sexta-feira, 29 de maio de 2026

Você conhece a história de Cairbar Schutel?

 

Cairbar Schutel nasceu em 22 de setembro de 1868, no Rio de Janeiro, e ficou órfão ainda criança, sendo criado pelo avô, que o matriculou no Imperial Colégio Pedro II. Ainda jovem, tornou-se prático de farmácia e mudou-se para o interior de São Paulo, vivendo em cidades como Piracicaba, Araraquara e Matão. Em Matão, destacou-se não apenas como profissional, mas também como importante líder local, contribuindo para a emancipação do município e tornando-se o primeiro presidente da Câmara Municipal da cidade.

Seu contato com o Espiritismo ocorreu por meio de amigos ligados às reuniões mediúnicas. Inicialmente curioso, impressionou-se ao assistir a comunicações espirituais de elevado teor moral. Pouco tempo depois, desenvolveu suas próprias faculdades mediúnicas, especialmente a psicografia, por meio da qual recebeu mensagens do próprio pai desencarnado. A partir dessas experiências, aprofundou-se no estudo das obras de Allan Kardec, tornando-se dedicado estudioso e divulgador da Doutrina Espírita.

Em 1905, fundou o Centro Espírita Amantes da Pobreza, pioneiro na região paulista, além do jornal O Clarim, um dos mais importantes periódicos espíritas do Brasil. Posteriormente, lançou a Revista Internacional do Espiritismo, ampliando ainda mais a divulgação doutrinária. Como escritor e polemista, destacou-se pela defesa firme e respeitosa do Espiritismo diante das críticas e perseguições da época, conquistando grande respeito moral, inclusive entre adversários.

Conhecido como “Médico dos Pobres” e “Pai da Pobreza de Matão”, Cairbar Schutel dedicou grande parte da vida ao auxílio dos necessitados. Atendia gratuitamente pessoas carentes, fornecendo remédios e assistência sem cobrar nada. Sua residência tornou-se ponto de acolhimento aos pobres e sofredores, refletindo seu profundo espírito de caridade, desapego material e vivência prática dos ensinamentos cristãos defendidos pelo Espiritismo.

Cairbar Schutel desencarnou em 30 de janeiro de 1938, na cidade de Matão, cercado do respeito e admiração do movimento espírita brasileiro. Na lápide de seu túmulo foi gravada a frase: “Vivi, vivo e viverei, porque sou imortal”, síntese de sua convicção na imortalidade da alma. Conhecido como o “Apóstolo de Matão”, deixou importante legado como médium, escritor, jornalista e propagador incansável da Doutrina Espírita no Brasil. 


Resumo da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira.

 


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