José
Martins Peralva nasceu em 1º de abril de 1918, na cidade de Buquim, em Sergipe.
Filho de Basílio Martins Peralva e Etelvina da Fonseca Peralva, teve forte
influência do pai, que foi um dos pioneiros do Espiritismo na região. Desde os
seis anos de idade acompanhava as atividades mediúnicas e doutrinárias
realizadas em casa, onde presenciou curas e estudos da doutrina baseados nos
ensinamentos de Allan Kardec, recebendo assim sólida formação espírita ainda na
infância.
A
adolescência de Martins Peralva foi marcada por grandes dificuldades após a
morte do pai, quando ele tinha apenas 13 anos. A família enfrentou sérios
problemas financeiros, e, mesmo sendo o mais jovem dos irmãos, assumiu
responsabilidades para ajudar no sustento do lar. Trabalhou em diversos
empregos desde muito cedo, demonstrando esforço, disciplina e perseverança,
características que mais tarde também marcariam sua atuação no movimento
espírita.
Apesar
das lutas materiais, manteve-se ativo na divulgação do Espiritismo em Sergipe.
Participou de instituições espíritas, escreveu artigos doutrinários em jornais
e chegou a presidir a União Espírita Sergipana ainda jovem. Paralelamente,
atuou como jornalista e colaborador de periódicos, abordando temas espíritas,
culturais e sociais, contribuindo para ampliar o conhecimento da doutrina.
Em
1949, durante viagem ao sudeste do Brasil, teve um encontro marcante com Chico
Xavier no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo. A experiência
espiritual vivida nessa ocasião motivou sua mudança definitiva para Belo
Horizonte, onde passou a atuar intensamente no movimento espírita mineiro,
especialmente na União Espírita Mineira e no Centro Espírita Célia Xavier,
dedicando-se ao estudo, à divulgação e à formação de jovens espíritas.
Ao
longo de sua vida, destacou-se como escritor e expositor espírita, produzindo
obras doutrinárias de grande repercussão, como Estudando a Mediunidade,
Estudando o Evangelho, O Pensamento de Emmanuel, Mediunidade e Evolução e
Mensageiros do Bem. Também colaborou com jornais e instituições espíritas,
tornando-se uma das figuras mais respeitadas do Espiritismo em Minas Gerais.
Desencarnou em 3 de setembro de 2007, em Belo Horizonte, deixando importante
legado de estudo, divulgação e fidelidade aos princípios da Doutrina Espírita.
Resumo extraído da biografia encontrada no
site da União Espírita Mineira – UEM

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