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domingo, 1 de novembro de 2026

Dia de Finados: a vida continua além do túmulo

 

O Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, é tradicionalmente dedicado à lembrança daqueles que partiram da vida física. Para nós, espíritas, essa data representa também uma oportunidade de refletir sobre a imortalidade da alma e sobre a continuidade dos laços afetivos para além da morte do corpo. Em O Livro dos Espíritos, questão 149, Allan Kardec pergunta o que sucede à alma quando ocorre a morte, e os Espíritos respondem: “Volta a ser Espírito, isto é, volve ao mundo dos Espíritos, donde se apartara momentaneamente.” A morte, portanto, não extingue a individualidade nem apaga a história de cada ser; assinala a passagem para outra condição de existência. A saudade permanece, mas pode ser iluminada pela certeza de que nossos afetos não se reduzem à ligação física e de que a separação não é definitiva.

A Doutrina Espírita também nos esclarece que a vida espiritual não é igual para todos. Na questão 224 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta o que é a alma no intervalo entre as encarnações, e a resposta é: “Espírito errante, que aspira a novo destino; fica esperando.” A erraticidade é, assim, o período entre duas existências corporais, durante o qual o Espírito continua sua trajetória de aprendizado e progresso. Conforme explica a questão 225, esse estado não constitui, por si só, sinal de inferioridade: há Espíritos de diferentes graus evolutivos nessa condição. Alguns desfrutam de relativa paz, dedicam-se ao estudo e ao trabalho no bem; outros permanecem confusos, presos a paixões, arrependimentos ou preocupações da vida material. A condição espiritual não é determinada simplesmente pelo fato de alguém ter morrido, mas guarda relação com seu estado moral, seus pensamentos e o caminho que ainda precisa percorrer.

Essa compreensão nos ajuda a perceber que nossos entes queridos não se tornam indiferentes à nossa lembrança. Na questão 320 da mesma obra, os Espíritos esclarecem que a recordação daqueles que amaram na Terra pode aumentar a felicidade dos que estão bem e servir de consolo aos que se encontram em sofrimento. Já na questão 321, explicam que os Espíritos atendem ao chamado do pensamento no Dia de Finados como em qualquer outro dia. Isso significa que a data não possui, por si mesma, um poder especial sobre o mundo espiritual; sua importância está sobretudo na intensidade com que tantas pessoas se voltam, simultaneamente, para aqueles que partiram. A visita ao cemitério pode ser uma expressão legítima de carinho, mas, como ensina a questão 323, “a prece é que santifica o ato da rememoração”. Mais importante do que o lugar onde recordamos é a sinceridade do sentimento que elevamos em pensamento.

Diante dessas verdades, a saudade pode transformar-se em uma forma de amor que continua a fazer o bem. A prece sincera, os pensamentos de carinho e as lembranças que despertam gratidão podem oferecer conforto aos que partiram, especialmente quando acompanhados de atitudes nobres e de esforços para vivermos os ensinamentos que compartilhávamos com eles. Também precisamos compreender que cada Espírito segue sua própria jornada, com experiências e necessidades particulares. Nem todos se encontram imediatamente em paz ou plenamente conscientes de sua nova condição, mas a perspectiva espírita nos convida a confiar na justiça e na misericórdia divinas, que oferecem a cada ser oportunidades de aprendizado, recuperação e progresso. Em vez de alimentar o desespero, podemos cultivar uma saudade serena, sustentada pela esperança do reencontro e pela certeza de que o amor verdadeiro não se encerra com a morte do corpo.

Neste Dia de Finados, que a lembrança dos nossos entes queridos se manifeste em preces, gestos de bondade e compromissos renovados com o bem. Que possamos recordar aqueles que partiram sem nos esquecermos de que também nós estamos em uma jornada de aperfeiçoamento e de que o tempo na Terra é uma oportunidade valiosa de crescimento espiritual. Como nos ensina a Doutrina Espírita, a vida prossegue, os laços afetivos permanecem e cada Espírito continua a caminhar rumo à própria evolução. Recordar com amor, orar com sinceridade e viver com mais bondade são maneiras de transformar a saudade em esperança e de manter viva, no coração, a certeza de que a morte não é o fim da vida, mas uma passagem para outra etapa da existência.

DCSE/CEJG



Lembra-te deles

 


Lembra-te deles, os chamados mortos que embora invisíveis, não se fizeram ausentes…

Compadece-te daqueles que passaram no mundo sem realizar os sonhos de bondade que lhes vibraram no seio e volve o coração reconhecido para quantos te abençoaram a existência com alguma nota de amor.

Eles avançam para a vanguarda…

Muitas vezes, quando menos felizes, esmolam-te o reconforto de uma oração e, vezes outras, mergulham as dores que os afligem na taça de teu pranto, sequiosos de paz e libertação…

Outros muitos, porém, quais aves triunfantes nas rotas da Eternidade, buscam-te o coração por ninho de afeto que o tempo não destruiu, envolvendo-te o ser no calor de branda carícia para que o desânimo não te entorpeça a faculdade de caminhar…

Lembra-te deles e guarda-lhes a lição.

Ontem, apertavam-te nos braços, partilhando-te a experiência.

Hoje, transferidos de Plano, colhem os frutos das espécies que semearam.

Aguça a audição mental e ouvirás o coro de vozes em que se pronunciam. Todos rogam-te esperança e coragem, alargando-te os horizontes. E todos se lembram igualmente de ti, desejando aproveites a riqueza das horas na construção do bem para a doce morada de tua porvindoura alegria, porque, amanhã, estaremos todos novamente reunidos no Lar da União Sublime, sem lágrimas e sem morte.

 

Scheilla/Chico Xavier - Livro: Irmãos unidos 


sábado, 3 de outubro de 2026

Allan Kardec: o legado de uma missão que atravessa os séculos

 


No dia 3 de outubro, celebramos o nascimento de Hippolyte Léon Denizard Rivail, que, sob o pseudônimo de Allan Kardec, cumpriu a grandiosa missão de codificar a Doutrina Espírita. Nascido em 1804, na cidade de Lyon, na França, Kardec foi um educador dedicado, formado no ambiente pedagógico de Pestalozzi, cuja influência contribuiu para desenvolver nele o espírito de observação, o rigor metodológico e o compromisso com a educação. Essas qualidades foram fundamentais para a tarefa que lhe estava destinada: investigar, organizar e divulgar os ensinamentos transmitidos pelos Espíritos, estabelecendo as bases de uma doutrina que descortina novos horizontes para a compreensão da vida e do destino humano.

Ao entrar em contato com os fenômenos mediúnicos que despertavam a atenção da sociedade de sua época, Rivail não se deixou conduzir pelo entusiasmo superficial ou pela credulidade. Com postura investigativa, submeteu as manifestações à observação criteriosa, ao estudo comparado e à reflexão filosófica. Reconheceu naquelas comunicações os fundamentos de uma revelação espiritual e assumiu a responsabilidade de reunir, examinar e sistematizar os ensinamentos recebidos de diferentes Espíritos, submetendo-os ao controle universal do ensino dos Espíritos. Assim nasceu Allan Kardec, o codificador que, com dedicação, discernimento e perseverança, organizou os princípios da Doutrina Espírita, oferecendo à humanidade uma compreensão mais ampla sobre a existência, a imortalidade da alma e as leis divinas que regem a evolução dos seres.

O legado de Kardec está especialmente expresso nas cinco obras fundamentais da Codificação: O Livro dos Espíritos, que apresenta os princípios da Doutrina; O Livro dos Médiuns, dedicado ao estudo das manifestações espirituais e da mediunidade; O Evangelho Segundo o Espiritismo, que esclarece a dimensão moral dos ensinamentos de Jesus; O Céu e o Inferno, que examina a justiça divina à luz da imortalidade da alma; e A Gênese, que aborda a criação, os milagres e as predições sob a perspectiva espírita. Por meio dessas obras, os Espíritos Superiores, com a participação criteriosa de Kardec, nos revelam princípios fundamentais para a compreensão da existência: a reencarnação, a lei de causa e efeito, o livre-arbítrio, a imortalidade do Espírito e o progresso incessante. Esses ensinamentos ampliam nossa compreensão sobre a justiça, a misericórdia e o amor de Deus, ao mesmo tempo que nos convidam à responsabilidade por nossas escolhas e à transformação moral.

Mais de um século e meio depois, a Doutrina Espírita permanece viva e atuante, alcançando diferentes culturas e realidades, inspirando estudos, reflexões e iniciativas de acolhimento, educação e promoção do bem. Em um mundo marcado por rápidas transformações, conflitos e incertezas, o Espiritismo oferece uma visão consoladora e esclarecedora da vida, reafirmando que somos Espíritos imortais, responsáveis por nossa evolução e destinados ao aperfeiçoamento intelectual e moral. Sua mensagem nos recorda que o verdadeiro conhecimento não se limita à aquisição de informações, mas deve se traduzir em renovação interior e atitudes coerentes com os ensinamentos de Jesus.

Celebrar Allan Kardec é, portanto, muito mais do que recordar uma data ou homenagear uma personalidade histórica: é renovar o compromisso com o estudo e a vivência dos ensinamentos que ele nos legou. As obras básicas da Codificação não devem permanecer apenas nas estantes ou ser conhecidas por meio de citações isoladas; merecem ser lidas, estudadas e refletidas com atenção, humildade e disposição para o autoconhecimento. Cada página oferece uma oportunidade de ampliar a compreensão sobre nós mesmos, sobre nossas relações e sobre as leis divinas que regem a vida. Que a lembrança de seu nascimento nos inspire a seguir o caminho por ele aberto, fazendo do estudo uma fonte de esclarecimento, da fé raciocinada uma força para enfrentar os desafios e da caridade o testemunho mais sincero de nossa adesão ao Evangelho de Jesus. Afinal, honrar Allan Kardec é também estudar, compreender e vivenciar a Doutrina Espírita, permitindo que seus ensinamentos iluminem nossos pensamentos, sentimentos e ações.

 

DCSE/CEJG



sábado, 8 de agosto de 2026

Paternidade: uma tarefa de amor.

 


O Dia dos Pais é mais do que uma data para homenagens: é um convite à reflexão sobre a sublime missão confiada por Deus àqueles que recebem a responsabilidade de conduzir Espíritos em sua jornada terrena. À luz da Doutrina Espírita, a paternidade transcende os laços biológicos e assume um profundo significado espiritual. Os filhos não pertencem aos pais; são Espíritos imortais, temporariamente confiados ao seu cuidado para que encontrem no lar as primeiras lições de amor, respeito e virtude. Em O Livro dos Espíritos (questão 582), os Espíritos Superiores ensinam que "a paternidade é uma missão" e, ao mesmo tempo, "um dever muito grande", do qual o homem deverá prestar contas.

No capítulo XIV de O Evangelho segundo o Espiritismo, Santo Agostinho afirma que Deus perguntará aos pais: "Que fizestes do filho confiado à vossa guarda?". Essa indagação revela que educar não significa apenas garantir o sustento material ou proporcionar oportunidades intelectuais, mas, sobretudo, favorecer o desenvolvimento moral. O verdadeiro pai compreende que sua maior herança não será um patrimônio, mas o exemplo. É no cotidiano, por meio da coerência entre palavras e ações, que se formam consciências equilibradas e cidadãos comprometidos com o bem. A transformação da sociedade começa, silenciosamente, dentro de cada lar.

Emmanuel, em diversas obras psicografadas por Chico Xavier, recorda que os filhos são empréstimos de Deus e que o lar é uma escola de almas, constituindo a família precioso campo de aprendizado e redenção. Essa imagem expressa a confiança divina depositada nos pais, chamados não a moldar os filhos segundo seus próprios interesses, mas a ajudá-los a desenvolver as potencialidades do Espírito imortal. Em Vida e Sexo, Emmanuel ensina que a missão paterna e materna não se resume ao vínculo consanguíneo, mas constitui oportunidade de reajuste, aprendizado e crescimento para todos os envolvidos, muitas vezes reunindo, no mesmo lar, antigos companheiros de outras existências em busca de reconciliação e progresso.

Também Joanna de Ângelis ressalta que educar é, antes de tudo, evangelizar o coração. Em suas reflexões, destaca que os pais são os primeiros educadores da alma infantil, influenciando profundamente a formação do caráter por meio do afeto, do diálogo e da vivência dos valores éticos. A autoridade equilibrada, exercida com firmeza e ternura, prepara os filhos para a liberdade responsável, enquanto a omissão ou o autoritarismo tendem a gerar desequilíbrios que repercutem não apenas na família, mas em toda a sociedade. Assim, cada lar torna-se um verdadeiro núcleo de construção do futuro coletivo.

Neste Dia dos Pais, que as homenagens não se restrinjam tão só às palavras de gratidão e manifestações de carinho, mas inspirem uma renovação do compromisso de transformar a paternidade em um permanente exercício de amor, renúncia, educação e exemplo cristão. Aos pais, biológicos ou de coração, fica o convite para que vejam em cada filho um Espírito em crescimento, digno de respeito e orientação segura. Aos filhos, a oportunidade de agradecer pelos esforços e renúncias daqueles que lhes serviram de amparo na caminhada. E a todos nós, a certeza de que, quando um pai educa com amor, ilumina não apenas o destino de uma família, mas contribui para a edificação de uma humanidade mais fraterna, mais justa e mais próxima dos ensinamentos de Jesus.

DCSE/CEJG


sexta-feira, 5 de junho de 2026

O consumo consciente e a preservação do meio ambiente

 

Imagem: gov/ANS

“As manifestações de vida nos vários reinos da Natureza, abrangendo o homem, significam a expressão do Verbo Divino, em escala gradativa nos processos de aperfeiçoamento da Terra?

Sim, em todos os reinos da Natureza palpita a vibração de Deus, como o Verbo Divino da Criação Infinita; e, no quadro sem-fim do trabalho da experiência, todos os princípios, como todos os indivíduos, catalogam os seus valores e aquisições sagradas para a vida imortal.”

Emmanuel – Livro: O Consolador, q. 28

         No mês de junho, dentre tantas efemérides e festividades que carreiam vibrações de muita alegria para grande parte da população brasileira, temos, no dia 5, a data que nos lembra do compromisso com a casa em que vivemos. Esse compromisso nos conclama aos cuidados com o meio ambiente oferecido por Gaia, a Mãe Terra, segundo a mitologia grega.

Mais do que uma pauta social ou política, a preservação do nosso orbe deve ser considerada por nós — que já conseguimos vislumbrar o infinito além da matéria que temporariamente utilizamos para o nosso desempenho evolutivo — como uma disciplina da grade escolar que deveremos aprender e aplicar, provando, assim, o desenvolvimento do nosso potencial de fraternidade, desapego e elevação moral.

Segundo as informações trazidas na questão 28 do livro O Consolador, pelo benfeitor Emmanuel, podemos afirmar que Deus está presente em todos os reinos da natureza, onde os elementos que os compõem estão colocados em estágios graduais e encadeados numa jornada evolutiva. Nós, humanos, ocupando o topo destes estágios entre as espécies encarnadas no planeta, devemos assumir um papel de facilitadores nesse processo, como podemos ler e deduzir, ainda, em outra afirmação de Emmanuel, no livro Renúncia: “O mundo material é uma tenda de esforços infinitos, onde fomos chamados a colaborar com o Criador no aperfeiçoamento de suas obras.” Essa cooperação pode começar através de pequenos esforços, tais como o controle de nossos impulsos de consumo e o redirecionamento das nossas condutas diárias, ou seja, tomando atitudes conscientes.

Quando consumimos além do necessário, gerando desperdício e esgotamento de recursos, materializamos, através dessas atitudes, nossos malfadados vícios conhecidos como orgulho e egoísmo. Segundo o Espírito da Verdade afirma, em resposta a Kardec na questão 785 de O Livro dos Espíritos, esses vícios são o maior obstáculo ao progresso da humanidade.

Enfim, a construção do Mundo de Regeneração que aguardamos ansiosamente exige de nós mudanças drásticas para que essa obra se materialize o quanto antes. Isto requer reflexão sobre: O que estamos pondo no prato? Qual a origem destes alimentos? Quanto e o que foi destruído no caminho até o prato? O mesmo vale para tudo o que temos consumido. Como seres de consciências despertas, todo o mundo estará melhor e caminharemos a passos mais largos na construção do Reino tão bem cantado por nosso Mestre!

“A Natureza é sempre o livro divino, onde as mãos de Deus escrevem a história de sua sabedoria, livro da vida que constitui a escola de progresso espiritual do homem, evoluindo constantemente com o esforço e a dedicação de seus discípulos.” (Emmanuel – Livro: O consolador, q. 27).

         Sejamos bons discípulos! 

DCSE/CEJG


sábado, 9 de maio de 2026

Mãe - Presença de Deus!

 


A maternidade é uma das mais sublimes expressões do amor divino na Terra. No seio do lar — célula fundamental da sociedade — cada membro possui papel importante na construção da paz e da harmonia, mas a mãe se destaca como presença essencial, muitas vezes silenciosa e constante, sustentando o equilíbrio emocional e espiritual da família. À luz da Doutrina Espírita, compreendemos que o lar não é apenas um espaço físico, mas um ambiente de reencontros de almas, onde vínculos do passado se reajustam e se fortalecem sob a bênção do amor.

Desde antes do nascimento do filho, a mãe já revela sua grandeza, acolhendo o Espírito que retorna à experiência corporal com renúncia e dedicação. As dores do parto, as noites em vigília, o cuidado constante e o carinho desinteressado demonstram que a maternidade é verdadeiro exercício de doação. O Espiritismo nos ensina que esse amor não é apenas instintivo, mas também espiritual, frequentemente sustentado por compromissos assumidos antes da reencarnação, em favor do crescimento mútuo entre mães e filhos.

A Humanidade, reconhecendo esse valor inestimável, consagrou o Dia das Mães como momento especial de homenagem. No entanto, a Doutrina Espírita amplia essa visão, convidando-nos a cultivar gratidão e respeito todos os dias. O mandamento “honra teu pai e tua mãe”, registrado no Livro do Êxodo, foi confirmado por Jesus Cristo, que nos ensinou a vivê-lo não apenas em palavras, mas em atitudes concretas de amor, compreensão e cuidado.

Mesmo nas situações em que a convivência materna não ocorre como gostaríamos, seja pela ausência, pelas dificuldades de relacionamento ou por circunstâncias da vida, o Espiritismo nos orienta à compreensão e ao respeito. Cada experiência familiar atende a propósitos superiores, e reverenciar a mãe, ainda que no silêncio da prece e das boas vibrações, é reconhecer a sabedoria divina que conduz nossos caminhos.

Assim, mais do que flores ou presentes, a verdadeira homenagem no Dia das Mães deve traduzir-se em atitudes contínuas de carinho, respeito e assistência. Seja na alegria dos dias fáceis ou no amparo nos momentos de fragilidade, cabe a nós retribuir, ainda que parcialmente, o muito que recebemos. Que possamos lembrar que todos os dias são oportunidades abençoadas de honrar aquela que, na Terra, representa um dos mais belos reflexos do amor de Deus.

 

DCSE/CEJG

Relembre a história do “Dia das Mães” aqui.


quinta-feira, 30 de abril de 2026

A bênção do trabalho

 

É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos.

Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.

Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade, e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.

Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a Humanidade nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de Mãe.

O trabalho é uma instituição de Deus.

 

Meimei / Chico Xavier – Livro: Pai Nosso


sábado, 18 de abril de 2026

Dia Nacional do Espiritismo

 


O lançamento de O livro dos espíritos, em 18 de abril de 1857, marca o início da divulgação da Doutrina Espírita no mundo. São 169 anos de uma história que, a partir de 2023, entrou para o calendário comemorativo oficial do Brasil com a lei nº 14.354, publicada em 31 de maio de 2022 no Diário Oficial da União, decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República.

Fonte: site da FEB


sábado, 31 de janeiro de 2026

Carnaval e Vigilância Espiritual: Um Convite à Reflexão

O Carnaval, para muitos, é visto como tempo de alegria e descontração coletiva. Entretanto, à luz da Doutrina Espírita, somos convidados a refletir com mais profundidade sobre os efeitos que certos festejos e ambientes podem produzir no campo emocional, mental e espiritual das criaturas. 

Os excessos materiais, tão comuns nesse período, revelam a busca ansiosa por prazer imediato: abuso de álcool, desperdício, sensualidade sem responsabilidade e comportamentos que colocam o corpo em risco. Ensina-nos o Espiritismo que o corpo é instrumento sagrado de aprendizado e serviço, e que todo abuso cobra seu preço, seja em forma de enfermidades, desequilíbrios ou arrependimentos e expiações posteriores. É como se, em meio às luzes do progresso material, a alma humana permanecesse distraída quanto às responsabilidades maiores da vida. 

Emmanuel, na mensagem "Sobre o carnaval" (Livro Cartas do Alto) lembra que nenhum Espírito equilibrado pode fazer apologia da “loucura generalizada” que adormece as consciências nesse período. Lamenta, ainda, que governos e administrações colaborem para intensificar a série de desvios de Espíritos ainda frágeis, fazendo com que corações indecisos e necessitados do amparo moral de Espíritos mais esclarecidos, pela indisciplina sentimental, se liguem às forças das trevas, operando a revivescência de animalidades que somente os longos aprendizados conseguem fazer desaparecer. 

Em contraponto, é consolador saber que muitos escolhem caminhos de recolhimento e luz, participando de retiros espirituais, encontros fraternos e estudos do Evangelho, que também acontecem nesse período em todo o país. Em nossa região, particularmente, temos a COEZMUC – Confraternização Espírita da Zona do Mucuri, que reúne anualmente as famílias espíritas em torno do Evangelho do Cristo, oferecendo uma alternativa de paz, serviço e renovação interior. Este evento é programado com antecedência, sendo necessário inscrever-se dentro do prazo estabelecido para a participação. Este ano o tema é “Mediunidade com Jesus”. 

Alerta-nos Emmanuel que, enquanto houver um mendigo abandonado junto ao fastígio da sociedade, toda superfluidade será apenas um atestado eloquente de sua miséria moral. Que possamos, então, transformar dias de superficialidade em momentos de luz, serviço e fraternidade, reconstruindo valores e consciências para o bem de todas as almas.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Ano Novo! Renovam-se as oportunidades...

 

O início de um novo ano sempre nos convida à reflexão. Diante das experiências vividas, somos chamados a avaliar nossos passos, rever escolhas e renovar propósitos. Diz-nos Emmanuel, na mensagem “Carta de Ano Novo” (livro: Vida e caminho), que o tempo se renova como um amigo paternal, oferecendo-nos mais uma oportunidade de aprender, trabalhar e servir. Não se trata apenas da mudança no calendário, mas de um novo dia espiritual que nos chama à execução de velhas promessas ainda adiadas, convidando-nos à coragem moral de transformar intenções em atitudes.

Entre os grandes desafios do tempo presente está o cuidado com nossa saúde mental, emocional e espiritual. As inquietações, o excesso de estímulos e as pressões da vida moderna podem gerar ansiedade, cansaço, tristeza e desalento, mas a Doutrina Espírita nos ensina que o equilíbrio nasce da vigilância interior, da prece sincera, da confiança na justiça divina e do dever bem cumprido. Se a tristeza nos requisita, recorda Emmanuel, é preciso esquecê-la no serviço ao bem, buscando a alegria serena que brota da consciência tranquila.

O Evangelho de Jesus permanece como guia seguro para essa caminhada. Ele nos convida à reconciliação, ao perdão e à fraternidade, lembrando-nos de que há mais ignorância do que maldade nas dificuldades que enfrentamos com os outros. Ao sorrirmos para quem nos feriu e buscarmos harmonia com aqueles que ainda não nos compreendem, iluminamos nosso próprio caminho e colaboramos para um mundo mais pacificado.

Cuidar de si mesmo também significa sair de si. A prática da caridade — material, moral e espiritual — é caminho de libertação, de cura e poderoso instrumento de renovação interior. Ao auxiliar alguém a acender uma luz na escuridão da própria dor, fortalecemos nossas forças íntimas e aprendemos que ajudar aos outros é, igualmente, amparar a nós mesmos.

Assim, neste novo ano que se inicia, fica o convite fraterno ao trabalho perseverante no bem, ao estudo do Evangelho e à vivência da Doutrina Espírita. E para isso, a Casa de Joseph Gleber segue de portas abertas para acolher, orientar e oferecer oportunidades de serviço, lembrando-nos, com Jesus, que Ele jamais se desespera conosco e nos repete, a cada dia: ama, auxilia sempre e mantém aberta a porta do coração para a luz que deseja entrar.

A Equipe CEJG deseja a todos um ano de muita paz!


domingo, 2 de novembro de 2025

Oração no dia dos mortos

 


Senhor Jesus!

Enquanto nossos irmãos na Terra se consagram hoje à lembrança dos “mortos-vivos” que se desenfaixaram da carne, oramos também pelos “vivos-mortos” que ainda se ajustam à teia física…

Pelos que jazem sepultados em palácios silenciosos, fugindo ao trabalho, como quem se cadaveriza, pouco a pouco, para o sepulcro;

pelos que se enrijeceram gradativamente na autoridade convencional, adornando a própria inutilidade com títulos preciosos, à feição de belos epitáfios inúteis;

pelos que anestesiaram a consciência no vício, transformando as alegrias desvairadas do mundo em portões escancarados para a longa descida às trevas;

pelos que enterraram a própria mente nos cofres da sovinice, enclausurando a existência numa cova de ouro;

pelos que paralisaram a circulação do próprio sangue, nos excessos da mesa;

pelos que se mumificaram no féretro da preguiça, receando as cruzes redentoras e as calúnias honrosas;

pelos que se imobilizaram no paraíso doméstico, enquistando-se no egoísmo entorpecente, como desmemoriados, descansando no espaço estreito do esquife…

E rogamos-te ainda, Senhor, pelos mortos das penitenciárias que ouviram as sugestões do crime e clamam agora na dor do arrependimento; 

pelos mortos dos hospitais e dos manicômios, que gemem, relegados à solidão, na noite da enfermidade; 

pelos mortos de desânimo, que se renderam, na luta, às punhaladas da ingratidão;

pelos mortos de desespero, que caíram em suicídio moral, por desertores da renúncia e da paciência;

pelos mortos de saudade, que lamentam a falta dos seres pelos quais dariam a própria vida;

e por esses outros mortos, desconhecidos e pequeninos, que são as crianças entregues à via pública, exterminadas na vala do esquecimento…

Por todos esses nossos irmãos, não ignoramos que choras também como choraste sobre Lázaro morto…

E trazendo igualmente hoje a cada um deles a flor da esperança e o lume da oração, sabemos que o teu amor infinito clarear-nos-á o vale da morte, ensinando-nos o caminho da eterna ressurreição. 


Emmanuel/Chico Xavier - Livro: Religião dos Espíritos



sábado, 6 de setembro de 2025

71 Anos de Luz e Serviço

 


Ao longo da trajetória desta Casa de Luz, muitas foram as mensagens que nos fortaleceram na fé e no serviço. Entre elas, recordamos com carinho as palavras transmitidas por nosso diretor espiritual, Joseph Gleber, em maio de 1970, em uma mensagem psicografada que nos convidava a refletir sobre o chamado do Cristo:

 

“Vinde a mim todos os que andais aflitos e sobrecarregados, e eu vos aliviarei...”

Essa promessa do Cristo nos envolve a alma em carinhosa meditação. Jesus nos aponta os roteiros de amor e bondade, para que nossa evolução moral possa se transformar no alicerce da nossa própria felicidade.

 

As palavras do nosso benfeitor são oportunas para a nossa reflexão. Neste momento em que celebramos os 71 anos da nossa Casa Espírita, sentimos o coração aquecido pela certeza de que este é um lar de acolhimento e de fé, erguido pelo esforço de tantos corações que aqui encontraram consolo, renovação e paz. Não se trata apenas de um marco no tempo, mas de uma oportunidade para pensarmos sobre a nossa caminhada como servidores de Jesus. Cada gesto de amor oferecido se soma ao grande patrimônio espiritual desta Casa de Luz.

 

Inspirados pelo exemplo dos que nos antecederam, reafirmamos o compromisso de sermos fermento de transformação no mundo, páginas vivas do Evangelho a irradiar amor, consolo e esclarecimento. Parafraseando Emmanuel, é preciso aceitarmo-nos na condição de obreiros chamados por Jesus a servir. Compreendermo-nos em nossa jornada como sendo uma só família na intimidade do lar, dedicarmo-nos ao rendimento da obra. Acreditarmos — e acreditarmos mesmo — que nada conseguiremos de bom, perante o Senhor, sem humildade e paciência, tolerância e compreensão, uns diante dos outros.

 

Que esta celebração nos fortaleça no propósito de aceitarmos a missão de nos tornarmos 'Apóstolos da Nova Era' e de mantermos abertas as portas desta Casa como um hospital de almas, um farol de esperança e um ponto de encontro com Jesus, para que, unidos no trabalho e na fé, continuemos contribuindo para a construção de um mundo mais justo, fraterno e iluminado.

 

Gilvonete Pereira

Diretora Administrativa – CEJG


sábado, 9 de agosto de 2025

Missão Paterna: Luz no lar, semente para o mundo

 


No mês em que convencionamos homenagear os pais, recordemos o que nos esclarece O Livro dos Espíritos, na questão 582, quando Allan Kardec pergunta aos Guias da Humanidade se poderia considerar como missão a paternidade, obtendo como resposta, logo em seu início, uma afirmativa categórica: “É, sem contestação possível, uma verdadeira missão.”

Se é assim, uma missão incontestável, cabe a todos nós, que assumimos a incumbência de desempenhar essa tarefa, refletir sobre como temos agido para alcançar bons resultados em cada capítulo da história que escrevemos, dia após dia, em nossa existência.

Diz-nos ainda o Espírito da Verdade, na mesma questão mencionada: “Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem,  e lhes facilitou a tarefa dando àquele uma organização física débil e delicada, que o torna propício a todas as impressões. [...]”

Eis, portanto, nossa grave responsabilidade, assumida perante Aquele que tudo sabe. Comprometemo-nos a receber sob nossa guarda outras criaturas do Seu imenso Amor e Bondade, para, como ourives da beleza interior, trabalharmos com esmero e equilíbrio as joias preciosas que recebemos como nossos filhos.

Passamos pela experiência como filhos, aprendendo a honrar nossos pais, conforme nos recomenda a Escritura. Agora, ocupando a outra posição, tornamo-nos instrumentos da Providência Divina para contribuir com nosso quinhão no tão esperado melhoramento moral da sociedade humana terrena.

Estamos reunidos, entre as paredes dos nossos lares, como Espíritos ainda em processo de aperfeiçoamento, incompletos, muitas vezes sem nos reconhecermos como credores e devedores uns dos outros. Mas, confiando na Misericórdia Divina, é preciso seguir adiante, trilhando as veredas do progresso, valendo-nos de todos os recursos possíveis para cumprir esses compromissos — dentro da simplicidade que a vida nos permite, longe da busca pela evidência, que pode envenenar nossos melhores esforços rumo ao cumprimento dessa missão.

Lembremos de José da Galileia: “...houve tempo em que Maria e o Cristo foram confiados pelas Forças Divinas a um homem [...]. [...] Embora honrado pela solicitação de um anjo, nunca se vangloriou de dádiva tão alta.”¹ Honrou seu compromisso no “divino silêncio de Deus”¹, oferecendo-lhes tudo o que pôde, mantendo assim a porta aberta para o florescimento do Cristianismo.

Não nos permitamos o desvio nem a queda espetacular, relegando a segundo plano essa tarefa que deve estar sempre em primeiro. Afinal, participamos, como cocriadores em plano menor, da formação da grande humanidade.

Aprendamos a lidar, dentro da nossa microssociedade, com respeito, apoio e afeto — semeando, assim, para a grande colheita que advirá no cumprimento da promessa da Vida Abundante.

 

Lembrando o Dia dos Pais,
Do mais rico aos mais plebeus,
Festejemos nesta data,
O Grande Dia de Deus.

(Auta de Souza)

 

1 –   José da Galileia - Levantar e seguir – Cap. 6 – Emmanuel / F. C. Xavier 

Gilson Pereira – DCSE/CEJG


sábado, 10 de maio de 2025

Maternidade à luz do Espiritismo

 

O Dia das Mães é uma celebração que homenageia a figura materna, sendo comemorado em diferentes datas ao redor do mundo. No Brasil, como se sabe, é celebrado no segundo domingo de maio.

A origem dessa data remonta aos Estados Unidos do início do século XX, com a iniciativa da ativista Anna Jarvis, que após a morte de sua mãe, Ann Reeves Jarvis, em 1905, organizou uma cerimônia em sua memória, três anos depois.

Ann Reeves se tornou conhecida por seu trabalho social realizado com outras mães durante a Guerra da Secessão. Após perder 10 dos 13 filhos para doenças infantis como diarreia e tuberculose, ela se dedicou a combater a mortalidade infantil na cidade onde morava, e para isso, se envolveu em grupos de trabalho da igreja com o intuito de ensinar técnicas de higiene básica e saneamento às mães, fornecendo também medicações e tratamentos a famílias que estivem enfermas.

A homenagem de Anna Jarvis para sua mãe ganhou apoio e, em 1914, o presidente Woodrow Wilson oficializou o segundo domingo de maio como o ‘Dia das Mães’ nos Estados Unidos. A primeira celebração no Brasil ocorreu quatro anos depois, mas só foi oficializada pelo governo Vargas em 1932.

Mas qual é a importância desta data à luz da Doutrina Espírita?

A maternidade é uma missão elevada e transformadora, que transcende os vínculos biológicos e se insere no contexto da evolução espiritual. Ser mãe é assumir um compromisso divino de auxiliar na jornada de um espírito reencarnante, oferecendo-lhe amor, educação e orientação moral. Essa tarefa não se limita à gestação ou ao cuidado físico, mas envolve a formação integral do ser, preparando-o para os desafios da vida terrena e para seu progresso espiritual.

O amor materno é visto como uma das expressões mais puras do amor incondicional, capaz de ultrapassar as barreiras do tempo e da morte. Na questão 890 de "O Livro dos Espíritos", os benfeitores esclarecem que esse sentimento persiste além da existência física, acompanhando o filho mesmo após o desencarne. Tal vínculo profundo sugere que mães e filhos frequentemente compartilham laços espirituais anteriores, reencontrando-se em novas existências para fortalecer afetos ou reparar desavenças passadas.

A maternidade, portanto, é uma oportunidade de crescimento mútuo, onde tanto a mãe quanto o filho têm a chance de evoluir espiritualmente. A mãe é chamada a exercer virtudes como paciência, tolerância e abnegação, enquanto o filho recebe o suporte necessário para seu desenvolvimento moral. Essa relação é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna, pois é no seio familiar que se formam os valores que guiarão o indivíduo ao longo da vida.

Contudo, a missão materna não está isenta de desafios, especialmente diante de filhos com comportamentos difíceis, ou em situações adversas. Nesses casos, é essencial que a mãe compreenda a importância de sua responsabilidade espiritual, buscando forças na fé e nos ensinamentos do Evangelho para superar os obstáculos e cumprir sua missão com amor e dedicação.

Em suma, a maternidade é uma dádiva divina que oferece à mulher a sublime oportunidade de colaborar com Deus na obra da criação e na edificação de almas. É um chamado ao amor verdadeiro, à entrega e ao serviço desinteressado, que, quando aceito com consciência e responsabilidade, conduz à elevação espiritual e à construção de um mundo melhor.

Que Jesus possa abençoar todas as mães nesta sublime missão de amor!





 Equipe DCSE
Referências: Wikipédia; Brasil Escola; BBC News; Livro dos Espíritos.


sábado, 2 de novembro de 2024

No dia dos mortos

 

O Dia dos Mortos, ou Dia de Finados, é uma data significativa em várias culturas, incluindo a brasileira, onde se presta homenagem aos entes queridos que já faleceram.

A comemoração tem suas raízes na tradição mesoamericana, especialmente entre os astecas e os maias. Esses povos acreditavam que os mortos voltavam ao mundo dos vivos durante um período específico do ano para visitar seus entes queridos.

Com a chegada dos colonizadores espanhóis e a fusão das tradições indígenas com o catolicismo, o Dia dos Mortos tomou a forma que conhecemos hoje, com elementos como altares, flores, velas e oferendas. A celebração é uma mistura de tradições pré-colombianas e influências europeias, resultando em uma festa única que homenageia e lembra os entes queridos que já partiram.

Os países asiáticos também celebram o dia dos mortos, a seu modo e em épocas diferentes. Na China, por exemplo, são realizados piqueniques nos cemitérios em meio a enfeites com flores e coroas, com o objetivo de celebrar a continuidade da vida após a morte. Os indianos se banham nos rios sagrados e oferecem comida e orações para seus antepassados. E no Japão, os ancestrais são reverenciados com danças e músicas, túmulos são limpos e lanternas são acessas para guiar os mortos ao céu.

Apesar de bastante diferentes estas tradições têm um ponto comum que é a reflexão sobre a vida e a morte.

Neste contexto, ensina-nos a Doutrina Espírita que “a morte é uma simples mudança de estado, a destruição de uma forma frágil que já não proporciona à vida as condições necessárias ao seu funcionamento e à sua evolução”, e sendo assim, “não devemos temê-la, mas, antes, nos esforçar por embelezá-la, preparando-se cada um constantemente para ela, pela pesquisa e conquista da beleza moral...” (Léon Denis – O problema do ser, do destino e da dor). Também não devemos encará-la como perda do que nos trazia alegria, e por isso nos causando sofrimento, já que aqueles pelos quais choramos, muitas vezes estão ao nosso lado.

“A vida não cessa” (André Luiz – Nosso Lar) e no instante da morte, “a alma volta a ser Espírito, isto é, volve ao mundo dos Espíritos, donde se aparta momentaneamente.” (Livro dos Espíritos, questão 149).

Logo, “o homem deve pensar na morte conforme pensa na vida” (Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte), e então, ao lembrarmos os nossos entes queridos que nos precederam na romagem ao mundo espiritual, devemos elevar mais alto os nossos pensamentos em preces, vibrações de amor e paz emanadas do mais íntimo de nosso ser,  colocando-nos diante da vida de maneira mais operosa, avaliando nossos comportamentos, e nosso relacionamento com nossos pais, irmãos, amigos, desejando, enfim,  que os nossos amores sejam felizes nesta nova etapa da caminhada evolutiva, nas dimensões invisíveis junto ao amor de Deus.

Equipe DCSE/CEJG


quinta-feira, 18 de abril de 2024

Dia Nacional do Espiritismo



"O Espiritismo é uma ciência que trata da Natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal."

Allan Kardec. 


O lançamento de O livro dos espíritos, em 18 de abril de 1857, marca o início da divulgação da Doutrina Espírita no mundo. São 167 anos de história que, a partir de 2023, entrou para o calendário comemorativo oficial do Brasil com a lei nº 14.354, publicada em 31 de maio de 2022 no Diário Oficial da União, decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidência da república, que instituiu a data como Dia Nacional do Espiritismo.




sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Tópicos da mediunidade

 

Fortaleçamos o entendimento, conservando a confiança na Divina Bondade. Nenhuma razão para agravar problemas íntimos quando a mediunidade aparece. A mediunidade com Jesus requer firmeza e trabalho ativo de nossa colaboração na seara espírita.

Jesus está conosco e Nele nos cabe depositar toda a fé. Alegremos o coração; procuremos arejar os pensamentos e prossigamos adiante!

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A mediunidade é condição espiritual, sempre com imenso nexo no passado da alma. É preciso nos mantenhamos valorosos e pacientes, no serviço gradativo de nossa transformação para o Bem. Ajudemo-nos a nós mesmos. Não esmoreçamos!

Ergue-se a casa, elemento a elemento. Seja qual for a dificuldade psíquica, não fujamos ao trabalho. O estudo ilumina, mas só a caridade sustenta.

Não nos sintamos cansados da luta. Sirvamos, e a mediunidade com expressivo conteúdo de provação, será para nós o caminho sublime para nosso campo de paz e luz.

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Para que o nosso desenvolvimento mediúnico avance com o acerto necessário, não nos doa ao coração o imperativo da cooperação, em favor dos irmãos sofredores mais necessitados do ponto de vista moral. Isso é impositivo da caridade cristã a que não devemos fugir, na certeza de que amparando a eles, nossos amigos menos felizes, estaremos ajudando a nós mesmos. Fé e confiança!

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Continuemos empenhando a confiança no Senhor da Vida e, o coração e a força à tarefa.

Pelo exercício salutar das faculdades mediúnicas, as nossas energias estarão recebendo precioso acréscimo de bênçãos.

Guardemos o coração tranquilo e valoroso! Prossigamos trabalhando mediunicamente com o entusiasmo habitual. Confiemos na Misericórdia Divina e esperemos sempre o melhor das mãos de Jesus!

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A fidelidade às nossas tarefas espirituais, com o estudo e a caridade a nos apoiarem o esforço, é a nossa bênção de saúde e reequilíbrio completo.

Trabalhemos! O desdobramento de nossas forças mediúnicas com Jesus merecerá sempre a melhor atenção de nossos Amigos Espirituais.

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Confiança e bom ânimo! Prossigamos em nossas abençoadas tarefas mediúnicas e, através do serviço aos nossos irmãos encarnados e desencarnados, novas energias nos felicitarão o caminho.

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Sempre que trabalhemos, guardando a fé viva, na certeza de que Deus, na bênção do tempo, auxiliar-nos-á na solução de todos os problemas e lutas, as nossas tarefas mediúnicas prosseguirão amparadas com segurança.

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Com nossas forças mediúnicas canalizadas no trabalho edificante de que temos nós necessidade, com a bênção do Alto, nos surpreenderemos mais robustos e serenos, equilibrados e tranquilos. Prossigamos! Não nos faltará o apoio dos Instrutores da Vida Maior. Socorrer os desencarnados sofredores é socorrer a nós mesmos! Continuemos tocados de bom ânimo, na certeza de que o Senhor nos abençoará sempre e sempre.

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Prossigamos em nossas tarefas mediúnicas de vez que as bênçãos de hoje, na Seara do Bem, ser-nos-ão, amanhã, generoso celeiro de paz e luz!

 

Bezerra de Menezes / Chico Xavier – Livro: Apelos cristãos