Lembra-te
deles, os chamados mortos que embora invisíveis, não se fizeram ausentes…
Compadece-te
daqueles que passaram no mundo sem realizar os sonhos de bondade que lhes
vibraram no seio e volve o coração reconhecido para quantos te abençoaram a
existência com alguma nota de amor.
Eles
avançam para a vanguarda…
Muitas
vezes, quando menos felizes, esmolam-te o reconforto de uma oração e, vezes
outras, mergulham as dores que os afligem na taça de teu pranto, sequiosos de
paz e libertação…
Outros
muitos, porém, quais aves triunfantes nas rotas da Eternidade, buscam-te o
coração por ninho de afeto que o tempo não destruiu, envolvendo-te o ser no
calor de branda carícia para que o desânimo não te entorpeça a faculdade de
caminhar…
Lembra-te
deles e guarda-lhes a lição.
Ontem,
apertavam-te nos braços, partilhando-te a experiência.
Hoje,
transferidos de Plano, colhem os frutos das espécies que semearam.
Aguça
a audição mental e ouvirás o coro de vozes em que se pronunciam. Todos rogam-te
esperança e coragem, alargando-te os horizontes. E todos se lembram igualmente
de ti, desejando aproveites a riqueza das horas na construção do bem para a
doce morada de tua porvindoura alegria, porque, amanhã, estaremos todos
novamente reunidos no Lar da União Sublime, sem lágrimas e sem morte.
Scheilla/Chico Xavier - Livro: Irmãos unidos

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