sábado, 7 de março de 2026

Pacifica sempre

 

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” — Jesus (Mateus, 5:9)

 

Por muitas sejam as dores que te aflijam a alma, asserena-te na oração e pacifica os quadros da própria luta.

Se alguém te fere, pacifica desculpando.

Se alguém te calunia, pacifica servindo.

Se alguém te menospreza, pacifica entendendo.

Se alguém te irrita, pacifica silenciando.

O perdão e o trabalho, a compreensão e a humildade são as vozes inarticuladas de tua própria defesa.

Golpes e golpes são feridas e mais feridas.

Violência com violência somam loucura.

Não ergas o braço para bater, nem abras o verbo para humilhar.

Diante de toda perturbação, cala e espera, ajudando sempre.

O tempo sazona o fruto verde, altera a feição do charco, amolece o rochedo e cobre o ramo fanado* de novas flores.

Censura é clima de fel.

Azedume é princípio de maldição.

Onde estiveres, pacifica.

Seja qual for a ofensa, pacifica.

E perceberás, por fim, que a paz do mundo é dom de Deus, começando de ti.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 70

 

*fanado: que sofreu mutilação.

 (Definições de Oxford Languages - Google)


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Felicidade: Uma Conquista do Espírito

 


No dia 20 de março, o mundo celebra o Dia Internacional da Felicidade, instituído pela Assembleia Geral da ONU em 28/06/2012 (Resolução 66/281), reconhecendo-a como meta universal da humanidade. Assim, a propósito desta data tão significativa, vamos refletir à luz da Doutrina Espírita sobre esse estado interior de paz, consciência tranquila e fé no futuro (Livro dos Espíritos, q. 922), bem como as condições para sua construção dentro de nós.

Primeiramente, precisamos considerar o disposto na questão 920, onde os Espíritos ensinam que não podemos gozar de felicidade completa aqui, pois este é um mundo de provas e expiações, mas podemos suavizar os males e ser tão felizes quanto possível. Isso nos revela que a felicidade é relativa e depende, sobretudo, da maneira como encaramos as experiências da vida.

No Evangelho segundo o Espiritismo, especialmente no capítulo V — “Bem-aventurados os aflitos” — somos convidados a compreender que as dores e dificuldades possuem causas justas e educativas. E assim sendo, quando logramos entender o sofrimento como instrumento de crescimento, nasce em nós a resignação ativa — não a passividade, mas a confiança em Deus. Essa postura íntima gera paz interior, fundamento essencial da felicidade verdadeira.

Já Emmanuel ensina, em diversas mensagens psicografadas por Chico Xavier, que a felicidade real não procede das facilidades exteriores, mas da harmonia interior e do dever bem cumprido, do serviço ao próximo, da consciência reta e da fidelidade a Deus. Assim, cada gesto de amor e cada esforço de renovação moral ampliam nossa capacidade de experimentar contentamento profundo.

André Luiz, por sua vez, demonstra que, no plano espiritual, a felicidade está diretamente ligada ao trabalho útil e à cooperação. Espíritos que se dedicam ao bem sentem alegria e plenitude, enquanto os que permanecem presos ao egoísmo experimentam perturbação. A felicidade, portanto, é consequência natural da sintonia com as leis divinas.

Diante disso, ao iniciarmos o mês de março, refletimos: onde estamos buscando nossa felicidade? O Espiritismo nos orienta a procurá-la na transformação interior, na prática da caridade e na confiança em Deus. Que cada leitor aproveite este marco estabelecido em todo o mundo para renovar propósitos, fortalecer a vivência do Evangelho no lar, participar de atividades edificantes no meio espírita, exercitando, no cotidiano, pequenos gestos de amor e serviço. Mais do que um sentimento passageiro, a felicidade é conquista gradual do Espírito imortal — e começa agora, na decisão sincera de viver segundo os ensinamentos do Cristo. 

DCSE/CEJG


Palestras CEJG - Março/26

 


Na luz da compaixão

 

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.” — Jesus (Mateus, 5:7)

 

Deixa que a luz da compaixão te clareie a rota, para que a sombra te não envolva.

Sofres a presença dos que te pisam as esperanças?

Compaixão para eles.

Ouves a palavra dos que te ironizam?

Compaixão para eles.

Padeces o assalto moral dos que te perturbam?

Compaixão para eles.

Recebes a farpa dos que te perseguem?

Compaixão para eles.

A crueldade e o sarcasmo, a demência e a vileza são chagas que o tempo cura.

Rende graças a Deus, por lhes suportares o assédio sem que partam de ti.

No fundo são males que surgem da ignorância, como a cegueira nasce das trevas.

Não sanarás o desequilíbrio do louco, zurzindo-lhe a cabeça, nem expulsarás a criminalidade do malfeitor, cortando-lhe os braços.

Diante de todos os desajustamentos alheios, compadece-te e ampara sempre.

Perante todos os disparates do próximo, compadece-te e faze o melhor que possas.

Todos somos alunos do educandário da vida e todos somos suscetíveis de queda moral no erro.

Usa, pois, a misericórdia com os outros e acharás nos outros a misericórdia para contigo.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 69

 


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Você conhece a história de Zilda Gama?

Zilda Gama nasceu em 11 de março de 1878, em Três Ilhas, Juiz de Fora (MG), sendo a segunda de onze filhos. Filha de um escrivão de paz e de uma professora estadual, recebeu a educação inicial da própria mãe e formou-se professora primária pela Escola Normal de São João Del Rei. Com apenas 24 anos, ficou órfã e assumiu a responsabilidade pela família, cuidando de cinco irmãos menores e, mais tarde, de cinco sobrinhos órfãos, demonstrando desde cedo grande senso de dever e liderança.

Atuou como professora e diretora escolar, destacando-se em concursos promovidos pela Secretaria de Educação de Minas Gerais. Em 1931, participou ativamente do movimento em prol dos direitos femininos no Brasil, sendo autora de uma tese oficialmente aprovada no Congresso Nacional sobre o voto feminino. Também colaborou com contos e poesias em importantes periódicos da antiga capital federal, como o Jornal do Brasil, a Gazeta de Notícias e a Revista da Semana.

Ainda jovem, passou a perceber a presença de Espíritos e recebeu mensagens do pai e da irmã desencarnados, que a confortavam em momentos difíceis. Em 1912, recebeu comunicação assinada por Allan Kardec, cujos ensinamentos foram posteriormente reunidos na obra "Diário dos Invisíveis" (1929). A partir dessas experiências, consolidou sua atuação mediúnica no movimento espírita.

Em 1916, foi informada por benfeitores espirituais de que psicografaria uma novela, o que se concretizou sob a orientação do Espírito Victor Hugo. Dessa parceria mediúnica surgiram obras como "Na Sombra e na Luz", "Do Calvário ao Infinito", "Redenção", "Dor Suprema e Almas Crucificadas", publicadas pela Federação Espírita Brasileira. Tornou-se então pioneira no país ao receber vasta produção literária do plano espiritual, publicando ainda diversos outros títulos e organizando obras voltadas à educação.

Em 1959, após sofrer um derrame cerebral, passou a viver em cadeira de rodas, assistida por um sobrinho, e desencarnou em 10 de janeiro de 1969, no Rio de Janeiro. Zilda Gama foi uma antecessora de Francisco Cândido Xavier, e sua mediunidade contribuiu para aproximar muitos encarnados e desencarnados da Doutrina Espírita, deixando um legado de esclarecimento e consolação. Atendeu prontamente ao chamado de Jesus e à proteção espiritual de Allan Kardec.

 

Resumo da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira. 


sábado, 21 de fevereiro de 2026

Aguardemos

 

“E assim, esperando com paciência, alcançou a promessa.” — Paulo (Hebreus, 6:15)

 

Em qualquer circunstância, espera com paciência.

Se alguém te ofendeu, espera.

Não tomes desforço a quem já carrega a infelicidade em si mesmo.

Se alguém te prejudicou, espera.

Não precisas vingar-te de quem já se encontra assinalado pela justiça.

Se sofres, espera.

A dor é sempre aviso santificante.

Se o obstáculo te visita, espera.

O embaraço de hoje, muita vez, é benefício amanhã.

A fonte, ajudando onde passa, espera pelo rio e atinge o oceano vasto.

A árvore, prestando incessante auxílio, espera pela flor e ganha a bênção do fruto.

Todavia, a enxada que espera, imóvel, adquire a ferrugem que a desgasta.

O poço que espera, guardando águas paradas, converte a si próprio em vaso de podridão.

Sejam, pois, quais forem as tuas dificuldades, espera, fazendo em favor dos outros o melhor que puderes, a fim de que a tua esperança se erga sublime, em luminosa realização.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 68


sábado, 14 de fevereiro de 2026

A melhor medida

 

“Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.” — (Tiago, 1:4)

 

Mais que as doenças vulgares do corpo, sofres os problemas da alma, agravando-te a tensão, cada dia.

Mais que os micróbios patogênicos a te assaltarem os tecidos do instrumento físico, padeces a intromissão de agentes mentais inquietantes, atormentando-te as fibras da alma.

Levantas-te, cada manhã, muita vez, com as lutas da véspera e, antes que se te rearmonizem as forças, cambaleias mentalmente ao impacto da irritação de familiares incompreensivos…

Prestas longas explicações, a benefício da tranquilidade ambiente; contudo, mal terminas o arrazoado afetuoso, há quem te malsine a palavra, complicando as questões em torno…

Movimentas correção e sinceridade, honrando os próprios deveres; todavia, quando te julgas a cavaleiro de toda crítica, aparece alguém arrastando-te o coração ao mercado da injúria…

Empenhas carinho e abnegação no cultivo do amor ao lado de alguém; contudo, quando te crês em segurança no caminho do entendimento, observas que a ingratidão te envenena os melhores gestos…

Entretanto, à frente de toda dificuldade não te lastimes, nem desfaleças…

Para toda perturbação, a paciência é a melhor medida.

Não profiras qualquer palavra de que te possas arrepender.

Silencia e abençoa sempre, porque, amanhã, quantos hoje se precipitam na sombra voltarão novamente à luz.

Esquecido, usa a paciência e ajuda sem exigir.

Insultado, recorre à paciência e esquece o mal.

Em todas as dores, arrima-te à paciência.

Em todo embaraço, espera com paciência.

Todo progresso humano surge da Paciência Divina. Conserva-te, pois, na força da paciência e, onde estejas, farás sempre o melhor.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Palavras de Vida Eterna – Lição 67

 


sábado, 7 de fevereiro de 2026

O primeiro passo

 

“Portanto, tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também vós a eles, porque esta é a Lei e os Profetas.” — Jesus (Mateus, 7:12)

 

A regra áurea recebe citações em todos os países.

Em torno dela gravitam livros, poemas, apelos e sermões preciosos.

Entretanto, raros se lembram do primeiro passo para que se desvele toda a sua grandeza.

Não podemos reclamar a ajuda dos outros.
Antes, é justo prestar auxílio.

Não será lícito exigir a desculpa de alguém.
Antes, é imperioso saibamos desculpar.

Convidados a compreender, muitos dizem “não posso”, e instados a auxiliar, respondem muitos “ainda não…”

Esquecem-se, porém, de que amanhã serão talvez os necessitados e os réus, carecentes de perdão e socorro. E, muitas vezes, ainda quando não precisem de semelhantes bênçãos para si mesmos, por elas suspirarão em favor dos que mais amem, à face das sombras que lhes devastam a vida.

Se um exemplo pode ser invocado, como bússola, recordemos Jesus.

O Mestre dos mestres faz o bem, despreocupado de considerações, alivia sem paga, acende a esperança sem que os homens lha peçam e perdoa espontaneamente aos que o injuriam e apedrejam, sem aguardar-lhes retratação.

Veneremos, assim, a regra áurea e estendamos o espírito de amor de que se toca, divina; contudo, estejamos certos de que ela somente valerá para nós se lhe dermos a aplicação necessária.

O texto do ensinamento é vivo e franco:
— “Tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também vós a eles.”

Querer o bem é impulso de todos, mas, na prática do estatuto sublime, é forçoso sejamos nós quem se adiante a fazê-lo.

 

Emmanuel/Chico Xavier

Palavras de Vida Eterna – Lição 66

 

 


sábado, 31 de janeiro de 2026

Carnaval e Vigilância Espiritual: Um Convite à Reflexão

O Carnaval, para muitos, é visto como tempo de alegria e descontração coletiva. Entretanto, à luz da Doutrina Espírita, somos convidados a refletir com mais profundidade sobre os efeitos que certos festejos e ambientes podem produzir no campo emocional, mental e espiritual das criaturas. 

Os excessos materiais, tão comuns nesse período, revelam a busca ansiosa por prazer imediato: abuso de álcool, desperdício, sensualidade sem responsabilidade e comportamentos que colocam o corpo em risco. Ensina-nos o Espiritismo que o corpo é instrumento sagrado de aprendizado e serviço, e que todo abuso cobra seu preço, seja em forma de enfermidades, desequilíbrios ou arrependimentos e expiações posteriores. É como se, em meio às luzes do progresso material, a alma humana permanecesse distraída quanto às responsabilidades maiores da vida. 

Emmanuel, na mensagem "Sobre o carnaval" (Livro Cartas do Alto) lembra que nenhum Espírito equilibrado pode fazer apologia da “loucura generalizada” que adormece as consciências nesse período. Lamenta, ainda, que governos e administrações colaborem para intensificar a série de desvios de Espíritos ainda frágeis, fazendo com que corações indecisos e necessitados do amparo moral de Espíritos mais esclarecidos, pela indisciplina sentimental, se liguem às forças das trevas, operando a revivescência de animalidades que somente os longos aprendizados conseguem fazer desaparecer. 

Em contraponto, é consolador saber que muitos escolhem caminhos de recolhimento e luz, participando de retiros espirituais, encontros fraternos e estudos do Evangelho, que também acontecem nesse período em todo o país. Em nossa região, particularmente, temos a COEZMUC – Confraternização Espírita da Zona do Mucuri, que reúne anualmente as famílias espíritas em torno do Evangelho do Cristo, oferecendo uma alternativa de paz, serviço e renovação interior. Este evento é programado com antecedência, sendo necessário inscrever-se dentro do prazo estabelecido para a participação. Este ano o tema é “Mediunidade com Jesus”. 

Alerta-nos Emmanuel que, enquanto houver um mendigo abandonado junto ao fastígio da sociedade, toda superfluidade será apenas um atestado eloquente de sua miséria moral. Que possamos, então, transformar dias de superficialidade em momentos de luz, serviço e fraternidade, reconstruindo valores e consciências para o bem de todas as almas.


Defesa

 

“Quando pois vos conduzirem para vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer, mas, o que vos for confiado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais e sim o Espírito Santo.” — Jesus (Marcos, 13:11)

 

Se tens a consciência tranquila no cumprimento do próprio dever, guardas em ti mesmo cidadela* e refúgio.

Não te percas em conflitos inúteis, nem te emaranhes nas explicações infindáveis.

Acusado de mistificador, responde com o devotamento à verdade.

Acusado de malfeitor, responde fazendo o bem.

Por todas as culpas imaginárias em que te cataloguem o nome, oferece por resposta a prestação de serviço.

O fruto revela a árvore.

A obra fala do homem.

Quem te provoca, através do escárnio, mostra-se mal informado ou doente; e quem te fere, através do insulto, traz consigo pensamentos de ódio e destruição.

Não lhes sanarias o mal à força de palavras somente.

Dá-lhes a conhecer a própria rota no trabalho edificante que realizas e a Luz Divina inspirar-te-á o verbo justo, no instante certo.

Meditando sobre a atitude do Cristo, ao deixar justiçar-se, nos tribunais terrenos, ante a sanha dos cruéis detratores que o içaram à cruz, somos induzidos a pensar que o Mestre — centralizado nas construções da Vontade do Pai — teria agido assim por ter mais que fazer que gastar tempo em defesas desnecessárias.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 65

 


Palestras CEJG - Fevereiro/2026

 


Você conhece a história de Vianna de Carvalho?

 

Manoel Vianna de Carvalho nasceu em Icó, Ceará, em 10 de dezembro de 1874, destacando-se desde cedo por sua inteligência e sensibilidade artística. Estudou no Liceu do Ceará e ingressou na Escola Militar, onde, aos 17 anos, conheceu o Espiritismo e organizou um grupo de estudos doutrinários entre os cadetes.

Além da carreira militar, revelou-se poeta e exímio violinista. Transferido para o Rio de Janeiro e depois para Porto Alegre, tornou-se ativo divulgador espírita, fundando núcleos de estudo e conquistando admiradores por sua eloquência. Ainda jovem, ocupava tribunas com frequência, atraindo grande público interessado em suas conferências.

 Vianna de Carvalho publicou obras literárias como Facetas e Coloridos e Modulações, mas foi principalmente no movimento espírita que deixou marcas profundas. Em Cuiabá, fundou o Centro Espírita Cuiabano, e, como orador oficial da Federação Espírita Brasileira, percorreu diversos estados do país realizando conferências e fortalecendo a divulgação doutrinária.

 Em Fortaleza, fundou em 1910 o Centro Espírita Cearense, promovendo o estudo sistemático de O Livro dos Espíritos. Apesar de perseguições religiosas que motivaram sua transferência, continuou sua intensa peregrinação espírita pelo Brasil, criando instituições, incentivando a evangelização infantil e propondo as Aulas de Moral Cristã.

 Considerado por muitos como o maior orador espírita do Brasil, era admirado por sua cultura ampla, memória extraordinária e capacidade de emocionar e esclarecer públicos diversos. Em 1926, adoecido gravemente por beribéri, desencarnou aos 51 anos, a bordo de um navio próximo a Salvador, deixando um legado inesquecível de dedicação à causa espírita e ao Evangelho de Jesus.  Resumo da biografia encontrada no site da Federação Espírita do Paraná. 


Resumo da biografia encontrada no site da Federação Espírita do Paraná. 



No Santuário da Paz

 


Palminha

Psicografia: Déa Gazzinelli

 

Se guardas um reto pensamento e uma justa ação, guarda contigo a paz. Se procuras na solução de teus próprios problemas entender os alheios com igual carinho, abriga no ninho a alma a alegria da fé.

 Se sabes ouvir o próximo com paciência e amor, sem fazeres julgamentos precipitados, estás a caminho da grande conquista do ser na Terra.

A paz íntima!

Se procuras amar infinitamente, compreender e servir na causa do Mestre, sem atirar farpas e espinhos sobre os que laboram a teu lado, já consegues a verdadeira superioridade espiritual que sabe perdoar e amar levando a afeição em torno de si e do seu próximo.

Estende teu esforço de serviço e entendimento mais além do teu núcleo de trabalho e espalhe luz a outros campos de amor, para que se unam as forças excelsas do bem em potente e caudaloso rio de fraternidade capaz de deixar à margem os escolhos e prosseguir conduzindo a água pura e cristalina por todos os rincões da Terra, fertilizando os solos áridos para o plantio divino das sementes do amor Crístico.

Se conduzes a oportunidade abençoada de servir nos campos excelsos da seara do Mestre Jesus, procure ardentemente cultivar a serenidade intima consultando sua consciência dia a dia e fazendo justiça a si mesmo. Só no burilamento íntimo conquistaremos a alegria de servir e a sublimidade de sentir a paz em nosso coração.



sábado, 24 de janeiro de 2026

Êxito

 

“Se vós estiverdes em mim e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” — Jesus (João, 15:7)

 

Muitos companheiros perdem recurso, oportunidade, tempo e força na preocupação desmedida em torno do êxito.

Sonhando realizações mirabolantes, acabam frustrados na mania de grandeza.

Dizem-se interessados na lavoura do bem, mas, para cultivá-la, esperam a execução de negócios imaginários, a aquisição de poder, a posse de ouro fácil ou a chegada de prêmios fortuitos… E, complicando a própria estrada, observam-se, de chofre, em presença da morte, quando menos contavam com semelhante visita.

Entretanto, o conquistador do maior êxito de todos os tempos não se ausentou do mundo como quem triunfara…

Não recebeu heranças amoedadas, não governou princípios políticos, não escreveu livros, não se enfileirou entre os maiorais de sua época…

Aprisionado como vulgar malfeitor, foi sentenciado à morte e passou como sendo vítima de pavoroso fracasso.

Contudo, as sementes de amor puro que colocou na alma do povo transformaram o mundo.

Repara Jesus e perceberás que o nosso problema não é de ganhar para fazer, mas de fazer para ganhar.

A colheita não precede a sementeira, tanto quanto o teto não se antepõe à base.

Sirvamos ao bem, simplificando o caminho de vez que a vitória real é a vitória de todos, convictos de que não precisamos gastar as possibilidades da existência em expectativa e tensão, porquanto, se estivermos em Cristo, tudo quanto de que necessitamos será feito em nosso favor, no momento oportuno.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 64


sábado, 17 de janeiro de 2026

No campo da vida

 

“Entesourando para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a verdadeira vida.” — Paulo (I Timóteo, 6:19)

 

Se te encontras interessado no próprio aperfeiçoamento, aproveitar é a palavra de ordem.

Repara o exemplo da Natureza.

O pão que te serve é a essência de muitos envoltórios que tornaram para o quimismo da gleba.

O clima reconfortante do lar é produto da limpeza constante.

Se pretendes avançar ao encontro do melhor, despoja-te do inútil.

Muitos aspiram à tranquilidade apegando-se à inquietação, enquanto outros muitos pretendem a primazia da fé, rendendo preito à negação de si próprios.

Querem a paz, guardando-se irritadiços, e anseiam pela segurança do bem, afirmando-se, eles mesmos, tão endividados com o mal que não lhes sobra leve possibilidade de consagração à virtude.

É natural estejamos nós sob a carga de avelhantados problemas. Herdeiros de passado culposo, é preciso revisar as próprias tendências e ajuizar quanto às nossas necessidades para que não estejamos tateando na sombra. Contudo, se aspiramos a melhorar amanhã, é forçoso sermos melhores ainda hoje.

Para isso não vale simplesmente partilhar o trabalho geral, mas selecionar a experiência comum, assimilando-lhe o ensinamento.

Não sintonizarás a antena do coração com as mensagens de toda a parte.

Recolherás aquelas que te enobreçam.

Não comprarás aflições.

Preocupar-te-ás com o que for justo.

Não te esqueças, pois, de que viver é atributo de todos, mas viver bem é o caminho de quantos se dirigem, leais ao Bem, para a divina luz da Vida Real.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 63

 


sábado, 10 de janeiro de 2026

No campo do verbo

 

“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” — Paulo (Tito, 2:1)

 

Na atividade verbalista, emprega o homem grande parte da vida. E, com a palavra, habitualmente se articulam os bens e os males que lhe marcam a rota.

É de se lamentar, entretanto, o desperdício de força nesse sentido.

Quase sempre, computada a conversação de toda uma existência, o balanço acusa diminuta parcela de proveito, com largo coeficiente de prejuízo e inutilidade.

Muitas vezes, ninguém denota agradecimento pela riqueza de um dia claro; todavia basta a passagem de uma nuvem com leve garoa a cair, para que muita gente destile exclamações vinagrosas, em longas tiradas inconsequentes. De maneira geral, não existem olhos para a contemplação de grandes serviços públicos; no entanto, vaga incerteza do trabalho administrativo gera longos debates da opinião.

Há criaturas que guardam barômetros em casa para criticarem o tempo, tanto quanto há pessoas que adquirem pontualmente o jornal para a censura ao governo.

Muitos dormem tranquilos quando se trate de ouvir ensinamentos edificantes, declarando-se enfermos da memória, mas revelam admirável controle de si mesmos, quando o rádio anuncia calamidades, gastando vastas horas de comentário eloquente.

Esmaece a atenção quando é preciso aprender o bem, contudo, o olhar flameja interesse quando o mal surge à vista.

O mundo em si é sempre um parlatório de proporções gigantescas onde as almas se encontram para falar combinando fazer…

Raras, no entanto, conversam para ajudar…

Desborda-se a maioria no espinheiral da reprovação, no tormento da inveja, na fogueira da crítica ou no labirinto da queixa.

Para nós outros, no entanto, o Evangelho é seguro na advertência.

“Tu, porém, — diz-nos o apóstolo, — fala o que convém à sã doutrina.”

Não olvides, assim, que de sentimento a sentimento chegamos à ideia. De ideia em ideia, alcançamos a palavra. De frase a frase, atingimos a ação. E de ato em ato, acendemos a luz ou estendemos a treva dentro de nós.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 62

 


sábado, 3 de janeiro de 2026

Perdão, remédio santo

 

“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem…” — Jesus (Lucas, 23:34)

 

Toda vez que a moléstia te ameaça, recorres necessariamente aos remédios que te liberem da apreensão.

Agentes calmantes para a dor…

Sedativos para a ansiedade…

Em suma, à face de qualquer embaraço físico, procuras reabilitar as funções do órgão lesado.

Lembra-te de semelhante impositivo e recorda que há pensamentos enfermiços de queixa e mágoa, de prevenção e antipatia, a te solicitarem adequada medicação para que se te restaure o equilíbrio.

E se nas doenças vulgares reclamas despreocupação, em favor da cura, é natural que nos achaques do espírito necessites de esquecimento para que se te refaçam as forças.

O perdão é, pois, remédio santo para a euforia da mente na luta cotidiana.

Tanto quanto não deves conservar detritos e infecções no vaso orgânico, não mantenhas aversão e rancor na própria alma.

Perdoa a quantos te aborreçam, perdoa a quantos te firam.

Perdoa agora, hoje e amanhã, incondicionalmente.

Recorda que todas as criaturas trazem consigo as imperfeições e fraquezas que lhes são peculiares, tanto quanto, ainda desajustados, trazemos também as nossas.

É por isso que Jesus; o Emissário Divino, crucificado pela perseguição gratuita, rogou a Deus, ante os próprios algozes:

— “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem…”

E, deixando os ofensores nas inibições próprias a cada um, sustentou em si a luz do amor que dissolve toda sombra, induzindo-nos à conquista da luz eterna.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 61


Você conhece a história de Gabriel Delanne?

 

Gabriel Delanne nasceu em Paris, em 23 de março de 1857, no mesmo ano da publicação de O Livro dos Espíritos, em um lar profundamente ligado ao Espiritismo. Filho de Alexandre Delanne, colaborador direto de Allan Kardec, e de Marie-Alexandrine Didelot, médium psicógrafa, cresceu em ambiente de estudos e sessões espíritas familiares, tendo inclusive conhecido Kardec ainda criança. Desde cedo, assimilou naturalmente os princípios da Doutrina Espírita, que se tornariam o eixo central de sua vida.

De origem modesta, Delanne enfrentou dificuldades financeiras e problemas de saúde desde a infância, o que marcou sua trajetória pessoal. Apesar de estudos científicos brilhantes e da admissão na Escola Central das Artes e Manufaturas, não pôde concluir a formação por limitações econômicas, trabalhando como engenheiro enquanto se dedicava paralelamente ao Espiritismo. Sua saúde frágil, que comprometeu progressivamente sua visão e mobilidade, nunca o afastou do ideal espírita.

Mesmo sem constituir família própria, Delanne adotou uma criança em 1905, a quem dedicou imenso amor e lhe fez muito bem. As limitações físicas se agravaram ao longo dos anos, culminando em cegueira e paralisia parcial, especialmente durante e após a Primeira Guerra Mundial. Ainda assim, perseverou na produção literária, nas pesquisas e nas conferências, demonstrando notável força moral e dedicação à causa espírita.

Sua contribuição ao Espiritismo foi decisiva para a consolidação da Doutrina sob bases científicas, em rigorosa fidelidade a Allan Kardec. Fundou, em 1883, a revista O Espiritismo, participou de importantes congressos internacionais e publicou obras fundamentais como O Espiritismo perante a Ciência, O Fenômeno Espírita, A Evolução Anímica e A Alma é Imortal. Atuou em experiências relevantes, inclusive fenômenos de materialização, e ocupou cargos de destaque em instituições espíritas francesas e internacionais.

Nos últimos anos, mesmo profundamente debilitado, Delanne manteve intensa produção intelectual, culminando na publicação de A Reencarnação, em 1924. Desencarnou em 15 de fevereiro de 1926, em Paris, deixando um legado sólido como pesquisador incansável que buscou unir ciência e espiritualidade. Sua obra marcou a continuidade do pensamento kardequiano e reafirmou a proposta de conciliação entre razão, fé e compreensão lógica do universo e dos seus habitantes: os espíritos.

 

Resumo da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

O Mestre é Contigo

 


"Asserena-te e deixe que a suave luz do Senhor banhe teu espírito.

Ouça o doce chamamento de Jesus, para que entregues a ele os vossos fardos e viva intensamente as luzes da realidade divina.

Jesus é contigo.

Deves permanecer com ele.

Ama, serve, perdoa, compreende e ajuda sempre.

O bom discípulo, guarda no coração a fé serena e mantém as mãos no arado divino.

As sementes do bem e do amor que ora semeais e te parecem cair em terreno estéril, um dia, uma das sementinhas eclodirá se transformando em árvore frondosa e amiga de sabedoria e amor.

Ama a todos os seres da Terra, por mais rudes que te pareçam, são teus irmãos, mais jovens na escalada evolutiva e a ti compete o dever de estender as mãos amigas para auxiliar, perdoar, amar.

Lembra-te que Jesus é contigo, nunca estarás sozinho.

Trabalha sereno e tranquilo para que construas hoje os alicerces de tua paz e alegria porvindouras.

Sede paciente, persevera na obra do teu Senhor, e as bênçãos do pai serão contigo, como conquista realizada por teu próprio espírito através de duras e laboriosas provas, mas conseguidas enfim por teu próprio merecimento.

Compromissos do passado reúnem as criaturas no presente, e é necessário que a luz do discernimento se faça no âmago de nossos corações para que a benção da compreensão nos ilumine o espírito.

Munidos, pois deste entendimento divino, estamos prontos para vencermos as batalhas da vida, de cabeça erguida e serenos, pois sentimos que a divina presença do Senhor nos banha a alma de extraordinária força que nos conduz fortalecidos para as mais sublimes realizações, envoltas embora na renúncia silenciosa, mas plena de luz, daquele que aprendeu a amar e confiar no Pai Celeste."

Bezerra de Menezes (psicografia de Déa Gazzinelli)