sexta-feira, 31 de julho de 2026

Reuniões públicas/CEJG - Agosto/2026

 


Apreço

 

“Dando sempre graças a Deus por tudo em Nosso Senhor Jesus Cristo.” — Paulo (Efésios, 5:20)

 

O Universo é uma corrente de amor, em movimento incessante. Não lhe interrompas a fluência das vibrações.

Nesse sentido, recorda que ninguém é tão sacrificado pelo dever que não possa, de quando em quando, levantar os olhos ou dizer uma frase, em sinal de agradecimento.

Considera sagradas as tuas horas de obrigação, mas não te esqueças do minuto de apreço aos outros.

Os pais não te discutem o carinho, entretanto, multiplicarão as próprias forças com o teu gesto de entendimento; os filhos anotam-te a bondade, no entanto, experimentarão novo alento com o teu sorriso encorajador; os colegas de ação conhecem-te a solidariedade, mas serão bafejados por renovadora energia, perante a reafirmação de teu concurso espontâneo, e os companheiros reconhecem-te a amizade, contudo, entesouram estímulos santos, em te ouvindo a mensagem fraterna.

Ninguém pode avaliar a importância das pequeninas doações.

Uma prece, uma saudação afetuosa, uma flor ou um bilhete amistoso conseguem apagar longo fogaréu da discórdia ou dissipar rochedos de sombra.

Não nos reportamos aqui ao elogio que estraga ou à lisonja que envenena. Referimo-nos à amizade e à gratidão que valorizam o trabalho e alimentam o bem.

Por mais dura seja a estrada, aprende a sorrir e a abençoar, para que a alegria siga adiante, incentivando os corações e as mãos que operam a expansão da Bondade Infinita.

O próprio Deus nunca se encontra tão excessivamente ocupado que não se lembre de sustentar o Sol, para que o Sol aqueça, em seu nome, o último verme, na última reentrância abismal.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 91


quinta-feira, 30 de julho de 2026

Você conhece a história de William Crookes?

 

William Crookes nasceu em 17 de junho de 1832, em Londres, Inglaterra, e destacou-se como um dos maiores cientistas de sua época. Químico e físico de renome, realizou importantes descobertas, como o isolamento do tálio, a construção do radiômetro e a identificação do chamado estado radiante da matéria. Seu prestígio levou-o a ocupar cargos de destaque em diversas sociedades científicas e a receber da rainha Vitória o título de "Sir".

 

Movido pelo rigor científico e pelo desejo de verificar a autenticidade dos chamados fenômenos mediúnicos, Crookes iniciou pesquisas sobre a mediunidade sem aceitar previamente sua veracidade. Seu objetivo era investigar os fatos com imparcialidade e, se possível, comprovar a existência de fraudes. A partir de 1869, passou a realizar experimentos com diversos médiuns, aplicando métodos de observação e controle compatíveis com o conhecimento científico da época.

 

Suas pesquisas mais conhecidas ocorreram com a jovem médium Florence Cook, por meio da qual estudou as materializações do Espírito conhecido como Katie King. Durante anos, submeteu os fenômenos a rigorosas investigações, acompanhando inúmeras sessões e realizando diversos testes. As experiências causaram grande repercussão no meio científico, por apresentarem evidências que, segundo suas conclusões, não poderiam ser explicadas por fraude ou ilusionismo.

 

Após longa investigação, William Crookes declarou-se convencido da realidade dos fenômenos espíritas. Diferentemente de muitos cientistas contemporâneos, que preferiram silenciar diante das evidências por receio das críticas, Crookes publicou os resultados de suas pesquisas na obra Fatos Espíritas, afirmando sua célebre conclusão: "Não digo que isto é possível; digo: isto é real!". Sua postura representou importante contribuição para o estudo científico dos fenômenos relacionados à mediunidade e fortaleceu o diálogo entre ciência e Espiritismo.

 

William Crookes desencarnou em 4 de abril de 1919, em Londres, deixando um legado reconhecido tanto pela ciência quanto pelo movimento espírita. Suas investigações demonstraram que os fenômenos mediúnicos poderiam ser estudados com seriedade, método e imparcialidade, tornando-o uma das personalidades mais importantes na história das pesquisas científicas sobre a mediunidade e um dos mais respeitados colaboradores da divulgação do Espiritismo.

 

Fonte: Federação Espírita Brasileira (FEB).


sábado, 25 de julho de 2026

Esperanto: Um Ideal de Fraternidade a Serviço do Evangelho

 


O mês de julho possui um significado especial para todos os esperantistas. Em 26 de julho de 1887, L. L. Zamenhof publicou o "Unua Libro", lançando oficialmente ao mundo o Esperanto, uma língua internacional planejada para aproximar os povos por meio da compreensão mútua e da fraternidade. Mais do que um projeto linguístico, o Esperanto nasceu como um ideal humanitário, inspirado pelo desejo de superar preconceitos, rivalidades e barreiras que, por séculos, dificultaram a convivência pacífica entre as nações. Seus princípios de neutralidade, igualdade e respeito encontram profunda sintonia com os ensinamentos do Cristo e com os ideais da Doutrina Espírita.

No meio espírita, essa afinidade sempre foi reconhecida. Em "O Esperanto como Revelação", o Espírito Francisco Valdomiro Lorenz afirma que o Esperanto não surgiu por acaso, mas foi preparado no Plano Espiritual como instrumento de aproximação entre os povos, sendo confiado ao "gênio da confraternização humana", L. L. Zamenhof, para sua concretização na Terra. Segundo essa obra, a unificação moral da humanidade exige também instrumentos capazes de favorecer o entendimento entre as criaturas, preparando os caminhos para uma convivência mais fraterna.

Diversos benfeitores espirituais igualmente manifestaram apoio a esse ideal. Emmanuel asseverou que "o Esperanto é o mais avançado instrumento da fraternidade entre os povos", destacando que sua difusão acompanha os esforços do Evangelho na construção de um mundo melhor. Bezerra de Menezes incentivou reiteradas vezes os espíritas a estudarem e divulgarem a língua, considerando-a valioso recurso para a propagação da mensagem espírita além das fronteiras nacionais. Também o Espírito Abel Gomes enfatizou que o Esperanto constitui importante elemento de aproximação das consciências, colaborando para a obra da regeneração da Humanidade.

Não é coincidência que Espiritismo e Esperanto tenham surgido no século XIX, ambos propondo a união da família humana. Enquanto Allan Kardec apresentou ao mundo a Doutrina Espírita, demonstrando a imortalidade da alma e a lei universal da fraternidade, L. L. Zamenhof ofereceu uma ferramenta prática para facilitar o diálogo entre pessoas de diferentes culturas. O primeiro une consciências pela compreensão das Leis Divinas; o segundo aproxima corações pela comunicação sem privilégios nacionais. Ambos apontam para o mesmo ideal: a construção de uma Humanidade mais justa, pacífica e solidária.

Neste mês em que celebramos o aniversário do Esperanto, somos convidados a refletir sobre nossa participação nesse grandioso projeto. Estudar e divulgar essa língua não significa apenas aprender um novo idioma, mas colaborar com um ideal de fraternidade universal que dialoga profundamente com os princípios espíritas. Que as instituições e os trabalhadores espíritas acolham com renovado entusiasmo esse legado, fortalecendo grupos de estudo, incentivando seu aprendizado e utilizando-o como instrumento de divulgação do Evangelho e da Doutrina Espírita. Afinal, como ensina o Espiritismo, toda iniciativa que aproxima os seres humanos, derruba barreiras e fortalece a fraternidade constitui valiosa colaboração na construção do Reino de Deus entre os homens.

DCSE/CEJG


Em constante renovação

 

“Renovai-vos no espírito…” — Paulo (Efésios, 4:23)

 

Aperfeiçoar para o bem é impositivo da Lei.

Em muitas ocasiões, afirmas-te cansado, sem qualquer recurso para empreender a tua transformação.

Acreditas-te doente, incapaz…

Dizes-te inabilitado, semimorto…

No entanto, agora, como há séculos de séculos, a Natureza em tudo é sublime renascimento.

Renovam-se os dias.

Renovam-se as estações.

Velhas árvores decepadas deitam vergônteas novas.

Pedras multimilenárias dão forma diferente aos serviços da evolução.

Na própria química do corpo em que temporariamente resides, a renovação há de ser incessante.

Renova-se o ar que respiras.

Renova-se o alimento de que te nutres.

Renova-se a organização celular em que te apoias.

Renova-se a limpeza que te acalenta a saúde. Deixa, assim, que a tua emoção e a tua ideia se transfigurem para fazer o melhor.

Estuda, raciocina, observa e medita…

Mais tarde, é certo que a reencarnação te conduzirá para novas lutas e novos ensinamentos; entretanto, permanece convicto de que toda lição nobre, aprendida hoje, por mais obscura e mais simples, será sempre facilidade a sorrir-te amanhã.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 90


sábado, 18 de julho de 2026

Inesquecível advertência

 

“… Que te importa a ti? Segue-me tu.” — Jesus (João, 21:22)

 

Viste, sim, as desilusões com que não contávamos.

Muitos daqueles mesmos amigos que nos exortavam à estrada certa, enovelaram-se nos cipoais da perturbação, como que petrificados na indiferença.

Companheiros que supúnhamos estandartes vivos nas trilhas da verdade; renderam-se a deslavadas mentiras.

Irmãos que nos prometeram fidelidade inquebrantável deixaram-nos a sós, na primeira dificuldade.

Parentes que nos deviam proteção e respeito bandearam-se para campos de sombra e vício, hostilizando-nos o ideal.

E multiplicam-se tropeços para que a nossa caminhada se obstrua.

Converteram-se estímulos em sarcasmos.

Quem nos dava esperança, fornece negação.

Quem ontem nos ajudava, hoje nos desajuda.

Mãos que nos atiravam flores de aplauso fazem agora chover sobre nós as farpas da incompreensão.

Sozinhos, sim… Muita vez, encontrar-nos-emos, desse modo, entre a expectativa e a solidão.

Nosso primeiro impulso é o de reclamar naquilo que supomos nosso direito; contudo, buscando a palavra do Evangelho, surpreendemos a inesquecível advertência do Senhor:
— … “Que te importa a ti? Segue-me tu.”

  

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 89


sábado, 11 de julho de 2026

Vasos de barro

 

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a sublimidade seja da virtude de Deus e não de nós.” — Paulo (II Coríntios, 4:7)

 

Não te furtes a transmitir os dons do Evangelho.

Se caíste, levanta-te e estende as mãos, construindo o melhor.

Se estiveste em erro até ontem, reconsidera o gesto impensado e ajuda aos semelhantes.

Se doente, permanece na confiança, encorajando e esclarecendo a quem te ouve a palavra.

Se cansado, recompõe as próprias forças na fé, e prossegue amparando sempre.

Caluniado, perdoa e esquece o golpe, procurando servir.

Menosprezado, não firas ninguém e esforça-te por ser útil.

Perseguido, esquece o mal e faze o bem que possas.

Insultado, olvida toda ofensa e auxilia sem mágoa.

Em meio de todas as fraquezas e vicissitudes que nos rodeiam a alma, estejamos convictos com o apóstolo Paulo de que possuímos o conhecimento da verdade e a flama do amor, como quem transporta um tesouro em vasos de barro, para que a excelência da virtude resplandeça por luz de Deus e não nossa.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 88


quarta-feira, 8 de julho de 2026

Diante de outras nações

 

Conservarás a dignidade do lar e honrarás, amando infatigavelmente, os pais que te proporcionaram berço e vida.

Nunca sonegarás teu auxílio aos que te peçam amparo e compreensão no aconchego doméstico.

Exaltarás, servindo, a terra que te acolhe por mãe generosa, retribuindo, em cuidado e respeito, o pão que ela te dá.

Saberás agradecer o espaço em que movimentas, assegurando-lhe a limpeza e ofertando-lhe, sempre que possível, o perfume de alguma flor que dependa de teu carinho.

Situarás, enfim, o coração na pátria que te reúne aos irmãos do mesmo ideal e da mesma língua, mas não olvidarás que o mesmo céu estrelado, de vigia sobre as nossas aspirações, agasalha as esperanças de outros povos que recebem como nós a Bênção de Deus.

Quando procures o trabalho, cada manhã, recorda que outros homens fazem o mesmo, quando o Sol lhes anuncia um dia novo, e, quando envolvas teus filhos nas preces da noite, pensa nas mães que, em países distantes, velam igualmente, suplicando ao Todo Misericordioso lhes proteja e conduza os entes queridos.

Não julgues que a riqueza amoedada de alguns e a carência econômica de outros sejam motivo a diferenças. As dores que nos aprimoram a alma e as alegrias que nos impulsionam para a frente vibram em milhares e milhares de corações no outro hemisfério.

Quando algo ouças, em torno de grupos dessa ou daquela nação que estejam empreendendo a guerra de conquista, ora por eles; são irmãos que desconhecem as reações dolorosas que lhes reajustarão o espírito mais tarde.

E quando escutes algum noticiário, acerca de grupos outros que estejam em provação, ora igualmente por eles, para que não lhes escasseiem o dom do trabalho e a força da paciência. A todos considera como sendo nossos companheiros, criaturas do mesmo Criador e filhos do mesmo Pai. De futuro, nos reinos do Espírito, vê-los-ás na condição da Humanidade — nossa verdadeira família.

Aprende, pois, desde hoje, a banir do teu dicionário a palavra “estrangeiro” e, em se referindo a alguém que haja nascido em clima diverso, deixa que a fraternidade te suba da alma aos lábios e dize sinceramente “nosso irmão”. 


Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Entre irmãos de outras terras

sábado, 4 de julho de 2026

Alimento verbal

 

“Mas a sabedoria que vem do Alto é primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos…” — (Tiago, 3:17)

 

Encontrarás a frase brilhante, repontando de toda a parte.

Empregam-na cientistas eméritos, articulando as interpretações que lhes vêm à cabeça, tomam-na filósofos variados para a exaltação dos princípios que esposam, usam-na os sofistas de todas as procedências para expressarem as ideias que lhes são próprias, apossam-se dela artistas diversos, colorindo as criações que lhes fluem da alma; entretanto, é preciso recebê-la na pauta do discernimento justo.

Há frases seguras e primorosas, ocultando imagens repelentes, assim como tecidos de ouro e pérolas, escondendo o monturo.

Examina o campo que te fornece alimento verbal.

Seja na escrita de mãos hábeis ou na fala de pessoas distintas, assinala o que recolhes.

A inspiração do Alto nasce na fonte dos sentimentos puros, busca a edificação da paz, através do equilíbrio e da afabilidade para com todos, manifesta-se no veículo da compreensão fraternal, exprimindo misericórdia, e produz bons frutos onde esteja.

Não te enganes com discursos preciosos, muita vez desprovidos de qualquer sinal construtivo.

É possível não consigas identificar, de pronto, as intenções de quem fala; entretanto, podes observar os resultados positivos da ação de cada conversador. E pelos frutos que pendem na árvore da vida de cada um, sabes perfeitamente a escolha que te convém.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 87


sexta-feira, 3 de julho de 2026

Você conhece a história de Zamenhof?

 

Ludwik Lejzer Zamenhof nasceu em 15 de dezembro de 1859, na cidade de Białystok, então pertencente ao Império Russo. Desde a infância, viveu em uma sociedade marcada por profundas divisões étnicas, religiosas e linguísticas. Poloneses, russos, judeus, alemães e bielorrussos conviviam na mesma cidade, mas frequentemente em clima de desconfiança e hostilidade, agravado pelas dificuldades de comunicação entre povos que falavam idiomas diferentes. Esse ambiente de conflitos despertou nele, desde muito cedo, o desejo de encontrar um caminho para promover a compreensão e a fraternidade entre as pessoas. 

Filho de um professor de línguas, Zamenhof teve acesso ao estudo de diversos idiomas e percebeu que as barreiras linguísticas alimentavam preconceitos e dificultavam o diálogo. Convencido de que uma língua neutra, simples e pertencente a toda a humanidade poderia aproximar povos de diferentes culturas, começou ainda adolescente a desenvolver um novo idioma internacional. Seu objetivo não era substituir as línguas nacionais, mas oferecer um meio de comunicação imparcial que favorecesse o respeito mútuo e a cooperação entre as nações. 

Após anos de estudo e aperfeiçoamento, publicou, em 1887, o Unua Libro ("Primeiro Livro"), utilizando o pseudônimo "Doktoro Esperanto" ("Doutor Esperançoso"). O nome do autor acabou tornando-se o próprio nome da língua: Esperanto. Graças à sua gramática regular, vocabulário acessível e facilidade de aprendizado, o idioma rapidamente despertou interesse em diversos países, formando uma comunidade internacional unida pelos ideais de igualdade, amizade e entendimento entre os povos. 

Além de criar a língua, Zamenhof dedicou sua vida à divulgação de um ideal humanitário baseado no respeito às diferenças e na convivência pacífica. Traduziu importantes obras literárias para o Esperanto, incentivou encontros internacionais e procurou mostrar que uma comunicação neutra poderia reduzir rivalidades e fortalecer a fraternidade universal. Para ele, a língua era apenas um instrumento a serviço de valores mais elevados, como a paz, a justiça e a solidariedade. 

Zamenhof desencarnou em 14 de abril de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, justamente quando o mundo vivia um dos períodos mais violentos de sua história. Embora não tenha visto plenamente realizado seu sonho de união entre os povos, deixou um legado que permanece vivo em todos os continentes. O Esperanto continua sendo utilizado por pessoas de diferentes nacionalidades como símbolo de diálogo, compreensão e fraternidade, refletindo o ideal de seu criador de aproximar a humanidade por meio de uma língua neutra e acessível a todos.


Palestras CEJG - Julho/2026