sábado, 30 de maio de 2026

Tua obra

 

“Mas prove cada um a sua própria obra e terá glória só em si mesmo e não noutro.” — Paulo (Gálatas, 6:4)

 

Ainda mesmo que te sintas em lugar impróprio às tuas aptidões e mesmo que as tuas atividades pareçam sem qualquer importância, lembra-te de que a Lei do Senhor te coloca presentemente na condição em que podes produzir melhor e aprender com mais segurança.

Tens, assim, a tua obra particular e intransferível na execução do plano universal de Deus.

Não aspires, desse modo, a assumir, de imediato, as responsabilidades daqueles que se encontram expostos à multidão, a pretexto de desempenhares mandato especial, ante a Providência Divina.

A tarefa de que te incumbes, nos últimos degraus ou no plano mais obscuro do lar, é de suma importância nos desígnios do Senhor. A folha de papel que te sai das mãos pode ser aquela em que se grafarão palavras destinadas ao consolo de toda a comunidade, e o menino que te obriga a pesadas noites de insônia pode trazer consigo o trabalho de auxílio providencial a um povo inteiro. A fonte que proteges, em muitas ocasiões, será o alimento para milhares de criaturas, e a árvore que plantas dar-te-á, talvez amanhã, o remédio de que precises.

Tua obra de hoje é o serviço que o Senhor te deu hoje a realizar. Faze-o do melhor modo, recordando que, apesar da grandeza divina do nosso Divino Mestre, foi ele, um dia, na Terra, humilde criança, constituindo obra de abnegação e de amor para os braços de pobre mãe, recolhida temporariamente à estrebaria, sem conforto e sem lar.        

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 82



sexta-feira, 29 de maio de 2026

Você conhece a história de Cairbar Schutel?

 

Cairbar Schutel nasceu em 22 de setembro de 1868, no Rio de Janeiro, e ficou órfão ainda criança, sendo criado pelo avô, que o matriculou no Imperial Colégio Pedro II. Ainda jovem, tornou-se prático de farmácia e mudou-se para o interior de São Paulo, vivendo em cidades como Piracicaba, Araraquara e Matão. Em Matão, destacou-se não apenas como profissional, mas também como importante líder local, contribuindo para a emancipação do município e tornando-se o primeiro presidente da Câmara Municipal da cidade.

Seu contato com o Espiritismo ocorreu por meio de amigos ligados às reuniões mediúnicas. Inicialmente curioso, impressionou-se ao assistir a comunicações espirituais de elevado teor moral. Pouco tempo depois, desenvolveu suas próprias faculdades mediúnicas, especialmente a psicografia, por meio da qual recebeu mensagens do próprio pai desencarnado. A partir dessas experiências, aprofundou-se no estudo das obras de Allan Kardec, tornando-se dedicado estudioso e divulgador da Doutrina Espírita.

Em 1905, fundou o Centro Espírita Amantes da Pobreza, pioneiro na região paulista, além do jornal O Clarim, um dos mais importantes periódicos espíritas do Brasil. Posteriormente, lançou a Revista Internacional do Espiritismo, ampliando ainda mais a divulgação doutrinária. Como escritor e polemista, destacou-se pela defesa firme e respeitosa do Espiritismo diante das críticas e perseguições da época, conquistando grande respeito moral, inclusive entre adversários.

Conhecido como “Médico dos Pobres” e “Pai da Pobreza de Matão”, Cairbar Schutel dedicou grande parte da vida ao auxílio dos necessitados. Atendia gratuitamente pessoas carentes, fornecendo remédios e assistência sem cobrar nada. Sua residência tornou-se ponto de acolhimento aos pobres e sofredores, refletindo seu profundo espírito de caridade, desapego material e vivência prática dos ensinamentos cristãos defendidos pelo Espiritismo.

Cairbar Schutel desencarnou em 30 de janeiro de 1938, na cidade de Matão, cercado do respeito e admiração do movimento espírita brasileiro. Na lápide de seu túmulo foi gravada a frase: “Vivi, vivo e viverei, porque sou imortal”, síntese de sua convicção na imortalidade da alma. Conhecido como o “Apóstolo de Matão”, deixou importante legado como médium, escritor, jornalista e propagador incansável da Doutrina Espírita no Brasil. 


Resumo da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira.

 


sábado, 23 de maio de 2026

Prosseguindo

 

“Prossigo para o alvo…” — Paulo (Filipenses, 3:14)

 

Encontras o semblante amargo da solidão no momento em que as circunstâncias te compelem a deixar o conhecido.

Supões que a construção de toda a existência desaba sobre ti mesmo, como se a ausência da moldura familiar te rasgasse o quadro da própria alma.

Corações amigos, atraídos por outras sendas, abandonaram-te os ideais; pessoas queridas deixaram-te a sós; aposentaram-te a distância do trabalho de muitos anos, ou a morte, de passagem, ceifou o sorriso dos companheiros que te eram mais caros…

Sentes, por vezes, que estás deixando para trás tudo o que te parece mais valioso, entretanto, não é verdade.

Basta jornadeies corajosamente adiante e, buscando expressar-te em novas formas, reconhecerás que o amor e o trabalho são mais belos em teu caminho.

Compreenderás, então, que podes adicionar novas parcelas de alegria à felicidade dos que mais amas e que podes servir com mais entendimento às aspirações que te inspiram a marcha.

Se a vida te apresenta a fisionomia triste da solidão, recorda a própria imortalidade e não te detenhas.

O menino deixa a infância para entrar na mocidade, o jovem deixa a mocidade para entrar na madureza, o adulto deixa a madureza para entrar na senectude e o ancião deixa a extrema velhice para entrar no mundo espiritual, não como quem perde os valores adquiridos, mas sim prosseguindo para o alvo que as Leis de Deus nos assinalam a cada um…

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 81



domingo, 17 de maio de 2026

Bendigamos

 

“Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua contra o mal…” — Pedro (I Pedro, 3:10)

 

Não vale condenar.

O desmentido talvez chegue hoje, de maneira imprevista, porque a misericórdia é alicerce da Lei de Deus.

Reflete quantas vezes já observaste o socorro invisível ao que era tido em conta de mal irremediável.

Viste doentes graves voltarem repentinamente à saúde, quando já se achavam sentenciados à morte.

Conheceste malfeitores que se transformaram em homens de bem, quando pareciam totalmente afundados na delinquência.

Tateaste problemas complexos que encontraram equação de improviso, quando se te afiguravam plenamente insolúveis.

Choraste sobre situações inquietantes que tomaram rumo salvador, quando tudo te fazia crer em tragédia.

Seja qual seja a provação em curso, refreia a língua para que a tua língua não amaldiçoe.

É possível estejas vendo tudo em derredor de teus passos pelo prisma do desespero…

Entretanto, asserena-te e aguarda, confiante, porque, se a misericórdia de Deus ainda não está alcançando o teu quadro de luta, permanece a caminho.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 80



sábado, 9 de maio de 2026

Mãe - Presença de Deus!

 


A maternidade é uma das mais sublimes expressões do amor divino na Terra. No seio do lar — célula fundamental da sociedade — cada membro possui papel importante na construção da paz e da harmonia, mas a mãe se destaca como presença essencial, muitas vezes silenciosa e constante, sustentando o equilíbrio emocional e espiritual da família. À luz da Doutrina Espírita, compreendemos que o lar não é apenas um espaço físico, mas um ambiente de reencontros de almas, onde vínculos do passado se reajustam e se fortalecem sob a bênção do amor.

Desde antes do nascimento do filho, a mãe já revela sua grandeza, acolhendo o Espírito que retorna à experiência corporal com renúncia e dedicação. As dores do parto, as noites em vigília, o cuidado constante e o carinho desinteressado demonstram que a maternidade é verdadeiro exercício de doação. O Espiritismo nos ensina que esse amor não é apenas instintivo, mas também espiritual, frequentemente sustentado por compromissos assumidos antes da reencarnação, em favor do crescimento mútuo entre mães e filhos.

A Humanidade, reconhecendo esse valor inestimável, consagrou o Dia das Mães como momento especial de homenagem. No entanto, a Doutrina Espírita amplia essa visão, convidando-nos a cultivar gratidão e respeito todos os dias. O mandamento “honra teu pai e tua mãe”, registrado no Livro do Êxodo, foi confirmado por Jesus Cristo, que nos ensinou a vivê-lo não apenas em palavras, mas em atitudes concretas de amor, compreensão e cuidado.

Mesmo nas situações em que a convivência materna não ocorre como gostaríamos, seja pela ausência, pelas dificuldades de relacionamento ou por circunstâncias da vida, o Espiritismo nos orienta à compreensão e ao respeito. Cada experiência familiar atende a propósitos superiores, e reverenciar a mãe, ainda que no silêncio da prece e das boas vibrações, é reconhecer a sabedoria divina que conduz nossos caminhos.

Assim, mais do que flores ou presentes, a verdadeira homenagem no Dia das Mães deve traduzir-se em atitudes contínuas de carinho, respeito e assistência. Seja na alegria dos dias fáceis ou no amparo nos momentos de fragilidade, cabe a nós retribuir, ainda que parcialmente, o muito que recebemos. Que possamos lembrar que todos os dias são oportunidades abençoadas de honrar aquela que, na Terra, representa um dos mais belos reflexos do amor de Deus.

 

DCSE/CEJG

Relembre a história do “Dia das Mães” aqui.


Pacifiquemos

 

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” — Jesus (Mateus, 5:9)

 

Não adianta estender a guerra nervosa.

A contradita esperar-te-á em cada canto, porque a paz é fundamento da Lei de Deus.

Observa as catástrofes que vão passando…

Vezes sem conta, o homem faz-se o lobo do próprio homem, destruindo o campo terrestre; mas Deus, em silêncio, determina que a erva cubra de novo o solo, colocando a flor na erva e formando a fruta no corpo da própria flor.

Vulcões arruínam extensas regiões, mas Deus restaura as paisagens dilaceradas.

Maremotos varrem cidades, mas Deus indica-lhes outro lugar e ressurgem mais belas.

Terremotos trazem calamidades, aqui e ali, mas Deus reajusta a fisionomia do Globo.

Moléstias estranhas devastam populações inteiras, mas Deus inspira a cabeça de cientistas abnegados e liquida as epidemias.

Tempestades, de quando em quando, sacodem largas faixas da Terra, mas Deus, pelas forças da Natureza, faz o reequilíbrio de tudo.

Não te entregues ao pessimismo em circunstância alguma.

Tudo pode ser, agora, diante de ti, aflição e convulsão; contudo, tranquiliza a vida em torno, quanto puderes, porque a paz chegará pelas mãos de Deus.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 79


quinta-feira, 30 de abril de 2026

A bênção do trabalho

 

É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos.

Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.

Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade, e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.

Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a Humanidade nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de Mãe.

O trabalho é uma instituição de Deus.

 

Meimei / Chico Xavier – Livro: Pai Nosso


quarta-feira, 29 de abril de 2026

Melhorando sempre

 

“Estamos orando a Deus para que não façais mal algum, não para que simplesmente pareçamos aprovados, mas para que façais o bem…” — Paulo (2 Coríntios, 13:7)

 

Evidentemente, não podes garantir a felicidade do mundo que se encontra, de maneira constante, sob o impacto das lutas evolutivas que lhe orientam a marcha, no entanto, ninguém está impedido de cultivar o trato de terra em que vive, amparando uma árvore amiga ou alentando uma flor.

Certo, não podes curar as chamadas chagas sociais, indesejáveis mas compreensíveis numa coletividade de Espíritos imperfeitos quais somos ainda todos nós, em regime de correção e aperfeiçoamento, contudo, ninguém está impossibilitado de proceder honestamente e apoiar os semelhantes com a força moral do bom exemplo.

Sem dúvida, não podes socorrer a todos os enfermos que choram na Terra, entretanto, ninguém está proibido de atenuar a provação de um amigo ou de um vizinho, propiciando-lhe a certeza de que o amor não desapareceu dos caminhos humanos.

Indiscutivelmente, não podes sanar as dificuldades totais da família em que nasceste, todavia, ninguém está interditado, no sentido de ajudar a um parente menos feliz ou cooperar na tranquilidade que se deve manter em casa.

Não te afastes da cultura do bem, sob o pretexto de nada conseguires realizar contra o domínio das atribulações que lavram no Planeta.

O Senhor nunca nos solicitou o impossível e nem nunca exigiu da criatura falível espetáculos de grandeza compulsória.

Conquanto existam numerosos desertos, a fonte pequenina corre, confiante, fecundando a gleba em que transita.

Não nos é facultado corrigir todos os erros e extinguir todas as aflições que campeiam nas trilhas da existência, mas todos podemos atravessar o cotidiano, melhorando a vida e dignificando-a, em nós e em torno de nós.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 78

 


Palestras CEJG - Maio/2026

 


sábado, 25 de abril de 2026

Se procuras o melhor

 

“Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.” — (Tiago, 1:4)

 

A paciência vive na base de todas as boas obras.

Acalentarás sublime ideal; contudo, se não tens paciência de realizá-lo…

Sonhas cumprir elevada missão; mas, se não tens paciência de sofrê-la…

Levantarás preciosa instituição; contudo, se não tens paciência de sustentá-la…

Queres a felicidade no lar; mas, se não tens paciência de construí-la…

Planejas belo futuro para teu filho, contudo, se não tens paciência de educá-lo…

Aspiras a determinada profissão; mas, se não tens paciência de aprendê-la…

Sem paciência, os mais altos projetos resultam em frustração.

Observa o pomicultor que deseja fruto na árvore.

Primeiro, a paciência de preparar a gleba. Em seguida, a paciência de plantar, de cultivar, de defender, de auxiliar e de esperar a colheita madura.

O tempo não respeita as edificações que não ajudou a fazer.

Se procuras o melhor, não desprezes a paciência de trabalhar para que o melhor te encontre e ilumine.

Em todo caminho, sem paciência perfeita, não há possibilidade de perfeição.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 77