segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Aprendendo

 

“Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.” — (Tiago, 1:22)

 

Cada vez que as circunstâncias te induzam a ouvir as verdades do Evangelho, não admitas que o acaso esteja presidindo a semelhantes eventos. Forças ocultas estarão acionando a oportunidade, a fim de que te informes quanto ao teu próprio caminho.

Não te faças, pois, desatento, porquanto, a breve espaço, serás naturalmente chamado pela vida para testemunhar.

Observa a escola e as disciplinas com que se formam determinados profissionais.

Acadêmicos de Medicina ouvem lições para curar os doentes ou auxiliá-los; estudantes de Engenharia escutam ensinamentos para que os apliquem à técnica das construções no Plano terrestre; contabilistas gastam tempo, de modo a garantirem a sustentação do comércio, na arte de fazer contas; tecelões assimilam princípios, em torno de certas máquinas, para atenderem, oportunamente, à indústria do fio…

Qualquer estudo nobre é aquisição inapreciável, mas se mora estanque, na alma de quem aprende, assemelha-se a pão escondido aos que choram de fome.

Ouvir, sim, os preceitos da Espiritualidade Superior, mas agir, segundo nos orientam, porque, se sabemos e não fazemos o que o bem nos ensina, melhor fora não saber, para não sermos tributados, com taxas de maior sofrimento, nas grades da culpa.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 95


sábado, 22 de agosto de 2026

Beneficência e paciência

 

“A caridade é paciente e benigna…” — Paulo (I Coríntios, 13:4)

 

Beneficência, sim, para com todos:

Prato dividido.

Veste aos nus.

Remédio aos doentes.

Asilo aos que vagueiam sem teto.

Proteção à criança desamparada.

Auxílio ao ancião em desvalimento.

Socorro às viúvas.

Refúgio aos indigentes.

Consolo aos tristes.

Esperança aos que choram.

Entretanto, é preciso estender a bondade igualmente noutros setores:

Compreensão em família.

Trabalho sem queixa.

Cooperação sem atrito.

Pagamento sem choro.

Atenção a quem fale, ainda mesmo sem qualquer propósito edificante.

Respeito aos problemas dos outros.

Serenidade nas horas difíceis.

Silêncio às provocações.

Tolerância para com as ideias alheias.

Gentileza na rua.

A beneficência pode efetuar prodígios, levantando a generosidade e conquistando a gratidão; contudo, em nome da caridade, toda beneficência, para completar-se, não pode viver sem a paciência.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 94


sábado, 15 de agosto de 2026

Serviço e inveja

 

“… A caridade não é invejosa…” — Paulo (I Coríntios, 13:4)

 

Muitos companheiros asseveram a disposição de ajudar, em nome da caridade; entretanto, para isso, exigem os recursos que pertencem aos outros.

Querem amparar os necessitados…

Mas dizem aguardar vencimento igual ao do colega que lhes tomou a frente na organização de trabalho.

Declaram-se inclinados ao socorro de meninos desprotegidos…

Alegam, todavia, que apenas assumirão a iniciativa quando possuírem casa semelhante à do amigo mais próspero.

Afirmam-se desejosos de colaborar na construção da fé, amando e esclarecendo a quem sofre…

Interpõem, no entanto, a condição de desfrutarem a autoridade dos irmãos que se encarregam dessa ou daquela instituição, antes deles.

Expõem a intenção de escrever, na difusão da luz espiritual…

Contudo, somente entrarão em atividade quando dispuserem da competência de quantos já despenderam larga parte da vida, na estruturação da palavra escrita.

Se aspiras a servir ao bem, não te detenhas na cobiça expectante, a pedir que a possibilidade dos outros te passe às mãos.

A caridade não é invejosa.

Façamos a nossa parte.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 93


sábado, 8 de agosto de 2026

Paternidade: uma tarefa de amor.

 


O Dia dos Pais é mais do que uma data para homenagens: é um convite à reflexão sobre a sublime missão confiada por Deus àqueles que recebem a responsabilidade de conduzir Espíritos em sua jornada terrena. À luz da Doutrina Espírita, a paternidade transcende os laços biológicos e assume um profundo significado espiritual. Os filhos não pertencem aos pais; são Espíritos imortais, temporariamente confiados ao seu cuidado para que encontrem no lar as primeiras lições de amor, respeito e virtude. Em O Livro dos Espíritos (questão 582), os Espíritos Superiores ensinam que "a paternidade é uma missão" e, ao mesmo tempo, "um dever muito grande", do qual o homem deverá prestar contas.

No capítulo XIV de O Evangelho segundo o Espiritismo, Santo Agostinho afirma que Deus perguntará aos pais: "Que fizestes do filho confiado à vossa guarda?". Essa indagação revela que educar não significa apenas garantir o sustento material ou proporcionar oportunidades intelectuais, mas, sobretudo, favorecer o desenvolvimento moral. O verdadeiro pai compreende que sua maior herança não será um patrimônio, mas o exemplo. É no cotidiano, por meio da coerência entre palavras e ações, que se formam consciências equilibradas e cidadãos comprometidos com o bem. A transformação da sociedade começa, silenciosamente, dentro de cada lar.

Emmanuel, em diversas obras psicografadas por Chico Xavier, recorda que os filhos são empréstimos de Deus e que o lar é uma escola de almas, constituindo a família precioso campo de aprendizado e redenção. Essa imagem expressa a confiança divina depositada nos pais, chamados não a moldar os filhos segundo seus próprios interesses, mas a ajudá-los a desenvolver as potencialidades do Espírito imortal. Em Vida e Sexo, Emmanuel ensina que a missão paterna e materna não se resume ao vínculo consanguíneo, mas constitui oportunidade de reajuste, aprendizado e crescimento para todos os envolvidos, muitas vezes reunindo, no mesmo lar, antigos companheiros de outras existências em busca de reconciliação e progresso.

Também Joanna de Ângelis ressalta que educar é, antes de tudo, evangelizar o coração. Em suas reflexões, destaca que os pais são os primeiros educadores da alma infantil, influenciando profundamente a formação do caráter por meio do afeto, do diálogo e da vivência dos valores éticos. A autoridade equilibrada, exercida com firmeza e ternura, prepara os filhos para a liberdade responsável, enquanto a omissão ou o autoritarismo tendem a gerar desequilíbrios que repercutem não apenas na família, mas em toda a sociedade. Assim, cada lar torna-se um verdadeiro núcleo de construção do futuro coletivo.

Neste Dia dos Pais, que as homenagens não se restrinjam tão só às palavras de gratidão e manifestações de carinho, mas inspirem uma renovação do compromisso de transformar a paternidade em um permanente exercício de amor, renúncia, educação e exemplo cristão. Aos pais, biológicos ou de coração, fica o convite para que vejam em cada filho um Espírito em crescimento, digno de respeito e orientação segura. Aos filhos, a oportunidade de agradecer pelos esforços e renúncias daqueles que lhes serviram de amparo na caminhada. E a todos nós, a certeza de que, quando um pai educa com amor, ilumina não apenas o destino de uma família, mas contribui para a edificação de uma humanidade mais fraterna, mais justa e mais próxima dos ensinamentos de Jesus.

DCSE/CEJG


Solidariedade

 

“Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.” — Paulo (Romanos, 12:15)

 

Realmente, na Terra, é mais fácil chorar com os que choram.

Em muitas circunstâncias, mágoas alheias servem de consolação para nossas mágoas.

Quem carrega fardos enormes como que nos estimula a suportar os estorvos leves.

Num desastre qualquer, que nos teria colhido, inclinamo-nos, comovidamente, para as vítimas, guardando, muita vez, a ilusão de que fomos agraciados por Deus, como se a responsabilidade de moratórias e empréstimos, que nos são concedidos pela Misericórdia Divina, dentro da Lei, fosse para nós regime de favoritismo e exceção.

Ajudar aos que se encontram em provações maiores que as nossas é caridade sublime; no entanto, é forçoso reconhecer que aconselhar paciência aos que choram, na posição de superiores tranquilos, é o mesmo que falar à margem de um problema, sem estar dentro dele.

Com isso, não queremos diminuir o valor da beneficência. Sem ela, nossas mãos se fariam garras de usura e o egoísmo transformaria a Terra num manicômio.

Desejamos simplesmente afirmar que é mais fácil chorar com os que choram, que alegrar-se alguém com os que se alegram; porquanto, ajudar com o pão ou com a alegria que nos sobram é ato que podemos realizar sem dificuldade, ao passo que, para regozijar-nos com o regozijo dos outros, sem qualquer ponta de inveja ou despeito, é preciso trazermos suficiente amor puro no coração.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 92


sexta-feira, 31 de julho de 2026

Reuniões públicas/CEJG - Agosto/2026

 


Apreço

 

“Dando sempre graças a Deus por tudo em Nosso Senhor Jesus Cristo.” — Paulo (Efésios, 5:20)

 

O Universo é uma corrente de amor, em movimento incessante. Não lhe interrompas a fluência das vibrações.

Nesse sentido, recorda que ninguém é tão sacrificado pelo dever que não possa, de quando em quando, levantar os olhos ou dizer uma frase, em sinal de agradecimento.

Considera sagradas as tuas horas de obrigação, mas não te esqueças do minuto de apreço aos outros.

Os pais não te discutem o carinho, entretanto, multiplicarão as próprias forças com o teu gesto de entendimento; os filhos anotam-te a bondade, no entanto, experimentarão novo alento com o teu sorriso encorajador; os colegas de ação conhecem-te a solidariedade, mas serão bafejados por renovadora energia, perante a reafirmação de teu concurso espontâneo, e os companheiros reconhecem-te a amizade, contudo, entesouram estímulos santos, em te ouvindo a mensagem fraterna.

Ninguém pode avaliar a importância das pequeninas doações.

Uma prece, uma saudação afetuosa, uma flor ou um bilhete amistoso conseguem apagar longo fogaréu da discórdia ou dissipar rochedos de sombra.

Não nos reportamos aqui ao elogio que estraga ou à lisonja que envenena. Referimo-nos à amizade e à gratidão que valorizam o trabalho e alimentam o bem.

Por mais dura seja a estrada, aprende a sorrir e a abençoar, para que a alegria siga adiante, incentivando os corações e as mãos que operam a expansão da Bondade Infinita.

O próprio Deus nunca se encontra tão excessivamente ocupado que não se lembre de sustentar o Sol, para que o Sol aqueça, em seu nome, o último verme, na última reentrância abismal.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 91


quinta-feira, 30 de julho de 2026

Você conhece a história de William Crookes?

 

William Crookes nasceu em 17 de junho de 1832, em Londres, Inglaterra, e destacou-se como um dos maiores cientistas de sua época. Químico e físico de renome, realizou importantes descobertas, como o isolamento do tálio, a construção do radiômetro e a identificação do chamado estado radiante da matéria. Seu prestígio levou-o a ocupar cargos de destaque em diversas sociedades científicas e a receber da rainha Vitória o título de "Sir".

 

Movido pelo rigor científico e pelo desejo de verificar a autenticidade dos chamados fenômenos mediúnicos, Crookes iniciou pesquisas sobre a mediunidade sem aceitar previamente sua veracidade. Seu objetivo era investigar os fatos com imparcialidade e, se possível, comprovar a existência de fraudes. A partir de 1869, passou a realizar experimentos com diversos médiuns, aplicando métodos de observação e controle compatíveis com o conhecimento científico da época.

 

Suas pesquisas mais conhecidas ocorreram com a jovem médium Florence Cook, por meio da qual estudou as materializações do Espírito conhecido como Katie King. Durante anos, submeteu os fenômenos a rigorosas investigações, acompanhando inúmeras sessões e realizando diversos testes. As experiências causaram grande repercussão no meio científico, por apresentarem evidências que, segundo suas conclusões, não poderiam ser explicadas por fraude ou ilusionismo.

 

Após longa investigação, William Crookes declarou-se convencido da realidade dos fenômenos espíritas. Diferentemente de muitos cientistas contemporâneos, que preferiram silenciar diante das evidências por receio das críticas, Crookes publicou os resultados de suas pesquisas na obra Fatos Espíritas, afirmando sua célebre conclusão: "Não digo que isto é possível; digo: isto é real!". Sua postura representou importante contribuição para o estudo científico dos fenômenos relacionados à mediunidade e fortaleceu o diálogo entre ciência e Espiritismo.

 

William Crookes desencarnou em 4 de abril de 1919, em Londres, deixando um legado reconhecido tanto pela ciência quanto pelo movimento espírita. Suas investigações demonstraram que os fenômenos mediúnicos poderiam ser estudados com seriedade, método e imparcialidade, tornando-o uma das personalidades mais importantes na história das pesquisas científicas sobre a mediunidade e um dos mais respeitados colaboradores da divulgação do Espiritismo.

 

Fonte: Federação Espírita Brasileira (FEB).


sábado, 25 de julho de 2026

Esperanto: Um Ideal de Fraternidade a Serviço do Evangelho

 


O mês de julho possui um significado especial para todos os esperantistas. Em 26 de julho de 1887, L. L. Zamenhof publicou o "Unua Libro", lançando oficialmente ao mundo o Esperanto, uma língua internacional planejada para aproximar os povos por meio da compreensão mútua e da fraternidade. Mais do que um projeto linguístico, o Esperanto nasceu como um ideal humanitário, inspirado pelo desejo de superar preconceitos, rivalidades e barreiras que, por séculos, dificultaram a convivência pacífica entre as nações. Seus princípios de neutralidade, igualdade e respeito encontram profunda sintonia com os ensinamentos do Cristo e com os ideais da Doutrina Espírita.

No meio espírita, essa afinidade sempre foi reconhecida. Em "O Esperanto como Revelação", o Espírito Francisco Valdomiro Lorenz afirma que o Esperanto não surgiu por acaso, mas foi preparado no Plano Espiritual como instrumento de aproximação entre os povos, sendo confiado ao "gênio da confraternização humana", L. L. Zamenhof, para sua concretização na Terra. Segundo essa obra, a unificação moral da humanidade exige também instrumentos capazes de favorecer o entendimento entre as criaturas, preparando os caminhos para uma convivência mais fraterna.

Diversos benfeitores espirituais igualmente manifestaram apoio a esse ideal. Emmanuel asseverou que "o Esperanto é o mais avançado instrumento da fraternidade entre os povos", destacando que sua difusão acompanha os esforços do Evangelho na construção de um mundo melhor. Bezerra de Menezes incentivou reiteradas vezes os espíritas a estudarem e divulgarem a língua, considerando-a valioso recurso para a propagação da mensagem espírita além das fronteiras nacionais. Também o Espírito Abel Gomes enfatizou que o Esperanto constitui importante elemento de aproximação das consciências, colaborando para a obra da regeneração da Humanidade.

Não é coincidência que Espiritismo e Esperanto tenham surgido no século XIX, ambos propondo a união da família humana. Enquanto Allan Kardec apresentou ao mundo a Doutrina Espírita, demonstrando a imortalidade da alma e a lei universal da fraternidade, L. L. Zamenhof ofereceu uma ferramenta prática para facilitar o diálogo entre pessoas de diferentes culturas. O primeiro une consciências pela compreensão das Leis Divinas; o segundo aproxima corações pela comunicação sem privilégios nacionais. Ambos apontam para o mesmo ideal: a construção de uma Humanidade mais justa, pacífica e solidária.

Neste mês em que celebramos o aniversário do Esperanto, somos convidados a refletir sobre nossa participação nesse grandioso projeto. Estudar e divulgar essa língua não significa apenas aprender um novo idioma, mas colaborar com um ideal de fraternidade universal que dialoga profundamente com os princípios espíritas. Que as instituições e os trabalhadores espíritas acolham com renovado entusiasmo esse legado, fortalecendo grupos de estudo, incentivando seu aprendizado e utilizando-o como instrumento de divulgação do Evangelho e da Doutrina Espírita. Afinal, como ensina o Espiritismo, toda iniciativa que aproxima os seres humanos, derruba barreiras e fortalece a fraternidade constitui valiosa colaboração na construção do Reino de Deus entre os homens.

DCSE/CEJG


Em constante renovação

 

“Renovai-vos no espírito…” — Paulo (Efésios, 4:23)

 

Aperfeiçoar para o bem é impositivo da Lei.

Em muitas ocasiões, afirmas-te cansado, sem qualquer recurso para empreender a tua transformação.

Acreditas-te doente, incapaz…

Dizes-te inabilitado, semimorto…

No entanto, agora, como há séculos de séculos, a Natureza em tudo é sublime renascimento.

Renovam-se os dias.

Renovam-se as estações.

Velhas árvores decepadas deitam vergônteas novas.

Pedras multimilenárias dão forma diferente aos serviços da evolução.

Na própria química do corpo em que temporariamente resides, a renovação há de ser incessante.

Renova-se o ar que respiras.

Renova-se o alimento de que te nutres.

Renova-se a organização celular em que te apoias.

Renova-se a limpeza que te acalenta a saúde. Deixa, assim, que a tua emoção e a tua ideia se transfigurem para fazer o melhor.

Estuda, raciocina, observa e medita…

Mais tarde, é certo que a reencarnação te conduzirá para novas lutas e novos ensinamentos; entretanto, permanece convicto de que toda lição nobre, aprendida hoje, por mais obscura e mais simples, será sempre facilidade a sorrir-te amanhã.

 

Emmanuel / Chico Xavier

Livro: Palavras de Vida Eterna – Lição 90