quinta-feira, 24 de novembro de 2022
Corações cevados
“Cevastes os vossos corações, como num dia de matança.” (Tiago, 5:5)
Pela prosperidade e
aperfeiçoamento do mundo, trabalha o Sol, que é a suprema expressão da Divindade
Vital no firmamento terrestre.
Colabora o verme na
intimidade do solo, preparando ninho adequado às sementes.
Contribui a aragem,
permutando o pólen das flores.
Esforça-se a água, incessantemente,
entretendo a vida física e purificando-a.
Serve a árvore,
florindo, frutificando e regenerando a atmosfera.
Coopera o animal,
ajudando as realizações humanas, suando e morrendo para que haja vida normal no
domínio da inteligência superior.
Indefectível lei de
trabalho rege o Universo.
O movimento e a ordem, na
constância dos benefícios, constituem-lhe as características essenciais.
Há, porém, milhões de
pessoas que se sentem exoneradas da glória de servir.
Para semelhantes
criaturas, em cujo cérebro a razão dorme embotada e vazia, trabalho significa
degredo e humilhação, inferno e sofrimento. Perseguem as facilidades
delituosas, com o mesmo instinto de novidade da mosca em busca de detritos. Conseguida
a solução de ordem inferior que buscavam, circunscrevem as horas e as
possibilidades ao desenfreado apego de si mesmas, imitando o poço de águas
estagnadas que se envenena facilmente.
No fundo, são “corações
cevados”, de acordo com a feliz expressão do apóstolo. Criam teias densas de
ódio e egoísmo, indiferença e vaidade, orgulho e indolência sobre si próprios,
e gravitam para baixo. Descendo, descendo, pelas pesadas vibrações a que se
acolhem, rolam vagarosamente para o seio das vidas inferiores, onde é natural
que encontrem a exigência de muitos, que se aproveitam deles, à maneira do
homem comum que se vale dos animais gordos para a matança.
Rogativa
Senhor Jesus!
Rogando-te permissão
para reverenciar o divino apostolado, nós te louvamos e agradecemos as
oportunidades de trabalho, das quais nos enriquece a existência.
Abençoa-nos, Senhor, com
a tua infinita bondade a fim de aprendermos a servir-te, na pessoa daqueles
irmãos nossos da Humanidade, tantas vezes em obstáculos maiores do que os
nossos.
Conserva-nos aqui, em
teu amor, e ensina-nos a encontrar-te nas tarefas do bem a que nos designas,
para que não nos percamos nas sombras em que, porventura, se nos envolvam os
caminhos, nos variados climas terrestres!...
Nas horas felizes,
dá-nos a tua inspiração e a tua luz, para que a nossa alegria não se converta em
flor estéril, na seara de tuas bênçãos e, nos dias difíceis, sede nosso apoio
para que a provação não nos abata ou destrua.
Ajuda-nos a
identificar-te a presença divina, em cada coração necessitado de socorro ou de
amor que nos bata à porta e supre-nos de forças e recursos, na magnificência de
teu amparo, no desempenho das nossas obrigações.
Quando a incerteza nos
visite em ação, coloca, Jesus, por misericórdia, a tua mão em nossas mãos e
guia-nos o sentimento, para que o bem se faça, não segundo a nossa visão humana
e estreita, e sim de acordo com as disposições sábias e compassivas de tua
vontade.
Quando possíveis
incompreensões nos impulsionem a qualquer dificuldade de entendimento,
guarda-nos em tua paciência e induze-nos à união e à humildade, auxiliando-nos,
a saber, que a obra de elevação, em que nos permites cooperar é sempre tua e
não nossa.
Faze-nos reconhecer que
a caridade começa invariavelmente de nossas relações mútuas, porquanto, apenas
em nos servindo uns aos outros é que conseguiremos irradiar o amor que nos
deste para distribuir com os nossos semelhantes.
Senhor, ampara-nos e
orienta-nos, para que possamos, um dia, corresponder plenamente ao teu mandato
de confiança!... E, suplicando-te, mais uma vez, acolher-nos em teu coração
misericordioso e augusto, terminamos a nossa rogativa com aquela outra que nos
legaste por luz divina, no caminho dos cristãos de todos os séculos:
“Pai Nosso que estais
nos Céus, santificado seja o teu nome; venha a nós o teu reino; seja feita, oh!
Pai a tua vontade, assim na Terra como nos Céus; o pão nosso de cada dia dá-nos
hoje; perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores; não
nos deixeis cair em tentação e livra-nos do mal, porque teus são o reino, o
poder, a majestade e a glória para sempre!... Assim seja”.
Bezerra de Menezes / Chico Xavier - Livro: Bezerra, Chico e você
domingo, 20 de novembro de 2022
Mais Luz - Edição 605 - 20/11/2022
Confira conosco nesta edição do Mais Luz:
https://mailchi.mp/63f1fbe8ea77/vitria-da-luz
Vitória da Luz - Vianna
de Carvalho
Ante o Evangelho: O
orgulho e a humildade
Poema: A procura da
ideia original - Augusto Álvaro de Carvalho Aranha
Sigamos a paz – Fonte Viva
79
Oração Fraternal -
Emmanuel
sábado, 19 de novembro de 2022
Vitória da luz
Cai a noite!
Desabam sobre a Terra as forças ignotas da
Natureza, numa formidanda resposta ao tresvario que domina as mentes
exacerbadas pela soberba, no apogeu do orgulho tecnológico.
Enlouquecido, o homem desafia Deus, ameaçando o planeta com a “guerra nas estrelas”, num
atentado à inteligência e à civilização.
O abuso e o desregramento ético atingem índices
relevantes, somente superados pela virulência da agressividade em desabalada
correria nas mãos da violência.
O caos se estabelece, em inumeráveis áreas do
Orbe, vencido pela poluição que decorre da desorganização emocional do homem.
O medo abraça o desespero, e tem-se a impressão
de que se aproxima o fim...
Sem dúvida, que se aproxima o fim das paixões
dissolventes, das dominações arbitrárias, da alienação pelo poder e da
sementeira do ódio...
A barca terrestre não navega à matroca nos rios
do Infinito.
Jesus a comanda e a governa, acompanhando esse
processo esperado, que antecipa a hora da paz e do “reino de Deus”, que Ele
veio implantar desde há dois mil anos.
Mesmo nas sombras que teimam, momentaneamente,
por vencer as esperanças, lucilam claridades benditas, mantendo os pontos de
contato com Ele que é o nosso Astro Rei.
Missionários do amor e da abnegação, da ciência
santificada e da beleza encontram-se na Terra, abrindo clareiras e formulando
propostas de renovação em favor da felicidade geral.
Não tarda o momento da paz, que já se inicia,
durante esse recrudescer das lutas travadas.
Homens da Terra:
Parai e meditai a respeito da função superior da
vida inteligente no Orbe!
Não engrosseis as fileiras do ódio, nem tomeis
parte na enxurrada da viciação.
Sede fortes no bem que o Cristo nos legou,
formando uma reação pacífica e decidida contra o mal.
Erguei a paz como vossa meta, e o amor, tornai-o
o meio de alcançá-la.
Abri-vos à grande luz e não temais.
Vossos anseios são conhecidos e vossas rogativas
têm sido ouvidas.
Não suponhais que a resposta demore de chegar,
porquanto já está a caminho.
Considerai a necessidade da renovação e pugnai
por ela abraçados à caridade e à compaixão para com todos — especialmente os
que ainda teimam em perturbar a marcha do progresso — permanecendo resolutos
nos vossos ideais de enobrecimento e fé.
Sede os obreiros do amanhã, que saís a semear
desde hoje, e, vinculados ao Cristo, ponde a esperança nos corações, irradiando
o otimismo da alegria de viver, certos da vitória que já não tarda.
Vianna de Carvalho / Divaldo Franco – Livro: Reflexões Espíritas
Sigamos a paz
“Busque a paz e siga-a.” Pedro (1 Pedro, 3:11)
Há muita gente que busca
a paz; raras pessoas, porém, tentam segui-la.
Companheiros existem que
desejam a tranquilidade por todos os meios e suspiram por ela, situando-a em
diversas posições da vida; contudo, expulsam-na de si mesmos, tão logo lhes
confere o Senhor as dádivas solicitadas.
Esse pede a fortuna
material, acreditando seja a portadora da paz ambicionada, todavia, com o
aparecimento do dinheiro farto, tortura-se em mil problemas, por não saber
distribuir, ajudar, administrar e gastar com simplicidade.
Outro roga a bênção do
casamento, mas, quando o Céu lha concede, não sabe ser irmão da companheira que
o Pai lhe confiou, perdendo-se através das exasperações de toda sorte.
Outro, ainda, reclama
títulos especiais de confiança em expressivas tarefas de utilidade pública,
mas, em se vendo honrado com a popularidade e com a expectativa de muitos,
repele as bênçãos do trabalho e recua espavorido.
Paz não é indolência do
corpo. É saúde e alegria do espírito.
Se é verdade que toda
criatura a busca, a seu modo, é imperioso reconhecer, no entanto, que a paz
legítima resulta do equilíbrio entre os nossos desejos e os propósitos do
Senhor, na posição em que nos encontramos.
Recebido o trabalho que
a Confiança Celeste nos permite efetuar, é imprescindível saibamos usar a oportunidade
em favor de nossa elevação e aprimoramento.
Disse Pedro: — “Busque a
paz e siga-a.”
Todavia, não existe tranquilidade
real sem Cristo em nós, dentro de qualquer situação em que estejamos situados,
e a fórmula de integração da nossa alma com Jesus é invariável: — “Negue cada
um a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.”
Sem essa adaptação do
nosso esforço de aprendizes humanos ao impulso renovador do Mestre Divino, ao
invés de paz, teremos sempre renovada guerra, dentro do coração.
sábado, 12 de novembro de 2022
Mais Luz - Edição 604 - 13/11/2022
Venha ler conosco:
https://mailchi.mp/5c1859fb9cb2/orao
- Oração - Emmanuel / Chico Xavier – Livro: Pensamento e Vida
- Ante o Evangelho: Qualidade da prece
- Poema: Página de louvor – Cruz e Souza
- Enxertia divina – Fonte Viva 78
- Oração pelos homens - Meimei
sexta-feira, 11 de novembro de 2022
Oração
A oração é divino movimento do espelho de nossa
alma no rumo da Esfera Superior, para refletir-lhe a grandeza.
Reportamo-nos aqui ao apelo vivo do espírito às
Potências Celestes, quer vestido na fórmula verbal, quer absolutamente sem ela,
na silenciosa mensagem da vibração.
Imaginemos a face de um espelho voltada para o
Sol, desviando-lhe o fulgor na direção do abismo.
Esta, na essência, é a função da prece, buscando
o Amor Divino para concentrar-lhe a claridade sobre os vales da ignorância e do
sofrimento, da miséria e do ódio, que ainda se estendem no mundo.
Graduada, desde o mais simples desejo, a
exteriorizar-se dos mais ínfimos seres, até a exaltação divina dos anjos, nada
se faz na Terra sem o impulso da aspiração que orienta o passo de todas as
criaturas...
No corpo ciclópico do Planeta, a oração é o
movimento que o mantém na tela cósmica; no oceano, é o fenômeno da maré, pelo
qual as águas aspiram ao grande equilíbrio. Na planta, é a chamada fototaxia ou
anseio com que o vegetal se levanta para a luz, incorporando-lhe os princípios;
no animal, é o instinto de curiosidade e indagação que lhe alicerçam as
primeiras conquistas da inteligência, tanto quanto, no homem comum, é a
concentração natural, antes de qualquer edificação no caminho humano.
O professor planeando o ensinamento e o médico a
ensimesmar-se no estudo para sanar determinada moléstia, o administrador
programando a execução desse ou daquele serviço, e o engenheiro engolfado na
confecção de uma planta para certa obra, estão usando os processos da oração,
refletindo na própria mente os propósitos da educação e da ciência de curar, da
legislação e do progresso, que fluem do plano invisível, à feição de imagens abstratas,
antes de se revelarem substancialmente ao mundo.
Orar é identificar-se com a maior fonte de poder
de todo o Universo, absorvendo-lhe as reservas e retratando as leis da
renovação permanente que governam os fundamentos da vida.
A prece impulsiona as recônditas energias do
coração, libertando-as com as imagens de nosso desejo, por intermédio da força
viva e plasticizante do pensamento, imagens essas que, ascendendo às Esferas
Superiores, tocam as inteligências visíveis ou invisíveis que nos rodeiam,
pelas quais comumente recebemos as respostas do Plano Divino, porquanto o Pai
Todo-Bondoso se manifesta igualmente pelos filhos que se fazem bons.
A vontade que ora, tange o coração que sente,
produzindo reflexos iluminativos através dos quais o espírito recolhe em
silêncio, sob a forma de inspiração e socorro íntimo, o influxo dos Mensageiros
Divinos que lhe presidem o território evolutivo, a lhe renovarem a emoção e a
ideia, com que se lhe aperfeiçoa a existência.
Dispomos na oração do mais alto sistema de
intercâmbio entre a Terra e o Céu.
Pelo divino circuito da prece, a criatura pede o
amparo do Criador e o Criador responde à criatura pelo princípio inelutável da
reflexão espiritual, estendendo-lhe os Braços Eternos, a fim de que ela se erga
dos vales da vida fragmentária para os cimos da Vida Vitoriosa.
Emmanuel / Chico Xavier – Livro: Pensamento e Vida





