domingo, 17 de maio de 2026

Bendigamos

 

“Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua contra o mal…” — Pedro (I Pedro, 3:10)

 

Não vale condenar.

O desmentido talvez chegue hoje, de maneira imprevista, porque a misericórdia é alicerce da Lei de Deus.

Reflete quantas vezes já observaste o socorro invisível ao que era tido em conta de mal irremediável.

Viste doentes graves voltarem repentinamente à saúde, quando já se achavam sentenciados à morte.

Conheces malfeitores que se transformaram em homens de bem, quando pareciam totalmente afundados na delinquência.

Tateaste problemas complexos que encontraram equação de improviso, quando se te afiguravam plenamente insolúveis.

Choraste sobre situações inquietantes que tomaram rumo salvador, quando tudo te fazia crer em tragédia.

Seja qual seja a provação em curso, refreia a língua para que a tua língua não amaldiçoe.

É possível estejas vendo tudo em derredor de teus passos pelo prisma do desespero…

Entretanto, asserena-te e aguarda, confiante, porque, se a misericórdia de Deus ainda não está alcançando o teu quadro de luta, permanece a caminho.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 80



sábado, 9 de maio de 2026

Mãe - Presença de Deus!

 


A maternidade é uma das mais sublimes expressões do amor divino na Terra. No seio do lar — célula fundamental da sociedade — cada membro possui papel importante na construção da paz e da harmonia, mas a mãe se destaca como presença essencial, muitas vezes silenciosa e constante, sustentando o equilíbrio emocional e espiritual da família. À luz da Doutrina Espírita, compreendemos que o lar não é apenas um espaço físico, mas um ambiente de reencontros de almas, onde vínculos do passado se reajustam e se fortalecem sob a bênção do amor.

Desde antes do nascimento do filho, a mãe já revela sua grandeza, acolhendo o Espírito que retorna à experiência corporal com renúncia e dedicação. As dores do parto, as noites em vigília, o cuidado constante e o carinho desinteressado demonstram que a maternidade é verdadeiro exercício de doação. O Espiritismo nos ensina que esse amor não é apenas instintivo, mas também espiritual, frequentemente sustentado por compromissos assumidos antes da reencarnação, em favor do crescimento mútuo entre mães e filhos.

A Humanidade, reconhecendo esse valor inestimável, consagrou o Dia das Mães como momento especial de homenagem. No entanto, a Doutrina Espírita amplia essa visão, convidando-nos a cultivar gratidão e respeito todos os dias. O mandamento “honra teu pai e tua mãe”, registrado no Livro do Êxodo, foi confirmado por Jesus Cristo, que nos ensinou a vivê-lo não apenas em palavras, mas em atitudes concretas de amor, compreensão e cuidado.

Mesmo nas situações em que a convivência materna não ocorre como gostaríamos, seja pela ausência, pelas dificuldades de relacionamento ou por circunstâncias da vida, o Espiritismo nos orienta à compreensão e ao respeito. Cada experiência familiar atende a propósitos superiores, e reverenciar a mãe, ainda que no silêncio da prece e das boas vibrações, é reconhecer a sabedoria divina que conduz nossos caminhos.

Assim, mais do que flores ou presentes, a verdadeira homenagem no Dia das Mães deve traduzir-se em atitudes contínuas de carinho, respeito e assistência. Seja na alegria dos dias fáceis ou no amparo nos momentos de fragilidade, cabe a nós retribuir, ainda que parcialmente, o muito que recebemos. Que possamos lembrar que todos os dias são oportunidades abençoadas de honrar aquela que, na Terra, representa um dos mais belos reflexos do amor de Deus.

 

DCSE/CEJG

Relembre a história do “Dia das Mães” aqui.


Pacifiquemos

 

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” — Jesus (Mateus, 5:9)

 

Não adianta estender a guerra nervosa.

A contradita esperar-te-á em cada canto, porque a paz é fundamento da Lei de Deus.

Observa as catástrofes que vão passando…

Vezes sem conta, o homem faz-se o lobo do próprio homem, destruindo o campo terrestre; mas Deus, em silêncio, determina que a erva cubra de novo o solo, colocando a flor na erva e formando a fruta no corpo da própria flor.

Vulcões arruínam extensas regiões, mas Deus restaura as paisagens dilaceradas.

Maremotos varrem cidades, mas Deus indica-lhes outro lugar e ressurgem mais belas.

Terremotos trazem calamidades, aqui e ali, mas Deus reajusta a fisionomia do Globo.

Moléstias estranhas devastam populações inteiras, mas Deus inspira a cabeça de cientistas abnegados e liquida as epidemias.

Tempestades, de quando em quando, sacodem largas faixas da Terra, mas Deus, pelas forças da Natureza, faz o reequilíbrio de tudo.

Não te entregues ao pessimismo em circunstância alguma.

Tudo pode ser, agora, diante de ti, aflição e convulsão; contudo, tranquiliza a vida em torno, quanto puderes, porque a paz chegará pelas mãos de Deus.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 79


quinta-feira, 30 de abril de 2026

A bênção do trabalho

 

É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos.

Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.

Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade, e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.

Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a Humanidade nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de Mãe.

O trabalho é uma instituição de Deus.

 

Meimei / Chico Xavier – Livro: Pai Nosso


quarta-feira, 29 de abril de 2026

Melhorando sempre

 

“Estamos orando a Deus para que não façais mal algum, não para que simplesmente pareçamos aprovados, mas para que façais o bem…” — Paulo (2 Coríntios, 13:7)

 

Evidentemente, não podes garantir a felicidade do mundo que se encontra, de maneira constante, sob o impacto das lutas evolutivas que lhe orientam a marcha, no entanto, ninguém está impedido de cultivar o trato de terra em que vive, amparando uma árvore amiga ou alentando uma flor.

Certo, não podes curar as chamadas chagas sociais, indesejáveis mas compreensíveis numa coletividade de Espíritos imperfeitos quais somos ainda todos nós, em regime de correção e aperfeiçoamento, contudo, ninguém está impossibilitado de proceder honestamente e apoiar os semelhantes com a força moral do bom exemplo.

Sem dúvida, não podes socorrer a todos os enfermos que choram na Terra, entretanto, ninguém está proibido de atenuar a provação de um amigo ou de um vizinho, propiciando-lhe a certeza de que o amor não desapareceu dos caminhos humanos.

Indiscutivelmente, não podes sanar as dificuldades totais da família em que nasceste, todavia, ninguém está interditado, no sentido de ajudar a um parente menos feliz ou cooperar na tranquilidade que se deve manter em casa.

Não te afastes da cultura do bem, sob o pretexto de nada conseguires realizar contra o domínio das atribulações que lavram no Planeta.

O Senhor nunca nos solicitou o impossível e nem nunca exigiu da criatura falível espetáculos de grandeza compulsória.

Conquanto existam numerosos desertos, a fonte pequenina corre, confiante, fecundando a gleba em que transita.

Não nos é facultado corrigir todos os erros e extinguir todas as aflições que campeiam nas trilhas da existência, mas todos podemos atravessar o cotidiano, melhorando a vida e dignificando-a, em nós e em torno de nós.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 78

 


Palestras CEJG - Maio/2026

 


sábado, 25 de abril de 2026

Se procuras o melhor

 

“Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.” — (Tiago, 1:4)

 

A paciência vive na base de todas as boas obras.

Acalentarás sublime ideal; contudo, se não tens paciência de realizá-lo…

Sonhas cumprir elevada missão; mas, se não tens paciência de sofrê-la…

Levantarás preciosa instituição; contudo, se não tens paciência de sustentá-la…

Queres a felicidade no lar; mas, se não tens paciência de construí-la…

Planejas belo futuro para teu filho, contudo, se não tens paciência de educá-lo…

Aspiras a determinada profissão; mas, se não tens paciência de aprendê-la…

Sem paciência, os mais altos projetos resultam em frustração.

Observa o pomicultor que deseja fruto na árvore.

Primeiro, a paciência de preparar a gleba. Em seguida, a paciência de plantar, de cultivar, de defender, de auxiliar e de esperar a colheita madura.

O tempo não respeita as edificações que não ajudou a fazer.

Se procuras o melhor, não desprezes a paciência de trabalhar para que o melhor te encontre e ilumine.

Em todo caminho, sem paciência perfeita, não há possibilidade de perfeição.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 77

 


quinta-feira, 23 de abril de 2026

Você conhece a história de Maria Dolores?

 

Maria Dolores, nome pelo qual ficou conhecida espiritualmente Maria de Carvalho Leite, nasceu em 10 de setembro de 1901, na cidade de Bonfim de Feira, na Bahia. Formou-se professora muito jovem e dedicou-se ao ensino em escolas de Salvador, revelando desde cedo grande inclinação para a literatura, especialmente a poesia. Sua sensibilidade artística e vocação educacional marcaram profundamente sua vida, tanto no campo pedagógico quanto no cultural.

Na década de 1940, já casada com o italiano Carlos Larocca, teve contato com o Espiritismo, que passou a orientar seus valores e ações. Embora não tenha tido filhos biológicos, adotou seis meninas, exercendo a maternidade com dedicação e amor. Sua vida foi marcada pelo espírito de caridade e acolhimento, refletindo os princípios espíritas que abraçou com sinceridade.

Além da atuação como educadora, destacou-se como escritora e jornalista, colaborando com periódicos baianos e atuando como redatora. Sua produção poética foi reunida na obra Ciranda da Vida, cuja renda foi destinada a instituições beneficentes. Também desenvolveu atividades assistenciais, colaborando com entidades como o Lar das Meninas Sem Lar e participando de ações solidárias, inclusive ao lado de Divaldo Pereira Franco na Mansão do Caminho.

Desencarnou em 27 de julho de 1958, em Salvador, vítima de pneumonia. Anos depois, passou a se manifestar espiritualmente por meio da mediunidade de Chico Xavier e do próprio Divaldo Franco, transmitindo poesias de elevado teor espiritual. Sua produção mediúnica foi vasta, tendo suas obras mediúnicas e individuais ultrapassado o número expressivo de 180 mil exemplares vendidos.

Emmanuel, ao prefaciar as obras, qualifica Maria Dolores como “denodada obreira do Bem Eterno”, “intérprete de Jesus”, “alma abnegada de irmã”, “irmã querida”, “poetisa da vida”, “Mensageira da Espiritualidade”, “devotada Seareira do Bem”, “irmã e companheira nas tarefas da Vida Maior”, “nossa irmã e benfeitora”, “Poetisa da Espiritualidade Superior”. Sua trajetória, tanto na vida material quanto espiritual, evidencia uma existência dedicada à educação, à caridade e à divulgação de valores cristãos, consolidando seu legado como importante colaboradora do Espiritismo.

 

Resumo da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira.


sábado, 18 de abril de 2026

Dia Nacional do Espiritismo

 


O lançamento de O livro dos espíritos, em 18 de abril de 1857, marca o início da divulgação da Doutrina Espírita no mundo. São 169 anos de uma história que, a partir de 2023, entrou para o calendário comemorativo oficial do Brasil com a lei nº 14.354, publicada em 31 de maio de 2022 no Diário Oficial da União, decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República.

Fonte: site da FEB


Socorramos

 

“… Com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.” — Jesus (Mateus, 7:2)

 

Decerto observarás, em toda parte, desacordos, desentendimentos, desajustes, discórdias…

Junto do próprio coração, surpreenderás os que parecem residir em regiões morais diferentes. Entes amados desertam da estrada justa, amigos queridos abraçam perigosas experiências.

Como ajudar aos que nos parecem mergulhados no erro?

Censurar é fazer mais distância, desprezá-los será perdê-los.

É imprescindível saibamos socorrê-los, através do bem efetivo e incessante.

Para começar, sintamo-nos na posição deles, a comungar-lhes a luta.

Situemo-nos no campo dos problemas em que se encontram e atendamos à prestação de serviço silencioso.

Se aparece oportunidade, algo façamos para testemunhar-lhes apreço.

No pensamento, guardemo-los todos em vibrações de entendimento e carinho.

Na palavra, envolvamo-los na bênção do verbo nobre.

Na atitude, amparemo-los quanto seja possível.

Em todo e qualquer processo de ação, fortalecê-los para o bem é nosso dever maior.

À frente, pois, daqueles que se te afiguram desnorteados, estende o coração e as mãos para auxiliar, porque todos estamos no caminho da evolução e, segundo a assertiva do nosso Divino Mestre, com a medida com que tivermos medido nos hão de medir a nós.       

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 76