sábado, 13 de junho de 2026

Divinos dons

 

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, de amor e de moderação.” — Paulo (II Timóteo, 1:7)

 

Realmente, não foi o Pai Excelso quem nos instilou o espírito do medo. Ao revés disso, conferiu-nos largamente a fortaleza, o amor e a moderação.

Todos somos, assim, dotados de recursos para desenvolver, ao infinito, os dons divinos da fortaleza que é valor moral, do amor que é serviço incessante no bem e da moderação que define equilíbrio.

Entretanto, à maneira do operário que foge à máquina, acreditando receber impunemente o salário da oficina, sem o suor do trabalho, desertamos da responsabilidade, supondo obter sem paga os benefícios da vida, sem o esforço do próprio burilamento. O operário, nessas circunstâncias, ganha vantagens materiais; contudo, na intimidade, permanece no nível da incompetência; e nós outros, em semelhante atitude, podemos desfrutar considerações do plano terrestre, mas, por dentro, estacamos na sombra da ignorância.

É por isso que geramos, em nosso prejuízo, o clima do medo, em que os monstros do egoísmo e da discórdia, do desespero e da crueldade se desenvolvem, tanto quanto a cultura de várias enfermidades prolifera na podridão.

Não te percas, desse modo, nas ideias enquistantes ou destruidoras do medo, capazes de operar a ruína dos melhores impulsos, porque, se utilizas a fortaleza, o amor e a moderação, — talentos de que o Senhor te investiu em favor do próprio aperfeiçoamento, — seguirás para diante, na Terra e além da Terra, com a luz do coração e a paz da consciência.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 84


sábado, 6 de junho de 2026

Presença divina

 

“Eis que estou convosco até o fim dos séculos…” — Jesus (Mateus, 28:20)

 

Pastores religiosos dos diversos templos cristãos declaram, todos os dias e por toda a parte, que Jesus está com os líderes mundiais, com os cientistas da Terra, com os orientadores da mente popular e com todas as linhas da Civilização; entretanto, vemos a maioria dos condutores e dos conduzidos no mundo, em franca discórdia, exibindo, aqui e ali, conflitos de sangue e ódio.

Tudo parece desmentir a boca otimista dos pregadores, tal a ventania de desavenças que sopra de todas as direções.

Os expositores do Evangelho, no entanto, conservam precisão matemática em semelhantes afirmativas.

Jesus não formulou promessas frustradas… Estará, sim, com todos os corações da Terra, sempre e sempre; contudo, a Doutrina Espírita, suplementando as anotações do Testamento do Cristo, vem explicar, sem sombra de dúvida, que o Mestre está e estará com toda a Humanidade, mas apenas conheceremos fruto visível e imediatamente aproveitável de sua presença sublime, na criatura terrestre, dessa ou daquela posição, que esteja também com Ele.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 83


sexta-feira, 5 de junho de 2026

O consumo consciente e a preservação do meio ambiente

 

Imagem: gov/ANS

“As manifestações de vida nos vários reinos da Natureza, abrangendo o homem, significam a expressão do Verbo Divino, em escala gradativa nos processos de aperfeiçoamento da Terra?

Sim, em todos os reinos da Natureza palpita a vibração de Deus, como o Verbo Divino da Criação Infinita; e, no quadro sem-fim do trabalho da experiência, todos os princípios, como todos os indivíduos, catalogam os seus valores e aquisições sagradas para a vida imortal.”

Emmanuel – Livro: O Consolador, q. 28

         No mês de junho, dentre tantas efemérides e festividades que carreiam vibrações de muita alegria para grande parte da população brasileira, temos, no dia 5, a data que nos lembra do compromisso com a casa em que vivemos. Esse compromisso nos conclama aos cuidados com o meio ambiente oferecido por Gaia, a Mãe Terra, segundo a mitologia grega.

Mais do que uma pauta social ou política, a preservação do nosso orbe deve ser considerada por nós — que já conseguimos vislumbrar o infinito além da matéria que temporariamente utilizamos para o nosso desempenho evolutivo — como uma disciplina da grade escolar que deveremos aprender e aplicar, provando, assim, o desenvolvimento do nosso potencial de fraternidade, desapego e elevação moral.

Segundo as informações trazidas na questão 28 do livro O Consolador, pelo benfeitor Emmanuel, podemos afirmar que Deus está presente em todos os reinos da natureza, onde os elementos que os compõem estão colocados em estágios graduais e encadeados numa jornada evolutiva. Nós, humanos, ocupando o topo destes estágios entre as espécies encarnadas no planeta, devemos assumir um papel de facilitadores nesse processo, como podemos ler e deduzir, ainda, em outra afirmação de Emmanuel, no livro Renúncia: “O mundo material é uma tenda de esforços infinitos, onde fomos chamados a colaborar com o Criador no aperfeiçoamento de suas obras.” Essa cooperação pode começar através de pequenos esforços, tais como o controle de nossos impulsos de consumo e o redirecionamento das nossas condutas diárias, ou seja, tomando atitudes conscientes.

Quando consumimos além do necessário, gerando desperdício e esgotamento de recursos, materializamos, através dessas atitudes, nossos malfadados vícios conhecidos como orgulho e egoísmo. Segundo o Espírito da Verdade afirma, em resposta a Kardec na questão 785 de O Livro dos Espíritos, esses vícios são o maior obstáculo ao progresso da humanidade.

Enfim, a construção do Mundo de Regeneração que aguardamos ansiosamente exige de nós mudanças drásticas para que essa obra se materialize o quanto antes. Isto requer reflexão sobre: O que estamos pondo no prato? Qual a origem destes alimentos? Quanto e o que foi destruído no caminho até o prato? O mesmo vale para tudo o que temos consumido. Como seres de consciências despertas, todo o mundo estará melhor e caminharemos a passos mais largos na construção do Reino tão bem cantado por nosso Mestre!

“A Natureza é sempre o livro divino, onde as mãos de Deus escrevem a história de sua sabedoria, livro da vida que constitui a escola de progresso espiritual do homem, evoluindo constantemente com o esforço e a dedicação de seus discípulos.” (Emmanuel – Livro: O consolador, q. 27).

         Sejamos bons discípulos! 

DCSE/CEJG


sábado, 30 de maio de 2026

Tua obra

 

“Mas prove cada um a sua própria obra e terá glória só em si mesmo e não noutro.” — Paulo (Gálatas, 6:4)

 

Ainda mesmo que te sintas em lugar impróprio às tuas aptidões e mesmo que as tuas atividades pareçam sem qualquer importância, lembra-te de que a Lei do Senhor te coloca presentemente na condição em que podes produzir melhor e aprender com mais segurança.

Tens, assim, a tua obra particular e intransferível na execução do plano universal de Deus.

Não aspires, desse modo, a assumir, de imediato, as responsabilidades daqueles que se encontram expostos à multidão, a pretexto de desempenhares mandato especial, ante a Providência Divina.

A tarefa de que te incumbes, nos últimos degraus ou no plano mais obscuro do lar, é de suma importância nos desígnios do Senhor. A folha de papel que te sai das mãos pode ser aquela em que se grafarão palavras destinadas ao consolo de toda a comunidade, e o menino que te obriga a pesadas noites de insônia pode trazer consigo o trabalho de auxílio providencial a um povo inteiro. A fonte que proteges, em muitas ocasiões, será o alimento para milhares de criaturas, e a árvore que plantas dar-te-á, talvez amanhã, o remédio de que precises.

Tua obra de hoje é o serviço que o Senhor te deu hoje a realizar. Faze-o do melhor modo, recordando que, apesar da grandeza divina do nosso Divino Mestre, foi ele, um dia, na Terra, humilde criança, constituindo obra de abnegação e de amor para os braços de pobre mãe, recolhida temporariamente à estrebaria, sem conforto e sem lar.        

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 82



sexta-feira, 29 de maio de 2026

Você conhece a história de Cairbar Schutel?

 

Cairbar Schutel nasceu em 22 de setembro de 1868, no Rio de Janeiro, e ficou órfão ainda criança, sendo criado pelo avô, que o matriculou no Imperial Colégio Pedro II. Ainda jovem, tornou-se prático de farmácia e mudou-se para o interior de São Paulo, vivendo em cidades como Piracicaba, Araraquara e Matão. Em Matão, destacou-se não apenas como profissional, mas também como importante líder local, contribuindo para a emancipação do município e tornando-se o primeiro presidente da Câmara Municipal da cidade.

Seu contato com o Espiritismo ocorreu por meio de amigos ligados às reuniões mediúnicas. Inicialmente curioso, impressionou-se ao assistir a comunicações espirituais de elevado teor moral. Pouco tempo depois, desenvolveu suas próprias faculdades mediúnicas, especialmente a psicografia, por meio da qual recebeu mensagens do próprio pai desencarnado. A partir dessas experiências, aprofundou-se no estudo das obras de Allan Kardec, tornando-se dedicado estudioso e divulgador da Doutrina Espírita.

Em 1905, fundou o Centro Espírita Amantes da Pobreza, pioneiro na região paulista, além do jornal O Clarim, um dos mais importantes periódicos espíritas do Brasil. Posteriormente, lançou a Revista Internacional do Espiritismo, ampliando ainda mais a divulgação doutrinária. Como escritor e polemista, destacou-se pela defesa firme e respeitosa do Espiritismo diante das críticas e perseguições da época, conquistando grande respeito moral, inclusive entre adversários.

Conhecido como “Médico dos Pobres” e “Pai da Pobreza de Matão”, Cairbar Schutel dedicou grande parte da vida ao auxílio dos necessitados. Atendia gratuitamente pessoas carentes, fornecendo remédios e assistência sem cobrar nada. Sua residência tornou-se ponto de acolhimento aos pobres e sofredores, refletindo seu profundo espírito de caridade, desapego material e vivência prática dos ensinamentos cristãos defendidos pelo Espiritismo.

Cairbar Schutel desencarnou em 30 de janeiro de 1938, na cidade de Matão, cercado do respeito e admiração do movimento espírita brasileiro. Na lápide de seu túmulo foi gravada a frase: “Vivi, vivo e viverei, porque sou imortal”, síntese de sua convicção na imortalidade da alma. Conhecido como o “Apóstolo de Matão”, deixou importante legado como médium, escritor, jornalista e propagador incansável da Doutrina Espírita no Brasil. 


Resumo da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira.

 


sábado, 23 de maio de 2026

Prosseguindo

 

“Prossigo para o alvo…” — Paulo (Filipenses, 3:14)

 

Encontras o semblante amargo da solidão no momento em que as circunstâncias te compelem a deixar o conhecido.

Supões que a construção de toda a existência desaba sobre ti mesmo, como se a ausência da moldura familiar te rasgasse o quadro da própria alma.

Corações amigos, atraídos por outras sendas, abandonaram-te os ideais; pessoas queridas deixaram-te a sós; aposentaram-te a distância do trabalho de muitos anos, ou a morte, de passagem, ceifou o sorriso dos companheiros que te eram mais caros…

Sentes, por vezes, que estás deixando para trás tudo o que te parece mais valioso, entretanto, não é verdade.

Basta jornadeies corajosamente adiante e, buscando expressar-te em novas formas, reconhecerás que o amor e o trabalho são mais belos em teu caminho.

Compreenderás, então, que podes adicionar novas parcelas de alegria à felicidade dos que mais amas e que podes servir com mais entendimento às aspirações que te inspiram a marcha.

Se a vida te apresenta a fisionomia triste da solidão, recorda a própria imortalidade e não te detenhas.

O menino deixa a infância para entrar na mocidade, o jovem deixa a mocidade para entrar na madureza, o adulto deixa a madureza para entrar na senectude e o ancião deixa a extrema velhice para entrar no mundo espiritual, não como quem perde os valores adquiridos, mas sim prosseguindo para o alvo que as Leis de Deus nos assinalam a cada um…

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 81



domingo, 17 de maio de 2026

Bendigamos

 

“Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua contra o mal…” — Pedro (I Pedro, 3:10)

 

Não vale condenar.

O desmentido talvez chegue hoje, de maneira imprevista, porque a misericórdia é alicerce da Lei de Deus.

Reflete quantas vezes já observaste o socorro invisível ao que era tido em conta de mal irremediável.

Viste doentes graves voltarem repentinamente à saúde, quando já se achavam sentenciados à morte.

Conheceste malfeitores que se transformaram em homens de bem, quando pareciam totalmente afundados na delinquência.

Tateaste problemas complexos que encontraram equação de improviso, quando se te afiguravam plenamente insolúveis.

Choraste sobre situações inquietantes que tomaram rumo salvador, quando tudo te fazia crer em tragédia.

Seja qual seja a provação em curso, refreia a língua para que a tua língua não amaldiçoe.

É possível estejas vendo tudo em derredor de teus passos pelo prisma do desespero…

Entretanto, asserena-te e aguarda, confiante, porque, se a misericórdia de Deus ainda não está alcançando o teu quadro de luta, permanece a caminho.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 80



sábado, 9 de maio de 2026

Mãe - Presença de Deus!

 


A maternidade é uma das mais sublimes expressões do amor divino na Terra. No seio do lar — célula fundamental da sociedade — cada membro possui papel importante na construção da paz e da harmonia, mas a mãe se destaca como presença essencial, muitas vezes silenciosa e constante, sustentando o equilíbrio emocional e espiritual da família. À luz da Doutrina Espírita, compreendemos que o lar não é apenas um espaço físico, mas um ambiente de reencontros de almas, onde vínculos do passado se reajustam e se fortalecem sob a bênção do amor.

Desde antes do nascimento do filho, a mãe já revela sua grandeza, acolhendo o Espírito que retorna à experiência corporal com renúncia e dedicação. As dores do parto, as noites em vigília, o cuidado constante e o carinho desinteressado demonstram que a maternidade é verdadeiro exercício de doação. O Espiritismo nos ensina que esse amor não é apenas instintivo, mas também espiritual, frequentemente sustentado por compromissos assumidos antes da reencarnação, em favor do crescimento mútuo entre mães e filhos.

A Humanidade, reconhecendo esse valor inestimável, consagrou o Dia das Mães como momento especial de homenagem. No entanto, a Doutrina Espírita amplia essa visão, convidando-nos a cultivar gratidão e respeito todos os dias. O mandamento “honra teu pai e tua mãe”, registrado no Livro do Êxodo, foi confirmado por Jesus Cristo, que nos ensinou a vivê-lo não apenas em palavras, mas em atitudes concretas de amor, compreensão e cuidado.

Mesmo nas situações em que a convivência materna não ocorre como gostaríamos, seja pela ausência, pelas dificuldades de relacionamento ou por circunstâncias da vida, o Espiritismo nos orienta à compreensão e ao respeito. Cada experiência familiar atende a propósitos superiores, e reverenciar a mãe, ainda que no silêncio da prece e das boas vibrações, é reconhecer a sabedoria divina que conduz nossos caminhos.

Assim, mais do que flores ou presentes, a verdadeira homenagem no Dia das Mães deve traduzir-se em atitudes contínuas de carinho, respeito e assistência. Seja na alegria dos dias fáceis ou no amparo nos momentos de fragilidade, cabe a nós retribuir, ainda que parcialmente, o muito que recebemos. Que possamos lembrar que todos os dias são oportunidades abençoadas de honrar aquela que, na Terra, representa um dos mais belos reflexos do amor de Deus.

 

DCSE/CEJG

Relembre a história do “Dia das Mães” aqui.


Pacifiquemos

 

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” — Jesus (Mateus, 5:9)

 

Não adianta estender a guerra nervosa.

A contradita esperar-te-á em cada canto, porque a paz é fundamento da Lei de Deus.

Observa as catástrofes que vão passando…

Vezes sem conta, o homem faz-se o lobo do próprio homem, destruindo o campo terrestre; mas Deus, em silêncio, determina que a erva cubra de novo o solo, colocando a flor na erva e formando a fruta no corpo da própria flor.

Vulcões arruínam extensas regiões, mas Deus restaura as paisagens dilaceradas.

Maremotos varrem cidades, mas Deus indica-lhes outro lugar e ressurgem mais belas.

Terremotos trazem calamidades, aqui e ali, mas Deus reajusta a fisionomia do Globo.

Moléstias estranhas devastam populações inteiras, mas Deus inspira a cabeça de cientistas abnegados e liquida as epidemias.

Tempestades, de quando em quando, sacodem largas faixas da Terra, mas Deus, pelas forças da Natureza, faz o reequilíbrio de tudo.

Não te entregues ao pessimismo em circunstância alguma.

Tudo pode ser, agora, diante de ti, aflição e convulsão; contudo, tranquiliza a vida em torno, quanto puderes, porque a paz chegará pelas mãos de Deus.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 79


quinta-feira, 30 de abril de 2026

A bênção do trabalho

 

É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos.

Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.

Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade, e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.

Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a Humanidade nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de Mãe.

O trabalho é uma instituição de Deus.

 

Meimei / Chico Xavier – Livro: Pai Nosso


quarta-feira, 29 de abril de 2026

Melhorando sempre

 

“Estamos orando a Deus para que não façais mal algum, não para que simplesmente pareçamos aprovados, mas para que façais o bem…” — Paulo (2 Coríntios, 13:7)

 

Evidentemente, não podes garantir a felicidade do mundo que se encontra, de maneira constante, sob o impacto das lutas evolutivas que lhe orientam a marcha, no entanto, ninguém está impedido de cultivar o trato de terra em que vive, amparando uma árvore amiga ou alentando uma flor.

Certo, não podes curar as chamadas chagas sociais, indesejáveis mas compreensíveis numa coletividade de Espíritos imperfeitos quais somos ainda todos nós, em regime de correção e aperfeiçoamento, contudo, ninguém está impossibilitado de proceder honestamente e apoiar os semelhantes com a força moral do bom exemplo.

Sem dúvida, não podes socorrer a todos os enfermos que choram na Terra, entretanto, ninguém está proibido de atenuar a provação de um amigo ou de um vizinho, propiciando-lhe a certeza de que o amor não desapareceu dos caminhos humanos.

Indiscutivelmente, não podes sanar as dificuldades totais da família em que nasceste, todavia, ninguém está interditado, no sentido de ajudar a um parente menos feliz ou cooperar na tranquilidade que se deve manter em casa.

Não te afastes da cultura do bem, sob o pretexto de nada conseguires realizar contra o domínio das atribulações que lavram no Planeta.

O Senhor nunca nos solicitou o impossível e nem nunca exigiu da criatura falível espetáculos de grandeza compulsória.

Conquanto existam numerosos desertos, a fonte pequenina corre, confiante, fecundando a gleba em que transita.

Não nos é facultado corrigir todos os erros e extinguir todas as aflições que campeiam nas trilhas da existência, mas todos podemos atravessar o cotidiano, melhorando a vida e dignificando-a, em nós e em torno de nós.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 78

 


Palestras CEJG - Maio/2026

 


sábado, 25 de abril de 2026

Se procuras o melhor

 

“Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.” — (Tiago, 1:4)

 

A paciência vive na base de todas as boas obras.

Acalentarás sublime ideal; contudo, se não tens paciência de realizá-lo…

Sonhas cumprir elevada missão; mas, se não tens paciência de sofrê-la…

Levantarás preciosa instituição; contudo, se não tens paciência de sustentá-la…

Queres a felicidade no lar; mas, se não tens paciência de construí-la…

Planejas belo futuro para teu filho, contudo, se não tens paciência de educá-lo…

Aspiras a determinada profissão; mas, se não tens paciência de aprendê-la…

Sem paciência, os mais altos projetos resultam em frustração.

Observa o pomicultor que deseja fruto na árvore.

Primeiro, a paciência de preparar a gleba. Em seguida, a paciência de plantar, de cultivar, de defender, de auxiliar e de esperar a colheita madura.

O tempo não respeita as edificações que não ajudou a fazer.

Se procuras o melhor, não desprezes a paciência de trabalhar para que o melhor te encontre e ilumine.

Em todo caminho, sem paciência perfeita, não há possibilidade de perfeição.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 77

 


quinta-feira, 23 de abril de 2026

Você conhece a história de Maria Dolores?

 

Maria Dolores, nome pelo qual ficou conhecida espiritualmente Maria de Carvalho Leite, nasceu em 10 de setembro de 1901, na cidade de Bonfim de Feira, na Bahia. Formou-se professora muito jovem e dedicou-se ao ensino em escolas de Salvador, revelando desde cedo grande inclinação para a literatura, especialmente a poesia. Sua sensibilidade artística e vocação educacional marcaram profundamente sua vida, tanto no campo pedagógico quanto no cultural.

Na década de 1940, já casada com o italiano Carlos Larocca, teve contato com o Espiritismo, que passou a orientar seus valores e ações. Embora não tenha tido filhos biológicos, adotou seis meninas, exercendo a maternidade com dedicação e amor. Sua vida foi marcada pelo espírito de caridade e acolhimento, refletindo os princípios espíritas que abraçou com sinceridade.

Além da atuação como educadora, destacou-se como escritora e jornalista, colaborando com periódicos baianos e atuando como redatora. Sua produção poética foi reunida na obra Ciranda da Vida, cuja renda foi destinada a instituições beneficentes. Também desenvolveu atividades assistenciais, colaborando com entidades como o Lar das Meninas Sem Lar e participando de ações solidárias, inclusive ao lado de Divaldo Pereira Franco na Mansão do Caminho.

Desencarnou em 27 de julho de 1958, em Salvador, vítima de pneumonia. Anos depois, passou a se manifestar espiritualmente por meio da mediunidade de Chico Xavier e do próprio Divaldo Franco, transmitindo poesias de elevado teor espiritual. Sua produção mediúnica foi vasta, tendo suas obras mediúnicas e individuais ultrapassado o número expressivo de 180 mil exemplares vendidos.

Emmanuel, ao prefaciar as obras, qualifica Maria Dolores como “denodada obreira do Bem Eterno”, “intérprete de Jesus”, “alma abnegada de irmã”, “irmã querida”, “poetisa da vida”, “Mensageira da Espiritualidade”, “devotada Seareira do Bem”, “irmã e companheira nas tarefas da Vida Maior”, “nossa irmã e benfeitora”, “Poetisa da Espiritualidade Superior”. Sua trajetória, tanto na vida material quanto espiritual, evidencia uma existência dedicada à educação, à caridade e à divulgação de valores cristãos, consolidando seu legado como importante colaboradora do Espiritismo.

 

Resumo da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira.


sábado, 18 de abril de 2026

Dia Nacional do Espiritismo

 


O lançamento de O livro dos espíritos, em 18 de abril de 1857, marca o início da divulgação da Doutrina Espírita no mundo. São 169 anos de uma história que, a partir de 2023, entrou para o calendário comemorativo oficial do Brasil com a lei nº 14.354, publicada em 31 de maio de 2022 no Diário Oficial da União, decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República.

Fonte: site da FEB


Socorramos

 

“… Com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.” — Jesus (Mateus, 7:2)

 

Decerto observarás, em toda parte, desacordos, desentendimentos, desajustes, discórdias…

Junto do próprio coração, surpreenderás os que parecem residir em regiões morais diferentes. Entes amados desertam da estrada justa, amigos queridos abraçam perigosas experiências.

Como ajudar aos que nos parecem mergulhados no erro?

Censurar é fazer mais distância, desprezá-los será perdê-los.

É imprescindível saibamos socorrê-los, através do bem efetivo e incessante.

Para começar, sintamo-nos na posição deles, a comungar-lhes a luta.

Situemo-nos no campo dos problemas em que se encontram e atendamos à prestação de serviço silencioso.

Se aparece oportunidade, algo façamos para testemunhar-lhes apreço.

No pensamento, guardemo-los todos em vibrações de entendimento e carinho.

Na palavra, envolvamo-los na bênção do verbo nobre.

Na atitude, amparemo-los quanto seja possível.

Em todo e qualquer processo de ação, fortalecê-los para o bem é nosso dever maior.

À frente, pois, daqueles que se te afiguram desnorteados, estende o coração e as mãos para auxiliar, porque todos estamos no caminho da evolução e, segundo a assertiva do nosso Divino Mestre, com a medida com que tivermos medido nos hão de medir a nós.       

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 76


sábado, 11 de abril de 2026

Libertemos

 

“Disse-lhes Jesus: desatai-o e deixai-o ir.” — (João, 11:44)

 

É importante pensar que Jesus não apenas arrancou Lázaro à sombra do túmulo. Trazendo-o, de volta, à vida, pede para que seja restituído à liberdade.

“Desatai-o e deixai-o ir” — diz o Senhor.

O companheiro redivivo deveria estar desalgemado para atender às próprias experiências.

Também nós temos, no mundo da própria alma, os que tombam na fossa da negação.

Os que nos dilaceram os ideais, os que nos arrastam à desilusão, os que zombam de nossas esperanças e os que nos lançam em abandono assemelham-se a mortos na cripta de nossas agoniadas recordações.

Lembrá-los é como reavivar velhas úlceras.

Entretanto, para que nos desvencilhemos de semelhantes angústias, é imperioso retirá-los do coração e devolvê-los ao sol da existência.

Não basta, porém, esse gesto de libertação para nós. É imprescindível haja de nossa parte auxílio a eles, para que se desagrilhoem.

Nem condená-los, nem azedar-lhes o sentimento, mas sim exonerá-los de todo compromisso, ajustando-os a si próprios.

Aqueles que libertamos de qualquer obrigação para conosco, entregando-os à bondade de Deus, mais cedo regressam à luz da compreensão.

Se alguém, assim, caiu na morte do mal, diante de ti, ajuda-o a refazer-se para o bem; entretanto, além disso, é preciso também desatá-lo de qualquer constrangimento e deixá-lo ir.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 75


sábado, 4 de abril de 2026

Nossa cruz

 

“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” — Jesus (Marcos, 8:34)

 

Ninguém se queixe inutilmente.

A dor é processo.

A perfeição é fim.

Assim sendo, caminheiros da evolução ou da redenção têm, cada qual, a sua cruz.

Esse almeja, aquele deve.

E para realizar ou ressarcir, a vida pede preço.

Ninguém conquista algo, sem esforçar-se de algum modo; e ninguém resgata esse ou aquele débito, sem sofrimento.

Enquanto a criatura não adquire consciência da própria responsabilidade, movimenta-se no mundo à feição de semirracional, amontoando problemas sobre a própria cabeça.

Entretanto, acordando para a necessidade da paz consigo mesma, descobre de imediato a cruz que lhe cabe ao próprio burilamento.

Encarnados e desencarnados, jungidos à Terra, vinculam-se todos ao mesmo impositivo de progresso e resgate.

No Círculo carnal, a cruz é a dificuldade orgânica, o degrau social, o parente infeliz…

No Plano espiritual, é a vergonha do defeito íntimo não vencido, a expiação da culpa, o débito não pago…

Tenhamos, pois, a coragem precisa de seguir o Senhor em nosso anseio de ressurreição e vitória. Para isso, porém, não nos esqueçamos de que será preciso olvidar o egoísmo enquistante e tomar nossa cruz.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 74


quarta-feira, 1 de abril de 2026

Um Coração a Serviço do Cristo

 

Chico Xavier nasceu em 2 de abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo, e desde muito cedo enfrentou dificuldades que moldaram profundamente sua sensibilidade espiritual. Órfão de mãe ainda na infância e criado em meio a privações, encontrou no consolo da fé e na vivência do Evangelho o amparo para seguir adiante. Desde menino, relatava percepções espirituais que, mais tarde, seriam compreendidas à luz da Doutrina Espírita.

 

Sua trajetória no Espiritismo teve início na juventude, quando passou a frequentar reuniões espíritas e a desenvolver sua mediunidade com disciplina e humildade. Sob a orientação do benfeitor espiritual Emmanuel, iniciou uma das mais notáveis obras mediúnicas da história, dedicando-se integralmente ao serviço do bem. Sua vida foi marcada pelo esforço constante de aprimoramento moral e pela fidelidade aos ensinamentos de Jesus.

 

Ao longo de sua existência, Chico Xavier psicografou mais de 400 livros, abordando temas variados como consolo espiritual, ciência, filosofia e evangelho. Obras como Nosso Lar, ditada pelo Espírito André Luiz, alcançaram milhões de leitores, levando esclarecimento e esperança a incontáveis corações. Apesar da grandiosidade de sua produção, jamais se apropriou dos direitos autorais, destinando-os integralmente à caridade.

 

Sua atuação não se limitou à psicografia. Chico tornou-se exemplo vivo de humildade, caridade e amor ao próximo, atendendo milhares de pessoas que o procuravam em busca de consolo, orientação e mensagens de entes queridos desencarnados. Sua postura simples, aliada à profunda espiritualidade, fez dele uma referência moral não apenas para os espíritas, mas para toda a sociedade brasileira.

 

Ao recordarmos seu nascimento no mês de abril, mais do que reverenciar sua memória, somos convidados a refletir sobre seu legado. Chico Xavier demonstrou, com a própria vida, que a verdadeira grandeza está no serviço desinteressado, na fé ativa e no amor ao próximo. Sua existência permanece como um farol de luz, inspirando gerações a viverem os ensinamentos do Cristo com sinceridade e dedicação. 

DCSE/CEJG