No
dia 20 de março, o mundo celebra o Dia Internacional da Felicidade, instituído
pela Assembleia Geral da ONU em 28/06/2012 (Resolução 66/281), reconhecendo-a
como meta universal da humanidade. Assim, a propósito desta data tão
significativa, vamos refletir à luz da Doutrina Espírita sobre esse estado
interior de paz, consciência tranquila e fé no futuro (Livro dos Espíritos, q. 922),
bem como as condições para sua construção dentro de nós.
Primeiramente,
precisamos considerar o disposto na questão 920, onde os Espíritos ensinam que
não podemos gozar de felicidade completa aqui, pois este é um mundo de provas e
expiações, mas podemos suavizar os males e ser tão felizes quanto possível.
Isso nos revela que a felicidade é relativa e depende, sobretudo, da maneira
como encaramos as experiências da vida.
No Evangelho
segundo o Espiritismo, especialmente no capítulo V — “Bem-aventurados os
aflitos” — somos convidados a compreender que as dores e dificuldades possuem
causas justas e educativas. E assim sendo, quando logramos entender o
sofrimento como instrumento de crescimento, nasce em nós a resignação ativa —
não a passividade, mas a confiança em Deus. Essa postura íntima gera paz
interior, fundamento essencial da felicidade verdadeira.
Já Emmanuel
ensina, em diversas mensagens psicografadas por Chico Xavier, que a felicidade
real não procede das facilidades exteriores, mas da harmonia interior e do
dever bem cumprido, do serviço ao próximo, da consciência reta e da fidelidade
a Deus. Assim, cada gesto de amor e cada esforço de renovação moral ampliam
nossa capacidade de experimentar contentamento profundo.
André
Luiz, por sua vez, demonstra que, no plano espiritual, a felicidade está
diretamente ligada ao trabalho útil e à cooperação. Espíritos que se dedicam ao
bem sentem alegria e plenitude, enquanto os que permanecem presos ao egoísmo
experimentam perturbação. A felicidade, portanto, é consequência natural da
sintonia com as leis divinas.
Diante disso, ao iniciarmos o mês de março, refletimos: onde estamos buscando nossa felicidade? O Espiritismo nos orienta a procurá-la na transformação interior, na prática da caridade e na confiança em Deus. Que cada leitor aproveite este marco estabelecido em todo o mundo para renovar propósitos, fortalecer a vivência do Evangelho no lar, participar de atividades edificantes no meio espírita, exercitando, no cotidiano, pequenos gestos de amor e serviço. Mais do que um sentimento passageiro, a felicidade é conquista gradual do Espírito imortal — e começa agora, na decisão sincera de viver segundo os ensinamentos do Cristo.
DCSE/CEJG
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