sábado, 25 de julho de 2026

Esperanto: Um Ideal de Fraternidade a Serviço do Evangelho

 


O mês de julho possui um significado especial para todos os esperantistas. Em 26 de julho de 1887, L. L. Zamenhof publicou o "Unua Libro", lançando oficialmente ao mundo o Esperanto, uma língua internacional planejada para aproximar os povos por meio da compreensão mútua e da fraternidade. Mais do que um projeto linguístico, o Esperanto nasceu como um ideal humanitário, inspirado pelo desejo de superar preconceitos, rivalidades e barreiras que, por séculos, dificultaram a convivência pacífica entre as nações. Seus princípios de neutralidade, igualdade e respeito encontram profunda sintonia com os ensinamentos do Cristo e com os ideais da Doutrina Espírita.

No meio espírita, essa afinidade sempre foi reconhecida. Em "O Esperanto como Revelação", o Espírito Francisco Valdomiro Lorenz afirma que o Esperanto não surgiu por acaso, mas foi preparado no Plano Espiritual como instrumento de aproximação entre os povos, sendo confiado ao "gênio da confraternização humana", L. L. Zamenhof, para sua concretização na Terra. Segundo essa obra, a unificação moral da humanidade exige também instrumentos capazes de favorecer o entendimento entre as criaturas, preparando os caminhos para uma convivência mais fraterna.

Diversos benfeitores espirituais igualmente manifestaram apoio a esse ideal. Emmanuel asseverou que "o Esperanto é o mais avançado instrumento da fraternidade entre os povos", destacando que sua difusão acompanha os esforços do Evangelho na construção de um mundo melhor. Bezerra de Menezes incentivou reiteradas vezes os espíritas a estudarem e divulgarem a língua, considerando-a valioso recurso para a propagação da mensagem espírita além das fronteiras nacionais. Também o Espírito Abel Gomes enfatizou que o Esperanto constitui importante elemento de aproximação das consciências, colaborando para a obra da regeneração da Humanidade.

Não é coincidência que Espiritismo e Esperanto tenham surgido no século XIX, ambos propondo a união da família humana. Enquanto Allan Kardec apresentou ao mundo a Doutrina Espírita, demonstrando a imortalidade da alma e a lei universal da fraternidade, L. L. Zamenhof ofereceu uma ferramenta prática para facilitar o diálogo entre pessoas de diferentes culturas. O primeiro une consciências pela compreensão das Leis Divinas; o segundo aproxima corações pela comunicação sem privilégios nacionais. Ambos apontam para o mesmo ideal: a construção de uma Humanidade mais justa, pacífica e solidária.

Neste mês em que celebramos o aniversário do Esperanto, somos convidados a refletir sobre nossa participação nesse grandioso projeto. Estudar e divulgar essa língua não significa apenas aprender um novo idioma, mas colaborar com um ideal de fraternidade universal que dialoga profundamente com os princípios espíritas. Que as instituições e os trabalhadores espíritas acolham com renovado entusiasmo esse legado, fortalecendo grupos de estudo, incentivando seu aprendizado e utilizando-o como instrumento de divulgação do Evangelho e da Doutrina Espírita. Afinal, como ensina o Espiritismo, toda iniciativa que aproxima os seres humanos, derruba barreiras e fortalece a fraternidade constitui valiosa colaboração na construção do Reino de Deus entre os homens.

DCSE/CEJG


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