quarta-feira, 1 de maio de 2024
domingo, 28 de abril de 2024
Ninguém vive para si
“Porque nenhum de nós vive para si…” — Paulo. (Romanos,
14:7)
A árvore que plantas produzirá não somente para a tua
fome, mas para socorrer as necessidades de muitos.
A luz que acendes clareará o caminho não apenas para
os teus pés, mas igualmente para os viajores que seguem ao teu lado.
Assim como o fio d’água influencia a terra por onde
passa, as tuas decisões inspiram as decisões alheias.
Milhares de olhos observam-te os passos, milhares de
ouvidos escutam-te a voz e milhares de corações recebem-te os estímulos para o
bem ou para o mal.
“Ninguém vive para si…” — Assevera-nos a Divina
Mensagem.
Queiramos ou não, é da Lei que nossa existência
pertença às existências que nos rodeiam.
Vivemos para nossos familiares, nossos amigos, nossos
ideais…
Ainda mesmo o usurário exclusivista, que se julga sem
ninguém, está vivendo para o ouro ou para as utilidades que restituirá a outras
vidas superiores ou inferiores para as quais a morte lhe arrebatará o tesouro.
Compreendendo semelhante realidade, observa o teu
próprio caminho.
Sentindo, pensas.
Pensando, realizas.
E tudo aquilo que constitui tuas obras, através das
intenções, das palavras e dos atos, representará influência de tua alma,
auxiliando-te a libertação para a glória da luz ou agravando-te o cativeiro
para o sofrimento nas sombras.
Vigia, pois, o teu mundo íntimo e faze o bem que
puderes, ainda hoje, porquanto, segundo a sábia conceituação do Apóstolo Paulo,
“ninguém vive para si”.
Emmanuel / Chico
Xavier
Livro: Fonte Viva –
Lição 154
sábado, 20 de abril de 2024
Ouçamos
“E logo os chamou.”
— (Marcos, 1:20)
Em alguns círculos do Cristianismo, semelhante
passagem, alusiva ao encontro do Senhor com os discípulos, é interpretada
simplesmente como sendo um apelo do Cristo ao ministério religioso.
Todavia, podemos imprimir-lhe significado mais amplo.
Em cada situação do caminho, é possível registrar o
chamamento celeste.
No templo familiar, onde surgem problemas difíceis…
Ante o companheiro desconhecido, que pede cooperação…
À frente do adversário, que espera entendimento e
tolerância…
Ao pé do enfermo, que aguarda assistência e carinho…
À face do ignorante, que reclama socorro e
ensinamento…
Junto à criança, que roga bondade e compreensão...
Por onde formos, Jesus, Mestre Silencioso, nos chama
ao testemunho da lição que aprendemos.
Nas menores experiências, no trabalho ou no lazer, no
lar ou na via pública, eis que nos convida ao exercício incessante do bem.
Nesse sentido, o discípulo do Evangelho encontra no
mundo o santuário de sua fé e na Humanidade a sua própria família.
Assinalando, pois, a norma cristã, como inspiração
para todas as lides cotidianas, ouçamos a palavra do Senhor em todos os ângulos
do caminho, procurando segui-lo com invariável fidelidade, hoje e sempre.
Emmanuel / Chico
Xavier
Livro: Fonte Viva –
Lição 153
quinta-feira, 18 de abril de 2024
Dia Nacional do Espiritismo
"O Espiritismo é uma ciência que trata da Natureza, origem e
destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal."
Allan Kardec.
O
lançamento de O livro dos espíritos, em 18 de abril de 1857, marca o início da
divulgação da Doutrina Espírita no mundo. São 167 anos de história que, a
partir de 2023, entrou para o calendário comemorativo oficial do Brasil com a
lei nº 14.354, publicada em 31 de maio de 2022 no Diário Oficial da União,
decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidência da república, que instituiu a data como Dia Nacional do Espiritismo.
sábado, 13 de abril de 2024
Vem!
“E quem o ouve, diga: — Vem. E quem tem sede, venha.”
— (Apocalipse, 22:17)
A Terra é a grande escola das almas em que se educam
alunos de todas as idades.
Se atingiste o nível das grandes experiências, não te
inquiete a incessante extensão do trabalho.
Não enxergues inimigos nos semelhantes de entendimento
imperfeito. Muitos deles não saíram ainda do jardim de infância espiritual.
Dá sempre o bem pelo mal, a verdade pela mentira e o
amor pela indiferença…
A inexperiência e a ignorância dos corações que se
iniciam na luta, fazem frequentemente grande algazarra em torno do Espírito que
procura a si mesmo.
Por isso, padecerás muitas vezes aflição e desânimo.
Não te perturbes, porém.
Se as ilusões e os brinquedos da maioria não mais te
satisfazem, é que a madureza te inclina a horizontes mais vastos.
Recorda que somente Jesus é bastante sábio e bastante
forte para acalmar-te.
Ouve-lhe o apelo divino, formulado nas derradeiras
palavras do seu Testamento de Amor: — “Vem!”
Ninguém te pode impedir o acesso à fonte da luz
infinita.
O Mestre é o Eterno Amigo que nos rompe as algemas e
nos abre portas renovadoras…
Entretanto, é preciso saibas querer.
O Senhor jamais nos fará violência.
Sofres? Estás fatigado? Tropeças sob os fardos do
mundo?
Vem!
Jesus reserva-te os braços abertos.
Vem e atende-o ainda hoje. É verdade que sempre
alcançaste ensejos de serviço, que o Mestre sempre foi abnegado e
misericordioso para contigo, mas não te esqueças de que as circunstâncias se
modificam com as horas e de que nem todos os dias são iguais.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Fonte Viva – Lição 152
domingo, 7 de abril de 2024
Mais Luz - Edição 677 - 07/04/2024 - BEM
“(...) o Espiritismo nos solicita uma espécie
permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação”.
Emmanuel / Chico Xavier – Livro: Socorro Oportuno.
O BES – Boletim Eletrônico Semanal – editado pela equipe
de divulgação do DCSE (Departamento de Comunicação Social Espírita) da nossa
Casa, agora é BEM – Boletim Eletrônico Mensal.
Chamado Mais Luz, a primeira edição do Boletim veio a
lume em 24/04/2011 sob a coordenação da companheira Beth Grateki, atendendo aos
anseios da idealizadora, nossa irmã Helaine Laender, que lançou as sementes
deste informativo que nos proporcionou o contato semanal com as mensagens
edificantes da Doutrina Espírita.
Ao longo dos anos, ele foi recebendo nova formatação,
novas páginas, novos conteúdos, sempre na busca de proporcionar ao leitor uma
experiência agradável, acompanhada de vibrações de muita paz e luz, a chegar em
nossos lares impreterivelmente aos domingos.
Foram 676 edições até aqui.
676 semanas levando conhecimento doutrinário e
mensagens consoladoras aos leitores, com muita alegria e dedicação, num
trabalho de cooperação mútua entre devotados trabalhadores dos planos material
e espiritual.
Agora, nosso boletim terá um formato diferente,
trazendo além das mensagens edificantes, notícias de nossa Casa e do Movimento
Espírita. Será mais dinâmico e contará com a colaboração dos demais
trabalhadores dos Departamentos, bem como de você, leitor, que poderá nos
enviar sugestões através do e-mail dcse.divulg@gmail.com.
Agradecendo a
Deus, a Jesus e aos benfeitores da Casa de Joseph Gleber, bem como a você
leitor amigo, pela parceria de tantos anos, pedimos as bênçãos para esta nova
etapa do trabalho.
Paz e Luz!
Equipe DCSE
Confira
a edição 677 – Primeiro BEM:
https://mailchi.mp/c7ceb89bbdcc/mais-luz-edio-677
sábado, 6 de abril de 2024
Maledicência
“Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal
de um irmão, fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és
observador da lei, mas juiz.” — (Tiago, 4:11)
Nem todas as horas são adequadas ao rumo da ternura na
esfera das conversações leais.
A palestra de esclarecimento reclama, por vezes, a
energia serena em afirmativas sem indecisão; entretanto, é indispensável grande
cuidado no que concerne aos comentários posteriores.
A maledicência espera a sinceridade para turvar-lhe as
águas e inutilizar-lhe esforços justos.
O mal não merece a coroa das observações sérias.
Atribuir-lhe grande importância nas atividades verbais é dilatar-lhe a esfera
de ação. Por isso mesmo, o conselho de Tiago reveste-se de santificada
sabedoria.
Quando surja o problema de solução difícil, entre um e
outro aprendiz, é razoável procurem a companhia do Mestre, solucionando-o à
claridade da sua luz, mas que nunca se instalem na sombra, a distância um do
outro, para comentários maliciosos da situação, agravando a dor das feridas
abertas.
“Falar mal”, na legítima significação, será render
homenagem aos instintos inferiores e renunciar ao título de cooperador de Deus
para ser crítico de suas obras.
Como observamos, a maledicência é um tóxico sutil que
pode conduzir o discípulo a imensos disparates.
Quem sorva semelhante veneno é, acima de tudo, servo
da tolice, mas sabemos, igualmente, que muitos desses tolos estão a um passo de
grandes desventuras íntimas.
Emmanuel / Chico
Xavier
Fonte Viva – Lição
151
domingo, 31 de março de 2024
sexta-feira, 29 de março de 2024
Os Simbolismos da Páscoa e o Espiritismo
A palavra Páscoa tem origem em dois vocábulos
hebraicos: um, derivado do verbo pasah, quer dizer “passar por cima” (Êxodo,
23: 14-17), outro, traz raiz etimológica de pessach (ou pasha, do grego) indica
apenas “passagem”. Trata-se de uma festa religiosa tradicionalmente celebrada
por judeus e por católicos das igrejas romana e ortodoxa, cujo significado é
distinto entre esses dois grupos religiosos.
No judaísmo, a Páscoa comemora dois gloriosos eventos
históricos, ambos executados sob a firme liderança de Moisés: no primeiro, os
judeus são libertados da escravidão egípcia, assinalada a partir da travessia
no Mar Vermelho (Êxodo, 12, 13 e 14). O segundo evento caracteriza a vida em
liberdade do povo judeu, a formação da nação judaica e a sua organização
religiosa, culminada com o recebimento do Decálogo ou Os Dez Mandamentos da Lei
de Deus (Êxodo 20: 1 a 21). As festividades da Páscoa judaica duram sete dias,
sendo proibida a ingestão de alimentos e bebidas fermentadas durante o período.
Os pães asmos (hag hammassôt), fabricados sem fermento, e a carne de cordeiro
são os alimentos básicos.
A Páscoa católica, festejada pelas igrejas romana e
ortodoxa, refere-se à ressurreição de Jesus, após a sua morte na cruz (Mateus,
28: 1-20; Marcos, 16: 1-20; Lucas, 24: 1-53; João, 20: 1-31 e 21: 1-25). A data
da comemoração da Páscoa cristã, instituída a partir do século II da Era atual,
foi motivo de muitos debates no passado. Assim, no primeiro concílio
eclesiástico católico, o Concílio Nicéia, realizado em 325 d.C, foi
estabelecido que a Páscoa católica não poderia coincidir com a judaica. A
partir daí, a Igreja de Roma segue o calendário Juliano (instituído por Júlio
César), para evitar a coincidência da Páscoa com o Pessach. Entretanto, as
igrejas da Ásia Menor, permaneceram seguindo o calendário gregoriano, de forma
que a comemoração da Páscoa dos católicos ortodoxos coincide, vez ou outra, com
a judaica.[1]
Os cristãos adeptos da igreja reformada, em especial a
luterana, não seguem os ritos dos católicos romanos e ortodoxos, pois não fazem
vinculações da Páscoa com a ressurreição do Cristo. Adotam a orientação mais
ampla de que há, com efeito, apenas uma ceia pascoal, uma reunião familiar,
instituída pelo próprio Jesus (Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-13)
no dia da Páscoa judaica.[2] Assim, entendem que não há porque celebrar a Páscoa
no dia da ressurreição do Cristo. Por
outro, fundamentados em certas orientações do apóstolo Paulo (1 Coríntios,5:7),
defendem a ideia de ser o Cristo, ele mesmo, a própria Páscoa, associando a
este pensamento importante interpretação de outro ensinamento de Paulo de Tarso
(1Corintios, 5:8): o “cristão deve lançar fora o velho fermento, da maldade e
da malícia, e colocar no lugar dele os asmos da sinceridade e da verdade.” [3]
Algumas festividades politeístas relacionadas à
chegada da primavera e à fertilidade passaram à posteridade e foram
incorporados à simbologia da Páscoa. Por exemplo, havia (e ainda há) entre
países da Europa e Ásia Menor o hábito de pintar ovos cozidos com cores
diferentes e decorá-los com figuras abstratas, substituídos, hoje, por ovos de
chocolate. A figura do coelho da páscoa, tão comum no Ocidente, tem origem no
culto à deusa nórdica da fertilidade Gefjun, representada por uma lebre (não
coelho). As sacerdotisas de Gefjun eram capazes de prever o futuro, observando
as vísceras do animal sacrificado.[1]
É interessante observar que nos países de língua
germânica, no passado, havia uma palavra que denotava a festa do equinócio do
inverno. Subsequentemente, com a chegada do cristianismo, essa mesma palavra
passou a ser empregada para denotar o aniversário da ressurreição de Cristo.
Essa palavra, em inglês, “Easter”, parece ser reminiscência de “Astarte”, a
deusa-mãe da fertilidade, cujo culto era generalizado por todo o mundo antigo
oriental e ocidental, e que na Bíblia é chamada de Astarote. (…) Já no grego e
nas línguas neolatinas, “Páscoa” é nome que se deriva do termo grego pascha.[2]
A Doutrina Espírita não comemora a Páscoa, ainda que
acate os preceitos do Evangelho de Jesus, o guia e modelo que Deus nos
concedeu: “(…) Jesus representa o tipo da perfeição moral que a Humanidade pode
aspirar na Terra.”[3] Contudo, é importante destacar: o Espiritismo
respeita a Páscoa comemorada pelos judeus e cristãos, e compartilha o valor do
simbolismo representado, ainda que
apresente outras interpretações. A liberdade conquistada pelo povo judeu, ou a
de qualquer outro povo no Planeta, merece ser lembrada e celebrada. Os Dez
Mandamentos, o clímax da missão de Moisés, é um código ”(…) de todos os tempos
e de todos os países, e tem, por isso mesmo, caráter divino. (…).”[4] A ressurreição
do Cristo representa a vitória sobre a
morte do corpo físico, e anuncia, sem sombra de dúvidas, a imortalidade e a
sobrevivência do Espírito em outra dimensão da vida.
Os discípulos do Senhor conheciam a importância da
certeza na sobrevivência para o triunfo da vida moral. Eles mesmos se viram
radicalmente transformados, após a ressurreição do Amigo Celeste, ao
reconhecerem que o amor e a justiça regem o ser além do túmulo. Por isso mesmo,
atraiam companheiros novos, transmitindo-lhes a convicção de que o Mestre
prosseguia vivo e operoso, para lá do sepulcro.[5]
Os espíritas, procuramos comemorar a Páscoa todos os dias da existência, a se traduzir no esforço perene de vivenciar a mensagem de Jesus, estando cientes que, um dia, poderemos também testemunhar esta certeza do inesquecível apóstolo dos gentios: “Fui crucificado junto com Cristo. Já não sou eu quem vivo, mas é Cristo vive em mim. Minha vida presente na carne, vivo-a no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim”. (Gálatas 2.20) [6]
[1] //pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1scoa Acesso:
27/03/2013.
[2] J.D. Douglas. O Novo Dicionário da Bíblia. Pág.
1002.
[3] Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Q. 625, pág.
[4] Idem. O Evangelho segundo o Espiritismo. Cap. I,
it. 2, pág. 56.
[5] Francisco Cândido Xavier. Pão Nosso. Pelo Espírito
Emmanuel. Cap. 176, pág. 365.
[6] Bíblia de Jerusalém. Pág. 2033.
Marta Antunes de Moura (febnet.org.br)




