Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações. (Allan Kardec - E.S.E, XVII, 4)

sábado, 24 de outubro de 2015

Por que não sorrir?

   Já basta ver a quantidade de rostos fechados, de cenhos carregados e lábios crispados a seguirem como ilhas de tormentos pelas avenidas do mundo, como se marchassem para câmaras de tortura ou para invisíveis campos de extermínio.
   Bastam as demonstrações de aborrecimento explícito, as palavras de aridez e agressividade, os gestos descabidos do desdém e os esgares de perturbador cinismo.
   A existência no planeta terrestre é demarcada por tantas e variadas pelejas, características de sua condição expiatória, que não há nenhum sentido em piorar essa situação com o vinagre do pessimismo sem solução.
   Uma vez que você se certificou de tudo isso, faça movimentos internos para não assimilar desoladores fluidos, exalados pelas almas doentes, pelas mentes malsãs ou violentas, tornando-se uma pessoa diferente.
   Trabalhe o íntimo de tal forma que, mesmo observando as cenas infelizes que se multiplicam ante seus olhos, consiga contemplar com alegria o azul do céu e do mar, e a sentir na face a brisa fresca que o acaricia.
   Aprenda a sorrir sem medo e felicite-se dirigindo a Deus a sua gratidão. Louve a vida por sua explosão de cores, aromas e saúde, com a sua sensibilidade; todas as expressões de vida, vegetais, animais e humanas que respiram ao seu redor.
   Trate de sorrir, porque cada pessoa já dispõe de suficientes motivos de ser triste e para chorar, se passar a olhar somente para o lado pantanoso de sua vida.
   Você que já consegue, porém, enxergar o lado jardim ou a sentir a dimensão solar de sua vida, conseguirá encontrar razões expressivas para ser alegre, para sorrir e chorar de jubilosas emoções.
   Seja qual for o drama por que passe, deixe-o passar; não o detenha em seu caminho por meio de continuados murmúrios e lamentações. Depois, constatando que recebe muito mais bênçãos do que padece dificuldades, sorria.
   Ainda quando a noite escura e fria envolva os seus passos, sugerindo-lhe amargura, desenovele-se dela e corra ao encontro do dia novo e cálido, que logo se lhe abrirá, e sorria.
   Desate alegria em outros corações por meio da exposição do colar de pérolas do seu sorriso, vibrando sincero contentamento aonde quer que vá.
   Lembre-se de que você tem motivos de sobra para cultivar alegrias e sorrir, porque pensa, sente, respira e caminha, e mais, porque vive imerso no seio compassivo e sorridente do amor de Deus.

Benedita Fernandes por José Raul Teixeira
Livro: Todos precisam de paz na alma
Editora Fráter  

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