Cairbar
Schutel nasceu em 22 de setembro de 1868, no Rio de Janeiro, e ficou órfão
ainda criança, sendo criado pelo avô, que o matriculou no Imperial Colégio
Pedro II. Ainda jovem, tornou-se prático de farmácia e mudou-se para o interior
de São Paulo, vivendo em cidades como Piracicaba, Araraquara e Matão. Em Matão,
destacou-se não apenas como profissional, mas também como importante líder
local, contribuindo para a emancipação do município e tornando-se o primeiro
presidente da Câmara Municipal da cidade.
Seu
contato com o Espiritismo ocorreu por meio de amigos ligados às reuniões
mediúnicas. Inicialmente curioso, impressionou-se ao assistir a comunicações
espirituais de elevado teor moral. Pouco tempo depois, desenvolveu suas
próprias faculdades mediúnicas, especialmente a psicografia, por meio da qual
recebeu mensagens do próprio pai desencarnado. A partir dessas experiências,
aprofundou-se no estudo das obras de Allan Kardec, tornando-se dedicado
estudioso e divulgador da Doutrina Espírita.
Em
1905, fundou o Centro Espírita Amantes da Pobreza, pioneiro na região paulista,
além do jornal O Clarim, um dos mais importantes periódicos espíritas do
Brasil. Posteriormente, lançou a Revista Internacional do Espiritismo,
ampliando ainda mais a divulgação doutrinária. Como escritor e polemista,
destacou-se pela defesa firme e respeitosa do Espiritismo diante das críticas e
perseguições da época, conquistando grande respeito moral, inclusive entre
adversários.
Conhecido
como “Médico dos Pobres” e “Pai da Pobreza de Matão”, Cairbar Schutel dedicou
grande parte da vida ao auxílio dos necessitados. Atendia gratuitamente pessoas
carentes, fornecendo remédios e assistência sem cobrar nada. Sua residência
tornou-se ponto de acolhimento aos pobres e sofredores, refletindo seu profundo
espírito de caridade, desapego material e vivência prática dos ensinamentos
cristãos defendidos pelo Espiritismo.
Cairbar Schutel desencarnou em 30 de janeiro de 1938, na cidade de Matão, cercado do respeito e admiração do movimento espírita brasileiro. Na lápide de seu túmulo foi gravada a frase: “Vivi, vivo e viverei, porque sou imortal”, síntese de sua convicção na imortalidade da alma. Conhecido como o “Apóstolo de Matão”, deixou importante legado como médium, escritor, jornalista e propagador incansável da Doutrina Espírita no Brasil.
Resumo da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira.

Nenhum comentário:
Postar um comentário