Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações. (Allan Kardec - E.S.E, XVII, 4)

sexta-feira, 30 de março de 2018

Você conhece Kardec?


Pode parecer que sim, mas pode ser que não...
Quando falamos em conhecer alguém nos referimos a perceber seus sentimentos e intenções, através de uma vivência íntima com essa pessoa.
Para realmente conhecer Kardec é preciso mergulhar no ”mundo” que ele criou para si e para as experiências e aprendizados desenvolvidos durante o trabalho realizado por 11 anos para codificar a doutrina que denominou “ESPIRITISMO”.
Não foi um trabalho fácil, não surgiu subitamente e necessitou de muita perseverança e principalmente bom senso. Parece que sabemos de tudo isso, mas não é verdade. Conhecer o produto de um trabalho não é conhecer seu processo de elaboração e muito menos o seu elaborador.
REVISTA ESPÍRITA OBRA DE LEITURA OBRIGATÓRIA!
Kardec, após a publicação de “O Livro dos Espíritos” em 1857, sente a vontade e a necessidade de publicar um jornal Espírita. Por quê?
Para perceber a impressão causada pela obra, para atestar a possibilidade de entendimento do que havia sido organizado e, sobretudo para dar vida, através da troca de impressões, ideias e questionamentos ao estudo filosófico lançado.
Troca ideias com os Espíritos companheiros e é aconselhado a tornar realidade sua ideia.
Desafiando as dificuldades (mais uma vez) coloca sozinho, mãos à obra e a 1º de janeiro de 1858, sem haver dito nada a quem quer que fosse, faz circular o primeiro número da “REVISTA ESPÍR1TA JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS.”
Não tinha, então, um único assinante e nenhum fornecedor de fundos.
Buscou seguir o conselho do Espírito amigo “De começo, deves cuidar de satisfazer à curiosidade; reunir o sério ao agradável: o sério para atrair os homens de Ciência, o agradável para deleitar o vulgo. Esta parte é essencial, porém a outra é mais importante, visto que sem ela o jornal careceria de fundamento sólido. Em suma, é preciso evitar a monotonia por meio da variedade, congregar a instrução sólida ao interesse que, para os trabalhos ulteriores, será poderoso auxiliar.”
Reconhece com o tempo que o jornal sem vínculos é possibilidade de estar livre no seu trabalho.
A “Revista Espírita” vem a tornar-se importante “laboratório”, onde assuntos os mais variados são tratados, correspondências recebidas são publicadas e experiências realizadas são relatadas e discutidas. “Por seu intermédio é que todos os princípios novos foram elaborados e entregues ao estudo”.
É tal a sua importância no contexto da Codificação, que Allan Kardec indica, no capítulo 3º de “O Livro dos Médiuns”, como obra obrigatória para o estudo da Doutrina. Aconselha mesmo a seguinte ordem para esse estudo:
O Que é o Espiritismo?
O Livro dos Espíritos
O Livro dos Médiuns
A Revista Espírita.
Refere-se ele à “Revista Espírita” como “Variada coletânea de fatos, de explicações teóricas e de trechos destacados que completam a exposição das duas obras precedentes, e que representa de alguma maneira a sua aplicação. Sua leitura pode ser feita ao mesmo tempo que a daquelas obras, mas será mais proveitosa e sobretudo mais compreensível após a leitura de “O Livro dos Espíritos”.
“Durante onze anos e quatro meses de trabalho intensivo, Allan Kardec, ofereceu-nos ao vivo, toda a história do Espiritismo, no processo do seu desenvolvimento e sua propagação no século dezenove.”
A “Revista Espírita” foi traduzida do francês por Júlio Abreu Filho e publicada na forma de livros, (capas demonstradas) sendo cada um a união das revistas publicadas no ano. É de fácil leitura e, sobretudo de interesse especial aos estudiosos do Espiritismo que vão ali se defrontar com a dedicação, argúcia, bom senso e cuidado meticuloso do Codificador com o material recebido através das antenas mediúnicas e das cartas dos leitores pró e contra os estudos por ele realizados.
Ali conhecemos as nuanças da personalidade dessa figura especial que dedicou os últimos anos de sua existência ao desenvolvimento e propagação das ideias espíritas, sem jamais se exaltar com os detratores, sem se envolver com os frívolos e nunca perdendo a oportunidade de esclarecer.
Ali trabalhou as ideias e os conhecimentos que haveriam de ser lançados nas obras subsequentes e tão importantes como as citadas acima:
“O Evangelho segundo o Espiritismo”
“O Céu e o Inferno”
“A Gênese”
Revista Espírita de Campos

SALVE, ALLAN KARDEC
                               (3.10.1804 – 31.3.1869)

Nenhum comentário:

Postar um comentário