sábado, 9 de maio de 2026

Mãe - Presença de Deus!

 


A maternidade é uma das mais sublimes expressões do amor divino na Terra. No seio do lar — célula fundamental da sociedade — cada membro possui papel importante na construção da paz e da harmonia, mas a mãe se destaca como presença essencial, muitas vezes silenciosa e constante, sustentando o equilíbrio emocional e espiritual da família. À luz da Doutrina Espírita, compreendemos que o lar não é apenas um espaço físico, mas um ambiente de reencontros de almas, onde vínculos do passado se reajustam e se fortalecem sob a bênção do amor.

Desde antes do nascimento do filho, a mãe já revela sua grandeza, acolhendo o Espírito que retorna à experiência corporal com renúncia e dedicação. As dores do parto, as noites em vigília, o cuidado constante e o carinho desinteressado demonstram que a maternidade é verdadeiro exercício de doação. O Espiritismo nos ensina que esse amor não é apenas instintivo, mas também espiritual, frequentemente sustentado por compromissos assumidos antes da reencarnação, em favor do crescimento mútuo entre mães e filhos.

A Humanidade, reconhecendo esse valor inestimável, consagrou o Dia das Mães como momento especial de homenagem. No entanto, a Doutrina Espírita amplia essa visão, convidando-nos a cultivar gratidão e respeito todos os dias. O mandamento “honra teu pai e tua mãe”, registrado no Livro do Êxodo, foi confirmado por Jesus Cristo, que nos ensinou a vivê-lo não apenas em palavras, mas em atitudes concretas de amor, compreensão e cuidado.

Mesmo nas situações em que a convivência materna não ocorre como gostaríamos, seja pela ausência, pelas dificuldades de relacionamento ou por circunstâncias da vida, o Espiritismo nos orienta à compreensão e ao respeito. Cada experiência familiar atende a propósitos superiores, e reverenciar a mãe, ainda que no silêncio da prece e das boas vibrações, é reconhecer a sabedoria divina que conduz nossos caminhos.

Assim, mais do que flores ou presentes, a verdadeira homenagem no Dia das Mães deve traduzir-se em atitudes contínuas de carinho, respeito e assistência. Seja na alegria dos dias fáceis ou no amparo nos momentos de fragilidade, cabe a nós retribuir, ainda que parcialmente, o muito que recebemos. Que possamos lembrar que todos os dias são oportunidades abençoadas de honrar aquela que, na Terra, representa um dos mais belos reflexos do amor de Deus.

 

DCSE/CEJG

Relembre a história do “Dia das Mães” aqui.


Pacifiquemos

 

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” — Jesus (Mateus, 5:9)

 

Não adianta estender a guerra nervosa.

A contradita esperar-te-á em cada canto, porque a paz é fundamento da Lei de Deus.

Observa as catástrofes que vão passando…

Vezes sem conta, o homem faz-se o lobo do próprio homem, destruindo o campo terrestre; mas Deus, em silêncio, determina que a erva cubra de novo o solo, colocando a flor na erva e formando a fruta no corpo da própria flor.

Vulcões arruínam extensas regiões, mas Deus restaura as paisagens dilaceradas.

Maremotos varrem cidades, mas Deus indica-lhes outro lugar e ressurgem mais belas.

Terremotos trazem calamidades, aqui e ali, mas Deus reajusta a fisionomia do Globo.

Moléstias estranhas devastam populações inteiras, mas Deus inspira a cabeça de cientistas abnegados e liquida as epidemias.

Tempestades, de quando em quando, sacodem largas faixas da Terra, mas Deus, pelas forças da Natureza, faz o reequilíbrio de tudo.

Não te entregues ao pessimismo em circunstância alguma.

Tudo pode ser, agora, diante de ti, aflição e convulsão; contudo, tranquiliza a vida em torno, quanto puderes, porque a paz chegará pelas mãos de Deus.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 79