sábado, 19 de novembro de 2022
sábado, 12 de novembro de 2022
Mais Luz - Edição 604 - 13/11/2022
Venha ler conosco:
https://mailchi.mp/5c1859fb9cb2/orao
- Oração - Emmanuel / Chico Xavier – Livro: Pensamento e Vida
- Ante o Evangelho: Qualidade da prece
- Poema: Página de louvor – Cruz e Souza
- Enxertia divina – Fonte Viva 78
- Oração pelos homens - Meimei
sexta-feira, 11 de novembro de 2022
Oração
A oração é divino movimento do espelho de nossa
alma no rumo da Esfera Superior, para refletir-lhe a grandeza.
Reportamo-nos aqui ao apelo vivo do espírito às
Potências Celestes, quer vestido na fórmula verbal, quer absolutamente sem ela,
na silenciosa mensagem da vibração.
Imaginemos a face de um espelho voltada para o
Sol, desviando-lhe o fulgor na direção do abismo.
Esta, na essência, é a função da prece, buscando
o Amor Divino para concentrar-lhe a claridade sobre os vales da ignorância e do
sofrimento, da miséria e do ódio, que ainda se estendem no mundo.
Graduada, desde o mais simples desejo, a
exteriorizar-se dos mais ínfimos seres, até a exaltação divina dos anjos, nada
se faz na Terra sem o impulso da aspiração que orienta o passo de todas as
criaturas...
No corpo ciclópico do Planeta, a oração é o
movimento que o mantém na tela cósmica; no oceano, é o fenômeno da maré, pelo
qual as águas aspiram ao grande equilíbrio. Na planta, é a chamada fototaxia ou
anseio com que o vegetal se levanta para a luz, incorporando-lhe os princípios;
no animal, é o instinto de curiosidade e indagação que lhe alicerçam as
primeiras conquistas da inteligência, tanto quanto, no homem comum, é a
concentração natural, antes de qualquer edificação no caminho humano.
O professor planeando o ensinamento e o médico a
ensimesmar-se no estudo para sanar determinada moléstia, o administrador
programando a execução desse ou daquele serviço, e o engenheiro engolfado na
confecção de uma planta para certa obra, estão usando os processos da oração,
refletindo na própria mente os propósitos da educação e da ciência de curar, da
legislação e do progresso, que fluem do plano invisível, à feição de imagens abstratas,
antes de se revelarem substancialmente ao mundo.
Orar é identificar-se com a maior fonte de poder
de todo o Universo, absorvendo-lhe as reservas e retratando as leis da
renovação permanente que governam os fundamentos da vida.
A prece impulsiona as recônditas energias do
coração, libertando-as com as imagens de nosso desejo, por intermédio da força
viva e plasticizante do pensamento, imagens essas que, ascendendo às Esferas
Superiores, tocam as inteligências visíveis ou invisíveis que nos rodeiam,
pelas quais comumente recebemos as respostas do Plano Divino, porquanto o Pai
Todo-Bondoso se manifesta igualmente pelos filhos que se fazem bons.
A vontade que ora, tange o coração que sente,
produzindo reflexos iluminativos através dos quais o espírito recolhe em
silêncio, sob a forma de inspiração e socorro íntimo, o influxo dos Mensageiros
Divinos que lhe presidem o território evolutivo, a lhe renovarem a emoção e a
ideia, com que se lhe aperfeiçoa a existência.
Dispomos na oração do mais alto sistema de
intercâmbio entre a Terra e o Céu.
Pelo divino circuito da prece, a criatura pede o
amparo do Criador e o Criador responde à criatura pelo princípio inelutável da
reflexão espiritual, estendendo-lhe os Braços Eternos, a fim de que ela se erga
dos vales da vida fragmentária para os cimos da Vida Vitoriosa.
Emmanuel / Chico Xavier – Livro: Pensamento e Vida
Enxertia divina
“Se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar.” Paulo (Romanos, 11:23)
Toda criatura, em
verdade, é uma planta espiritual, objeto de minucioso cuidado por parte do
Divino Semeador.
Cada homem, qual ocorre
ao vegetal, apresenta diferenciados períodos na existência.
Sementeira, germinação,
adubação, desenvolvimento, utilidade, florescência, frutificação, colheita.
Nas vésperas do fruto,
desvela-se o pomicultor, com mais carinho, pelo aprimoramento da árvore.
É imprescindível haja fartura
e proveito.
Na luta espiritual, em
identidade de circunstâncias, o Senhor adota iguais normas para conosco.
Atingindo o
conhecimento, a razão e a experiência, o Pomicultor Celeste nos confere
precioso recurso de enxertia espiritual, com vistas à nossa sublimação para a
vida eterna.
A cada novo dia de tua experiência
humana, recebes valioso concurso para que os resultados da presente encarnação
te enriqueçam de luz divina pela felicidade que transmites aos outros.
És, contudo, uma
"árvore consciente", com independência para aceitar ou não os
elementos renovadores, com liberdade para registrar a bênção ou desprezá-la.
Repare atentamente,
quantas vezes te convoca o Sublime Semeador ao engrandecimento de ti mesmo.
A enxertia do Alto
procura-nos através de mil modos.
Hoje, é na palestra
edificante de um companheiro.
Amanhã, será num livro
amigo.
Depois, virá por
intermédio de uma dádiva aparentemente insignificante da senda.
Se guardas, pois, o
propósito de elevação, aproveita a contribuição do Céu, iluminando e
santificando o templo íntimo. Mas, se a incredulidade por enquanto te isola a
mente, enovelando-te as forças no carretel do egoísmo, o enxerto de sublimação
te buscará debalde, porque ainda não produzes, nos recessos do espírito, a
seiva que favorece a Vida Abundante.
quinta-feira, 10 de novembro de 2022
Oração pelos homens
Deus de Infinita
Bondade!
Perdoa-nos se te pedimos
compaixão em favor dos homens, no Plano Físico.
Eles te solicitaram
conhecimento superior e abriste-lhes escolas.
Entretanto, em se
iluminando pela inteligência, muitos deles apenas procuram destaque dinheiroso com
menosprezo aos seus irmãos.
Rogaram-te liberdade e
inspiraste-lhes leis justas e sábias, com que senhoreassem a independência, em regime
de responsabilidade.
Contudo, muitos deles
truncam ou confundem os textos legais para que os mais fortes se façam opressores
dos mais fracos.
Insistiram contigo para
que lhes desses melhores condições de vida com os familiares e enviaste-lhes os
recursos preciosos ao levantamento de habitações confortáveis.
No entanto, posseando
semelhantes valores, muitos deles amoleceram na ociosidade e no tédio que se
lhes faz consequente, entregando os próprios filhos a mãos mercenárias pelas
quais são orientados fora de Teu Nome, favorecendo-lhes a deriva para orgulho e
viciação.
Suplicaram-te
possibilidades de vencer a distância e o tempo e permitiste-lhes a descoberta
de engrenagens que os transportam facilmente de um polo a outro da Terra.
Eles, porém, já
conseguem abordar a própria Lua, sem que muitos deles se disponham a aceitar a
mínima ponte de amor para a comunicação com vizinhos e amigos, no intuito de
auxiliá-los.
Pediram-te providências
que lhes suprimissem a dor e cedeste-lhes os medicamentos de misericórdia, com os
quais se confiam sem preocupação aos tratamentos de alívio e cura.
Mas muitos deles
desencaminham semelhantes bênçãos, convertendo-as em corredores para a fuga, anulando
os talentos da vida no fogo da leviandade e no gelo da delinquência.
Deus de Infinita
Sabedoria!
Os homens na Terra e nós
outros, os companheiros de evolução, vinculados ao mundo somos todos irmãos.
As consequências dos
erros de alguns são as dificuldades de todos.
Compadece-te de nós e
não nos deixes perpetrar o delito da ingratidão.
Meimei /Chico Xavier - Livro: Somente amor
sábado, 5 de novembro de 2022
Mais Luz - Edição 603 - 06/11/2022
Venha ler conosco em mais uma edição de nosso boletim:
https://mailchi.mp/4bd0a5c31829/da-sombra-de-joo-evangelista
* Da sombra de João Evangelista - Joanna de Ângelis
* Ante o Evangelho: O homem no mundo
* Poema: Mensagem do coração - Auta de Souza
* Pai nosso – Fonte Viva 77
* Oração: Senhor e Mestre - Livro: Sol nas almas
sexta-feira, 4 de novembro de 2022
Da sombra de João Evangelista
Trata-se do mais jovem discípulo de Jesus, esse
notável filho da zelosa Salomé e do tranquilo Zebedeu.
Nascido em Betsaida (que significa Casa de
pesca), onde residiam muitos homens do mar da Galileia, nasceu aproximadamente
no ano 10 d. C. e ofereceu a existência à mensagem de Jesus, a quem conheceu
ainda muito jovem.
Ao lado de seu irmão Tiago, acompanhou o Rabi
nazareno desde quando chamado até o momento da Cruz e prosseguiu fiel no mister,
sofrendo perseguições. Desencarnou em Éfeso (Turquia).
A ele Jesus entregou a Sua mãe, antes da morte
no Calvário, tornando-a genitora da Humanidade, e dela o fez filho, embora
nascido em outra carne, em outro clã.
Após a Ressurreição sublime do Divino Amigo, não
tergiversou um momento sequer, sendo-lhe fiel e amado em toda parte,
especialmente em Éfeso, onde passou a residir por longos anos, interrompidos
pelo período em que esteve exilado na ilha grega de Patmos, por imposição do
imperador Domiciano, cruel perseguidor de Jesus e dos Seus discípulos.
Mais tarde, no período do imperador Nerva, já
idoso, foi libertado e voltou à sua igreja em Éfeso, tornando a cidade um dos
mais respeitados centros da doutrina libertadora.
A sua doçura era cativante e os seus exemplos
recordavam o Rabi amado, que procurava imitar com absoluta fidelidade.
Ele participou dos momentos gloriosos da
Mensagem: da transfiguração no Tabor, da pesca milagrosa, acompanhado pelo seu
irmão Tiago e por Simão Pedro, assim como da multiplicação dos pães e dos
peixes, como também da inesquecível Via crucis...
Convivera com Ele, após a luminosa Ressurreição
e tornou-se a carta viva do Evangelho.
Jamais deixaria de exemplificá-Lo, de vivê-Lo.
No seu íntimo, clareada pelo amor, pairava, porém,
uma sombra que se iluminava a pouco e pouco, até atingir o self coletivo e
diluir o seu ego de tal forma que a ponte dual se fez por intermédio do amor.
Sua sede de Jesus era tal, que sempre se ativara
à abnegação, de modo a viver o Amigo, tornando-se o espelho que O refletisse em
todos os atos.
Apesar desse devotamento e consciência do que
deveria fazer para ser feliz, havia a inquietação defluente do que considerava
a sua inferioridade espiritual.
Havendo conseguido fruir uma larga existência
física, sendo a última testemunha da Presença, todos desejavam vê-lo, tocá-lo,
ouvir-lhe as narrativas.
Fiel à promessa de ser o filho da Senhora a
partir daquele momento no Calvário, foi buscá-la em Nazaré, na casa de parentes
e a trouxe para o seu caminho em Éfeso, onde, realmente, se tornou a mãe da
Humanidade sofredora.
Todos que passavam pela região e tinham notícias
daquela mulher extraordinária, buscavam-na para ter notícias do filho,
deixar-se abrasar pela sua ternura e levar o seu exemplo a outras mães.
Enquanto se encontrava na igrejinha da cidade,
no promontório em que residia, ela abençoava os transeuntes, amparava os
enfermos, narrava os acontecimentos da sublime existência do Menino.
Acompanhou-a com ternura filial até o momento em
que desencarnou.
Um pouco antes, acolheu a arrependida Maria de
Magdala nos seus últimos momentos físicos, devorada pelas febres e a
hanseníase.
No íntimo desejava viver o holocausto, a fim de
igualar-se-Lhe.
Quando escreveu as cartas aos discípulos e especialmente
o Apocalipse, iluminou a sombra com as narrativas em grande parte da obra, em
razão dos conflitos humanos que remanesciam na conduta desde o berço no lar
humilde onde nascera.
A sombra não conseguiu em momento algum
turbar-lhe o discernimento e o carinho pelo Amado Benfeitor, cuja saudade
impunha-lhe lágrimas de justa saudade, embora a comunhão psíquica mantida.
Era tão grande a sua afeição e entrega, que o
Senhor vaticinou que o martírio não o eliminaria, conforme aconteceu.
Foi o único discípulo que teve morte natural
mediante o longo desgaste normal dos órgãos.
Ao analisar as dificuldades humanas no processo
da evolução, Allan Kardec refere-se às más inclinações que são heranças de
existências transatas, muito bem representando a sombra junguiana.
O trabalho de educação moral dá-se através da
mente saudável, de modo a diluir a ignorância e o primarismo até manter o
discernimento edificante e dourar-se, isto é, desaparecer a treva e fazer-se
brilhante.
Essas más inclinações perturbadoras são as
heranças dos instintos predominantes e resultado do processo da evolução
antropológica, cujas experiências em contínua transformação terminam por manter
somente os instintos básicos: dormir, comer e reproduzir-se.
Bem mais tarde, quando transcorridos onze
séculos, na personalidade do Santo de Assis, João atingiu o clímax como Cantor
das estrelas, vivendo os dias gloriosos da Galileia e suas regiões que
constituíam a sonhadora Israel do Deus único.
*
Tende ânimo e não se turbe o vosso coração, para
que a sombra perturbadora não abra espaço à verdade e ao amor, confirmando que
sois filhos da Luz.
No predomínio da sombra há muitos desafios a
vencer, graças aos quais a vitória íntima faz-se mais expressiva e ansiada por
todos os viandantes da evolução.
Eis porque anunciou Jesus a respeito da
dedicação dos Seus discípulos, quando se refere àqueles que forem fiéis até o
fim, não sucumbindo às tentações, com devotamento à vigilância e à oração.
Até hoje as lembranças do apostolado do filho do
trovão, como o denominara Jesus e ao seu irmão Tiago, admoestando-os docemente,
após a explosão do temperamento, permanecem convidando todos ao mesmo
ministério de amor e autodoação.
A jornada de sublimação é larga e difícil, o que
equivale dizer: exige o empenho de todas as forças para a superação dos
impositivos materiais.
... E o modesto pescador tomou das redes
luminosas e alcançou a Humanidade quase toda.
Joanna
de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na reunião da noite de 13 de janeiro de 2021, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia
Pai nosso
“Pai Nosso...” Jesus (Mateus, 6:9)
A grandeza da prece
dominical nunca será devidamente compreendida por nós que lhe recebemos as
lições divinas.
Cada palavra, dentro
dela, tem a fulguração de sublime luz.
De início, o Mestre
Divino lança-lhe os fundamentos em Deus, ensinando que o Supremo Doador da Vida
deve constituir, para nós todos, o princípio e a finalidade de nossas tarefas.
É necessário começar e
continuar em Deus, associando nossos impulsos ao plano divino, a fim de que
nosso trabalho não se perca no movimento ruinoso ou inútil.
O Espírito Universal do
Pai há de presidir-nos o mais humilde esforço, na ação de pensar e falar,
ensinar e fazer.
Em seguida, com um
simples pronome possessivo, o Mestre exalta a comunidade.
Depois de Deus, a
Humanidade será o tema fundamental de nossas vidas.
Compreenderemos as
necessidades e as aflições, os males e as lutas de todos os que nos cercam ou
estaremos segregados no egoísmo primitivista.
Todos os triunfos e
fracassos que iluminam e obscurecem a Terra pertencem-nos, de algum modo.
Os soluços de um
hemisfério repercutem no outro.
A dor do vizinho é uma
advertência para a nossa casa.
O erro de um irmão,
examinado nos fundamentos, é igualmente nosso, porque somos componentes
imperfeitos de uma sociedade menos perfeita, gerando causas perigosas e, por
isso, tragédias e falhas dos outros afetam-nos por dentro.
Quando entendemos semelhante
realidade o "império do eu" passa a incorporar-se por célula bendita
à vida santificante.
Sem amor a Deus e à
Humanidade, não estamos suficientemente seguros na oração.
“Pai nosso...” — disse
Jesus para começar.
Pai do Universo... Nosso mundo...
Sem nos associarmos aos
propósitos do Pai, na pequenina tarefa que nos foi permitido executar, nossa
prece será, muitas vezes, simples repetição do “eu quero”, invariavelmente
cheio de desejos, mas quase sempre vazio de sensatez e de amor.
Emmanuel / Chico Xavier – Fonte Viva – FEB – cap. 077
sábado, 29 de outubro de 2022
O fenômeno chamado morte
A morte não existe no significado de
aniquilamento, destruição total, transformação para o nada, separação eterna.
Nosso espírito é indestrutível e por isso é
imortal.
Todavia não poderemos permanecer sempre
encarnados. Um dia chegará em que teremos de mudar de categoria. A essa mudança é que se dá o nome de morte.
A morte é o fenômeno pelo qual o espírito se
desliga completamente do corpo. Ela sobrevém por doenças ou por acidentes que facilitem
o desligamento.
Não devemos, portanto, temer a morte. Ela é a
porta pela qual ingressaremos no mundo espiritual. E depende unicamente de nós
o que lá vamos encontrar: se praticarmos o bem, coisas belas; se praticarmos o mal
o resultado do mal que tivermos cometido.
Se não devemos temer a morte, é-nos proibido
procurá-la ou desejá-la por mais aflitiva que seja nossa situação aqui na
terra. O corpo humano é uma dádiva sublime de Deus, e só por vontade dele é que
poderemos deixá-lo. No momento de nosso desencarne é que mais necessitaremos do
auxílio divino, especialmente se tivermos vivido distanciados do Altíssimo.
A causa que nos distancia de Deus é não
cumprirmos nem respeitarmos os seus mandamentos, todos eles admiravelmente
consubstanciados por Jesus no mandamento maior que é: Amarás a Deus sobre todas
as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo.
E quando é que nós nos afastamos do Altíssimo e
não observamos o grande mandamento?
Quando cultivamos pensamentos impuros, maldosos,
egoístas, desonestos. Quando passamos a vida cuidando somente da parte material
dela, deixando esquecidas as necessidades da alma; quando desprezamos a lei da
fraternidade.
A fraternidade é uma lei cuja observância sempre
traz felicidade. Jesus nos ensinou a sermos fraternos assim: “Amai-vos uns aos
outros como eu vos amei. Vós sois filhos de um único pai que é Deus, e vós
todos sois irmãos".
Uma das principais pedras de tropeço com que se
defronta o homem em sua Vida, é o orgulho que o isola de Deus.
Realmente o orgulhoso não admite que acima de
sua pequenez paire uma vontade soberana, à qual deva tudo o que é; e como consequência,
o orgulho impossibilita sua regeneração da qual tem necessidade.
Se trabalharmos por livrar-nos destas causas que
impedem nossa aproximação de Deus e pautarmos nossos atos pela lei da
fraternidade, estaremos incontestavelmente a caminho de gloriosas conquistas
espirituais.
No mundo espiritual ocuparemos o lugar que nos
será devido pelo progresso que já tivermos realizado.
Uma vez que estamos de passagem pela Terra, é
ponto importante para nossa felicidade, quer futura quer presente, a depuração
de nossos sentimentos. Depurando-os conquistaremos uma posição dignificante não
só como encarnados, como também quando estivermos desencarnados.
Nós estamos sempre apegados a alguma coisa e,
principalmente, às nossas preferências. É aconselhável que nós nos apeguemos à
virtude, aos bons pensamentos, às boas palavras, às boas ações, para que
gozemos da paz e evitemos desilusões e sofrimentos futuros, porque a morte nos
colocará irremediavelmente diante de nossa própria consciência.
Eliseu Rigonatti – Livro: O Espiritismo aplicado




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