sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Na luz da compaixão
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão
misericórdia.” — Jesus (Mateus, 5:7)
Deixa que a luz da compaixão te clareie a rota, para
que a sombra te não envolva.
Sofres a presença dos que te pisam as esperanças?
Compaixão para eles.
Ouves a palavra dos que te ironizam?
Compaixão para eles.
Padeces o assalto moral dos que te perturbam?
Compaixão para eles.
Recebes a farpa dos que te perseguem?
Compaixão para eles.
A crueldade e o sarcasmo, a demência e a vileza são
chagas que o tempo cura.
Rende graças a Deus, por lhes suportares o assédio sem
que partam de ti.
No fundo são males que surgem da ignorância, como a
cegueira nasce das trevas.
Não sanarás o desequilíbrio do louco, zurzindo-lhe a
cabeça, nem expulsarás a criminalidade do malfeitor, cortando-lhe os braços.
Diante de todos os desajustamentos alheios,
compadece-te e ampara sempre.
Perante todos os disparates do próximo, compadece-te e
faze o melhor que possas.
Todos somos alunos do educandário da vida e todos
somos suscetíveis de queda moral no erro.
Usa, pois, a misericórdia com os outros e acharás nos
outros a misericórdia para contigo.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 69
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Você conhece a história de Zilda Gama?
Zilda
Gama nasceu em 11 de março de 1878, em Três Ilhas, Juiz de Fora (MG), sendo a
segunda de onze filhos. Filha de um escrivão de paz e de uma professora
estadual, recebeu a educação inicial da própria mãe e formou-se professora
primária pela Escola Normal de São João Del Rei. Com apenas 24 anos, ficou órfã
e assumiu a responsabilidade pela família, cuidando de cinco irmãos menores e,
mais tarde, de cinco sobrinhos órfãos, demonstrando desde cedo grande senso de
dever e liderança.
Atuou
como professora e diretora escolar, destacando-se em concursos promovidos pela
Secretaria de Educação de Minas Gerais. Em 1931, participou ativamente do
movimento em prol dos direitos femininos no Brasil, sendo autora de uma tese
oficialmente aprovada no Congresso Nacional sobre o voto feminino. Também
colaborou com contos e poesias em importantes periódicos da antiga capital
federal, como o Jornal do Brasil, a Gazeta de Notícias e a Revista da Semana.
Ainda
jovem, passou a perceber a presença de Espíritos e recebeu mensagens do pai e da
irmã desencarnados, que a confortavam em momentos difíceis. Em 1912, recebeu
comunicação assinada por Allan Kardec, cujos ensinamentos foram posteriormente
reunidos na obra "Diário dos Invisíveis" (1929). A partir dessas
experiências, consolidou sua atuação mediúnica no movimento espírita.
Em
1916, foi informada por benfeitores espirituais de que psicografaria uma
novela, o que se concretizou sob a orientação do Espírito Victor Hugo. Dessa
parceria mediúnica surgiram obras como "Na Sombra e na Luz", "Do
Calvário ao Infinito", "Redenção", "Dor Suprema e Almas
Crucificadas", publicadas pela Federação Espírita Brasileira. Tornou-se então
pioneira no país ao receber vasta produção literária do plano espiritual,
publicando ainda diversos outros títulos e organizando obras voltadas à
educação.
Em
1959, após sofrer um derrame cerebral, passou a viver em cadeira de rodas,
assistida por um sobrinho, e desencarnou em 10 de janeiro de 1969, no Rio de
Janeiro. Zilda Gama foi uma antecessora de Francisco Cândido Xavier, e sua
mediunidade contribuiu para aproximar muitos encarnados e desencarnados da
Doutrina Espírita, deixando um legado de esclarecimento e consolação. Atendeu
prontamente ao chamado de Jesus e à proteção espiritual de Allan Kardec.
Resumo
da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira.
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Aguardemos
“E assim, esperando com paciência, alcançou a
promessa.” — Paulo (Hebreus, 6:15)
Em qualquer circunstância, espera com paciência.
Se alguém te ofendeu, espera.
Não tomes desforço a quem já carrega a infelicidade em
si mesmo.
Se alguém te prejudicou, espera.
Não precisas vingar-te de quem já se encontra
assinalado pela justiça.
Se sofres, espera.
A dor é sempre aviso santificante.
Se o obstáculo te visita, espera.
O embaraço de hoje, muita vez, é benefício amanhã.
A fonte, ajudando onde passa, espera pelo rio e atinge
o oceano vasto.
A árvore, prestando incessante auxílio, espera pela
flor e ganha a bênção do fruto.
Todavia, a enxada que espera, imóvel, adquire a
ferrugem que a desgasta.
O poço que espera, guardando águas paradas, converte a
si próprio em vaso de podridão.
Sejam, pois, quais forem as tuas dificuldades, espera,
fazendo em favor dos outros o melhor que puderes, a fim de que a tua esperança
se erga sublime, em luminosa realização.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 68
sábado, 14 de fevereiro de 2026
A melhor medida
“Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para
que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.” — (Tiago, 1:4)
Mais que as doenças vulgares do corpo, sofres os
problemas da alma, agravando-te a tensão, cada dia.
Mais que os micróbios patogênicos a te assaltarem os
tecidos do instrumento físico, padeces a intromissão de agentes mentais
inquietantes, atormentando-te as fibras da alma.
Levantas-te, cada manhã, muita vez, com as lutas da
véspera e, antes que se te rearmonizem as forças, cambaleias mentalmente ao
impacto da irritação de familiares incompreensivos…
Prestas longas explicações, a benefício da
tranquilidade ambiente; contudo, mal terminas o arrazoado afetuoso, há quem te
malsine a palavra, complicando as questões em torno…
Movimentas correção e sinceridade, honrando os
próprios deveres; todavia, quando te julgas a cavaleiro de toda crítica,
aparece alguém arrastando-te o coração ao mercado da injúria…
Empenhas carinho e abnegação no cultivo do amor ao
lado de alguém; contudo, quando te crês em segurança no caminho do
entendimento, observas que a ingratidão te envenena os melhores gestos…
Entretanto, à frente de toda dificuldade não te
lastimes, nem desfaleças…
Para toda perturbação, a paciência é a melhor medida.
Não profiras qualquer palavra de que te possas
arrepender.
Silencia e abençoa sempre, porque, amanhã, quantos
hoje se precipitam na sombra voltarão novamente à luz.
Esquecido, usa a paciência e ajuda sem exigir.
Insultado, recorre à paciência e esquece o mal.
Em todas as dores, arrima-te à paciência.
Em todo embaraço, espera com paciência.
Todo progresso humano surge da Paciência Divina.
Conserva-te, pois, na força da paciência e, onde estejas, farás sempre o
melhor.
Emmanuel / Chico Xavier
Palavras de Vida Eterna – Lição 67
sábado, 7 de fevereiro de 2026
O primeiro passo
“Portanto,
tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também vós a eles,
porque esta é a Lei e os Profetas.” — Jesus (Mateus, 7:12)
A regra áurea recebe citações em todos os
países.
Em torno dela gravitam livros, poemas,
apelos e sermões preciosos.
Entretanto, raros se lembram do primeiro
passo para que se desvele toda a sua grandeza.
Não podemos reclamar a ajuda dos outros.
Antes, é justo prestar auxílio.
Não será lícito exigir a desculpa de alguém.
Antes, é imperioso saibamos desculpar.
Convidados a compreender, muitos dizem “não
posso”, e instados a auxiliar, respondem muitos “ainda não…”
Esquecem-se, porém, de que amanhã serão
talvez os necessitados e os réus, carecentes de perdão e socorro. E, muitas vezes, ainda quando não precisem de semelhantes bênçãos
para si mesmos, por elas suspirarão em favor dos que mais amem, à face das
sombras que lhes devastam a vida.
Se um exemplo pode ser invocado, como
bússola, recordemos Jesus.
O Mestre dos mestres faz o bem,
despreocupado de considerações, alivia sem paga, acende a esperança sem que os
homens lha peçam e perdoa espontaneamente aos que o injuriam e apedrejam, sem
aguardar-lhes retratação.
Veneremos, assim, a regra áurea e estendamos
o espírito de amor de que se toca, divina; contudo, estejamos certos de que ela
somente valerá para nós se lhe dermos a aplicação necessária.
O texto do ensinamento é vivo e franco:
— “Tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também vós a
eles.”
Querer o bem é impulso de todos, mas, na
prática do estatuto sublime, é forçoso sejamos nós quem se adiante a fazê-lo.
Emmanuel/Chico Xavier
Palavras de Vida Eterna – Lição 66
sábado, 31 de janeiro de 2026
Carnaval e Vigilância Espiritual: Um Convite à Reflexão
O Carnaval, para muitos, é visto como tempo de alegria e descontração coletiva. Entretanto, à luz da Doutrina Espírita, somos convidados a refletir com mais profundidade sobre os efeitos que certos festejos e ambientes podem produzir no campo emocional, mental e espiritual das criaturas.
Os excessos materiais, tão comuns nesse período, revelam a busca ansiosa por prazer imediato: abuso de álcool, desperdício, sensualidade sem responsabilidade e comportamentos que colocam o corpo em risco. Ensina-nos o Espiritismo que o corpo é instrumento sagrado de aprendizado e serviço, e que todo abuso cobra seu preço, seja em forma de enfermidades, desequilíbrios ou arrependimentos e expiações posteriores. É como se, em meio às luzes do progresso material, a alma humana permanecesse distraída quanto às responsabilidades maiores da vida.
Emmanuel, na mensagem "Sobre o carnaval" (Livro Cartas do Alto) lembra que nenhum Espírito equilibrado pode fazer apologia da “loucura generalizada” que adormece as consciências nesse período. Lamenta, ainda, que governos e administrações colaborem para intensificar a série de desvios de Espíritos ainda frágeis, fazendo com que corações indecisos e necessitados do amparo moral de Espíritos mais esclarecidos, pela indisciplina sentimental, se liguem às forças das trevas, operando a revivescência de animalidades que somente os longos aprendizados conseguem fazer desaparecer.
Em contraponto, é consolador saber que muitos escolhem caminhos de recolhimento e luz, participando de retiros espirituais, encontros fraternos e estudos do Evangelho, que também acontecem nesse período em todo o país. Em nossa região, particularmente, temos a COEZMUC – Confraternização Espírita da Zona do Mucuri, que reúne anualmente as famílias espíritas em torno do Evangelho do Cristo, oferecendo uma alternativa de paz, serviço e renovação interior. Este evento é programado com antecedência, sendo necessário inscrever-se dentro do prazo estabelecido para a participação. Este ano o tema é “Mediunidade com Jesus”.
Alerta-nos
Emmanuel que, enquanto houver um mendigo abandonado junto ao fastígio da
sociedade, toda superfluidade será apenas um atestado eloquente de sua miséria
moral. Que possamos, então, transformar dias de superficialidade em momentos de
luz, serviço e fraternidade, reconstruindo valores e consciências para o bem de
todas as almas.
Defesa
“Quando pois vos conduzirem para vos entregarem, não
estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer, mas, o que vos for
confiado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais e sim o
Espírito Santo.” — Jesus (Marcos, 13:11)
Se tens a consciência tranquila no cumprimento do
próprio dever, guardas em ti mesmo cidadela* e refúgio.
Não te percas em conflitos inúteis, nem te emaranhes
nas explicações infindáveis.
Acusado de mistificador, responde com o devotamento à
verdade.
Acusado de malfeitor, responde fazendo o bem.
Por todas as culpas imaginárias em que te cataloguem o
nome, oferece por resposta a prestação de serviço.
O fruto revela a árvore.
A obra fala do homem.
Quem te provoca, através do escárnio, mostra-se mal
informado ou doente; e quem te fere, através do insulto, traz consigo
pensamentos de ódio e destruição.
Não lhes sanarias o mal à força de palavras somente.
Dá-lhes a conhecer a própria rota no trabalho
edificante que realizas e a Luz Divina inspirar-te-á o verbo justo, no instante
certo.
Meditando sobre a atitude do Cristo, ao deixar
justiçar-se, nos tribunais terrenos, ante a sanha dos cruéis detratores que o
içaram à cruz, somos induzidos a pensar que o Mestre — centralizado nas
construções da Vontade do Pai — teria agido assim por ter mais que fazer que
gastar tempo em defesas desnecessárias.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 65
Você conhece a história de Vianna de Carvalho?
Manoel
Vianna de Carvalho nasceu em Icó, Ceará, em 10 de dezembro de 1874,
destacando-se desde cedo por sua inteligência e sensibilidade artística.
Estudou no Liceu do Ceará e ingressou na Escola Militar, onde, aos 17 anos,
conheceu o Espiritismo e organizou um grupo de estudos doutrinários entre os
cadetes.
Além da carreira militar, revelou-se poeta e exímio violinista. Transferido para o Rio de Janeiro e depois para Porto Alegre, tornou-se ativo divulgador espírita, fundando núcleos de estudo e conquistando admiradores por sua eloquência. Ainda jovem, ocupava tribunas com frequência, atraindo grande público interessado em suas conferências.
Resumo da biografia encontrada no site da Federação Espírita do Paraná.

.png)

.png)



.png)

