quarta-feira, 1 de abril de 2026
sábado, 28 de março de 2026
Excesso
“Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo todo e
perder a sua alma?” — Jesus (Marcos, 8:36)
Enquanto a criatura permanece no corpo terrestre, é
natural se preocupe com o problema da própria manutenção.
Vigilância não exclui previdência.
Mas não podemos olvidar que o apego ao supérfluo será
sempre introdução à loucura.
Tudo aquilo que o homem ajunta abusivamente, no campo
exterior, é motivo para aflição ou inutilidade.
Patrimônios físicos sem proveito, isca de sombra
atraindo inveja e discórdia.
Alimentos guardados, valores a caminho da podridão.
Roupa em desuso, asilo de traças.
Demasiados recursos amoedados, tentações para os
descendentes.
Todo excesso é parede mental isolando, aqueles que o
criam, em cárceres de orgulho e egoísmo, vaidade e mentira.
Observa, assim, o material que amontoas.
Tudo o que está fora de ti representa caminho em que
transitas.
Agarrar-se, pois, ao efêmero é prender-se à ilusão.
Mas todos os bens espirituais que ajuntares em ti
mesmo, como sejam virtude e educação, constituem valores inalienáveis a
brilharem contigo, aqui ou alhures, em sublimação para a vida eterna.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 73
sábado, 21 de março de 2026
Ouvidos
“Quem tem ouvidos de ouvir, ouça.” — Jesus (Mateus, 11:15)
Ouvidos… Toda gente os possui.
Achamos, no entanto, ouvidos superficiais em toda a
parte.
Ouvidos que apenas registram sons.
Ouvidos que se prendem a noticiários escandalosos.
Ouvidos que se dedicam a boatos perturbadores.
Ouvidos de propostas inferiores.
Ouvidos simplesmente consagrados à convenção.
Ouvidos de festa.
Ouvidos de mexericos.
Ouvidos de pessimismo.
Ouvidos de colar às paredes.
Ouvidos de complicar.
Se desejas, porém, sublimar as possibilidades de
acústica da própria alma, estuda e reflete, pondera e auxilia, fraternalmente,
e terás contigo os “ouvidos de ouvir”, a que se reportava Jesus, criando em ti
mesmo o entendimento para a assimilação da Eterna Sabedoria.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 72
sexta-feira, 20 de março de 2026
Você conhece a história de José Martins Peralva?
José
Martins Peralva nasceu em 1º de abril de 1918, na cidade de Buquim, em Sergipe.
Filho de Basílio Martins Peralva e Etelvina da Fonseca Peralva, teve forte
influência do pai, que foi um dos pioneiros do Espiritismo na região. Desde os
seis anos de idade acompanhava as atividades mediúnicas e doutrinárias
realizadas em casa, onde presenciou curas e estudos da doutrina baseados nos
ensinamentos de Allan Kardec, recebendo assim sólida formação espírita ainda na
infância.
A
adolescência de Martins Peralva foi marcada por grandes dificuldades após a
morte do pai, quando ele tinha apenas 13 anos. A família enfrentou sérios
problemas financeiros, e, mesmo sendo o mais jovem dos irmãos, assumiu
responsabilidades para ajudar no sustento do lar. Trabalhou em diversos
empregos desde muito cedo, demonstrando esforço, disciplina e perseverança,
características que mais tarde também marcariam sua atuação no movimento
espírita.
Apesar
das lutas materiais, manteve-se ativo na divulgação do Espiritismo em Sergipe.
Participou de instituições espíritas, escreveu artigos doutrinários em jornais
e chegou a presidir a União Espírita Sergipana ainda jovem. Paralelamente,
atuou como jornalista e colaborador de periódicos, abordando temas espíritas,
culturais e sociais, contribuindo para ampliar o conhecimento da doutrina.
Em
1949, durante viagem ao sudeste do Brasil, teve um encontro marcante com Chico
Xavier no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo. A experiência
espiritual vivida nessa ocasião motivou sua mudança definitiva para Belo
Horizonte, onde passou a atuar intensamente no movimento espírita mineiro,
especialmente na União Espírita Mineira e no Centro Espírita Célia Xavier,
dedicando-se ao estudo, à divulgação e à formação de jovens espíritas.
Ao
longo de sua vida, destacou-se como escritor e expositor espírita, produzindo
obras doutrinárias de grande repercussão, como Estudando a Mediunidade,
Estudando o Evangelho, O Pensamento de Emmanuel, Mediunidade e Evolução e
Mensageiros do Bem. Também colaborou com jornais e instituições espíritas,
tornando-se uma das figuras mais respeitadas do Espiritismo em Minas Gerais.
Desencarnou em 3 de setembro de 2007, em Belo Horizonte, deixando importante
legado de estudo, divulgação e fidelidade aos princípios da Doutrina Espírita.
Resumo extraído da biografia encontrada no
site da União Espírita Mineira – UEM
sábado, 14 de março de 2026
Olhos
“… Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá
luz…” — Jesus (Mateus, 6:22)
Olhos… Patrimônio de todos.
Encontramos, porém, olhos diferentes em todos os
lugares.
Olhos de malícia…
Olhos de crueldade…
Olhos de ciúme…
Olhos de ferir…
Olhos de desespero…
Olhos de desconfiança…
Olhos de atrair a viciação…
Olhos de perturbar…
Olhos de registrar males alheios…
Olhos de desencorajar as boas obras…
Olhos de frieza…
Olhos de irritação…
Se aspiras, no entanto, a enobrecer os recursos da
visão, ama e ajuda, aprende e perdoa sempre, e guardarás contigo os “olhos
bons”, a que se referia o Cristo de Deus, instalando no próprio espírito a
grande compreensão suscetível de impulsionar-te à glória da Eterna Luz.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 71
sábado, 7 de março de 2026
Pacifica sempre
“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão
chamados filhos de Deus.” — Jesus (Mateus, 5:9)
Por muitas sejam as dores que te aflijam a alma,
asserena-te na oração e pacifica os quadros da própria luta.
Se alguém te fere, pacifica desculpando.
Se alguém te calunia, pacifica servindo.
Se alguém te menospreza, pacifica entendendo.
Se alguém te irrita, pacifica silenciando.
O perdão e o trabalho, a compreensão e a humildade são
as vozes inarticuladas de tua própria defesa.
Golpes e golpes são feridas e mais feridas.
Violência com violência somam loucura.
Não ergas o braço para bater, nem abras o verbo para
humilhar.
Diante de toda perturbação, cala e espera, ajudando
sempre.
O tempo sazona o fruto verde, altera a feição do
charco, amolece o rochedo e cobre o ramo fanado* de novas flores.
Censura é clima de fel.
Azedume é princípio de maldição.
Onde estiveres, pacifica.
Seja qual for a ofensa, pacifica.
E perceberás, por fim, que a paz do mundo é dom de
Deus, começando de ti.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 70
*fanado: que sofreu mutilação.
(Definições de Oxford Languages - Google)
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Felicidade: Uma Conquista do Espírito
No
dia 20 de março, o mundo celebra o Dia Internacional da Felicidade, instituído
pela Assembleia Geral da ONU em 28/06/2012 (Resolução 66/281), reconhecendo-a
como meta universal da humanidade. Assim, a propósito desta data tão
significativa, vamos refletir à luz da Doutrina Espírita sobre esse estado
interior de paz, consciência tranquila e fé no futuro (Livro dos Espíritos, q. 922),
bem como as condições para sua construção dentro de nós.
Primeiramente,
precisamos considerar o disposto na questão 920, onde os Espíritos ensinam que
não podemos gozar de felicidade completa aqui, pois este é um mundo de provas e
expiações, mas podemos suavizar os males e ser tão felizes quanto possível.
Isso nos revela que a felicidade é relativa e depende, sobretudo, da maneira
como encaramos as experiências da vida.
No Evangelho
segundo o Espiritismo, especialmente no capítulo V — “Bem-aventurados os
aflitos” — somos convidados a compreender que as dores e dificuldades possuem
causas justas e educativas. E assim sendo, quando logramos entender o
sofrimento como instrumento de crescimento, nasce em nós a resignação ativa —
não a passividade, mas a confiança em Deus. Essa postura íntima gera paz
interior, fundamento essencial da felicidade verdadeira.
Já Emmanuel
ensina, em diversas mensagens psicografadas por Chico Xavier, que a felicidade
real não procede das facilidades exteriores, mas da harmonia interior e do
dever bem cumprido, do serviço ao próximo, da consciência reta e da fidelidade
a Deus. Assim, cada gesto de amor e cada esforço de renovação moral ampliam
nossa capacidade de experimentar contentamento profundo.
André
Luiz, por sua vez, demonstra que, no plano espiritual, a felicidade está
diretamente ligada ao trabalho útil e à cooperação. Espíritos que se dedicam ao
bem sentem alegria e plenitude, enquanto os que permanecem presos ao egoísmo
experimentam perturbação. A felicidade, portanto, é consequência natural da
sintonia com as leis divinas.
Diante disso, ao iniciarmos o mês de março, refletimos: onde estamos buscando nossa felicidade? O Espiritismo nos orienta a procurá-la na transformação interior, na prática da caridade e na confiança em Deus. Que cada leitor aproveite este marco estabelecido em todo o mundo para renovar propósitos, fortalecer a vivência do Evangelho no lar, participar de atividades edificantes no meio espírita, exercitando, no cotidiano, pequenos gestos de amor e serviço. Mais do que um sentimento passageiro, a felicidade é conquista gradual do Espírito imortal — e começa agora, na decisão sincera de viver segundo os ensinamentos do Cristo.
DCSE/CEJG
Na luz da compaixão
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão
misericórdia.” — Jesus (Mateus, 5:7)
Deixa que a luz da compaixão te clareie a rota, para
que a sombra te não envolva.
Sofres a presença dos que te pisam as esperanças?
Compaixão para eles.
Ouves a palavra dos que te ironizam?
Compaixão para eles.
Padeces o assalto moral dos que te perturbam?
Compaixão para eles.
Recebes a farpa dos que te perseguem?
Compaixão para eles.
A crueldade e o sarcasmo, a demência e a vileza são
chagas que o tempo cura.
Rende graças a Deus, por lhes suportares o assédio sem
que partam de ti.
No fundo são males que surgem da ignorância, como a
cegueira nasce das trevas.
Não sanarás o desequilíbrio do louco, zurzindo-lhe a
cabeça, nem expulsarás a criminalidade do malfeitor, cortando-lhe os braços.
Diante de todos os desajustamentos alheios,
compadece-te e ampara sempre.
Perante todos os disparates do próximo, compadece-te e
faze o melhor que possas.
Todos somos alunos do educandário da vida e todos
somos suscetíveis de queda moral no erro.
Usa, pois, a misericórdia com os outros e acharás nos
outros a misericórdia para contigo.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 69
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Você conhece a história de Zilda Gama?
Zilda
Gama nasceu em 11 de março de 1878, em Três Ilhas, Juiz de Fora (MG), sendo a
segunda de onze filhos. Filha de um escrivão de paz e de uma professora
estadual, recebeu a educação inicial da própria mãe e formou-se professora
primária pela Escola Normal de São João Del Rei. Com apenas 24 anos, ficou órfã
e assumiu a responsabilidade pela família, cuidando de cinco irmãos menores e,
mais tarde, de cinco sobrinhos órfãos, demonstrando desde cedo grande senso de
dever e liderança.
Atuou
como professora e diretora escolar, destacando-se em concursos promovidos pela
Secretaria de Educação de Minas Gerais. Em 1931, participou ativamente do
movimento em prol dos direitos femininos no Brasil, sendo autora de uma tese
oficialmente aprovada no Congresso Nacional sobre o voto feminino. Também
colaborou com contos e poesias em importantes periódicos da antiga capital
federal, como o Jornal do Brasil, a Gazeta de Notícias e a Revista da Semana.
Ainda
jovem, passou a perceber a presença de Espíritos e recebeu mensagens do pai e da
irmã desencarnados, que a confortavam em momentos difíceis. Em 1912, recebeu
comunicação assinada por Allan Kardec, cujos ensinamentos foram posteriormente
reunidos na obra "Diário dos Invisíveis" (1929). A partir dessas
experiências, consolidou sua atuação mediúnica no movimento espírita.
Em
1916, foi informada por benfeitores espirituais de que psicografaria uma
novela, o que se concretizou sob a orientação do Espírito Victor Hugo. Dessa
parceria mediúnica surgiram obras como "Na Sombra e na Luz", "Do
Calvário ao Infinito", "Redenção", "Dor Suprema e Almas
Crucificadas", publicadas pela Federação Espírita Brasileira. Tornou-se então
pioneira no país ao receber vasta produção literária do plano espiritual,
publicando ainda diversos outros títulos e organizando obras voltadas à
educação.
Em
1959, após sofrer um derrame cerebral, passou a viver em cadeira de rodas,
assistida por um sobrinho, e desencarnou em 10 de janeiro de 1969, no Rio de
Janeiro. Zilda Gama foi uma antecessora de Francisco Cândido Xavier, e sua
mediunidade contribuiu para aproximar muitos encarnados e desencarnados da
Doutrina Espírita, deixando um legado de esclarecimento e consolação. Atendeu
prontamente ao chamado de Jesus e à proteção espiritual de Allan Kardec.
Resumo
da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira.

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