Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações. (Allan Kardec - E.S.E, XVII, 4)

sábado, 3 de agosto de 2019

Introspecção



Quanto tempo não paro para observar ao meu lado e ver se não tem alguém precisando de mim.
Meus problemas me cegam e não me permitem escutar o que está ao meu redor.
Só tenho tempo para mim. Minhas dores são mais fortes, meu medo tem razão de ser, minhas dúvidas me atormentam e com isso sofro mais e me doo menos.
A cada dia que passa eu perco mais oportunidades de aprender e de crescer. A correria não me deixa perceber pequenas coisas que muito me acrescentariam e diminuiriam o sofrimento.
E é por isso que devemos parar para observar o que esta à nossa volta. Dar tempo para os filhos se sentirem amparados, ouvidos, amados. Olhar em seus olhos quando os ouvimos e procurar compreendê-los para que se sintam seguros.
Quando assim agimos com eles, desde pequeninos, desenvolvemos em nós a capacidade de percebermos as variações mais sutis e com isso não permitimos que elas se tornem grandes problemas.
Quando repreendermos um filho deverá ser com amor e por amor. Porque antes de tudo deveremos ser exemplos.
Devemos ter o cuidado constante para não nos afastarmos deles e depois querermos impor a nossa presença e os nossos conselhos.
O dia-a-dia nos apresenta oportunidades de aprendizado recíproco e contínuo, mas, devemos ter tempo para o outro.
Um amigo que se aproxima de nós para desabafar é porque confia e necessita de nossa atenção. Saber ouvir é um dom.
Quantas vezes evitamos situações extremas quando nos dispomos a escutar com a calma e a aconselhar como um pai amoroso.
De repente, era só isso que este amigo precisava: atenção. Um ombro amigo para chorar e dividir o peso dos problemas.
Jesus espera de cada um de nós a caridade em forma de atos. Ele quer que coloquemos em prática tudo o que vivemos escutando no Centro Espírita, no Culto no Lar, nos exemplos de cada dia.
Devemos observar mais e agir mais. De nada adiantará partirmos de cada encarnação com mais conhecimentos se não nos dispusermos a colocá-los em prática.
Por isso queridos amigos, aproveitemos essa nova oportunidade para nos doarmos um pouco mais.
O trabalho nos educa à medida que estabelecemos regras e, o tempo, criamos quando nos desvencilhamos da preguiça.
Deixemos de ser observadores e tomemos as rédeas dos compromissos assumidos.
Só passaremos a enxergar o próximo quando não nos colocarmos à nossa própria frente o tempo todo. Essa mudança nos tornará melhores e nossos fardos serão mais leves.
Fiquem em paz.
                         Joseph Gleber

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