Reunião de estudo com os pais durante a evangelização
das crianças.
“Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente,
sede fortes.” — Paulo. (1 Coríntios, 16:13)
Vigiai na luta comum.
Permanecei firmes na fé, ante a tempestade.
Portai-vos varonilmente em todos os lances difíceis.
Sede fortes na dor, para guardar-lhe a lição de luz.
Reveste-se o conselho de Paulo aos coríntios, ainda
hoje, de surpreendente oportunidade.
Para conquistarmos os valores substanciais da redenção,
é imprescindível conservar a fortaleza de ânimo de quem confia no Senhor e em
si mesmo.
Não vale a chuva de lágrimas despropositadas, ante a
falta cometida.
Arrependermo-nos de qualquer gesto maligno é dever,
mas pranteá-lo indefinidamente é roubar tempo ao serviço de retificação.
Certo, o mal deliberado é um crime, todavia, o erro
impensado é ensinamento valioso sempre que o homem se inclina aos desígnios do
Senhor.
Sem resistência moral, no turbilhão de conflitos
purificadores, o coração mais nobre se despedaça.
Não nos cabe, portanto, repousar no serviço de
elevação.
É natural que venhamos a tropeçar muitas vezes.
É compreensível que nos firamos frequentemente nos
espinhos da senda.
Lastimável, contudo, será a nossa situação toda vez
que exigirmos rede macia de consolações indébitas, interrompendo a marcha para
o Alto.
O cristão não é aprendiz de repouso falso. Discípulo
de um Mestre que serviu sem acepção de pessoas até à cruz, compete-lhe
trabalhar na sementeira e na seara do Infinito Bem, vigiando, ajudando e agindo
varonilmente.
Emmanuel / Chico Xavier – Fonte Viva – FEB – cap. 90
FALAR
“Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim. Não, não…” Jesus
— Mateus, 5:37.
“Espíritas: queremos falar-vos hoje da indulgência,
sentimento doce e fraternal, que todo homem deve alimentar para com seus
irmãos, mas do qual bem poucos fazem
uso.” — Cap. X, 16.
Falando, construímos.
Não admitas em tua palavra o corrosivo da malícia ou o
azinhavre da queixa. Fala na bondade de Deus, na sabedoria do tempo, na beleza
das estações, nas reminiscências alegres, nas induções ao reconforto.
Nos lances difíceis, procura destacar os ângulos
capazes de inspirar encorajamento e esperança.
Não te refiras a sucessos calamitosos, senão quando estritamente
necessário e ora em silêncio por todos aqueles que lhes sofreram o impacto
doloroso. Tanta vez acompanhas com reverente apreço os que tombam em desastre
na rua!… Homenageia igualmente com a tua compaixão respeitosa os que resvalam
em queda moral, acordando em escabroso infortúnio do coração!…
Se motivos surgem para admoestações, cumpre o dever
que te assiste, mas lembra que o estopim é suscetível de ser apagado antes da
explosão e reprime os ímpetos de fúria, antes que estourem na cólera. Em várias circunstâncias, a indignação justa é chamada à
reposição do equilíbrio, mas deve ser dosada como o fogo, quando trazido ao
refúgio doméstico para a execução da limpeza, sem que, por isso, tenhamos
necessidade de consumir a casa em labaredas de incêndio.
Larga à sombra de ontem os calhaus que te feriram…
A noite já passou na estrada que percorreste e o sol
do novo dia nos chama à incessante transformação.
Conversa em trabalho
renovador e louva a amizade santificante. Não te
detenhas em demasia sobre mágoas, doenças, pesadelos, profecias temerárias e
impressões infelizes; dá-lhes apenas breve espaço mental ou verbal, semelhante
àquele de que nos utilizamos para afastar um espinho ou remover uma pedra.
Não comentes o mal, senão para exaltar o bem, quando
seja possível extrair essa ou aquela lição que ampare a quem lê ou a quem ouve,
enobrecendo a vida.
Junto do desespero, providencia o consolo, sem a
pretensão de ensinar, e renteando com a penúria, menciona as riquezas que a
Bondade Divina espalha a mancheias, em benefício de todas as criaturas, sem
desconsiderar a dor dos que choram.
Ilumina a palavra.
Deixa que ela te mostre a compreensão e o amor onde passes, sem olvidar o
esclarecimento e sem prejudicar a harmonia. O Cristo edificou o Evangelho, por
luz inapagável, nas sombras do mundo, não somente agindo, mas conversando
também.
Emmanuel / Chico Xavier – Livro da Esperança, cap.26
Não te entregues à lágrima
somente
Quando a Dor te
procure o coração.
Em todo clima, vive
muita gente,
Perdendo o dom da
vida inutilmente
Na noite espessa da
lamentação.
Não te
prendas ao sangue da pedrada,
Nem te agrilhoes a
escombros…
Continua, com
Cristo, a caminhada,
Sustentando a
esperança iluminada
Na cruz de espinhos
que te verga os ombros.
Todo aquele
que chora em demasia,
Na sementeira de miséria
e luto,
Colhe a amargura
desvairada e fria
E anda cego o
infeliz, à luz do dia,
Menosprezando a bênção
do minuto.
Renuncia e
perdoa, ajuda e canta,
Esquecendo o desânimo
infecundo,
Segue a bondade
milagrosa e santa,
Cada aurora que
fulge e se levanta
É Novo Dia, a
resplender no mundo.
Tem bom ânimo
e avança, sobranceiro,
Para o amanhã que a
fé te descortina…
Lembra o Sublime e
Excelso Mensageiro
Que fez dos braços
tristes do madeiro
Asas de luz para a
ascensão divina.
Carmen Cinira
Nosso livro — Autores diversos
Senhor!
Agradecemos os professores de bondade e paciência,
compreensão e tolerância que nos concedes, através de todos aqueles que nos
transmitem os ensinamentos que nos legaste.
E manifestamos ao teu amparo a nossa gratidão pelos
examinadores que nos envias, na pessoa de nossos familiares e companheiros,
adversários e observadores, para que se nos verifique o grau de aproveitamento
das tuas mensagens de paz e amor.
Entretanto, Jesus, entre aqueles que nos induzem a
procurar as virtudes que ainda não possuímos, e aqueles outros que nos destacam
os defeitos e as deficiências que ainda carregamos, nós te pedimos força e
coragem para sermos simples e humildes, a fim de praticarmos as tuas lições.
Emmanuel / Chico Xavier
– Livro: Paz
Confira nesta edição:
https://mailchi.mp/e23082472ba2/em-nossa-marcha
Cego de Jericó - Redação do
Momento Espírita
Ante o Evangelho:
Bem-aventurados os que têm fechados os olhos.
Mensagem da Semana: Em nossa
marcha – Fonte Viva 89
Poema: Falando ao Senhor – Maria
Dolores
Oração - Emmanuel - Livro: Instruções Psicofônicas
O Evangelho de Lucas contém a passagem do cego de
Jericó.
Segundo ele, perto de Jericó, havia um cego assentado
junto do caminho, mendigando.
Ao ouvir passar a multidão, perguntou o que era
aquilo.
Responderam-lhe que Jesus, o Nazareno, passava.
Imediatamente o cego clamou, dizendo:
Jesus, filho de David, tem misericórdia de mim.
Os que passavam o repreendiam para que se calasse.
Mas ele clamava ainda mais alto pela misericórdia do
Cristo.
Então, Jesus parou e mandou que lhe trouxessem o
pedinte.
Quando esse foi posto ao Seu lado, indagou o que
queria que lhe fizesse.
O cego respondeu: "Senhor, que eu veja."
Jesus lhe disse: "Vê; a tua fé te salvou."
O mendigo, imediatamente, passou a ver e a seguir
Jesus, glorificando a Deus.
* * *
Essa narrativa enseja interessantes reflexões.
Retrata qual deve ser o propósito dos seres em
evolução, perante as bênçãos celestes.
Um miserável se encontrou com o representante da
Misericórdia Divina na Terra.
Nessa oportunidade tão magnífica, ele pediu para ver.
O objetivo desse cego honesto e humilde deveria ser o
de todos os homens.
Mergulhados na carne ou fora dela, com frequência, se
assemelham ao pedinte de Jericó.
O trabalho da vida os chama, apela por eles com
veemência.
A luz do conhecimento os abençoa.
O afeto da família os sustenta.
As oportunidades se apresentam, instigantes e preciosas.
Mas eles permanecem indecisos, à beira do caminho.
Quedam inertes, sem coragem de marchar para a
realização elevada que lhes compete atingir.
É como se esperassem facilidades imensas.
Como se o trabalho do bem devesse ser feito por privilegiados.
Nesse contexto de preguiça e covardia, por vezes,
surge uma revelação espiritual.
De algum modo, dá-se a aproximação com a esfera
psíquica do Cristo.
Então, o mundo se volta contra eles.
Esse movimento repressor pode se dar das mais variadas
formas.
Pode ser na figura de convites a viver com leviandade.
Ou mediante o discurso desanimador quanto à vitória do
bem.
De um modo ou de outro, eles são induzidos à
indiferença para com o bem maior.
Então, muito raramente sabem pedir com sensatez.
Por isso mesmo, é muito valiosa a recordação do
pobrezinho referido pelo evangelista Lucas.
Não é preciso e nem conveniente comparecer diante do
Mestre com volumosa bagagem de rogativas.
Não é sensato pedir por facilidades, influências ou
riquezas as mais diversas.
Basta que se lhe peça o dom de ver, com a exata
compreensão das particularidades do caminho evolutivo.
Que o Senhor conceda o dom de enxergar todos os
fenômenos e situações, pessoas e coisas, com amor e justiça.
Com esse dom, cada qual possuirá o necessário à
própria alegria imortal.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 44, do livro Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 31.08.2012.
Senhor!
Se hoje viesses em pessoa
Até nós,
Que te diria eu?
Que milhões e milhões de companheiros
Vagam em desatino
Sem cogitarem de saber
O que são e quem são?
Que a penúria de espírito campeia,
Insuflando amargura e rebeldia,
Sofrimento, ilusão?
Que o medo, em se alastrando,
Na escura inquietação a que se aferra,
Gera conflito e angústia, em toda parte,
Nos caminhos da Terra?
Que a riqueza do ouro não remove
Tristeza e solidão na alma ferida,
Que os engenhos perfeitos do progresso
Não enxugam as lágrimas da vida?
Que te diria eu, Jesus, se te encontrasse?
Que nos condói fitar a multidão
Dos que fogem de si mesmos,
Dando-se à dor maior por onde vão?
Que nos comove contemplar
A inteligência rica e, entretanto, insegura,
Elevando o conforto
Sem saber dissipar as sombras da loucura?
Que diria, Senhor?
Não te diria nada disso,
Pois sabes tudo ver muito mais do que nós.
Rogar-te-ia tão somente
A bendita prisão
Na força do dever
Que me guarde em serviço,
Para que eu saiba compreender
Sem azedume e sem alarme
Como aperfeiçoar-me
Para aceitar-te, enfim.
Porque tudo, Senhor, estará justo e certo,
Do que eu veja no mundo, longe ou perto,
Se a tua luz brilhar dentro de mim.
Maria Dolores
Psicografia: Chico Xavier – Livro: Antologia da
Espiritualidade