sábado, 3 de janeiro de 2026

Você conhece a história de Gabriel Delanne?

 

Gabriel Delanne nasceu em Paris, em 23 de março de 1857, no mesmo ano da publicação de O Livro dos Espíritos, em um lar profundamente ligado ao Espiritismo. Filho de Alexandre Delanne, colaborador direto de Allan Kardec, e de Marie-Alexandrine Didelot, médium psicógrafa, cresceu em ambiente de estudos e sessões espíritas familiares, tendo inclusive conhecido Kardec ainda criança. Desde cedo, assimilou naturalmente os princípios da Doutrina Espírita, que se tornariam o eixo central de sua vida.

De origem modesta, Delanne enfrentou dificuldades financeiras e problemas de saúde desde a infância, o que marcou sua trajetória pessoal. Apesar de estudos científicos brilhantes e da admissão na Escola Central das Artes e Manufaturas, não pôde concluir a formação por limitações econômicas, trabalhando como engenheiro enquanto se dedicava paralelamente ao Espiritismo. Sua saúde frágil, que comprometeu progressivamente sua visão e mobilidade, nunca o afastou do ideal espírita.

Mesmo sem constituir família própria, Delanne adotou uma criança em 1905, a quem dedicou imenso amor e lhe fez muito bem. As limitações físicas se agravaram ao longo dos anos, culminando em cegueira e paralisia parcial, especialmente durante e após a Primeira Guerra Mundial. Ainda assim, perseverou na produção literária, nas pesquisas e nas conferências, demonstrando notável força moral e dedicação à causa espírita.

Sua contribuição ao Espiritismo foi decisiva para a consolidação da Doutrina sob bases científicas, em rigorosa fidelidade a Allan Kardec. Fundou, em 1883, a revista O Espiritismo, participou de importantes congressos internacionais e publicou obras fundamentais como O Espiritismo perante a Ciência, O Fenômeno Espírita, A Evolução Anímica e A Alma é Imortal. Atuou em experiências relevantes, inclusive fenômenos de materialização, e ocupou cargos de destaque em instituições espíritas francesas e internacionais.

Nos últimos anos, mesmo profundamente debilitado, Delanne manteve intensa produção intelectual, culminando na publicação de A Reencarnação, em 1924. Desencarnou em 15 de fevereiro de 1926, em Paris, deixando um legado sólido como pesquisador incansável que buscou unir ciência e espiritualidade. Sua obra marcou a continuidade do pensamento kardequiano e reafirmou a proposta de conciliação entre razão, fé e compreensão lógica do universo e dos seus habitantes: os espíritos.

 

Resumo da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira.


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