O Carnaval, para muitos, é visto como tempo de alegria e descontração coletiva. Entretanto, à luz da Doutrina Espírita, somos convidados a refletir com mais profundidade sobre os efeitos que certos festejos e ambientes podem produzir no campo emocional, mental e espiritual das criaturas.
Os excessos materiais, tão comuns nesse período, revelam a busca ansiosa por prazer imediato: abuso de álcool, desperdício, sensualidade sem responsabilidade e comportamentos que colocam o corpo em risco. Ensina-nos o Espiritismo que o corpo é instrumento sagrado de aprendizado e serviço, e que todo abuso cobra seu preço, seja em forma de enfermidades, desequilíbrios ou arrependimentos e expiações posteriores. É como se, em meio às luzes do progresso material, a alma humana permanecesse distraída quanto às responsabilidades maiores da vida.
Emmanuel, na mensagem "Sobre o carnaval" (Livro Cartas do Alto) lembra que nenhum Espírito equilibrado pode fazer apologia da “loucura generalizada” que adormece as consciências nesse período. Lamenta, ainda, que governos e administrações colaborem para intensificar a série de desvios de Espíritos ainda frágeis, fazendo com que corações indecisos e necessitados do amparo moral de Espíritos mais esclarecidos, pela indisciplina sentimental, se liguem às forças das trevas, operando a revivescência de animalidades que somente os longos aprendizados conseguem fazer desaparecer.
Em contraponto, é consolador saber que muitos escolhem caminhos de recolhimento e luz, participando de retiros espirituais, encontros fraternos e estudos do Evangelho, que também acontecem nesse período em todo o país. Em nossa região, particularmente, temos a COEZMUC – Confraternização Espírita da Zona do Mucuri, que reúne anualmente as famílias espíritas em torno do Evangelho do Cristo, oferecendo uma alternativa de paz, serviço e renovação interior. Este evento é programado com antecedência, sendo necessário inscrever-se dentro do prazo estabelecido para a participação. Este ano o tema é “Mediunidade com Jesus”.
Alerta-nos
Emmanuel que, enquanto houver um mendigo abandonado junto ao fastígio da
sociedade, toda superfluidade será apenas um atestado eloquente de sua miséria
moral. Que possamos, então, transformar dias de superficialidade em momentos de
luz, serviço e fraternidade, reconstruindo valores e consciências para o bem de
todas as almas.

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