quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024
sábado, 27 de janeiro de 2024
Mais Luz - Edição 667 - 28/01/2024
Confira nesta edição:
https://mailchi.mp/100b2aeb7730/renovemo-nos-hoje
Renovemo-nos
hoje – Cairbar Schutel
Ante o
Evangelho: A fé e a caridade
Mensagem da
Semana: Renova-te sempre – Fonte Viva 141
Poema: Tempo e amor – João Coutinho
Oração por entendimento – Emmanuel
sexta-feira, 26 de janeiro de 2024
Renovemo-nos hoje
Meus amigos:
Que Nosso
Senhor Jesus-Cristo nos conserve o amor no coração e a luz no cérebro, para que
nossas mãos permaneçam vigilantes e diligentes no bem.
Quem assinala
os dramas de aflição a emergirem da treva nas sessões mediúnicas, percebe
facilmente a importância da vida humana como estação de refazimento e
aprendizado.
Principalmente
para nós, os que procuramos no Espiritismo uma porta iluminada de esperança
para o acesso à verdade, a existência na Terra se reveste de subido valor,
porque não desconhecemos os perigos da volta à retaguarda.
Sentimos de
perto o martírio das criaturas desencarnadas que se deixaram arrastar pelos
furacões do crime e o tormento das almas, sem a concha física, que ainda se
apegam desvairadamente à ilusão.
Somos
testemunhas de culpas e remorsos que passaram impunes diante dos tribunais
terrestres, e anotamos a Justiça Imanente, Universal e Indefectível, que
confere a cada Espírito o galardão da vitória ou o estigma da derrota, segundo
as realizações que edificou para si mesmo.
Sabemos que
não vale perguntar com a Ciência, menoscabando a consciência, e não ignoramos
que as tragédias e as lágrimas que fazem o inferno, nas regiões sombrias, se
originam, de maneira invariável, do sentimento desgovernado e vicioso.
Vede, pois,
que, em nos conchegando ao Cristo de Deus, buscando-lhe a inspiração para os
nossos serviços e ideais, nada mais fazemos que situar os nossos princípios no
lugar que lhes é próprio, porque a nossa Doutrina Renovadora é, sobretudo, um
roteiro de aperfeiçoamento do homem, com a sublimação do caráter.
Entre as
realidades amargas que nos visitam os templos de intercâmbio e certas
predicações de companheiros cultos e entusiastas, mas imperfeitamente acordados
para as responsabilidades que lhes competem, lembremo-nos de que quase vinte
séculos de Cristianismo verbal viram passar no mundo tronos e Estados,
organizações e monumentos, guerras e acordos, casas de caridade e santuários de
estudo em todas as linhas da civilização do Ocidente, erguendo-se em nome de
Jesus e tornando ao pó de que nasceram, tão somente com o benefício da
experiência dolorosa, haurida entre a sombra e a desilusão.
Levantemo-nos
para a fé que nos redima por dentro.
Deus é o
Senhor do Universo e da Natureza, mas determina sejamos artífices de nossos
próprios destinos.
Renovemo-nos
hoje ao Sol do Evangelho!
Cada qual de
nós use a ferramenta das ideias superiores de que já dispõe e de conformidade
com a lição de nosso Divino Mestre, estudada por nós nesta noite. Trabalhemos,
“enquanto é dia”, na preparação do futuro de paz.
O Espiritismo
não é um esporte da inteligência.
É um caminho
de purificação para a glória eterna.
No cume da
montanha que nos compete escalar, aguarda-nos o Senhor como o Sol da Vida.
Desentranhemos,
assim, a gema de nossa alma do escuro cascalho da ignorância, para refletir-lhe
a Divina Luz!
Cairbar Schutel /
Chico Xavier
Livro: Vozes
do Grande Além
quinta-feira, 25 de janeiro de 2024
Oração por entendimento
Senhor Jesus!
Auxilia-nos a
compreender mais, a fim de que possamos servir melhor, já que, somente assim,
as bênçãos que nos concedes podem fluir, através de nós, em nosso apoio e em
favor de todos aqueles que nos compartilham a existência.
Induze-nos à
prática do entendimento que nos fará observar os valores que, porventura,
conquistemos, não na condição de propriedade nossa e sim por manancial de
recursos que nos compete mobilizar no amparo de quantos ainda não obtiveram as
vantagens que nos felicitam a vida.
E ajuda-nos,
oh! Divino Mestre, a converter as oportunidades de tempo e trabalho com que nos
honraste em serviço aos semelhantes, especialmente na doação de nós mesmos,
naquilo que sejamos ou naquilo que possamos dispor, de maneira a sermos hoje
melhores do que ontem, permanecendo em ti, tanto quanto permaneces em nós,
agora e sempre.
Assim seja.
Emmanuel /
Chico Xavier
Livro: Paciência
quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
Tempo e amor
Qual
austero gigante que nos guia,
Furioso
e rude e, às vezes, triste e lento,
Passa
o tempo, na Terra, como o vento,
Renovando-te
a senda, cada dia.
Não desesperes, ante o céu nevoento,
Nem
te abatas na estrada escura e fria,
Nascerão
novas flores de alegria
Onde
há charcos de angústia e sofrimento.
O templo, o lar, a fonte, a flor e o ninho…
Tudo
o tempo transforma, de mansinho,
Alterando-se
em luz, penumbra e treva!
Guarda, porém, o amor puro e esplendente,
Que
o nosso amor, agora e eternamente,
É o
tesouro que o tempo nunca leva…
João Coutinho / Chico
Xavier
Livro:
Relicário de luz
Renova-te sempre
“Ainda que o
nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova, dia a dia.” —
Paulo. (II Coríntios, 4:16)
Cada dia tem a
sua lição.
Cada
experiência deixa o valor que lhe corresponde.
Cada problema
obedece a determinado objetivo.
Há criaturas
que, torturadas por temores contraproducentes, proclamam a inconformação que as
possui à frente da enfermidade ou da pobreza, da desilusão ou da velhice.
Não faltam, no
quadro da luta cotidiana, os que fogem espetacularmente dos deveres que lhes
cabem, procurando, na desistência do bom combate e no gradual acordo com a
morte, a paz que não podem encontrar.
Lembra-te de
que as civilizações se sucedem no mundo, há milhares de anos, e que os homens,
por mais felizes e por mais poderosos, foram constrangidos à perda do veículo
de carne para acerto de contas morais com a eternidade.
Ainda que a
prova te pareça invencível ou que a dor se te afigure insuperável, não te
retires da posição de lidador, em que a Providência Divina te colocou.
Recorda que
amanhã o dia voltará ao teu campo de trabalho.
Permanece
firme, no teu setor de serviço, educando o pensamento na aceitação da Vontade
de Deus.
A moléstia
pode ser uma intimação transitória e salutar da Justiça Celeste.
A escassez de
recursos terrestres é sempre um obstáculo educativo.
O
desapontamento recebido com fervorosa coragem é trabalho de seleção do Senhor,
em nosso benefício.
A senectude do
corpo físico é fixação da sabedoria para a felicidade eterna.
Sê otimista e
diligente no bem, entre a confiança e a alegria, porque, enquanto o envoltório
de carne se corrompe pouco a pouco, a alma imperecível se renova, de momento a
momento, para a vida imortal.
Emmanuel / Chico Xavier – Livro: Fonte Viva – Cap. 141
sábado, 20 de janeiro de 2024
Mais Luz - Edição 666 - 21/01/2024
Confira nesta edição:
https://mailchi.mp/48b0a902e141/a-lio-da-cruz
A lição da Cruz – Osias Gonçalves
Ante o Evangelho: A indulgência
Mensagem da Semana: Após Jesus – Fonte Viva, 140
Poema: Aos pés da cruz – Vallado Rosas
Oração: Votos do servo cristão – João de Deus
quinta-feira, 18 de janeiro de 2024
A lição da Cruz
Meus irmãos:
Peçamos em
nosso favor a bênção de Nosso Senhor Jesus-Cristo.
Nas
recordações da noite de hoje, busquemos no Livro Sagrado a mensagem de luz que
nos comande as diretrizes.
Leiamos no
Evangelho do Apóstolo João, no capítulo 12, versículo 32, a palavra do Divino
Mestre, quando anuncia aos seguidores:
— “E eu,
quando for levantado da terra, atrairei todos a mim.”
Semelhante
afirmativa foi pronunciada por ele, depois da entrada jubilosa em Jerusalém.
Flores,
alegria, triunfo…
Cabe-nos
ponderar ainda que, nessa ocasião, o Embaixador Celestial havia sido o Divino
Médico dos corpos e das almas. Havia restaurado paralíticos, cegos e leprosos,
reconstituindo a esperança e a oportunidade de muitos… Estendera a Boa-nova e
passara pela transfiguração do Tabor…
Entretanto,
Jesus ainda se considera como Missionário não erguido da Terra.
Indubitavelmente,
aludia ao gênero de testemunho com que o dilacerariam, mas também ao sofrimento
superado como acesso à vitória.
Reportava-se
ao sacrifício como auréola da vida e destacava a cruz por símbolo de
espiritualidade e ressurreição.
Induzia-nos o
Senhor a aceitar as aflições do mundo, como recursos de soerguimento, e a
receber nos pontos nevrálgicos do destino o ensejo de nossa própria
recuperação.
Ninguém
passará incólume entre as vicissitudes da Terra.
Todos aí
pagamos o tributo da experiência, do crescimento, do resgate, da ascensão…
E arrojados ao
pó do amolecimento moral, não atrairemos senão a piedade dos transeuntes e o
enxurro do caminho, sem encorajar o trabalho e o bom ânimo dos outros, porque,
de nós mesmos, teremos recusado a bênção da luta.
O Mestre,
amoroso e decidido, ensinou-nos a usar o fracasso como chave de elevação.
Traído pelos
homens, utilizou-se de semelhante decepção para demonstrar lealdade a Deus.
Atormentado,
aproveitou a aflição para lecionar paciência e governo próprio.
Escarnecido,
valeu-se da amargura íntima para exercer o perdão.
E,
crucificado, fez da morte a revelação da vida eterna.
É
imprescindível renunciar ao reconforto particular, para que a renovação nos
acolha.
Todos nos
sentimos tranquilos e sorridentes, diante do céu sem nuvens, mas se a
tempestade reponta, ameaçadora, eis que se nos desfazem as energias, qual se
nossa fé não passasse de movimento sem substância.
Acomodamo-nos
com a satisfação e abominamos o obstáculo.
No entanto,
não seremos levantados do mundo, ainda mesmo quando estejamos no mundo fora do
corpo físico, sem o triunfo sobre a nossa cruz, que, em nosso caso, foi talhada
por nossos próprios erros, perante a Lei.
É por isso que
nesta noite, em que a serenidade de Jesus como que envolve a Natureza toda,
nesta hora em que o pensamento da coletividade cristã volve, comovido, para a
recuada Jerusalém, é natural estabeleçamos no próprio coração o indispensável
silêncio para ouvir a Mensagem do Evangelho que se agiganta nos séculos…
— “E eu,
quando for levantado da terra, atrairei todos a mim.”
Enquanto o
Senhor evidenciava apenas o poder sublime de que se fazia emissário, curando e consolando,
poderia parecer um simples agente do Pai Celestial, em socorro das criaturas;
mas atendendo aos desígnios do Altíssimo, na cruz da flagelação suprema, e
confiando-se à renúncia total dos próprios desejos, não obstante vilipendiado e
aparentemente vencido, afirmou o valor soberano de sua individualidade divina
pela fidelidade ao seu ministério de amor universal e, desde então, alçado ao
madeiro, continua atraindo a si as almas e as nações.
Içado à
ignomínia por imposição de todos nós que lhe constituímos a família planetária,
não denotou rebeldia, tristeza ou desânimo, encontrando, aliás, em nossa
debilidade, mais forte motivo para estender-nos o tesouro da caridade e do
perdão, passando, desde a cruz, não mais apenas a revigorar o corpo e a alma
das criaturas, mas principalmente a atraí-las para o Reino Divino, cuja
construção foi encetada e cujo acabamento está muito longe de terminar.
Assim sendo,
quando erguidos pelo menos alguns milímetros da terra, através das pequeninas
cruzes de nossos deveres, junto aos nossos irmãos de Humanidade, saibamos
abençoar, ajudar, compreender, servir, aprender e progredir sempre.
Intranquilidade,
provação, sofrimento, são bases para que nos levantemos ao encontro do Senhor.
Roguemos,
desse modo, a ele nos acrescente a coragem de apagar o incêndio da rebelião que
nos retém prostrados no chão de nossas velhas fraquezas, retirando-nos, enfim,
do cativeiro à inferioridade para trazer ao nosso novo modo de ser todos
aqueles que convivem conosco, há milênios, aguardando de nossa alma o apelo
vivo do entendimento e do amor.
E, reunindo
nossas súplicas numa só vibração de fé, esperemos que a Bondade Divina nos
agasalhe e abençoe.
Osias Gonçalves / Chico Xavier – Livro: Instruções Psicofônicas
(noite de 15/04/1954)
quarta-feira, 17 de janeiro de 2024
Após Jesus
“E, quando o
iam levando, tomaram um certo Simão, cireneu, que vinha do campo, e puseram-lhe
a cruz às costas, para que a levasse após Jesus.” — (Lucas, 23:26)
A multidão que
rodeava o Mestre, no dia supremo, era enorme.
Achavam-se ali
os gozadores impenitentes do mundo, os campeões da usura, os ridicularizadores,
os ignorantes, os Espíritos fracos que reconheciam a superioridade do Cristo e
temiam anunciar as próprias convicções, os amigos vacilantes do Evangelho, as
testemunhas acovardadas, os beneficiados pelo Divino Médico, que se ocultavam,
medrosos, com receio de sacrifícios…
Mas um
estrangeiro, instado pelo povo, aceitou o madeiro, embora constrangidamente, e
seguiu carregando-o, após Jesus.
A lição,
entretanto, seria legada aos séculos do futuro…
O mundo ainda
é uma Jerusalém enorme, congregando criaturas dos mais variados matizes, mas se
te aproximas do Evangelho, com sinceridade e fervor, colocam-te a cruz sobre o
coração.
Daí em diante,
serás compelido às maiores demonstrações de renúncia, raros te observarão o
cansaço e a angústia e, não obstante a tua condição de servidor, com os mesmos
problemas dos outros, exigir-te-ão espetáculos de humildade e resistência,
heroísmo e lealdade ao bem.
Sofre e
trabalha, de olhos voltados para a Divina Luz.
Do Alto
descerão para o teu Espírito as torrentes invisíveis das fontes celestes, e
vencerás valorosamente.
Por enquanto,
a cruz ainda é o sinal dos aprendizes fiéis.
Se não tens
contigo as marcas do testemunho pela responsabilidade, pelo trabalho, pelo
sacrifício ou pelo aprimoramento íntimo, é possível que ames profundamente o
Mestre, mas é quase certo que ainda não te colocaste, junto dele, na jornada
redentora.
Abençoemos,
pois, a nossa cruz e sigamo-lo, destemerosos, buscando a vitória do amor e a
ressurreição eterna.
Emmanuel / Chico Xavier – Livro: Fonte Viva – Cap. 140
terça-feira, 16 de janeiro de 2024
Votos do servo cristão
Jesus Amado,
auxilia
Meu anseio de
progresso,
Sou Teu servo,
cada dia,
Outra graça
não Te peço,
Recuso o reino
mesquinho
Do mal que
ensombra e governa,
Sou grão de pó
no caminho
De Tua
grandeza eterna.
Ofereço-me,
Senhor,
Com todo o meu
coração
Ao Teu serviço
de amor,
De paz e
consolação.
Sublime e
Celeste Amigo,
Se o charco
lírios produz,
Eu quero
seguir contigo
Na glória da
Tua cruz.
Sou Teu servo.
Não disputo
Maior e mais
santo bem.
Dou-me a Ti,
cada minuto,
Hoje, agora,
aqui, além…
Subirei
montanha acima,
És meu credo e
minha igreja,
Que o Teu amor
me redima
Agora e Sempre. Assim seja.
João de Deus / Chico Xavier
Livro: À luz da oração
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