quinta-feira, 3 de setembro de 2026
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Aprendendo
“Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não
somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.” — (Tiago, 1:22)
Cada vez que as circunstâncias te induzam a ouvir as
verdades do Evangelho, não admitas que o acaso esteja presidindo a semelhantes
eventos. Forças ocultas estarão acionando a oportunidade, a fim de que te
informes quanto ao teu próprio caminho.
Não te faças, pois, desatento, porquanto, a breve
espaço, serás naturalmente chamado pela vida para testemunhar.
Observa a escola e as disciplinas com que se formam
determinados profissionais.
Acadêmicos de Medicina ouvem lições para curar os
doentes ou auxiliá-los; estudantes de Engenharia escutam ensinamentos para que
os apliquem à técnica das construções no Plano terrestre; contabilistas gastam
tempo, de modo a garantirem a sustentação do comércio, na arte de fazer contas;
tecelões assimilam princípios, em torno de certas máquinas, para atenderem,
oportunamente, à indústria do fio…
Qualquer estudo nobre é aquisição inapreciável, mas se
mora estanque, na alma de quem aprende, assemelha-se a pão escondido aos que
choram de fome.
Ouvir, sim, os preceitos da Espiritualidade Superior,
mas agir, segundo nos orientam, porque, se sabemos e não fazemos o que o bem
nos ensina, melhor fora não saber, para não sermos tributados, com taxas de
maior sofrimento, nas grades da culpa.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 95
sábado, 22 de agosto de 2026
Beneficência e paciência
“A caridade é paciente e benigna…” — Paulo (I
Coríntios, 13:4)
Beneficência, sim, para com todos:
Prato dividido.
Veste aos nus.
Remédio aos doentes.
Asilo aos que vagueiam sem teto.
Proteção à criança desamparada.
Auxílio ao ancião em desvalimento.
Socorro às viúvas.
Refúgio aos indigentes.
Consolo aos tristes.
Esperança aos que choram.
Entretanto, é preciso estender a bondade igualmente
noutros setores:
Compreensão em família.
Trabalho sem queixa.
Cooperação sem atrito.
Pagamento sem choro.
Atenção a quem fale, ainda mesmo sem qualquer
propósito edificante.
Respeito aos problemas dos outros.
Serenidade nas horas difíceis.
Silêncio às provocações.
Tolerância para com as ideias alheias.
Gentileza na rua.
A beneficência pode efetuar prodígios, levantando a
generosidade e conquistando a gratidão; contudo, em nome da caridade, toda
beneficência, para completar-se, não pode viver sem a paciência.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 94
sábado, 15 de agosto de 2026
Serviço e inveja
“… A caridade não é invejosa…” — Paulo (I Coríntios,
13:4)
Muitos companheiros asseveram a disposição de ajudar,
em nome da caridade; entretanto, para isso, exigem os recursos que pertencem
aos outros.
Querem amparar os necessitados…
Mas dizem aguardar vencimento igual ao do colega que
lhes tomou a frente na organização de trabalho.
Declaram-se inclinados ao socorro de meninos
desprotegidos…
Alegam, todavia, que apenas assumirão a iniciativa
quando possuírem casa semelhante à do amigo mais próspero.
Afirmam-se desejosos de colaborar na construção da fé,
amando e esclarecendo a quem sofre…
Interpõem, no entanto, a condição de desfrutarem a
autoridade dos irmãos que se encarregam dessa ou daquela instituição, antes
deles.
Expõem a intenção de escrever, na difusão da luz
espiritual…
Contudo, somente entrarão em atividade quando
dispuserem da competência de quantos já despenderam larga parte da vida, na
estruturação da palavra escrita.
Se aspiras a servir ao bem, não te detenhas na cobiça
expectante, a pedir que a possibilidade dos outros te passe às mãos.
A caridade não é invejosa.
Façamos a nossa parte.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 93
sábado, 8 de agosto de 2026
Paternidade: uma tarefa de amor.
O
Dia dos Pais é mais do que uma data para homenagens: é um convite à reflexão
sobre a sublime missão confiada por Deus àqueles que recebem a responsabilidade
de conduzir Espíritos em sua jornada terrena. À luz da Doutrina Espírita, a
paternidade transcende os laços biológicos e assume um profundo significado
espiritual. Os filhos não pertencem aos pais; são Espíritos imortais,
temporariamente confiados ao seu cuidado para que encontrem no lar as primeiras
lições de amor, respeito e virtude. Em O Livro dos Espíritos (questão 582), os
Espíritos Superiores ensinam que "a paternidade é uma missão" e, ao
mesmo tempo, "um dever muito grande", do qual o homem deverá prestar
contas.
No
capítulo XIV de O Evangelho segundo o Espiritismo, Santo Agostinho afirma que
Deus perguntará aos pais: "Que fizestes do filho confiado à vossa
guarda?". Essa indagação revela que educar não significa apenas garantir o
sustento material ou proporcionar oportunidades intelectuais, mas, sobretudo,
favorecer o desenvolvimento moral. O verdadeiro pai compreende que sua maior
herança não será um patrimônio, mas o exemplo. É no cotidiano, por meio da
coerência entre palavras e ações, que se formam consciências equilibradas e
cidadãos comprometidos com o bem. A transformação da sociedade começa,
silenciosamente, dentro de cada lar.
Emmanuel,
em diversas obras psicografadas por Chico Xavier, recorda que os filhos são
empréstimos de Deus e que o lar é uma escola de almas, constituindo a família precioso
campo de aprendizado e redenção. Essa imagem expressa a confiança divina
depositada nos pais, chamados não a moldar os filhos segundo seus próprios
interesses, mas a ajudá-los a desenvolver as potencialidades do Espírito
imortal. Em Vida e Sexo, Emmanuel ensina que a missão paterna e materna não se
resume ao vínculo consanguíneo, mas constitui oportunidade de reajuste,
aprendizado e crescimento para todos os envolvidos, muitas vezes reunindo, no
mesmo lar, antigos companheiros de outras existências em busca de reconciliação
e progresso.
Também
Joanna de Ângelis ressalta que educar é, antes de tudo, evangelizar o coração.
Em suas reflexões, destaca que os pais são os primeiros educadores da alma
infantil, influenciando profundamente a formação do caráter por meio do afeto,
do diálogo e da vivência dos valores éticos. A autoridade equilibrada, exercida
com firmeza e ternura, prepara os filhos para a liberdade responsável, enquanto
a omissão ou o autoritarismo tendem a gerar desequilíbrios que repercutem não
apenas na família, mas em toda a sociedade. Assim, cada lar torna-se um
verdadeiro núcleo de construção do futuro coletivo.
Neste
Dia dos Pais, que as homenagens não se restrinjam tão só às palavras de
gratidão e manifestações de carinho, mas inspirem uma renovação do compromisso
de transformar a paternidade em um permanente exercício de amor, renúncia,
educação e exemplo cristão. Aos pais, biológicos ou de coração, fica o convite
para que vejam em cada filho um Espírito em crescimento, digno de respeito e
orientação segura. Aos filhos, a oportunidade de agradecer pelos esforços e
renúncias daqueles que lhes serviram de amparo na caminhada. E a todos nós, a
certeza de que, quando um pai educa com amor, ilumina não apenas o destino de
uma família, mas contribui para a edificação de uma humanidade mais fraterna,
mais justa e mais próxima dos ensinamentos de Jesus.
DCSE/CEJG
Solidariedade
“Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que
choram.” — Paulo (Romanos, 12:15)
Realmente, na Terra, é mais fácil chorar com os que
choram.
Em muitas circunstâncias, mágoas alheias servem de
consolação para nossas mágoas.
Quem carrega fardos enormes como que nos estimula a
suportar os estorvos leves.
Num desastre qualquer, que nos teria colhido,
inclinamo-nos, comovidamente, para as vítimas, guardando, muita vez, a ilusão
de que fomos agraciados por Deus, como se a responsabilidade de moratórias e
empréstimos, que nos são concedidos pela Misericórdia Divina, dentro da Lei,
fosse para nós regime de favoritismo e exceção.
Ajudar aos que se encontram em provações maiores que
as nossas é caridade sublime; no entanto, é forçoso reconhecer que aconselhar
paciência aos que choram, na posição de superiores tranquilos, é o mesmo que
falar à margem de um problema, sem estar dentro dele.
Com isso, não queremos diminuir o valor da
beneficência. Sem ela, nossas mãos se fariam garras de usura e o egoísmo
transformaria a Terra num manicômio.
Desejamos simplesmente afirmar que é mais fácil chorar
com os que choram, que alegrar-se alguém com os que se alegram; porquanto,
ajudar com o pão ou com a alegria que nos sobram é ato que podemos realizar sem
dificuldade, ao passo que, para regozijar-nos com o regozijo dos outros, sem
qualquer ponta de inveja ou despeito, é preciso trazermos suficiente amor puro
no coração.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 92
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Apreço
“Dando sempre graças a Deus por tudo em Nosso Senhor Jesus Cristo.” — Paulo (Efésios, 5:20)
O Universo é uma corrente de amor, em movimento
incessante. Não lhe interrompas a fluência das vibrações.
Nesse sentido, recorda que ninguém é tão sacrificado
pelo dever que não possa, de quando em quando, levantar os olhos ou dizer uma
frase, em sinal de agradecimento.
Considera sagradas as tuas horas de obrigação, mas não
te esqueças do minuto de apreço aos outros.
Os pais não te discutem o carinho, entretanto,
multiplicarão as próprias forças com o teu gesto de entendimento; os filhos
anotam-te a bondade, no entanto, experimentarão novo alento com o teu sorriso
encorajador; os colegas de ação conhecem-te a solidariedade, mas serão
bafejados por renovadora energia, perante a reafirmação de teu concurso
espontâneo, e os companheiros reconhecem-te a amizade, contudo, entesouram
estímulos santos, em te ouvindo a mensagem fraterna.
Ninguém pode avaliar a importância das pequeninas
doações.
Uma prece, uma saudação afetuosa, uma flor ou um
bilhete amistoso conseguem apagar longo fogaréu da discórdia ou dissipar
rochedos de sombra.
Não nos reportamos aqui ao elogio que estraga ou à
lisonja que envenena. Referimo-nos à amizade e à gratidão que valorizam o
trabalho e alimentam o bem.
Por mais dura seja a estrada, aprende a sorrir e a
abençoar, para que a alegria siga adiante, incentivando os corações e as mãos
que operam a expansão da Bondade Infinita.
O próprio Deus nunca se encontra tão excessivamente
ocupado que não se lembre de sustentar o Sol, para que o Sol aqueça, em seu
nome, o último verme, na última reentrância abismal.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 91
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Você conhece a história de William Crookes?
William
Crookes nasceu em 17 de junho de 1832, em Londres, Inglaterra, e destacou-se
como um dos maiores cientistas de sua época. Químico e físico de renome,
realizou importantes descobertas, como o isolamento do tálio, a construção do
radiômetro e a identificação do chamado estado radiante da matéria. Seu
prestígio levou-o a ocupar cargos de destaque em diversas sociedades
científicas e a receber da rainha Vitória o título de "Sir".
Movido
pelo rigor científico e pelo desejo de verificar a autenticidade dos chamados
fenômenos mediúnicos, Crookes iniciou pesquisas sobre a mediunidade sem aceitar
previamente sua veracidade. Seu objetivo era investigar os fatos com
imparcialidade e, se possível, comprovar a existência de fraudes. A partir de
1869, passou a realizar experimentos com diversos médiuns, aplicando métodos de
observação e controle compatíveis com o conhecimento científico da época.
Suas
pesquisas mais conhecidas ocorreram com a jovem médium Florence Cook, por meio
da qual estudou as materializações do Espírito conhecido como Katie King.
Durante anos, submeteu os fenômenos a rigorosas investigações, acompanhando
inúmeras sessões e realizando diversos testes. As experiências causaram grande
repercussão no meio científico, por apresentarem evidências que, segundo suas
conclusões, não poderiam ser explicadas por fraude ou ilusionismo.
Após
longa investigação, William Crookes declarou-se convencido da realidade dos
fenômenos espíritas. Diferentemente de muitos cientistas contemporâneos, que
preferiram silenciar diante das evidências por receio das críticas, Crookes
publicou os resultados de suas pesquisas na obra Fatos Espíritas, afirmando sua
célebre conclusão: "Não digo que isto é possível; digo: isto é
real!". Sua postura representou importante contribuição para o estudo
científico dos fenômenos relacionados à mediunidade e fortaleceu o diálogo
entre ciência e Espiritismo.
William
Crookes desencarnou em 4 de abril de 1919, em Londres, deixando um legado
reconhecido tanto pela ciência quanto pelo movimento espírita. Suas
investigações demonstraram que os fenômenos mediúnicos poderiam ser estudados
com seriedade, método e imparcialidade, tornando-o uma das personalidades mais
importantes na história das pesquisas científicas sobre a mediunidade e um dos
mais respeitados colaboradores da divulgação do Espiritismo.
Fonte:
Federação Espírita Brasileira (FEB).
sábado, 25 de julho de 2026
Esperanto: Um Ideal de Fraternidade a Serviço do Evangelho
O
mês de julho possui um significado especial para todos os esperantistas. Em 26
de julho de 1887, L. L. Zamenhof publicou o "Unua Libro", lançando
oficialmente ao mundo o Esperanto, uma língua internacional planejada para
aproximar os povos por meio da compreensão mútua e da fraternidade. Mais do que
um projeto linguístico, o Esperanto nasceu como um ideal humanitário, inspirado
pelo desejo de superar preconceitos, rivalidades e barreiras que, por séculos,
dificultaram a convivência pacífica entre as nações. Seus princípios de
neutralidade, igualdade e respeito encontram profunda sintonia com os
ensinamentos do Cristo e com os ideais da Doutrina Espírita.
No
meio espírita, essa afinidade sempre foi reconhecida. Em "O Esperanto como
Revelação", o Espírito Francisco Valdomiro Lorenz afirma que o Esperanto não
surgiu por acaso, mas foi preparado no Plano Espiritual como instrumento de
aproximação entre os povos, sendo confiado ao "gênio da confraternização
humana", L. L. Zamenhof, para sua concretização na Terra. Segundo essa
obra, a unificação moral da humanidade exige também instrumentos capazes de
favorecer o entendimento entre as criaturas, preparando os caminhos para uma
convivência mais fraterna.
Diversos
benfeitores espirituais igualmente manifestaram apoio a esse ideal. Emmanuel
asseverou que "o Esperanto é o mais avançado instrumento da fraternidade
entre os povos", destacando que sua difusão acompanha os esforços do
Evangelho na construção de um mundo melhor. Bezerra de Menezes incentivou
reiteradas vezes os espíritas a estudarem e divulgarem a língua, considerando-a
valioso recurso para a propagação da mensagem espírita além das fronteiras
nacionais. Também o Espírito Abel Gomes enfatizou que o Esperanto constitui
importante elemento de aproximação das consciências, colaborando para a obra da
regeneração da Humanidade.
Não
é coincidência que Espiritismo e Esperanto tenham surgido no século XIX, ambos
propondo a união da família humana. Enquanto Allan Kardec apresentou ao mundo a
Doutrina Espírita, demonstrando a imortalidade da alma e a lei universal da
fraternidade, L. L. Zamenhof ofereceu uma ferramenta prática para facilitar o
diálogo entre pessoas de diferentes culturas. O primeiro une consciências pela
compreensão das Leis Divinas; o segundo aproxima corações pela comunicação sem
privilégios nacionais. Ambos apontam para o mesmo ideal: a construção de uma
Humanidade mais justa, pacífica e solidária.
Neste
mês em que celebramos o aniversário do Esperanto, somos convidados a refletir
sobre nossa participação nesse grandioso projeto. Estudar e divulgar essa
língua não significa apenas aprender um novo idioma, mas colaborar com um ideal
de fraternidade universal que dialoga profundamente com os princípios
espíritas. Que as instituições e os trabalhadores espíritas acolham com
renovado entusiasmo esse legado, fortalecendo grupos de estudo, incentivando
seu aprendizado e utilizando-o como instrumento de divulgação do Evangelho e da
Doutrina Espírita. Afinal, como ensina o Espiritismo, toda iniciativa que
aproxima os seres humanos, derruba barreiras e fortalece a fraternidade
constitui valiosa colaboração na construção do Reino de Deus entre os homens.
DCSE/CEJG

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