quarta-feira, 29 de abril de 2026
sábado, 25 de abril de 2026
Se procuras o melhor
“Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita para
que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.” — (Tiago, 1:4)
A paciência vive na base de todas as boas obras.
Acalentarás sublime ideal; contudo, se não tens
paciência de realizá-lo…
Sonhas cumprir elevada missão; mas, se não tens
paciência de sofrê-la…
Levantarás preciosa instituição; contudo, se não tens
paciência de sustentá-la…
Queres a felicidade no lar; mas, se não tens paciência
de construí-la…
Planejas belo futuro para teu filho, contudo, se não
tens paciência de educá-lo…
Aspiras a determinada profissão; mas, se não tens
paciência de aprendê-la…
Sem paciência, os mais altos projetos resultam em
frustração.
Observa o pomicultor que deseja fruto na árvore.
Primeiro, a paciência de preparar a gleba. Em seguida,
a paciência de plantar, de cultivar, de defender, de auxiliar e de esperar a
colheita madura.
O tempo não respeita as edificações que não ajudou a
fazer.
Se procuras o melhor, não desprezes a paciência de
trabalhar para que o melhor te encontre e ilumine.
Em todo caminho, sem paciência perfeita, não há
possibilidade de perfeição.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 77
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Você conhece a história de Maria Dolores?
Maria
Dolores, nome pelo qual ficou conhecida espiritualmente Maria de Carvalho
Leite, nasceu em 10 de setembro de 1901, na cidade de Bonfim de Feira, na
Bahia. Formou-se professora muito jovem e dedicou-se ao ensino em escolas de
Salvador, revelando desde cedo grande inclinação para a literatura,
especialmente a poesia. Sua sensibilidade artística e vocação educacional
marcaram profundamente sua vida, tanto no campo pedagógico quanto no cultural.
Na
década de 1940, já casada com o italiano Carlos Larocca, teve contato com o
Espiritismo, que passou a orientar seus valores e ações. Embora não tenha tido
filhos biológicos, adotou seis meninas, exercendo a maternidade com dedicação e
amor. Sua vida foi marcada pelo espírito de caridade e acolhimento, refletindo
os princípios espíritas que abraçou com sinceridade.
Além
da atuação como educadora, destacou-se como escritora e jornalista, colaborando
com periódicos baianos e atuando como redatora. Sua produção poética foi
reunida na obra Ciranda da Vida, cuja renda foi destinada a instituições
beneficentes. Também desenvolveu atividades assistenciais, colaborando com
entidades como o Lar das Meninas Sem Lar e participando de ações solidárias,
inclusive ao lado de Divaldo Pereira Franco na Mansão do Caminho.
Desencarnou
em 27 de julho de 1958, em Salvador, vítima de pneumonia. Anos depois, passou a
se manifestar espiritualmente por meio da mediunidade de Chico Xavier e do
próprio Divaldo Franco, transmitindo poesias de elevado teor espiritual. Sua
produção mediúnica foi vasta, tendo suas obras mediúnicas e individuais
ultrapassado o número expressivo de 180 mil exemplares vendidos.
Emmanuel,
ao prefaciar as obras, qualifica Maria Dolores como “denodada obreira do Bem
Eterno”, “intérprete de Jesus”, “alma abnegada de irmã”, “irmã querida”,
“poetisa da vida”, “Mensageira da Espiritualidade”, “devotada Seareira do Bem”,
“irmã e companheira nas tarefas da Vida Maior”, “nossa irmã e benfeitora”,
“Poetisa da Espiritualidade Superior”. Sua trajetória, tanto na vida material
quanto espiritual, evidencia uma existência dedicada à educação, à caridade e à
divulgação de valores cristãos, consolidando seu legado como importante
colaboradora do Espiritismo.
Resumo
da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira.
sábado, 18 de abril de 2026
Dia Nacional do Espiritismo
O lançamento de O livro dos espíritos, em 18 de abril de 1857, marca o início da divulgação da Doutrina Espírita no mundo. São 169 anos de uma história que, a partir de 2023, entrou para o calendário comemorativo oficial do Brasil com a lei nº 14.354, publicada em 31 de maio de 2022 no Diário Oficial da União, decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República.
Fonte: site da FEB
Socorramos
“… Com a medida com que tiverdes medido vos hão de
medir a vós.” — Jesus (Mateus, 7:2)
Decerto observarás, em toda parte, desacordos,
desentendimentos, desajustes, discórdias…
Junto do próprio coração, surpreenderás os que parecem
residir em regiões morais diferentes. Entes amados desertam da estrada justa,
amigos queridos abraçam perigosas experiências.
Como ajudar aos que nos parecem mergulhados no erro?
Censurar é fazer mais distância, desprezá-los será
perdê-los.
É imprescindível saibamos socorrê-los, através do bem
efetivo e incessante.
Para começar, sintamo-nos na posição deles, a
comungar-lhes a luta.
Situemo-nos no campo dos problemas em que se encontram
e atendamos à prestação de serviço silencioso.
Se aparece oportunidade, algo façamos para
testemunhar-lhes apreço.
No pensamento, guardemo-los todos em vibrações de
entendimento e carinho.
Na palavra, envolvamo-los na bênção do verbo nobre.
Na atitude, amparemo-los quanto seja possível.
Em todo e qualquer processo de ação, fortalecê-los
para o bem é nosso dever maior.
À frente, pois, daqueles que se te afiguram
desnorteados, estende o coração e as mãos para auxiliar, porque todos estamos
no caminho da evolução e, segundo a assertiva do nosso Divino Mestre, com a
medida com que tivermos medido nos hão de medir a nós.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 76
sábado, 11 de abril de 2026
Libertemos
“Disse-lhes Jesus: desatai-o e deixai-o ir.” — (João,
11:44)
É importante pensar que Jesus não apenas arrancou
Lázaro à sombra do túmulo. Trazendo-o, de volta, à vida, pede para que seja
restituído à liberdade.
“Desatai-o e deixai-o ir” — diz o Senhor.
O companheiro redivivo deveria estar desalgemado para
atender às próprias experiências.
Também nós temos, no mundo da própria alma, os que
tombam na fossa da negação.
Os que nos dilaceram os ideais, os que nos arrastam à
desilusão, os que zombam de nossas esperanças e os que nos lançam em abandono
assemelham-se a mortos na cripta de nossas agoniadas recordações.
Lembrá-los é como reavivar velhas úlceras.
Entretanto, para que nos desvencilhemos de semelhantes
angústias, é imperioso retirá-los do coração e devolvê-los ao sol da
existência.
Não basta, porém, esse gesto de libertação para nós. É
imprescindível haja de nossa parte auxílio a eles, para que se desagrilhoem.
Nem condená-los, nem azedar-lhes o sentimento, mas sim
exonerá-los de todo compromisso, ajustando-os a si próprios.
Aqueles que libertamos de qualquer obrigação para
conosco, entregando-os à bondade de Deus, mais cedo regressam à luz da
compreensão.
Se alguém, assim, caiu na morte do mal, diante de ti,
ajuda-o a refazer-se para o bem; entretanto, além disso, é preciso também
desatá-lo de qualquer constrangimento e deixá-lo ir.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 75
sábado, 4 de abril de 2026
Nossa cruz
“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo,
tome a sua cruz e siga-me.” — Jesus (Marcos, 8:34)
Ninguém se queixe inutilmente.
A dor é processo.
A perfeição é fim.
Assim sendo, caminheiros da evolução ou da redenção
têm, cada qual, a sua cruz.
Esse almeja, aquele deve.
E para realizar ou ressarcir, a vida pede preço.
Ninguém conquista algo, sem esforçar-se de algum modo;
e ninguém resgata esse ou aquele débito, sem sofrimento.
Enquanto a criatura não adquire consciência da própria
responsabilidade, movimenta-se no mundo à feição de semirracional, amontoando
problemas sobre a própria cabeça.
Entretanto, acordando para a necessidade da paz
consigo mesma, descobre de imediato a cruz que lhe cabe ao próprio burilamento.
Encarnados e desencarnados, jungidos à Terra,
vinculam-se todos ao mesmo impositivo de progresso e resgate.
No Círculo carnal, a cruz é a dificuldade orgânica, o
degrau social, o parente infeliz…
No Plano espiritual, é a vergonha do defeito íntimo
não vencido, a expiação da culpa, o débito não pago…
Tenhamos, pois, a coragem precisa de seguir o Senhor
em nosso anseio de ressurreição e vitória. Para isso, porém, não nos esqueçamos
de que será preciso olvidar o egoísmo enquistante e tomar nossa cruz.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 74
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Um Coração a Serviço do Cristo
Chico
Xavier nasceu em 2 de abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo, e desde muito
cedo enfrentou dificuldades que moldaram profundamente sua sensibilidade
espiritual. Órfão de mãe ainda na infância e criado em meio a privações,
encontrou no consolo da fé e na vivência do Evangelho o amparo para seguir
adiante. Desde menino, relatava percepções espirituais que, mais tarde, seriam
compreendidas à luz da Doutrina Espírita.
Sua
trajetória no Espiritismo teve início na juventude, quando passou a frequentar
reuniões espíritas e a desenvolver sua mediunidade com disciplina e humildade.
Sob a orientação do benfeitor espiritual Emmanuel, iniciou uma das mais
notáveis obras mediúnicas da história, dedicando-se integralmente ao serviço do
bem. Sua vida foi marcada pelo esforço constante de aprimoramento moral e pela
fidelidade aos ensinamentos de Jesus.
Ao
longo de sua existência, Chico Xavier psicografou mais de 400 livros, abordando
temas variados como consolo espiritual, ciência, filosofia e evangelho. Obras
como Nosso Lar, ditada pelo Espírito André Luiz, alcançaram milhões de
leitores, levando esclarecimento e esperança a incontáveis corações. Apesar da
grandiosidade de sua produção, jamais se apropriou dos direitos autorais,
destinando-os integralmente à caridade.
Sua
atuação não se limitou à psicografia. Chico tornou-se exemplo vivo de
humildade, caridade e amor ao próximo, atendendo milhares de pessoas que o
procuravam em busca de consolo, orientação e mensagens de entes queridos
desencarnados. Sua postura simples, aliada à profunda espiritualidade, fez dele
uma referência moral não apenas para os espíritas, mas para toda a sociedade
brasileira.
Ao recordarmos seu nascimento no mês de abril, mais do que reverenciar sua memória, somos convidados a refletir sobre seu legado. Chico Xavier demonstrou, com a própria vida, que a verdadeira grandeza está no serviço desinteressado, na fé ativa e no amor ao próximo. Sua existência permanece como um farol de luz, inspirando gerações a viverem os ensinamentos do Cristo com sinceridade e dedicação.
DCSE/CEJG
sábado, 28 de março de 2026
Excesso
“Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo todo e
perder a sua alma?” — Jesus (Marcos, 8:36)
Enquanto a criatura permanece no corpo terrestre, é
natural se preocupe com o problema da própria manutenção.
Vigilância não exclui previdência.
Mas não podemos olvidar que o apego ao supérfluo será
sempre introdução à loucura.
Tudo aquilo que o homem ajunta abusivamente, no campo
exterior, é motivo para aflição ou inutilidade.
Patrimônios físicos sem proveito, isca de sombra
atraindo inveja e discórdia.
Alimentos guardados, valores a caminho da podridão.
Roupa em desuso, asilo de traças.
Demasiados recursos amoedados, tentações para os
descendentes.
Todo excesso é parede mental isolando, aqueles que o
criam, em cárceres de orgulho e egoísmo, vaidade e mentira.
Observa, assim, o material que amontoas.
Tudo o que está fora de ti representa caminho em que
transitas.
Agarrar-se, pois, ao efêmero é prender-se à ilusão.
Mas todos os bens espirituais que ajuntares em ti
mesmo, como sejam virtude e educação, constituem valores inalienáveis a
brilharem contigo, aqui ou alhures, em sublimação para a vida eterna.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 73

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