sábado, 18 de abril de 2026

Dia Nacional do Espiritismo

 


O lançamento de O livro dos espíritos, em 18 de abril de 1857, marca o início da divulgação da Doutrina Espírita no mundo. São 169 anos de uma história que, a partir de 2023, entrou para o calendário comemorativo oficial do Brasil com a lei nº 14.354, publicada em 31 de maio de 2022 no Diário Oficial da União, decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República.

Fonte: site da FEB


Socorramos

 

“… Com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.” — Jesus (Mateus, 7:2)

 

Decerto observarás, em toda parte, desacordos, desentendimentos, desajustes, discórdias…

Junto do próprio coração, surpreenderás os que parecem residir em regiões morais diferentes. Entes amados desertam da estrada justa, amigos queridos abraçam perigosas experiências.

Como ajudar aos que nos parecem mergulhados no erro?

Censurar é fazer mais distância, desprezá-los será perdê-los.

É imprescindível saibamos socorrê-los, através do bem efetivo e incessante.

Para começar, sintamo-nos na posição deles, a comungar-lhes a luta.

Situemo-nos no campo dos problemas em que se encontram e atendamos à prestação de serviço silencioso.

Se aparece oportunidade, algo façamos para testemunhar-lhes apreço.

No pensamento, guardemo-los todos em vibrações de entendimento e carinho.

Na palavra, envolvamo-los na bênção do verbo nobre.

Na atitude, amparemo-los quanto seja possível.

Em todo e qualquer processo de ação, fortalecê-los para o bem é nosso dever maior.

À frente, pois, daqueles que se te afiguram desnorteados, estende o coração e as mãos para auxiliar, porque todos estamos no caminho da evolução e, segundo a assertiva do nosso Divino Mestre, com a medida com que tivermos medido nos hão de medir a nós.       

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 76


sábado, 11 de abril de 2026

Libertemos

 

“Disse-lhes Jesus: desatai-o e deixai-o ir.” — (João, 11:44)

 

É importante pensar que Jesus não apenas arrancou Lázaro à sombra do túmulo. Trazendo-o, de volta, à vida, pede para que seja restituído à liberdade.

“Desatai-o e deixai-o ir” — diz o Senhor.

O companheiro redivivo deveria estar desalgemado para atender às próprias experiências.

Também nós temos, no mundo da própria alma, os que tombam na fossa da negação.

Os que nos dilaceram os ideais, os que nos arrastam à desilusão, os que zombam de nossas esperanças e os que nos lançam em abandono assemelham-se a mortos na cripta de nossas agoniadas recordações.

Lembrá-los é como reavivar velhas úlceras.

Entretanto, para que nos desvencilhemos de semelhantes angústias, é imperioso retirá-los do coração e devolvê-los ao sol da existência.

Não basta, porém, esse gesto de libertação para nós. É imprescindível haja de nossa parte auxílio a eles, para que se desagrilhoem.

Nem condená-los, nem azedar-lhes o sentimento, mas sim exonerá-los de todo compromisso, ajustando-os a si próprios.

Aqueles que libertamos de qualquer obrigação para conosco, entregando-os à bondade de Deus, mais cedo regressam à luz da compreensão.

Se alguém, assim, caiu na morte do mal, diante de ti, ajuda-o a refazer-se para o bem; entretanto, além disso, é preciso também desatá-lo de qualquer constrangimento e deixá-lo ir.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 75


sábado, 4 de abril de 2026

Nossa cruz

 

“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” — Jesus (Marcos, 8:34)

 

Ninguém se queixe inutilmente.

A dor é processo.

A perfeição é fim.

Assim sendo, caminheiros da evolução ou da redenção têm, cada qual, a sua cruz.

Esse almeja, aquele deve.

E para realizar ou ressarcir, a vida pede preço.

Ninguém conquista algo, sem esforçar-se de algum modo; e ninguém resgata esse ou aquele débito, sem sofrimento.

Enquanto a criatura não adquire consciência da própria responsabilidade, movimenta-se no mundo à feição de semirracional, amontoando problemas sobre a própria cabeça.

Entretanto, acordando para a necessidade da paz consigo mesma, descobre de imediato a cruz que lhe cabe ao próprio burilamento.

Encarnados e desencarnados, jungidos à Terra, vinculam-se todos ao mesmo impositivo de progresso e resgate.

No Círculo carnal, a cruz é a dificuldade orgânica, o degrau social, o parente infeliz…

No Plano espiritual, é a vergonha do defeito íntimo não vencido, a expiação da culpa, o débito não pago…

Tenhamos, pois, a coragem precisa de seguir o Senhor em nosso anseio de ressurreição e vitória. Para isso, porém, não nos esqueçamos de que será preciso olvidar o egoísmo enquistante e tomar nossa cruz.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 74


quarta-feira, 1 de abril de 2026

Um Coração a Serviço do Cristo

 

Chico Xavier nasceu em 2 de abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo, e desde muito cedo enfrentou dificuldades que moldaram profundamente sua sensibilidade espiritual. Órfão de mãe ainda na infância e criado em meio a privações, encontrou no consolo da fé e na vivência do Evangelho o amparo para seguir adiante. Desde menino, relatava percepções espirituais que, mais tarde, seriam compreendidas à luz da Doutrina Espírita.

 

Sua trajetória no Espiritismo teve início na juventude, quando passou a frequentar reuniões espíritas e a desenvolver sua mediunidade com disciplina e humildade. Sob a orientação do benfeitor espiritual Emmanuel, iniciou uma das mais notáveis obras mediúnicas da história, dedicando-se integralmente ao serviço do bem. Sua vida foi marcada pelo esforço constante de aprimoramento moral e pela fidelidade aos ensinamentos de Jesus.

 

Ao longo de sua existência, Chico Xavier psicografou mais de 400 livros, abordando temas variados como consolo espiritual, ciência, filosofia e evangelho. Obras como Nosso Lar, ditada pelo Espírito André Luiz, alcançaram milhões de leitores, levando esclarecimento e esperança a incontáveis corações. Apesar da grandiosidade de sua produção, jamais se apropriou dos direitos autorais, destinando-os integralmente à caridade.

 

Sua atuação não se limitou à psicografia. Chico tornou-se exemplo vivo de humildade, caridade e amor ao próximo, atendendo milhares de pessoas que o procuravam em busca de consolo, orientação e mensagens de entes queridos desencarnados. Sua postura simples, aliada à profunda espiritualidade, fez dele uma referência moral não apenas para os espíritas, mas para toda a sociedade brasileira.

 

Ao recordarmos seu nascimento no mês de abril, mais do que reverenciar sua memória, somos convidados a refletir sobre seu legado. Chico Xavier demonstrou, com a própria vida, que a verdadeira grandeza está no serviço desinteressado, na fé ativa e no amor ao próximo. Sua existência permanece como um farol de luz, inspirando gerações a viverem os ensinamentos do Cristo com sinceridade e dedicação. 

DCSE/CEJG


Palestras CEJG - Abril/2026

 




sábado, 28 de março de 2026

Excesso

 

“Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma?” — Jesus (Marcos, 8:36)

 

Enquanto a criatura permanece no corpo terrestre, é natural se preocupe com o problema da própria manutenção.

Vigilância não exclui previdência.

Mas não podemos olvidar que o apego ao supérfluo será sempre introdução à loucura.

Tudo aquilo que o homem ajunta abusivamente, no campo exterior, é motivo para aflição ou inutilidade.

Patrimônios físicos sem proveito, isca de sombra atraindo inveja e discórdia.

Alimentos guardados, valores a caminho da podridão.

Roupa em desuso, asilo de traças.

Demasiados recursos amoedados, tentações para os descendentes.

Todo excesso é parede mental isolando, aqueles que o criam, em cárceres de orgulho e egoísmo, vaidade e mentira.

Observa, assim, o material que amontoas.

Tudo o que está fora de ti representa caminho em que transitas.

Agarrar-se, pois, ao efêmero é prender-se à ilusão.

Mas todos os bens espirituais que ajuntares em ti mesmo, como sejam virtude e educação, constituem valores inalienáveis a brilharem contigo, aqui ou alhures, em sublimação para a vida eterna.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 73


sábado, 21 de março de 2026

Ouvidos

 

“Quem tem ouvidos de ouvir, ouça.” — Jesus (Mateus, 11:15)

 

Ouvidos… Toda gente os possui.

Achamos, no entanto, ouvidos superficiais em toda a parte.

Ouvidos que apenas registram sons.

Ouvidos que se prendem a noticiários escandalosos.

Ouvidos que se dedicam a boatos perturbadores.

Ouvidos de propostas inferiores.

Ouvidos simplesmente consagrados à convenção.

Ouvidos de festa.

Ouvidos de mexericos.

Ouvidos de pessimismo.

Ouvidos de colar às paredes.

Ouvidos de complicar.

 

Se desejas, porém, sublimar as possibilidades de acústica da própria alma, estuda e reflete, pondera e auxilia, fraternalmente, e terás contigo os “ouvidos de ouvir”, a que se reportava Jesus, criando em ti mesmo o entendimento para a assimilação da Eterna Sabedoria.

 

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 72


sexta-feira, 20 de março de 2026

Você conhece a história de José Martins Peralva?

 

José Martins Peralva nasceu em 1º de abril de 1918, na cidade de Buquim, em Sergipe. Filho de Basílio Martins Peralva e Etelvina da Fonseca Peralva, teve forte influência do pai, que foi um dos pioneiros do Espiritismo na região. Desde os seis anos de idade acompanhava as atividades mediúnicas e doutrinárias realizadas em casa, onde presenciou curas e estudos da doutrina baseados nos ensinamentos de Allan Kardec, recebendo assim sólida formação espírita ainda na infância.

A adolescência de Martins Peralva foi marcada por grandes dificuldades após a morte do pai, quando ele tinha apenas 13 anos. A família enfrentou sérios problemas financeiros, e, mesmo sendo o mais jovem dos irmãos, assumiu responsabilidades para ajudar no sustento do lar. Trabalhou em diversos empregos desde muito cedo, demonstrando esforço, disciplina e perseverança, características que mais tarde também marcariam sua atuação no movimento espírita.

Apesar das lutas materiais, manteve-se ativo na divulgação do Espiritismo em Sergipe. Participou de instituições espíritas, escreveu artigos doutrinários em jornais e chegou a presidir a União Espírita Sergipana ainda jovem. Paralelamente, atuou como jornalista e colaborador de periódicos, abordando temas espíritas, culturais e sociais, contribuindo para ampliar o conhecimento da doutrina.

Em 1949, durante viagem ao sudeste do Brasil, teve um encontro marcante com Chico Xavier no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo. A experiência espiritual vivida nessa ocasião motivou sua mudança definitiva para Belo Horizonte, onde passou a atuar intensamente no movimento espírita mineiro, especialmente na União Espírita Mineira e no Centro Espírita Célia Xavier, dedicando-se ao estudo, à divulgação e à formação de jovens espíritas.

Ao longo de sua vida, destacou-se como escritor e expositor espírita, produzindo obras doutrinárias de grande repercussão, como Estudando a Mediunidade, Estudando o Evangelho, O Pensamento de Emmanuel, Mediunidade e Evolução e Mensageiros do Bem. Também colaborou com jornais e instituições espíritas, tornando-se uma das figuras mais respeitadas do Espiritismo em Minas Gerais. Desencarnou em 3 de setembro de 2007, em Belo Horizonte, deixando importante legado de estudo, divulgação e fidelidade aos princípios da Doutrina Espírita.

 

Resumo extraído da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira – UEM


sábado, 14 de março de 2026

Olhos

 

“… Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz…” — Jesus (Mateus, 6:22)

 

Olhos… Patrimônio de todos.

Encontramos, porém, olhos diferentes em todos os lugares.

Olhos de malícia…

Olhos de crueldade…

Olhos de ciúme…

Olhos de ferir…

Olhos de desespero…

Olhos de desconfiança…

Olhos de atrair a viciação…

Olhos de perturbar…

Olhos de registrar males alheios…

Olhos de desencorajar as boas obras…

Olhos de frieza…

Olhos de irritação…

Se aspiras, no entanto, a enobrecer os recursos da visão, ama e ajuda, aprende e perdoa sempre, e guardarás contigo os “olhos bons”, a que se referia o Cristo de Deus, instalando no próprio espírito a grande compreensão suscetível de impulsionar-te à glória da Eterna Luz.

 

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 71