quarta-feira, 29 de abril de 2026

Melhorando sempre

 

“Estamos orando a Deus para que não façais mal algum, não para que simplesmente pareçamos aprovados, mas para que façais o bem…” — Paulo (2 Coríntios, 13:7)

 

Evidentemente, não podes garantir a felicidade do mundo que se encontra, de maneira constante, sob o impacto das lutas evolutivas que lhe orientam a marcha, entanto, ninguém está impedido de cultivar o trato de terra em que vive, amparando uma árvore amiga ou alentando uma flor.

Certo, não podes curar as chamadas chagas sociais, indesejáveis mas compreensíveis numa coletividade de Espíritos imperfeitos quais somos ainda todos nós, em regime de correção e aperfeiçoamento, contudo, ninguém está impossibilitado de proceder honestamente e apoiar os semelhantes com a força moral do bom exemplo.

Sem dúvida, não podes socorrer a todos os enfermos que choram na Terra, entretanto, ninguém está proibido de atenuar a provação de um amigo ou de um vizinho, propiciando-lhe a certeza de que o amor não desapareceu dos caminhos humanos.

Indiscutivelmente, não podes sanar as dificuldades totais da família em que nasceste, todavia, ninguém está interditado, no sentido de ajudar a um parente menos feliz ou cooperar na tranquilidade que se deve manter em casa.

Não te afastes da cultura do bem, sob o pretexto de nada conseguires realizar contra o domínio das atribulações que lavram no Planeta.

O Senhor nunca nos solicitou o impossível e nem nunca exigiu da criatura falível espetáculos de grandeza compulsória.

Conquanto existam numerosos desertos, a fonte pequenina corre, confiante, fecundando a gleba em que transita.

Não nos é facultado corrigir todos os erros e extinguir todas as aflições que campeiam nas trilhas da existência, mas todos podemos atravessar o cotidiano, melhorando a vida e dignificando-a, em nós e em torno de nós.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 78

 


Palestras CEJG - Maio/2026

 


sábado, 25 de abril de 2026

Se procuras o melhor

 

“Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.” — (Tiago, 1:4)

 

A paciência vive na base de todas as boas obras.

Acalentarás sublime ideal; contudo, se não tens paciência de realizá-lo…

Sonhas cumprir elevada missão; mas, se não tens paciência de sofrê-la…

Levantarás preciosa instituição; contudo, se não tens paciência de sustentá-la…

Queres a felicidade no lar; mas, se não tens paciência de construí-la…

Planejas belo futuro para teu filho, contudo, se não tens paciência de educá-lo…

Aspiras a determinada profissão; mas, se não tens paciência de aprendê-la…

Sem paciência, os mais altos projetos resultam em frustração.

Observa o pomicultor que deseja fruto na árvore.

Primeiro, a paciência de preparar a gleba. Em seguida, a paciência de plantar, de cultivar, de defender, de auxiliar e de esperar a colheita madura.

O tempo não respeita as edificações que não ajudou a fazer.

Se procuras o melhor, não desprezes a paciência de trabalhar para que o melhor te encontre e ilumine.

Em todo caminho, sem paciência perfeita, não há possibilidade de perfeição.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 77

 


quinta-feira, 23 de abril de 2026

Você conhece a história de Maria Dolores?

 

Maria Dolores, nome pelo qual ficou conhecida espiritualmente Maria de Carvalho Leite, nasceu em 10 de setembro de 1901, na cidade de Bonfim de Feira, na Bahia. Formou-se professora muito jovem e dedicou-se ao ensino em escolas de Salvador, revelando desde cedo grande inclinação para a literatura, especialmente a poesia. Sua sensibilidade artística e vocação educacional marcaram profundamente sua vida, tanto no campo pedagógico quanto no cultural.

Na década de 1940, já casada com o italiano Carlos Larocca, teve contato com o Espiritismo, que passou a orientar seus valores e ações. Embora não tenha tido filhos biológicos, adotou seis meninas, exercendo a maternidade com dedicação e amor. Sua vida foi marcada pelo espírito de caridade e acolhimento, refletindo os princípios espíritas que abraçou com sinceridade.

Além da atuação como educadora, destacou-se como escritora e jornalista, colaborando com periódicos baianos e atuando como redatora. Sua produção poética foi reunida na obra Ciranda da Vida, cuja renda foi destinada a instituições beneficentes. Também desenvolveu atividades assistenciais, colaborando com entidades como o Lar das Meninas Sem Lar e participando de ações solidárias, inclusive ao lado de Divaldo Pereira Franco na Mansão do Caminho.

Desencarnou em 27 de julho de 1958, em Salvador, vítima de pneumonia. Anos depois, passou a se manifestar espiritualmente por meio da mediunidade de Chico Xavier e do próprio Divaldo Franco, transmitindo poesias de elevado teor espiritual. Sua produção mediúnica foi vasta, tendo suas obras mediúnicas e individuais ultrapassado o número expressivo de 180 mil exemplares vendidos.

Emmanuel, ao prefaciar as obras, qualifica Maria Dolores como “denodada obreira do Bem Eterno”, “intérprete de Jesus”, “alma abnegada de irmã”, “irmã querida”, “poetisa da vida”, “Mensageira da Espiritualidade”, “devotada Seareira do Bem”, “irmã e companheira nas tarefas da Vida Maior”, “nossa irmã e benfeitora”, “Poetisa da Espiritualidade Superior”. Sua trajetória, tanto na vida material quanto espiritual, evidencia uma existência dedicada à educação, à caridade e à divulgação de valores cristãos, consolidando seu legado como importante colaboradora do Espiritismo.

 

Resumo da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira.


sábado, 18 de abril de 2026

Dia Nacional do Espiritismo

 


O lançamento de O livro dos espíritos, em 18 de abril de 1857, marca o início da divulgação da Doutrina Espírita no mundo. São 169 anos de uma história que, a partir de 2023, entrou para o calendário comemorativo oficial do Brasil com a lei nº 14.354, publicada em 31 de maio de 2022 no Diário Oficial da União, decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República.

Fonte: site da FEB


Socorramos

 

“… Com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.” — Jesus (Mateus, 7:2)

 

Decerto observarás, em toda parte, desacordos, desentendimentos, desajustes, discórdias…

Junto do próprio coração, surpreenderás os que parecem residir em regiões morais diferentes. Entes amados desertam da estrada justa, amigos queridos abraçam perigosas experiências.

Como ajudar aos que nos parecem mergulhados no erro?

Censurar é fazer mais distância, desprezá-los será perdê-los.

É imprescindível saibamos socorrê-los, através do bem efetivo e incessante.

Para começar, sintamo-nos na posição deles, a comungar-lhes a luta.

Situemo-nos no campo dos problemas em que se encontram e atendamos à prestação de serviço silencioso.

Se aparece oportunidade, algo façamos para testemunhar-lhes apreço.

No pensamento, guardemo-los todos em vibrações de entendimento e carinho.

Na palavra, envolvamo-los na bênção do verbo nobre.

Na atitude, amparemo-los quanto seja possível.

Em todo e qualquer processo de ação, fortalecê-los para o bem é nosso dever maior.

À frente, pois, daqueles que se te afiguram desnorteados, estende o coração e as mãos para auxiliar, porque todos estamos no caminho da evolução e, segundo a assertiva do nosso Divino Mestre, com a medida com que tivermos medido nos hão de medir a nós.       

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 76


sábado, 11 de abril de 2026

Libertemos

 

“Disse-lhes Jesus: desatai-o e deixai-o ir.” — (João, 11:44)

 

É importante pensar que Jesus não apenas arrancou Lázaro à sombra do túmulo. Trazendo-o, de volta, à vida, pede para que seja restituído à liberdade.

“Desatai-o e deixai-o ir” — diz o Senhor.

O companheiro redivivo deveria estar desalgemado para atender às próprias experiências.

Também nós temos, no mundo da própria alma, os que tombam na fossa da negação.

Os que nos dilaceram os ideais, os que nos arrastam à desilusão, os que zombam de nossas esperanças e os que nos lançam em abandono assemelham-se a mortos na cripta de nossas agoniadas recordações.

Lembrá-los é como reavivar velhas úlceras.

Entretanto, para que nos desvencilhemos de semelhantes angústias, é imperioso retirá-los do coração e devolvê-los ao sol da existência.

Não basta, porém, esse gesto de libertação para nós. É imprescindível haja de nossa parte auxílio a eles, para que se desagrilhoem.

Nem condená-los, nem azedar-lhes o sentimento, mas sim exonerá-los de todo compromisso, ajustando-os a si próprios.

Aqueles que libertamos de qualquer obrigação para conosco, entregando-os à bondade de Deus, mais cedo regressam à luz da compreensão.

Se alguém, assim, caiu na morte do mal, diante de ti, ajuda-o a refazer-se para o bem; entretanto, além disso, é preciso também desatá-lo de qualquer constrangimento e deixá-lo ir.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 75


sábado, 4 de abril de 2026

Nossa cruz

 

“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” — Jesus (Marcos, 8:34)

 

Ninguém se queixe inutilmente.

A dor é processo.

A perfeição é fim.

Assim sendo, caminheiros da evolução ou da redenção têm, cada qual, a sua cruz.

Esse almeja, aquele deve.

E para realizar ou ressarcir, a vida pede preço.

Ninguém conquista algo, sem esforçar-se de algum modo; e ninguém resgata esse ou aquele débito, sem sofrimento.

Enquanto a criatura não adquire consciência da própria responsabilidade, movimenta-se no mundo à feição de semirracional, amontoando problemas sobre a própria cabeça.

Entretanto, acordando para a necessidade da paz consigo mesma, descobre de imediato a cruz que lhe cabe ao próprio burilamento.

Encarnados e desencarnados, jungidos à Terra, vinculam-se todos ao mesmo impositivo de progresso e resgate.

No Círculo carnal, a cruz é a dificuldade orgânica, o degrau social, o parente infeliz…

No Plano espiritual, é a vergonha do defeito íntimo não vencido, a expiação da culpa, o débito não pago…

Tenhamos, pois, a coragem precisa de seguir o Senhor em nosso anseio de ressurreição e vitória. Para isso, porém, não nos esqueçamos de que será preciso olvidar o egoísmo enquistante e tomar nossa cruz.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 74


quarta-feira, 1 de abril de 2026

Um Coração a Serviço do Cristo

 

Chico Xavier nasceu em 2 de abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo, e desde muito cedo enfrentou dificuldades que moldaram profundamente sua sensibilidade espiritual. Órfão de mãe ainda na infância e criado em meio a privações, encontrou no consolo da fé e na vivência do Evangelho o amparo para seguir adiante. Desde menino, relatava percepções espirituais que, mais tarde, seriam compreendidas à luz da Doutrina Espírita.

 

Sua trajetória no Espiritismo teve início na juventude, quando passou a frequentar reuniões espíritas e a desenvolver sua mediunidade com disciplina e humildade. Sob a orientação do benfeitor espiritual Emmanuel, iniciou uma das mais notáveis obras mediúnicas da história, dedicando-se integralmente ao serviço do bem. Sua vida foi marcada pelo esforço constante de aprimoramento moral e pela fidelidade aos ensinamentos de Jesus.

 

Ao longo de sua existência, Chico Xavier psicografou mais de 400 livros, abordando temas variados como consolo espiritual, ciência, filosofia e evangelho. Obras como Nosso Lar, ditada pelo Espírito André Luiz, alcançaram milhões de leitores, levando esclarecimento e esperança a incontáveis corações. Apesar da grandiosidade de sua produção, jamais se apropriou dos direitos autorais, destinando-os integralmente à caridade.

 

Sua atuação não se limitou à psicografia. Chico tornou-se exemplo vivo de humildade, caridade e amor ao próximo, atendendo milhares de pessoas que o procuravam em busca de consolo, orientação e mensagens de entes queridos desencarnados. Sua postura simples, aliada à profunda espiritualidade, fez dele uma referência moral não apenas para os espíritas, mas para toda a sociedade brasileira.

 

Ao recordarmos seu nascimento no mês de abril, mais do que reverenciar sua memória, somos convidados a refletir sobre seu legado. Chico Xavier demonstrou, com a própria vida, que a verdadeira grandeza está no serviço desinteressado, na fé ativa e no amor ao próximo. Sua existência permanece como um farol de luz, inspirando gerações a viverem os ensinamentos do Cristo com sinceridade e dedicação. 

DCSE/CEJG


Palestras CEJG - Abril/2026

 




sábado, 28 de março de 2026

Excesso

 

“Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma?” — Jesus (Marcos, 8:36)

 

Enquanto a criatura permanece no corpo terrestre, é natural se preocupe com o problema da própria manutenção.

Vigilância não exclui previdência.

Mas não podemos olvidar que o apego ao supérfluo será sempre introdução à loucura.

Tudo aquilo que o homem ajunta abusivamente, no campo exterior, é motivo para aflição ou inutilidade.

Patrimônios físicos sem proveito, isca de sombra atraindo inveja e discórdia.

Alimentos guardados, valores a caminho da podridão.

Roupa em desuso, asilo de traças.

Demasiados recursos amoedados, tentações para os descendentes.

Todo excesso é parede mental isolando, aqueles que o criam, em cárceres de orgulho e egoísmo, vaidade e mentira.

Observa, assim, o material que amontoas.

Tudo o que está fora de ti representa caminho em que transitas.

Agarrar-se, pois, ao efêmero é prender-se à ilusão.

Mas todos os bens espirituais que ajuntares em ti mesmo, como sejam virtude e educação, constituem valores inalienáveis a brilharem contigo, aqui ou alhures, em sublimação para a vida eterna.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 73


sábado, 21 de março de 2026

Ouvidos

 

“Quem tem ouvidos de ouvir, ouça.” — Jesus (Mateus, 11:15)

 

Ouvidos… Toda gente os possui.

Achamos, no entanto, ouvidos superficiais em toda a parte.

Ouvidos que apenas registram sons.

Ouvidos que se prendem a noticiários escandalosos.

Ouvidos que se dedicam a boatos perturbadores.

Ouvidos de propostas inferiores.

Ouvidos simplesmente consagrados à convenção.

Ouvidos de festa.

Ouvidos de mexericos.

Ouvidos de pessimismo.

Ouvidos de colar às paredes.

Ouvidos de complicar.

 

Se desejas, porém, sublimar as possibilidades de acústica da própria alma, estuda e reflete, pondera e auxilia, fraternalmente, e terás contigo os “ouvidos de ouvir”, a que se reportava Jesus, criando em ti mesmo o entendimento para a assimilação da Eterna Sabedoria.

 

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 72


sexta-feira, 20 de março de 2026

Você conhece a história de José Martins Peralva?

 

José Martins Peralva nasceu em 1º de abril de 1918, na cidade de Buquim, em Sergipe. Filho de Basílio Martins Peralva e Etelvina da Fonseca Peralva, teve forte influência do pai, que foi um dos pioneiros do Espiritismo na região. Desde os seis anos de idade acompanhava as atividades mediúnicas e doutrinárias realizadas em casa, onde presenciou curas e estudos da doutrina baseados nos ensinamentos de Allan Kardec, recebendo assim sólida formação espírita ainda na infância.

A adolescência de Martins Peralva foi marcada por grandes dificuldades após a morte do pai, quando ele tinha apenas 13 anos. A família enfrentou sérios problemas financeiros, e, mesmo sendo o mais jovem dos irmãos, assumiu responsabilidades para ajudar no sustento do lar. Trabalhou em diversos empregos desde muito cedo, demonstrando esforço, disciplina e perseverança, características que mais tarde também marcariam sua atuação no movimento espírita.

Apesar das lutas materiais, manteve-se ativo na divulgação do Espiritismo em Sergipe. Participou de instituições espíritas, escreveu artigos doutrinários em jornais e chegou a presidir a União Espírita Sergipana ainda jovem. Paralelamente, atuou como jornalista e colaborador de periódicos, abordando temas espíritas, culturais e sociais, contribuindo para ampliar o conhecimento da doutrina.

Em 1949, durante viagem ao sudeste do Brasil, teve um encontro marcante com Chico Xavier no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo. A experiência espiritual vivida nessa ocasião motivou sua mudança definitiva para Belo Horizonte, onde passou a atuar intensamente no movimento espírita mineiro, especialmente na União Espírita Mineira e no Centro Espírita Célia Xavier, dedicando-se ao estudo, à divulgação e à formação de jovens espíritas.

Ao longo de sua vida, destacou-se como escritor e expositor espírita, produzindo obras doutrinárias de grande repercussão, como Estudando a Mediunidade, Estudando o Evangelho, O Pensamento de Emmanuel, Mediunidade e Evolução e Mensageiros do Bem. Também colaborou com jornais e instituições espíritas, tornando-se uma das figuras mais respeitadas do Espiritismo em Minas Gerais. Desencarnou em 3 de setembro de 2007, em Belo Horizonte, deixando importante legado de estudo, divulgação e fidelidade aos princípios da Doutrina Espírita.

 

Resumo extraído da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira – UEM


sábado, 14 de março de 2026

Olhos

 

“… Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz…” — Jesus (Mateus, 6:22)

 

Olhos… Patrimônio de todos.

Encontramos, porém, olhos diferentes em todos os lugares.

Olhos de malícia…

Olhos de crueldade…

Olhos de ciúme…

Olhos de ferir…

Olhos de desespero…

Olhos de desconfiança…

Olhos de atrair a viciação…

Olhos de perturbar…

Olhos de registrar males alheios…

Olhos de desencorajar as boas obras…

Olhos de frieza…

Olhos de irritação…

Se aspiras, no entanto, a enobrecer os recursos da visão, ama e ajuda, aprende e perdoa sempre, e guardarás contigo os “olhos bons”, a que se referia o Cristo de Deus, instalando no próprio espírito a grande compreensão suscetível de impulsionar-te à glória da Eterna Luz.

 

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 71


sábado, 7 de março de 2026

Pacifica sempre

 

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” — Jesus (Mateus, 5:9)

 

Por muitas sejam as dores que te aflijam a alma, asserena-te na oração e pacifica os quadros da própria luta.

Se alguém te fere, pacifica desculpando.

Se alguém te calunia, pacifica servindo.

Se alguém te menospreza, pacifica entendendo.

Se alguém te irrita, pacifica silenciando.

O perdão e o trabalho, a compreensão e a humildade são as vozes inarticuladas de tua própria defesa.

Golpes e golpes são feridas e mais feridas.

Violência com violência somam loucura.

Não ergas o braço para bater, nem abras o verbo para humilhar.

Diante de toda perturbação, cala e espera, ajudando sempre.

O tempo sazona o fruto verde, altera a feição do charco, amolece o rochedo e cobre o ramo fanado* de novas flores.

Censura é clima de fel.

Azedume é princípio de maldição.

Onde estiveres, pacifica.

Seja qual for a ofensa, pacifica.

E perceberás, por fim, que a paz do mundo é dom de Deus, começando de ti.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 70

 

*fanado: que sofreu mutilação.

 (Definições de Oxford Languages - Google)


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Felicidade: Uma Conquista do Espírito

 


No dia 20 de março, o mundo celebra o Dia Internacional da Felicidade, instituído pela Assembleia Geral da ONU em 28/06/2012 (Resolução 66/281), reconhecendo-a como meta universal da humanidade. Assim, a propósito desta data tão significativa, vamos refletir à luz da Doutrina Espírita sobre esse estado interior de paz, consciência tranquila e fé no futuro (Livro dos Espíritos, q. 922), bem como as condições para sua construção dentro de nós.

Primeiramente, precisamos considerar o disposto na questão 920, onde os Espíritos ensinam que não podemos gozar de felicidade completa aqui, pois este é um mundo de provas e expiações, mas podemos suavizar os males e ser tão felizes quanto possível. Isso nos revela que a felicidade é relativa e depende, sobretudo, da maneira como encaramos as experiências da vida.

No Evangelho segundo o Espiritismo, especialmente no capítulo V — “Bem-aventurados os aflitos” — somos convidados a compreender que as dores e dificuldades possuem causas justas e educativas. E assim sendo, quando logramos entender o sofrimento como instrumento de crescimento, nasce em nós a resignação ativa — não a passividade, mas a confiança em Deus. Essa postura íntima gera paz interior, fundamento essencial da felicidade verdadeira.

Já Emmanuel ensina, em diversas mensagens psicografadas por Chico Xavier, que a felicidade real não procede das facilidades exteriores, mas da harmonia interior e do dever bem cumprido, do serviço ao próximo, da consciência reta e da fidelidade a Deus. Assim, cada gesto de amor e cada esforço de renovação moral ampliam nossa capacidade de experimentar contentamento profundo.

André Luiz, por sua vez, demonstra que, no plano espiritual, a felicidade está diretamente ligada ao trabalho útil e à cooperação. Espíritos que se dedicam ao bem sentem alegria e plenitude, enquanto os que permanecem presos ao egoísmo experimentam perturbação. A felicidade, portanto, é consequência natural da sintonia com as leis divinas.

Diante disso, ao iniciarmos o mês de março, refletimos: onde estamos buscando nossa felicidade? O Espiritismo nos orienta a procurá-la na transformação interior, na prática da caridade e na confiança em Deus. Que cada leitor aproveite este marco estabelecido em todo o mundo para renovar propósitos, fortalecer a vivência do Evangelho no lar, participar de atividades edificantes no meio espírita, exercitando, no cotidiano, pequenos gestos de amor e serviço. Mais do que um sentimento passageiro, a felicidade é conquista gradual do Espírito imortal — e começa agora, na decisão sincera de viver segundo os ensinamentos do Cristo. 

DCSE/CEJG


Palestras CEJG - Março/26

 


Na luz da compaixão

 

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.” — Jesus (Mateus, 5:7)

 

Deixa que a luz da compaixão te clareie a rota, para que a sombra te não envolva.

Sofres a presença dos que te pisam as esperanças?

Compaixão para eles.

Ouves a palavra dos que te ironizam?

Compaixão para eles.

Padeces o assalto moral dos que te perturbam?

Compaixão para eles.

Recebes a farpa dos que te perseguem?

Compaixão para eles.

A crueldade e o sarcasmo, a demência e a vileza são chagas que o tempo cura.

Rende graças a Deus, por lhes suportares o assédio sem que partam de ti.

No fundo são males que surgem da ignorância, como a cegueira nasce das trevas.

Não sanarás o desequilíbrio do louco, zurzindo-lhe a cabeça, nem expulsarás a criminalidade do malfeitor, cortando-lhe os braços.

Diante de todos os desajustamentos alheios, compadece-te e ampara sempre.

Perante todos os disparates do próximo, compadece-te e faze o melhor que possas.

Todos somos alunos do educandário da vida e todos somos suscetíveis de queda moral no erro.

Usa, pois, a misericórdia com os outros e acharás nos outros a misericórdia para contigo.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 69

 


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Você conhece a história de Zilda Gama?

Zilda Gama nasceu em 11 de março de 1878, em Três Ilhas, Juiz de Fora (MG), sendo a segunda de onze filhos. Filha de um escrivão de paz e de uma professora estadual, recebeu a educação inicial da própria mãe e formou-se professora primária pela Escola Normal de São João Del Rei. Com apenas 24 anos, ficou órfã e assumiu a responsabilidade pela família, cuidando de cinco irmãos menores e, mais tarde, de cinco sobrinhos órfãos, demonstrando desde cedo grande senso de dever e liderança.

Atuou como professora e diretora escolar, destacando-se em concursos promovidos pela Secretaria de Educação de Minas Gerais. Em 1931, participou ativamente do movimento em prol dos direitos femininos no Brasil, sendo autora de uma tese oficialmente aprovada no Congresso Nacional sobre o voto feminino. Também colaborou com contos e poesias em importantes periódicos da antiga capital federal, como o Jornal do Brasil, a Gazeta de Notícias e a Revista da Semana.

Ainda jovem, passou a perceber a presença de Espíritos e recebeu mensagens do pai e da irmã desencarnados, que a confortavam em momentos difíceis. Em 1912, recebeu comunicação assinada por Allan Kardec, cujos ensinamentos foram posteriormente reunidos na obra "Diário dos Invisíveis" (1929). A partir dessas experiências, consolidou sua atuação mediúnica no movimento espírita.

Em 1916, foi informada por benfeitores espirituais de que psicografaria uma novela, o que se concretizou sob a orientação do Espírito Victor Hugo. Dessa parceria mediúnica surgiram obras como "Na Sombra e na Luz", "Do Calvário ao Infinito", "Redenção", "Dor Suprema e Almas Crucificadas", publicadas pela Federação Espírita Brasileira. Tornou-se então pioneira no país ao receber vasta produção literária do plano espiritual, publicando ainda diversos outros títulos e organizando obras voltadas à educação.

Em 1959, após sofrer um derrame cerebral, passou a viver em cadeira de rodas, assistida por um sobrinho, e desencarnou em 10 de janeiro de 1969, no Rio de Janeiro. Zilda Gama foi uma antecessora de Francisco Cândido Xavier, e sua mediunidade contribuiu para aproximar muitos encarnados e desencarnados da Doutrina Espírita, deixando um legado de esclarecimento e consolação. Atendeu prontamente ao chamado de Jesus e à proteção espiritual de Allan Kardec.

 

Resumo da biografia encontrada no site da União Espírita Mineira. 


sábado, 21 de fevereiro de 2026

Aguardemos

 

“E assim, esperando com paciência, alcançou a promessa.” — Paulo (Hebreus, 6:15)

 

Em qualquer circunstância, espera com paciência.

Se alguém te ofendeu, espera.

Não tomes desforço a quem já carrega a infelicidade em si mesmo.

Se alguém te prejudicou, espera.

Não precisas vingar-te de quem já se encontra assinalado pela justiça.

Se sofres, espera.

A dor é sempre aviso santificante.

Se o obstáculo te visita, espera.

O embaraço de hoje, muita vez, é benefício amanhã.

A fonte, ajudando onde passa, espera pelo rio e atinge o oceano vasto.

A árvore, prestando incessante auxílio, espera pela flor e ganha a bênção do fruto.

Todavia, a enxada que espera, imóvel, adquire a ferrugem que a desgasta.

O poço que espera, guardando águas paradas, converte a si próprio em vaso de podridão.

Sejam, pois, quais forem as tuas dificuldades, espera, fazendo em favor dos outros o melhor que puderes, a fim de que a tua esperança se erga sublime, em luminosa realização.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 68