sexta-feira, 5 de junho de 2026

O consumo consciente e a preservação do meio ambiente

 

Imagem: gov/ANS

“As manifestações de vida nos vários reinos da Natureza, abrangendo o homem, significam a expressão do Verbo Divino, em escala gradativa nos processos de aperfeiçoamento da Terra?

Sim, em todos os reinos da Natureza palpita a vibração de Deus, como o Verbo Divino da Criação Infinita; e, no quadro sem-fim do trabalho da experiência, todos os princípios, como todos os indivíduos, catalogam os seus valores e aquisições sagradas para a vida imortal.”

Emmanuel – Livro: O Consolador, q. 28

         No mês de junho, dentre tantas efemérides e festividades que carreiam vibrações de muita alegria para grande parte da população brasileira, temos, no dia 5, a data que nos lembra do compromisso com a casa em que vivemos. Esse compromisso nos conclama aos cuidados com o meio ambiente oferecido por Gaia, a Mãe Terra, segundo a mitologia grega.

Mais do que uma pauta social ou política, a preservação do nosso orbe deve ser considerada por nós — que já conseguimos vislumbrar o infinito além da matéria que temporariamente utilizamos para o nosso desempenho evolutivo — como uma disciplina da grade escolar que deveremos aprender e aplicar, provando, assim, o desenvolvimento do nosso potencial de fraternidade, desapego e elevação moral.

Segundo as informações trazidas na questão 28 do livro O Consolador, pelo benfeitor Emmanuel, podemos afirmar que Deus está presente em todos os reinos da natureza, onde os elementos que os compõem estão colocados em estágios graduais e encadeados numa jornada evolutiva. Nós, humanos, ocupando o topo destes estágios entre as espécies encarnadas no planeta, devemos assumir um papel de facilitadores nesse processo, como podemos ler e deduzir, ainda, em outra afirmação de Emmanuel, no livro Renúncia: “O mundo material é uma tenda de esforços infinitos, onde fomos chamados a colaborar com o Criador no aperfeiçoamento de suas obras.” Essa cooperação pode começar através de pequenos esforços, tais como o controle de nossos impulsos de consumo e o redirecionamento das nossas condutas diárias, ou seja, tomando atitudes conscientes.

Quando consumimos além do necessário, gerando desperdício e esgotamento de recursos, materializamos, através dessas atitudes, nossos malfadados vícios conhecidos como orgulho e egoísmo. Segundo o Espírito da Verdade afirma, em resposta a Kardec na questão 785 de O Livro dos Espíritos, esses vícios são o maior obstáculo ao progresso da humanidade.

Enfim, a construção do Mundo de Regeneração que aguardamos ansiosamente exige de nós mudanças drásticas para que essa obra se materialize o quanto antes. Isto requer reflexão sobre: O que estamos pondo no prato? Qual a origem destes alimentos? Quanto e o que foi destruído no caminho até o prato? O mesmo vale para tudo o que temos consumido. Como seres de consciências despertas, todo o mundo estará melhor e caminharemos a passos mais largos na construção do Reino tão bem cantado por nosso Mestre!

“A Natureza é sempre o livro divino, onde as mãos de Deus escrevem a história de sua sabedoria, livro da vida que constitui a escola de progresso espiritual do homem, evoluindo constantemente com o esforço e a dedicação de seus discípulos.” (Emmanuel – Livro: O consolador, q. 27).

         Sejamos bons discípulos! 

DCSE/CEJG


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