quinta-feira, 30 de abril de 2026

A bênção do trabalho

 

É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos.

Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.

Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade, e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.

Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a Humanidade nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de Mãe.

O trabalho é uma instituição de Deus.

 

Meimei / Chico Xavier – Livro: Pai Nosso


quarta-feira, 29 de abril de 2026

Melhorando sempre

 

“Estamos orando a Deus para que não façais mal algum, não para que simplesmente pareçamos aprovados, mas para que façais o bem…” — Paulo (2 Coríntios, 13:7)

 

Evidentemente, não podes garantir a felicidade do mundo que se encontra, de maneira constante, sob o impacto das lutas evolutivas que lhe orientam a marcha, no entanto, ninguém está impedido de cultivar o trato de terra em que vive, amparando uma árvore amiga ou alentando uma flor.

Certo, não podes curar as chamadas chagas sociais, indesejáveis mas compreensíveis numa coletividade de Espíritos imperfeitos quais somos ainda todos nós, em regime de correção e aperfeiçoamento, contudo, ninguém está impossibilitado de proceder honestamente e apoiar os semelhantes com a força moral do bom exemplo.

Sem dúvida, não podes socorrer a todos os enfermos que choram na Terra, entretanto, ninguém está proibido de atenuar a provação de um amigo ou de um vizinho, propiciando-lhe a certeza de que o amor não desapareceu dos caminhos humanos.

Indiscutivelmente, não podes sanar as dificuldades totais da família em que nasceste, todavia, ninguém está interditado, no sentido de ajudar a um parente menos feliz ou cooperar na tranquilidade que se deve manter em casa.

Não te afastes da cultura do bem, sob o pretexto de nada conseguires realizar contra o domínio das atribulações que lavram no Planeta.

O Senhor nunca nos solicitou o impossível e nem nunca exigiu da criatura falível espetáculos de grandeza compulsória.

Conquanto existam numerosos desertos, a fonte pequenina corre, confiante, fecundando a gleba em que transita.

Não nos é facultado corrigir todos os erros e extinguir todas as aflições que campeiam nas trilhas da existência, mas todos podemos atravessar o cotidiano, melhorando a vida e dignificando-a, em nós e em torno de nós.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 78

 


Palestras CEJG - Maio/2026

 


sábado, 25 de abril de 2026

Se procuras o melhor

 

“Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.” — (Tiago, 1:4)

 

A paciência vive na base de todas as boas obras.

Acalentarás sublime ideal; contudo, se não tens paciência de realizá-lo…

Sonhas cumprir elevada missão; mas, se não tens paciência de sofrê-la…

Levantarás preciosa instituição; contudo, se não tens paciência de sustentá-la…

Queres a felicidade no lar; mas, se não tens paciência de construí-la…

Planejas belo futuro para teu filho, contudo, se não tens paciência de educá-lo…

Aspiras a determinada profissão; mas, se não tens paciência de aprendê-la…

Sem paciência, os mais altos projetos resultam em frustração.

Observa o pomicultor que deseja fruto na árvore.

Primeiro, a paciência de preparar a gleba. Em seguida, a paciência de plantar, de cultivar, de defender, de auxiliar e de esperar a colheita madura.

O tempo não respeita as edificações que não ajudou a fazer.

Se procuras o melhor, não desprezes a paciência de trabalhar para que o melhor te encontre e ilumine.

Em todo caminho, sem paciência perfeita, não há possibilidade de perfeição.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 77

 


quinta-feira, 23 de abril de 2026

Você conhece a história de Maria Dolores?

 

Maria Dolores, nome pelo qual ficou conhecida espiritualmente Maria de Carvalho Leite, nasceu em 10 de setembro de 1901, na cidade de Bonfim de Feira, na Bahia. Formou-se professora muito jovem e dedicou-se ao ensino em escolas de Salvador, revelando desde cedo grande inclinação para a literatura, especialmente a poesia. Sua sensibilidade artística e vocação educacional marcaram profundamente sua vida, tanto no campo pedagógico quanto no cultural.

Na década de 1940, já casada com o italiano Carlos Larocca, teve contato com o Espiritismo, que passou a orientar seus valores e ações. Embora não tenha tido filhos biológicos, adotou seis meninas, exercendo a maternidade com dedicação e amor. Sua vida foi marcada pelo espírito de caridade e acolhimento, refletindo os princípios espíritas que abraçou com sinceridade.

Além da atuação como educadora, destacou-se como escritora e jornalista, colaborando com periódicos baianos e atuando como redatora. Sua produção poética foi reunida na obra Ciranda da Vida, cuja renda foi destinada a instituições beneficentes. Também desenvolveu atividades assistenciais, colaborando com entidades como o Lar das Meninas Sem Lar e participando de ações solidárias, inclusive ao lado de Divaldo Pereira Franco na Mansão do Caminho.

Desencarnou em 27 de julho de 1958, em Salvador, vítima de pneumonia. Anos depois, passou a se manifestar espiritualmente por meio da mediunidade de Chico Xavier e do próprio Divaldo Franco, transmitindo poesias de elevado teor espiritual. Sua produção mediúnica foi vasta, tendo suas obras mediúnicas e individuais ultrapassado o número expressivo de 180 mil exemplares vendidos.

Emmanuel, ao prefaciar as obras, qualifica Maria Dolores como “denodada obreira do Bem Eterno”, “intérprete de Jesus”, “alma abnegada de irmã”, “irmã querida”, “poetisa da vida”, “Mensageira da Espiritualidade”, “devotada Seareira do Bem”, “irmã e companheira nas tarefas da Vida Maior”, “nossa irmã e benfeitora”, “Poetisa da Espiritualidade Superior”. Sua trajetória, tanto na vida material quanto espiritual, evidencia uma existência dedicada à educação, à caridade e à divulgação de valores cristãos, consolidando seu legado como importante colaboradora do Espiritismo.

 

Resumo da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira.


sábado, 18 de abril de 2026

Dia Nacional do Espiritismo

 


O lançamento de O livro dos espíritos, em 18 de abril de 1857, marca o início da divulgação da Doutrina Espírita no mundo. São 169 anos de uma história que, a partir de 2023, entrou para o calendário comemorativo oficial do Brasil com a lei nº 14.354, publicada em 31 de maio de 2022 no Diário Oficial da União, decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República.

Fonte: site da FEB


Socorramos

 

“… Com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.” — Jesus (Mateus, 7:2)

 

Decerto observarás, em toda parte, desacordos, desentendimentos, desajustes, discórdias…

Junto do próprio coração, surpreenderás os que parecem residir em regiões morais diferentes. Entes amados desertam da estrada justa, amigos queridos abraçam perigosas experiências.

Como ajudar aos que nos parecem mergulhados no erro?

Censurar é fazer mais distância, desprezá-los será perdê-los.

É imprescindível saibamos socorrê-los, através do bem efetivo e incessante.

Para começar, sintamo-nos na posição deles, a comungar-lhes a luta.

Situemo-nos no campo dos problemas em que se encontram e atendamos à prestação de serviço silencioso.

Se aparece oportunidade, algo façamos para testemunhar-lhes apreço.

No pensamento, guardemo-los todos em vibrações de entendimento e carinho.

Na palavra, envolvamo-los na bênção do verbo nobre.

Na atitude, amparemo-los quanto seja possível.

Em todo e qualquer processo de ação, fortalecê-los para o bem é nosso dever maior.

À frente, pois, daqueles que se te afiguram desnorteados, estende o coração e as mãos para auxiliar, porque todos estamos no caminho da evolução e, segundo a assertiva do nosso Divino Mestre, com a medida com que tivermos medido nos hão de medir a nós.       

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 76


sábado, 11 de abril de 2026

Libertemos

 

“Disse-lhes Jesus: desatai-o e deixai-o ir.” — (João, 11:44)

 

É importante pensar que Jesus não apenas arrancou Lázaro à sombra do túmulo. Trazendo-o, de volta, à vida, pede para que seja restituído à liberdade.

“Desatai-o e deixai-o ir” — diz o Senhor.

O companheiro redivivo deveria estar desalgemado para atender às próprias experiências.

Também nós temos, no mundo da própria alma, os que tombam na fossa da negação.

Os que nos dilaceram os ideais, os que nos arrastam à desilusão, os que zombam de nossas esperanças e os que nos lançam em abandono assemelham-se a mortos na cripta de nossas agoniadas recordações.

Lembrá-los é como reavivar velhas úlceras.

Entretanto, para que nos desvencilhemos de semelhantes angústias, é imperioso retirá-los do coração e devolvê-los ao sol da existência.

Não basta, porém, esse gesto de libertação para nós. É imprescindível haja de nossa parte auxílio a eles, para que se desagrilhoem.

Nem condená-los, nem azedar-lhes o sentimento, mas sim exonerá-los de todo compromisso, ajustando-os a si próprios.

Aqueles que libertamos de qualquer obrigação para conosco, entregando-os à bondade de Deus, mais cedo regressam à luz da compreensão.

Se alguém, assim, caiu na morte do mal, diante de ti, ajuda-o a refazer-se para o bem; entretanto, além disso, é preciso também desatá-lo de qualquer constrangimento e deixá-lo ir.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 75


sábado, 4 de abril de 2026

Nossa cruz

 

“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” — Jesus (Marcos, 8:34)

 

Ninguém se queixe inutilmente.

A dor é processo.

A perfeição é fim.

Assim sendo, caminheiros da evolução ou da redenção têm, cada qual, a sua cruz.

Esse almeja, aquele deve.

E para realizar ou ressarcir, a vida pede preço.

Ninguém conquista algo, sem esforçar-se de algum modo; e ninguém resgata esse ou aquele débito, sem sofrimento.

Enquanto a criatura não adquire consciência da própria responsabilidade, movimenta-se no mundo à feição de semirracional, amontoando problemas sobre a própria cabeça.

Entretanto, acordando para a necessidade da paz consigo mesma, descobre de imediato a cruz que lhe cabe ao próprio burilamento.

Encarnados e desencarnados, jungidos à Terra, vinculam-se todos ao mesmo impositivo de progresso e resgate.

No Círculo carnal, a cruz é a dificuldade orgânica, o degrau social, o parente infeliz…

No Plano espiritual, é a vergonha do defeito íntimo não vencido, a expiação da culpa, o débito não pago…

Tenhamos, pois, a coragem precisa de seguir o Senhor em nosso anseio de ressurreição e vitória. Para isso, porém, não nos esqueçamos de que será preciso olvidar o egoísmo enquistante e tomar nossa cruz.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 74


quarta-feira, 1 de abril de 2026

Um Coração a Serviço do Cristo

 

Chico Xavier nasceu em 2 de abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo, e desde muito cedo enfrentou dificuldades que moldaram profundamente sua sensibilidade espiritual. Órfão de mãe ainda na infância e criado em meio a privações, encontrou no consolo da fé e na vivência do Evangelho o amparo para seguir adiante. Desde menino, relatava percepções espirituais que, mais tarde, seriam compreendidas à luz da Doutrina Espírita.

 

Sua trajetória no Espiritismo teve início na juventude, quando passou a frequentar reuniões espíritas e a desenvolver sua mediunidade com disciplina e humildade. Sob a orientação do benfeitor espiritual Emmanuel, iniciou uma das mais notáveis obras mediúnicas da história, dedicando-se integralmente ao serviço do bem. Sua vida foi marcada pelo esforço constante de aprimoramento moral e pela fidelidade aos ensinamentos de Jesus.

 

Ao longo de sua existência, Chico Xavier psicografou mais de 400 livros, abordando temas variados como consolo espiritual, ciência, filosofia e evangelho. Obras como Nosso Lar, ditada pelo Espírito André Luiz, alcançaram milhões de leitores, levando esclarecimento e esperança a incontáveis corações. Apesar da grandiosidade de sua produção, jamais se apropriou dos direitos autorais, destinando-os integralmente à caridade.

 

Sua atuação não se limitou à psicografia. Chico tornou-se exemplo vivo de humildade, caridade e amor ao próximo, atendendo milhares de pessoas que o procuravam em busca de consolo, orientação e mensagens de entes queridos desencarnados. Sua postura simples, aliada à profunda espiritualidade, fez dele uma referência moral não apenas para os espíritas, mas para toda a sociedade brasileira.

 

Ao recordarmos seu nascimento no mês de abril, mais do que reverenciar sua memória, somos convidados a refletir sobre seu legado. Chico Xavier demonstrou, com a própria vida, que a verdadeira grandeza está no serviço desinteressado, na fé ativa e no amor ao próximo. Sua existência permanece como um farol de luz, inspirando gerações a viverem os ensinamentos do Cristo com sinceridade e dedicação. 

DCSE/CEJG