe te esclareça e ilumine, para que a ilusão não te retenha em suas malhas. Lembra–te de que a revelação da verdade é progressiva e, rogando o socorro divino para o teu coração, atende aos sagrados deveres que a Terra te designou para cada dia, consciente de que a morte do corpo não te conduzirá à estagnação e sim a novos campos de aperfeiçoamento e trabalho, de renovação e luta bendita, onde viverás muito mais, e mais intensamente.

Emmanuel / Chico Xavier – Livro: Missionários da Luz

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Carma da solidão


Caminhas, na Terra, experimentando carência afetiva e aflição, que acreditas não ter como superar.

Sorris, e tens a impressão de que é um esgar que te sulca a face.

Anelas por afetos e constatas que a ninguém inspiras amor, atormentando-te, não poucas vezes, e resvalando na melancolia injustificável.

Planejas a felicidade e lutas por consegui-la, todavia, descobres-te a sós, carpindo rude angústia interior.

Gostarias de um lar em festa, abençoado por filhos ditosos e um amor dedicado que te coroassem a existência com os louros da felicidade.

Sofres e consideras-te desditoso.

Ignoras, no entanto, o que se passa com os outros, aqueles que se te apresentam felizes, que desfilam nos carros do aparente triunfo, sorridentes e engalanados.

Também eles experimentam necessidades urgentes, em outras áreas, não menos afligentes que as tuas.

Se os pudesses auscultar, perceberias como te invejam alguns daqueles, cuja felicidade cobiças.

A vida, na Terra, é feita de muitos paradoxos. E isto se dá em razão de ser um planeta de provações, de experiências reeducativas, de expiações redentoras.

Assim, não desfaleças, porquanto este é o teu carma de solidão.

Faze, desse modo, uma pausa, nas tuas considerações pessimistas e muda de atitude mental, reintegrando-te na ação do Bem.

O que ora te falta, malbarataste.

Perdeste, porque descuraste enquanto possuías, o de que agora tens necessidade.

A invigilância levou-te ao abuso, e delinquiste contra o amor.

A tua consciência espiritual sabe que necessitas de expungir e de reparar, o que te leva, nas vezes em que o júbilo te visita, a retornar à tristeza, rememorar sofrimentos, fugindo para a tua solidão…

Além disso, é muito provável que, aqueles a quem magoaste, não se havendo recuperado, busquem-te, psiquicamente, assim te afligindo.

Reage com otimismo à situação e enriquece-te de propósitos superiores, que deves pôr em execução.

Ama, sem aguardar resposta.

Serve, sem pensar em recompensa.

Joanna de Ângelis / Divaldo Franco – Livro:  Viver é amar

Arte espírita na Evangelização



Caráter essencial da verdadeira fé


Tribulações

“Também nos gloriamos nas tribulações.” Paulo (Romanos, 5:3)

Comentando Paulo de Tarso os favores recebidos do Plano Superior, com muita propriedade não se esquecia de acrescentar o seu júbilo nas tribulações.
O Cristianismo está repleto de ensinamentos sublimes para todos os tempos.
Muitos aprendizes não lembram o apóstolo da gentilidade senão em seu encontro divino com o Messias, às portas de Damasco, fixando-lhe a transformação sob o hálito renovador de Jesus, e muitos companheiros se lhe dirigem ao coração, mentalizando-lhe a coroa de espírito redimido e de trabalhador glorificado na casa do Pai Celestial.
A palavra do grande operário do Cristo, entretanto, não deixa margem a qualquer dúvida, quanto ao preço que lhe custou a redenção.
Muita vez, reporta-se às dilacerações do caminho, salientando as estações educativas e restauradoras, entre o primeiro clarão da fé e o supremo testemunho.
Depois da bênção consoladora que lhe reforma a vida, ei-lo entre açoites, desesperanças e pedradas. Entre a graça de Jesus que lhe fora ao encontro e o esforço que lhe competia efetuar, por reencontrá-lo, são indispensáveis anos pesados de serviço áspero e contínua renunciação.
Reparemos em nós mesmos, à frente da luz evangélica.
Nem todos renascem na Terra com tarefas definidas na autoridade, na eminência social ou no governo do mundo, mas podemos asseverar que todos os discípulos, em qualquer situação ou circunstância, podem dispor de força, posição e controle de si próprios.
Recordemos que a tribulação produz fortaleza e paciência e, em verdade, ninguém encontra o tesouro da experiência, no pântano da ociosidade. É necessário acordar com o dia, seguindo-lhe o curso brilhante de serviço, nas oportunidades de trabalho que ele nos descortina.
A existência terrestre é passagem para a luz eterna. E prosseguir com o Cristo é acompanhar-lhe as pegadas, evitando o desvio insidioso.
No exame, pois, das considerações paulinas, não olvidemos que se Jesus veio até nós, cabe-nos marchar desassombradamente ao encontro d’Ele, compreendendo que, para isso, o grande serviço de preparação há de ser começado na maravilhosa e desconhecida “terra de nós mesmos”

Emmanuel / Chico Xavier – Vinha de Luz – FEB – cap.142

Família: Oficina de almas - celeiro de bênçãos


       O Departamento de Família da AME-Brasil realizará o 3º Seminário com o título “Família: oficina de alma, celeiro de bênçãos” que tratará de vários aspectos da vida familiar. 
Ocorrerá virtualmente, por meio do Facebook e Youtube da AME-Brasil e pela FEBtv, entre os dias 16 e 22 de agosto. 
Contará com a participação de Ana Paula Vecchi, Jeanini Lopes, Wesley Assis, Lígia Melo, Flávio Braun, Sérgio, Carlos Durgante, Elizabeth Schuck, Ricardo Santos, Letícia Talarico, Alberto Almeida e Marta Antunes. 
Para mais informações sobre a Semana da Família, acesse amebrasil.org.br ou conheça a programação aqui!
Fonte: FEB

Palestras virtuais FEB


A preleção da Ministra

“Encontram-se, entre nós, no momento, algumas centenas de ouvintes que se surpreendem com a nossa esfera cheia de formas análogas às do planeta. Não haviam aprendido que o pensamento é a linguagem universal? Não foram informados de que a criação mental é quase tudo em nossa vida? São numerosos os irmãos que formulam semelhantes perguntas. Todavia, encontraram aqui a habitação, o utensílio e a linguagem terrestres. Esta realidade, contudo, não deve causar surpresa a ninguém. Não podemos esquecer que temos vivido, até agora (referindo-nos à existência humana), em velhos círculos de antagonismo vibratório. O pensamento é a base das relações espirituais dos seres entre si, mas não olvidemos que somos milhões de almas dentro do Universo, algo insubmissas ainda às leis universais. Não somos, por enquanto, comparáveis aos irmãos mais velhos e mais sábios, próximos do Divino, mas milhões de entidades a viverem nos caprichosos mundos inferiores do nosso eu. Os grandes instrutores da humanidade carnal ensinam princípios divinos, expõem verdades eternas e profundas, nos círculos do globo. Em geral, porém, nas atividades terrenas, recebemos notícias dessas leis sem nos submetermos a elas e tomamos conhecimento dessas verdades sem lhes consagrarmos nossas vidas.

“Será crível que, somente por admitir o poder do pensamento, ficasse o homem liberto de toda a condição inferior? Impossível!

“Uma existência secular, na carne terrestre, representa período demasiadamente curto para aspirarmos à posição de cooperadores essencialmente divinos. Informamo-nos a respeito da força mental no aprendizado mundano, mas esquecemos que toda a nossa energia, nesse particular, tem sido empregada por nós, em milênios sucessivos, nas criações mentais destrutivas ou prejudiciais a nós mesmos.

“Somos admitidos aos cursos de espiritualização nas diversas escolas religiosas do mundo, mas com frequência agimos exclusivamente no terreno das afirmativas verbais. Ninguém, todavia, atenderá ao dever apenas com palavras. Ensina a Bíblia que o próprio Senhor da Vida não estacionou no Verbo e continuou o trabalho criativo na Ação.

“Todos sabemos que o pensamento é força essencial, mas não admitimos nossa milenária viciação no desvio dessa força.

“Ora, é coisa sabida que um homem é obrigado a alimentar os próprios filhos; nas mesmas condições, cada espírito é compelido a manter e nutrir as criações que lhe são peculiares. Uma ideia criminosa produzirá gerações mentais da mesma natureza; um princípio elevado obedecerá à mesma lei. Recorramos a símbolo mais simples. Após elevar-se às alturas, a água volta purificada, veiculando vigorosos fluidos vitais, no orvalho protetor ou na chuva benéfica; conservemo-la com os detritos da terra e fá-la-emos habitação de micróbios destruidores.

“O pensamento é força viva, em toda parte; é atmosfera criadora que envolve o Pai e os filhos, a Causa e os Efeitos, no Lar Universal. Nele, transformam-se homens em anjos, a caminho do céu ou se fazem gênios diabólicos, a caminho do inferno.

“Apreendem vocês a importância disso? Certo, nas mentes evolvidas, entre os desencarnados e encarnados, basta o intercâmbio mental sem necessidade das formas e é justo destacar que o pensamento em si é a base de todas as mensagens silenciosas da ideia, nos maravilhosos planos da intuição, entre os seres de toda espécie. Dentro desse princípio, o espírito que haja vivido exclusivamente em França poderá comunicar-se no Brasil, pensamento a pensamento, prescindindo de forma verbalista especial, que, nesse caso, será sempre a do receptor; mas isso também exige a afinidade pura. Não estamos, porém, nas esferas de absoluta pureza mental, onde todas as criaturas têm afinidades entre si. Afinamo-nos uns com os outros, em núcleos insulados, e somos compelidos a prosseguir nas construções transitórias da Terra, a fim de regressar aos círculos planetários com maior bagagem evolutiva.

“Nosso Lar, portanto, como cidade espiritual de transição, é uma bênção a nós concedida por acréscimo de misericórdia, para que alguns poucos se preparem à ascensão e para que a maioria volte à Terra em serviços redentores. Compreendamos a grandiosidade das leis do pensamento e submetamo-nos a elas, desde hoje”.

Veneranda

André Luiz / Chico Xavier – Livro: Nosso Lar

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Perseveras


Tema: Necessidade incessante do bem

Persistirás no bem. Ainda mesmo que ouças prodígios acerca dos que se laurearam fora dele, perseveras... Ainda mesmo que os amigos mais estimáveis te convidem a abandoná-lo, sob o pretexto de que podes ser bom simplesmente não fazendo o mal, perseveras.
Os que se resguardam na construção da felicidade de todos são aqueles que encontram o próprio destino.
Cedo reconhecem que o homem nasce para ser útil e procuram esquecer-se.
Registram a lamentação dos que afirmam ser o mundo uma represa de lágrimas e esforçam-se para que a Humanidade compreenda a Terra, como sendo também uma casa de Deus, bafejada de sol.
Assinalam a voz dos que borboleteiam no campo das sensações, asseverando que a existência é apenas o dia que passa, e prosseguem jungidos ao arado do serviço, na certeza de que estão edificando para agora e para o futuro.
E porque resistem a seduções e tentações, fazem-se alvo das arremetidas de todos aqueles que abafaram a consciência, no lado negativo das convenções humanas, enceguecidos de vaidade ou atolados no visgo dos interesses pessoais.
Transfiguram-se, desde então, em ponto de mira para a saraivada de injúrias com que se lhes pretende barrar o pensamento em marcha renovadora ou paralisar as mãos no curso das boas obras.
Agiganta-se-lhes, porém, a fé sob o impacto da perseguição injustificada ou do ódio gratuito e trabalham mais, com mais acentuado valor.
Compadecem-se dos caluniadores, endereçando-lhes o benefício da oração, porque sabem separá-los da calúnia como se aparta um enfermo do processo infeccioso que lhe corrompe as energias.
Toleram, pacientemente, os ofensores, porquanto jazem convencidos de que a ofensa é fruto da ignorância ou, mais propriamente, da ausência de luz espiritual, e ninguém pode condenar um viajante que se arroja no pântano, quando caminha sob as trevas.
Perseveras no bem acima de todas as circunstâncias.
Sobrenadarás o dilúvio de sombras, fiel ao raio de luz que te aponta o rumo certo.
Ainda mesmo de alma relegada à solidão, persistirás no bem, recordando Jesus que esteve sozinho ao proclamar-lhe a grandeza sobre o triunfo aparente do mal, ensinando-nos a cada um que venceremos realmente o mal tão somente quando, em cada tarefa que abraçarmos, tivermos a precisa coragem de perseverar no bem até o fim.

Emmanuel / Chico Xavier – Livro:  Encontro marcado

O escudo

“Embraçando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.” Paulo (Efésios, 6:16)

Ninguém se decide à luta sem aparelhamento necessário.
Não nos referimos aqui aos choques sanguinolentos.
Tomemos, para exemplificar, as realizações econômicas. Quem garantirá êxito à produção, sem articular elementos básicos, imprescindíveis à indústria? A agricultura requisita instrumentos do campo, a fábrica pede maquinaria adequada.
Na batalha de cada um é também indispensável a preparação de sentimentos. Requere-se intenso trabalho de semeadura, de cuidado, esforço próprio e disciplina.
Paulo de Tarso, que conheceu tão profundamente os assédios do mal, que lhe suportou as investidas permanentes, dentro e fora dele mesmo, recomendou usemos o escudo da fé, acima de todos os elementos da defensiva.
Somente a confiança no Poder Maior, na Justiça Vitoriosa, na Sabedoria Divina consegue anular os dardos invisíveis, inflamados no veneno que intoxica os corações. Todo trabalhador sincero do Cristo movimenta-se à frente de longa e porfiada luta na Terra. Golpes da sombra e estiletes da incompreensão cercam-no em todos os lugares. E, se a bondade conforta e a esperança ameniza, é imprescindível não esquecer que só a fé representa escudo bastante forte para conservar o coração imune das trevas.

Emmanuel / Chico Xavier – Vinha de Luz – FEB – cap.141

Discípulos do Cristo



O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VI – item 3

Somos discípulos do Cristo.
Mas, repetindo com Ele a sublime afirmação: – “Pai nosso que estais no céu”, esperamos que Deus se transforme em nosso escravo particular, atento às nossas ilusões e caprichos.

Somos discípulos do Cristo.
Contudo, redizendo junto a Ele as inesquecíveis palavras de submissão ao Criador: – “Seja feita a vossa vontade”, assemelhamo-nos a vulcões de imprecações, sempre que nos sintamos contrariados na execução de pequeninos desejos.

Somos discípulos do Cristo.
Entretanto, refazendo com Ele a súplica ao Pai de Infinito Amor:
– “o pão de cada dia dai-nos hoje”, reclamamos a carcaça do boi e a safra do trigo exclusivamente para a nossa casa, esquecendo-nos de que, ao redor de nossa mesa insaciável, milhares de companheiros desfalecem de fome.

Somos discípulos do Cristo.
Todavia, depois de implorar com o Sábio Orientador à Eterna Justiça: – “perdoai as nossas dívidas”, mentalizamos, de imediato, a melhor maneira de cultivar aversões e malquerenças, aperfeiçoando, assim, os métodos de odiar os mais fortes e oprimir os mais fracos.

Somos discípulos do Cristo.
No entanto, mal acabamos de pedir a Deus, em companhia do Grande Benfeitor: – “Não nos deixeis cair em tentação”, procuramos, por nós mesmos, aprisionar o sentimento nas esparrelas do vício.

Somos discípulos do Cristo.
Contudo, rogando ao Todo Poderoso, junto do Inefável Companheiro:
– “livrai-nos de todo mal”, construímos canhões e fabricamos bombas mortíferas para arrasar a vida dos semelhantes.

Somos discípulos do Cristo.
Mas convertemos o próximo em alimária de nossos interesses escusos, olvidando o dever da fraternidade, para desfrutarmos, no mundo, a parte do leão.

É por isso que somos, na atualidade da Terra, os cristãos incrédulos, que ensinam sem crer e pregam sem praticar, trazendo o cérebro luminoso e o coração amargo.

E é assim que, atormentados por dificuldades e crises de toda espécie – aflitiva colheita de velhos males –, cada qual de nós tem necessidade de prosternar-se perante o Mestre Divino, à maneira do escriba do Evangelho, guardando n’alma o próprio sonho de felicidade, enfermiço ou semimorto, a exorar em contraditória rogativa:
– “Senhor, eu creio! Ajuda a minha incredulidade!”

Jacinto Fagundes / Chico Xavier – Livro: O Espírito da Verdade